THE DELAGOA BAY WORLD

15/06/2021

NUMA ESTRADA RURAL PERTO DE LOURENÇO MARQUES, 1962

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está a constituir num arquivo.

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Pessoas transportando-se numa carroça transitam numa estrada rural perto de Lourenço Marques, 1962.

A FÁBRICA DA REUNIDAS NO XAI-XAI, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está a constituir num registo fotográfico.

 

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Interior da Fábrica da Reunidas em Xai-Xai, anos 60. Aqui estão a embalar sodas e sei que aqui também se embalava a Tombazana e o Vimto. Pouca gente sabe que a água doce na zona do Xai-Xai  e Bilene era (é?)de excepcional qualidade, quase tão boa como a da Namaacha – mas nada comparada com a água do Monte Vumba, que é das melhores do mundo.

OS CEMITÉRIOS DE S.FRANCISCO XAVIER, JUDAICO, MAOMETANO E FARSI DE LOURENÇO MARQUES, 1932

Imagem retocada. As informações contidas em baixo foram muito gentilmente facultadas por Cristina Pereira de Lima, filha do historiador Alfredo Pereira de Lima, autor de, entre outras, a obra monumental sobre os Caminhos de Ferro de Moçambique, de que detém os direitos de autor, juntamente com o seu arquivo pessoal.

 

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Lourenço Marques na zona do Alto-Maé, cerca de 1932. A- Os cemitérios Maometano, Judaico e Farsi; B- o Cemitério de São Francisco Xavier; C – a Avenida Pinheiro Chagas (hoje Dr. Eduardo Mondlane) com partes ainda com uma uma estradinha nos dois sentidos.

O arquivo de Alfredo Pereira de Lima contém os seguintes dados sobre o Cemitério S Francisco Xavier e os Cemitérios Maometano, Parse e Judaico:

“…. o seu terreno foi concedido pelo Estado em Maio de 1886, o muro e as obras foram construídas por empreitada de Pablo Perez e concluídas em 30 de Agosto de 1886; o cemitério foi inaugurado em 20 de Novembro de 1886.
Foi ampliado pela primeira vez em 1891, tendo sido prolongado no sentido NE. Foi encerrado em 20 de Novembro de 1951.”

Continua: “este cemitério tem anexos os cemitérios parse, maometano e judaico, abrange dois quarteirões quase inteiros, delimitados pelas Avenidas Manuel de Arriaga, Paiva Manso, Pinheiro Chagas, Latino Coelho e Dr. J Serrão, ocupando uma área de 60.769 metros quadrados. Muitos pioneiros encontram-se sepultados no Talhão dos Combatentes da Grande Guerra e há ainda pioneiros sepultados em jazigos de familia. No cemitério muçulmano estão sepultados muitos pioneiros maometanos…”

E ainda:

“O Cemitério Maometano foi autorizado pela Câmara em Maio de 1885.

O Cemitério Parse foi autorizado pela Câmara Municipal em 1898, a requeremiento de Homorgy Idolgy, que foi vereador e era ao tempo o chefe da comunidade parse de Lourenço Marques.

O Cemitério Israelita foi autorizado em sessao da Câmara Municipal de 24 de Janeiro de 1900 por proposta de Leão Cohen. Existe desde essa data.

Muitas religiões, creio que a maometana também, não admitem a prática de exumações, pois consideram sagrada a última jazida do fiel e perpétua a sua sepultura…”

14/06/2021

MANUELA ARRAIANO E O RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1964

Filed under: Filme sobre o RCM 1964, Manuela Arraiano - RCM — ABM @ 16:23

Ou vice-versa. Filme da RTP, 1964.

A música que toca nos primeiros segundos penso que é de uma composição do Maestro Belo Marques de que só existe uma cópia nos arquivos da RTP e de que já pedi uma cópia há mais que um ano….e até hoje, nada.

12/06/2021

UM DIA NA PRAIA, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

 

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Atravessando o rio num batelão propulsionado por uma corda, que penso ser o Maputo a caminho da Ponta do Ouro.

 

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No centro, Manuel Gomes, rodeado pelos amigos. Se o Exmo. Leitor conhecer alguma das pessoas, envie uma nota para aqui.

RUA CONSIGLIERI PEDROSO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

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Quase na junção da Rua Consiglieri Pedroso com a Praça 7 de Março, vê-se, da esquerda, a Primeira Esquadra, seguida pelo Restaurante a Marisqueira, o Paraíso Africano e o Prédio Lar Moderno.

A AVENIDA ANTÓNIO ENNES E O HOTEL POLANA, INÍCIO DOS ANOS 70

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

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A Avenida António Ennes, no troço que passa junto ao Hotel Polana. Ao fundo, o futuro (inconcretizado) Hotel 4 Estações.

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Vista do mesmo ângulo (Prédio no Nº970 da Avenida) mas mais à direita.

09/06/2021

O GRANDE HOTEL DA BEIRA, INÍCIO DA DÉCADA DE 1960

Filed under: Beira, Beira - Grande Hotel, Beira - Ponta Gêa, Beira- ATCM — ABM @ 21:26

Imagem retocada.

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O Grande Hotel da Beira na Ponta Gêa, início da década de 1960.  Mesmo atrás e em cima, vê-se o ATCM da Beira.

O FAROL DO MACÚTI NA BEIRA, ANOS 50

Filed under: Beira - Farol do Macúti — ABM @ 21:19

Imagem retocada.

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O Farol do Macúti na Beira, década de 1950

A CENTRAL TELEFÓNICA DA BEIRA, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Beira - Central telefónica 1910s — ABM @ 21:14

Imagem retocada.

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A estação telefónica da Beira, início do Século XX.

08/06/2021

A RUA CONSIGLIERI PEDROSO EM LOURENÇO MARQUES, FINAL DOS ANOS 60

Filed under: LM Baixa, LM Rua Consiglieri Pedroso — ABM @ 22:45

Imagens retocadas.

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Vista parcial da Rua Consiglieri Pedroso, cerca de 1968.

 

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O mesmo trecho da Rua Consiglieri Pedroso.

O BOEING 737 CR-BAA DA DETA, 1970

Imagem retocada.

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O CR-BAA da DETA “Moçambique”, um Boeing 737-2B1, número de série 20280 penso que o primeiro avião a jacto em Moçambique, entrou ao serviço em Dezembro de 1969. Em 1975 foi re-matriculado como C9-BAA. Voou até 2002.

LOURENÇO MARQUES EM 1933, VISTA DO AR

Imagens retocadas e coloridas. Grato como sempre ao Rogério Gens pelas suas correcções.

Penso que cerca dos anos 40-50 um fotógrafo que esteve em Lourenço Marques tirou uma fotografia de outra fotografia aérea, que estimo ter sido tirada cerca de 1933. Esta fotografia aérea foi captada por W. Norman Roberts da empresa aérea sul-africana African Flying Services (PTY) Limited, uma das pioneiras dos serviços e transporte aéreo na então União Sul-Africana. Esta fotografia, com alguns retoques, é a primeira que coloco aqui no topo. Todas as imagens que se seguem são cópias ampliadas, legendadas e coloridas, do que se vê nesta primeira fotografia, que mostra de forma inédita (para mim) alguns dos aspectos da topografia da Cidade que eu conhecia mas nunca tinha visto de uma forma global e objectiva.

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A cópia da fotografia topográfica de Lourenço Marques, cerca de 1933.

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A – O então Museu Provincial, mandado construir por Pott (hoje sede to Tribunal Constitucional); B- A Imprensa Nacional, anteriormente a Cadeia; C – Estação dos Bombeiros (onde hoje fica o Prédio 33 Andares); D – a então Câmara Municipal de Lourenço Marques, depois Tribunal da Relação; E – o primeiro estádio de futebol do Grupo Desportivo Lourenço Marques; F- Sede e terrenos do Sporting Club de Lourenço Marques; G- Avenida da República (hoje 25 de Setembro); e H – o Aterro da Maxaquene.

 

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O Aeródromo da Carreira de Tiro. Logo a seguir a Rua dos Combatentes de Nevala. Do lado direito, a Cadeia Civil e à direita desta, o primeiro Campo de Golfe da Polana.

 

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A – Cadeia Civil; B- o primeiro Campo de Golfe da Polana, em que a Clubhouse fica na ponta à direita em baixo; C- A Avenida Massano de Amorim (hoje Mau Tsé Tung); D – o Parque José Cabral (hoje, dos Continuadores); E- o Hotel Polana.

 

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A- Complexo do Hospital Miguel Bombarda; B- Avenida Pinheiro Chagas (hoje Dr. Mondlane; C – A futura Escola Primária Rebelo da Silva (hoje 3 de Febereiro) em construção.

 

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A – Aterro da Maxaquene; B- parte ainda inacabada do paredão de cimento junto ao futuro Clube de Pesca (hoje Escola Náutica); C – doca de pesca desportiva; D – Ponta Vermelha. Note o Exmo. Leitor que esta parte foi “comida” e inclinada posteriormente, pois nesta altura caía abruptamente, como aliás se via em partes da Catembe até aos anos 80.

 

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A – o Liceu 5 de Outubro, junto à Av. 24 de Julho, que depois seria a Escola Comercial Azevedo e Silva; B- a Sinagoga de Lourenço Marques, ainda existente; C – a Estação Telegráfica da Eastern Telegraph Company, que seria demolida e aí edificado o Liceu Salazar (hoje ES Josina Machel; D- terreno onde seria edificado o Joardim Silva Pereira (hoje dos Professores. Note-se que na altura o terreno era muito maior que o existente hoje, pois as barreiras foram alteradas, especialmente depois do Ciclone Claude em Janeiro de 1965; E – o Hotel Cardoso estando logo ao lado as fundações do futuro Museu Álvaro de Castro (hoje Museu de História Natural); F – por curiosidade, a casa onde cresci em Lourenço Marques, pelos vistos uma das primeiras duas a serem construídas na Rua dos Aviadores (hoje Rua da Argélia).

 

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A – Por baixo desta letra, o Hospital Militar, que seria demolido e no seu lugar construída a Sé Catedral de Lourenço Marques; B – a então Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no local onde depois seria construído o Palácio da Rádio do Rádio Clube de Moçambique; C- a Avenida Aguiar, depois Avenida Dom Luiz I (hoje Marechal Samora). Note o Exmo. Leitor que na década e meia seguinte seriam construídas a Praça Mouzinho no topo (hoje da Independência) e em baixo seria eliminada a Travessa da Fonte, que estenderia esta artéria até à Praça 7 de Março (hoje 25 de Junho), que na altura ainda era rectangular, cheia de Kiosks e atravessada a meio pela Rua Araújo; D- Jardim Vasco da Gama (hoje Tunduru); E – Câmara Municipal de Lourenço Marques (hoje Tribunal da Relação) e mais em cima o Grupo Desportivo Lourenço Marques.

 

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Na zona do Alto-Maé. A- Os cemitérios Maometano, Judaico e..(farsi?); o Cemitério de São Francisco Xavier; C – a Avenida Pinheiro Chagas (hoje Dr. Mondlane) com partes ainda com uma um estradinha nos dois sentidos.

 

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Na zona de Alto-Maé. A – zona de Xipamanine; B- Em discussão com o genial Rogério Gens este deverá ser um depósito de água para servir a zona do Alto-Maé; C- a Avenida Pinheiro Chagas (hoje Dr. Mondlane) que acaba logo a seguir à esquerda; D – a Avenida 24 de Julho, que nesta altura também acaba logo a seguir e mais tarde seria estendida mais quase dois quilómetros.

03/06/2021

O PRÉDIO SHEIK EM LOURENÇO MARQUES, 1967

Filed under: LM Av. Massano de Amorim, LM Prédo Sheik — ABM @ 23:06

Imagem retocada dos arquivos nacionais de Moçambique.

O Prédio Sheik era chamado assim devido ao restaurante Sheik, situado no seu rés-do-chão, considerado de muito boa qualidade. Ao lado, havia na cave uma boite, penso que também do Sheik, que teria muito sucesso mesmo depois (ou especialmente depois) da independência. Por cima estão apartamentos. O prédio, com um desenho banal tipo “caixote”, está numa esquina da antiga Massano de Amorim (penso que agora é Mao-Tsé-Tung) junto ao Parque josé Cabral (agora dos Continuadores) a dois minutos a pé do Hotel Polana. Ao lado está o Prédio Prometheus desenhado por Pancho Guedes, cuja construção antecedeu a do Sheik, por mais que uma década.

CASA DE ZINCO NO ALTO-MAÉ EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada, dos arquivos nacionais de Moçambique, de uma moradia na Avenida 24 de Julho no Alto-Maé, em Lourenço Marques, anos 60.

XXXXX

HOMEM E CRIANÇA NA NAMAACHA, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

Homem e criança na Namaacha, junto à fronteira com o Reino da Suazilândia, anos 60. A criança está a segurar uma papaia.

O MINISTRO VASCO LOPES ALVES VISTA A COMPANHIA VIDREIRA DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, 1959

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

Imagem da visita que o então Ministro do Ultramar português, Vasco Lopes Alves (neste cargo entre 14 de Agosto de 1958- 13 de Abril de 1961, sendo sucedido por Adriano Moreira) fez à Companhia Vidreira de Moçambique, em Lourenço Marques, 1959, onde Manuel Gomes exercia funções de gestor.

O ministro do Ultramar recebido na Cia. Vidreira de Moçambique. Veja a mesma imagem, indexada.

Das 16 pessoas, identifico (9) Manuel Martins Gomes e (6) o Ministro do Ultramar, Vasco Lopes Alves. Penso que (4) é o Capitão Simões Vaz mas não tenho a certeza. Se. o Exmo. Leitor conhecer alguém nesta fotografia, por favor mande uma mensagem para este blogue.

02/06/2021

O PROFESSOR RUI GOUVEIA NO LICEU SALAZAR EM LOURENÇO MARQUES

Tenho um pedido a fazer. Gostava de escrever neste blogue um esboço biográfico do Professor Rui Gouveia, que foi docente de Desenho no Liceu Salazar em Lourenço Marque durante décadas e onde mais tarde foi Vice-Reitor e depois Reitor. Sei que ficou em Moçambique depois da independência e depois perdi-lhe o rasto.

Certamente que causou uma impressão e encontro algumas referências específicas à sua pessoa:

Otelo Saraiva de Carvalho – Em Otelo o Revolucionário, o biógrafo Paulo Moura menciona o Dr. Gouveia de raspão, na parte em que o futuro operacional e mastermind do golpe militar que acabou com o regime criado por Salazar em 1974, estava em Lourenço Marques (onde nasceu em 31 de Agosto de 1936) e no liceu:

Rui Gouveia concebeu os cenários de uma peça de Almeida Garrett em que Otelo representou com Isabel Vila Maior, uma colega no Liceu Salazar.

Carlos Nogueira – Numa entrevista dada ao jornal português Público, publicada em 21 de Setembro de 2012, é mencionado assim pela entrevistadora: “Na sua formação, destaca um professor do liceu de Lourenço Marques (hoje Maputo), Rui Gouveia, que também pintava, “e nunca será conhecido. ‘Esse foi o professor do princípio. Emprestava-me livros, tintas, dava-me tintas que mandava vir da Europa, e foi importante no sentido de me dar achas para a fogueira.” – ver aqui.

António Duque Martinho – num esboço biográfico de Duque Martinho, Gouveia, que parece que foi seu coilega e amigo em Coimbra nos anos 30, é mencionado aqui.

Joaquim Chissano – o sucessor de Samora Moisés na presidência da Frelimo e de Moçambique, no livro de memórias, Vidas, Lugares e Tempos, na parte em que se queixa da sua experiência enquanto aluno preto no Liceu Salazar, tece umas não-considerações sobre Gouveia, naquela óptica (já) do “nunca confies num branco”:

Chissano: “sim, mas”. Chissano aqui procede o seu relato indicando que arriscou chumbar o ano pela nota negativa a desenho, em que pelos vistos era tão bom como eu, não fosse providencialmente salvo por uma professora que a seguir lhe deu notas positivas.

Mas para além disto não encontro quase nada, nem fotografias, do Professor Gouveia. Se algum exmo. Leitor tiver dados, ou conhecer quem os tenha, sobre ele, peço que me contacte para esta Casa….

30/05/2021

TURISTA EM DURBAN, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

Turista dando uma volta em Durban num riquexó. A maior parte do turismo de Moçambique nesta altura penso que ia para Nelspruit, Joanesburgo e alguns para outras cidades como Durban.

LOURENÇO MARQUES VISTA DO AR, INÍCIO DA DÉCADA DE 1970

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

Vista da Cidade a partir de um avião, início da década de 1970. Em primeiro plano vê-se o Bairro da COOP, seguido pelas instalações militares, a Carreira de Tiro, e ao fundo a Polana e ao lado a Maxaquene

29/05/2021

A VISITA DO MARECHAL ÓSCAR CARMONA À BEIRA, 1939

Em Agosto de 1939, escassas semanas antes do início da II Guerra Mundial, o Marechal Carmona, presidente da república portuguesa (ou do então chamado Estado Novo de Salazar), fez uma visita a algumas colónias portuguesas, entre elas Moçambique. No caso da Beira, Carmona foi de barco à Beira, mas o grande encontro com a população local ocorreu no pequeno aeródromo da Cidade, onde o Presidente falou à população, seguido de um enorme batuque.

Este pequeno edifício era na altura o terminal do aeródromo da Beira, aqui fotografado em 1942.
O terminal do Aeródromo da Beira, Agosto de 1939, engalanado para receber Carmona, que nesta imagem se vê na varanda no topo do terminal, a saudar a população.
Após as exéquias, o Marechal Carmona desce do terminal.

MANUELA ARRAIANO RECITANDO OS LUSÍADAS EM LOURENÇO MARQUES, 1969-70

Filed under: Manuela Arraiano - RCM — ABM @ 23:13

Imagem retocada do espólio da Família Benini. Grato a Bárbara Benini e a M J Gomes.

Manuela Arraiano num recital de poesia dedicado a Camões no Teatro do Rádio Clube de Moçambique, 1969-70.

Manuela Arraiano, locutora e diseuse, a recitar trechos de Os Lusí­adas.

A CONSTRUÇÃO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES, 1908-1917

Imagens retocadas e coloridas.

A primeira estação ferroviária de Lourenço Marques era em 1895 um modesto edifício ao lado da Praça Mac-Mahon (hoje dos Trabalhadores, do lado do porto. Só anos mais tarde se construiu a actual estação, em duas fases, que se mostram em baixo.

1. Fase 1, construção da estação nova dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, 1908.
2. A Fase 1 concluída, 1910.
3. A Fase 1, vista na direcção da Praça Azeredo (depois Mac-Mahon, hoje dos Trabalhadores). Note-se que o edifício “principal” em frente à Praça ainda não existe.
4. 1915. Atrás, vê-se o edifício central que faz frente à Paraça a ser construido. Seria inaugurado em 1917.
5. Parte do interior da estação ferroviária de Lourenço Marques. Em primeiro plano o salão de chá, estando ao fundo o bar da estação, 1910, foto de Louis Hily.

28/05/2021

TRAINEIRAS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

Traineiras atracadas no porto de embarcações ligeiras de Lourenço Marques, situado mais ou menos à frente da Praça 7 de Março (hoje 25 de Junho) e da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição em Lourenço Marques, anos 60.

FIM DE TARDE PERTO DO UMBELÚZI, ANOS 60

Imagem retocada, de Manuel Martins Gomes. Grato à sua filha Zé, que a disponibilizou em memória do seu Pai, cujo espólio fotográfico está pacientemente a começar a analisar e a constituir num registo fotográfico.

Fim de tarde na residência dos Benini perto do Umbelúzi com, da esquerda, sentada no chão a jovem Bárbara Benini, a sua Mãe Manuela Arraiano, de pé Maria João Seixas, Maluda, de costas Jorge Seabra e a fadista Amália Rodrigues, primeira metade da década de 1960.

Manuela Arraiano (Benini) foi, entre outras, uma popular locutora do Rádio Clube de Moçambique. – ouvir aqui.

Maria João Seixas – para mais detalhes ler aqui.

Amália Rodrigues foi a Diva do fado português no Século XX – para mais detalhes ler aqui.

Jorge Seabra – marido de Amália Rodrigues.

Bárbara Benini – filha de Manuela Arraiano (Benini) e de Nicky Benini, que operava um negócio de fruticultura e agricultura perto de Lourenço Marques.

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