THE DELAGOA BAY WORLD

20/02/2021

A IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, EM CONSTRUÇÃO, 1961

Imagens retocadas. As duas últimas imagens são cópias da primeira.

A Igreja de Santo António da Polana é segundo Elisiário Miranda, “a obra mais emblemática do arquiteto Nuno Craveiro Lopes (1921-1972), encomendada em 1959 e concluída em 1962. Objeto isolado, a igreja tem afinidades conceptuais, estruturais e formais com a arquitetura religiosa do expressionismo alemão e com as igrejas mexicanas do espanhol Félix Candela. Ao seu espaço preside uma concepção comunitária da celebração litúrgica, que se expressa no sentido unitário da matriz circular e da sua simbólica sub-divisão geométrica. A sua forma resulta da sobreposição sequencial de finas membranas poligonais de betão aparente, com os vazios encerrados por caixilhos de vidro e vitrais coloridos, num movimento ascendente que culmina na iluminação cromática do espaço central e que, no exterior, é unificado pelo símbolo da cruz.”

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O TEATRO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, 1917

Filed under: LM Cinema Varietá, LM Rua Araújo, O Varietá em 1917 — ABM @ 16:05

Imagens retocadas.

 

Fachada exterior.

 

O interior, em branco, cheio de dourados e vermelhos..

A VOLTA À CIDADE DE LOURENÇO MARQUES EM ATLETISMO, 1933

Filed under: Volta à Cidade LM em Atletismo 1933 — ABM @ 15:49

Imagens retocadas.

” A Volta à Cidade é uma das raras provas de desportos atléticos que em Lourenço Marques se realizam. Este ano, voltou a realizar-se, por tenacidade do Grupo Desportivo Lourenço Marques, seu organizador, que é verdadeiramente o último reduto to atletismo na nossa terra. A corrida, num percurso de 10.000 metros, por estfetas de cinco homens, voltou este ano a ser ganha pelo Desportivo”.

(em O Ilustrado de Lourenço Marques, 1 de Agosto de 1933, Nº9, pág. 160.)

 

A equipa do Sporting Lourenço Marques. Uns com o leão para a esquerda, outros para a direita.

 

A equipa do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

 

Bento, do Desportivo, na antiga estrada para a Marginal, conclui a prova, assegurando a vitória do clube.

LOURENÇO MARQUES NO FINAL DE 1937: NA ZONA DO HOTEL POLANA

Imagens Retocadas.

As três imagens raras em baixo foram copiadas a partir de uma original maior, obtida por uma norte-americana que passou de raspão por Lourenço Marques no final de Novembro de 1937, permitindo assim ao exmo. Leitor poder ver mais algum detalhe. Captam a zona da Polana, Carreira de Tiro e parte da Somershield.

A Praia em frente ao Hotel Polana, vendo-se à esquerda o Palmar e à direita alguns dos bungallows que eram alugados aos turistas sul-africanos no verão. Por esta altura, o único acesso à Polana pela Praia era a Estrada do Caracol. Ou a grande volta pela Baixa.

 

Atrás do Hotel, vê-se o Parque José Cabral (hoje, Parque dos Continuadores) e mais ao fundo à esquerda, os terrenos do Hospital Central Miguel Bombarda.

 

Atrás do hotel praticamente não havia uma casa. Ao fundo à direita da Rua de Nevala (com as árvores) vê-se o então Aeródromo de Lourenço Marques, O pontinho branco no meio do campo a seguir à Cadeia Civil, é um avião. Só dois anos depois é que se inauguraria a Estação Aérea de Mavalane. Para cá da Cadeia Civil, ficava o original Campo de Golfe da Polana.

18/02/2021

O Nº33 da Avenida António Ennes em Lourenço Marques, 1962

Imagem retocada.

Penso que em tempos a casa de João Ferreira dos Santos.

ANÚNCIO DA TOMBAZANA, ANOS 60

Filed under: Anúncio de Tombazana Morango, Fábricas Reunidas — ABM @ 19:57

Imagem retocada.

Na altura eu achava que esta era a melhor bebida do mundo, bebida no intervalo grande da manhã na Escola Rebelo da Silva, com uma arrufada.

O BARCLAYS BANK EM LOURENÇO MARQUES, 1962

Imagem retocada.

 

O Barclays Bank DCO na esquina da Rua Joaquim da Lapa (agora Joe Slovo) e a Travessa da Catembe (acho eu). 1962. Actualmente, penso que o imóvel pertence ao Millennium BIM.

Segundo a Enciclopédia Britânica, “O Barclay Bank International Ltd. – denominado Barclays Bank (Dominion, Colonial and Overseas) até 1954 e Barclays Bank DCO até 1971 – foi criado em 1925 com a fusão do Colonial Bank, do Anglo Egyptian Bank e do National Bank of South Africa e tornou-se uma subsidiária integral do Barclays Bank Ltd. em 1971. O Colonial Bank foi fundado em 1836 para realizar negócios nas Índias Ocidentais e na Guiana Britânica (agora Guiana) e foi autorizado, por acto especial de 1916-1917, para operar em qualquer lugar do mundo. O Anglo Egyptian Bank foi criado em 1864 para fazer negócios em Alexandria e, mais tarde, em outras partes do Mediterrâneo, como em Malta. O De Nationale Bank der Zuid-Afrikaansche Republiek (Beperkt) foi constituído na república Boer do Transvaal em 1890 e rebaptizado como National Bank of South Africa Limited Banco Nacional em 1902, após a ocupação britânica. em 1902.

O SPORTING CLUBE DE LOURENÇO MARQUES EM 1937 E EM 1962

Imagens retocadas.

O Sporting Clube de LM foi formalmente constituído em 3 de Maio de 1920. Leia em baixo uma descrição do seu percurso.

Em 1962, o futuro estádio de basquetebol coberto do Sporting e sede em construção, bem como o muro exterior e entrada do Sporting LM, supostamente, em boa parte, com fundos da venda do passe de Eusébio ao Benfica de Portugal, obtidos depois de uma longa negociação. O estádio ficou implantado num triângulo de terreno encaixado entre o campo de futebol do Sporting (o mais antigo da Cidade) e os terrenos do Grupo Desportivo, à direita na imagem.A cobertura seria feita de faixas de alumínio leve, encaixadas, para proteger da chuva. Mais ou menos. A construção deste estádio lançou o Sporting para os píncaros do basquetebol de Moçambique e de Portugal, quase tão bom como o vizinho Desportivo (…).
O campo de futebol do Sporting LM, estando no seu cimo à esquerda a Sede original do Clube, que depois foi usada para a prática do judo. O edifício branco em baixo à direita é a sede do Grupo Desportivo Lourenço Marques. Ao fundo, o Aterro da Maxaquene, ainda coberto por eucaliptos.
O emblema do Sporting, contendo um leão. Uma curiosidade: aquando da construção do monumento em homenagem ao Marquês de Pombal, o artista que venceu o contrato da estátua era um futuro sportinguista e fez uma estátua do marquês….com um leão ao seu lado.Ao que se sabe, o Marquês nunca teve um leão de estimação. Nesta imagem, a data de fundação é indicada como 4 e não 3 de Maio, a data supostamente correcta.
Uma curiosidade que só consegui esclarecer há poucos dias foi a razão porque é que o Sporting e o Desportivo estavam implantados da forma como se encontram hoje, em ângulo um em relação ao outro. A razão é aparente nesta imagem, tirada no final de Novembro de 1937. Após a execução do enorme Aterro da Maxaquene no final da década de 1910, durante muitos anos havia uma estrada que passava entre o edifício da Câmara Municipal (ainda hoje um tribunal) e os dois clubes e seguia para a Estrada Marginal (mais tarde fez-se a Avenida da República, hoje 25 de Setembro). A disposição da estrada determinou a forma como os terrenos dos dois clubes foram definidos. sendo que, nos anos 50, a estrada foi cortada a partir do final do campo de futebol do Desportivo (Estádio Paulino dos Santos Gil), que por sua vez foi construido em 6 semaas em 1951(por isso não se vê nesta imagem).. Pouca gente sabe que nesta altura o Desportivo já tinha um campo de futebol, que ficava situado directamente em frente à Câmara Municipal (hoje o tribunal) e ocupava o espaço hoja ocupado pelos campos de basquet e a piscina – e é o campo que se pode ver na imagem, a seguir ao campo do Sporting. Nos Anos 40, a Câmara fez um negócio com o Desportivo em que a frente do terreno recuava 50 metros até à cota onde estava a sede do clube (destruindo o campo de futebol) e em troca a Câmara deu o terreno para o futuro campo de futebol….que ficaria assim a seguir ao campo do Sporting.
A mesma imagem da de cima, de 1937, legendada. A Câmara Municipal é o Tribunal em frente ao Desportivo. Na estação de Bombeiros hoje está implantado o Edifício 33 Andares.

O sítio Wikisporting resume assim o percurso do Sporting LM:

“As origens do Sporting Clube de Lourenço-Marques encontram-se em 1915, quando um grupo de estudantes do Liceu 5 de Outubro formaram uma equipa de futebol, a que decidiram chamar Sporting, por a maioria ser adepto do Sporting Clube de Portugal. Esse grupo incluía Jorge Belo, Júlio Belo, José Agent, António Amorim, Manuel Dias, João Amorim, Abel Cardoso, Luís Cardoso, Luís Maria da Silva, João Carvalho, José Roque de Aguiar, e A. Gonçalves.

Este foi o núcleo que, cinco anos depois, sendo o Sporting Clube de Lourenço Marques já importante na região, decidiu legalizar o clube. No dia 3 de Maio de 1920, considerado nos estatutos como a data oficial de fundação, vinte sócios fundadores realizaram uma assembleia geral onde foram aprovados os estatutos, cuja aprovação foi requerida ao Governador-Geral a 15 desse mês e concedida em 21 de Julho de 1920. Esses fundadores foram Jorge Belo, Joaquim Duarte Saúde, José Roque de Aguiar, Peter Mangos, António José de Sousa Amorim, Alberto Gonçalves Túbio, Júlio Belo, José Nicolau Argent, Edmundo Dantes Couto, Manuel Sousa Martins, José Miguens Jorge, José Mendes Felizardo Martins, Alfredo Carlos Sequeira, João Carvalho, Manuel Dias, José Lopes, António Pimenta Freire, Augusto Gendre Ferreira, António Maria Veiga Peres, Abílio Carmo, João de Freitas e Fernando de Figueiredo Magalhães. Note-se que a maioria dos fundadores era menor de idade, e o requerimento de legalização foi subscrito por pessoas que não participaram na reunião de 3 de Maio. Rapidamente o Sporting de Lourenço Marques se tornou num dos mais importantes clubes desportivos de Moçambique, não se limitando ao futebol.

Em março de 1923 o Dr. Aurélio Galhardo encetou negociações com o clube moçambicano para que este se tornasse Filial leonina. Assim, o Sporting Clube de Lourenço Marques tornou-se a Filial nº 6 do Sporting Clube de Portugal, e assim se manteve até 1975. [4] Em 1975, após a independência de Moçambique, tornou-se Sporting Clube de Maputo, para em 1977 assumir a designação actual – Clube de Desportos da Maxaquene. Entre Dezembro de 1981 e Fevereiro e 1982, o clube chamou-se Asas de Moçambique, voltando a ser Maxaquene após 3 meses como Asas. O Maxaquene adoptou como cores o azul e vermelho, mantendo actividade desportiva em futebol e andebol.
Segundo os testemunhos de antigos jogadores de futebol do Sporting de Lourenço Marques, Naldo Quana, Joaquim Aloi, Miguel Vaz e Leovelgildo Ferreira, que transitaram para o Maxaquene, antes da independência o clube “era um clube selectivo. Para os negros jogarem no Sporting ou tinham que ser jogadores com a qualidade de Eusébio da Silva Ferreira ou, então, tinham que ter alguém que os apadrinhasse”. Os seus dirigentes e atletas proviriam principalmente da Polícia e do Serviço Municipalizado de Água e Electricidade. No entanto, isto era decorrente, não de uma decisão do Sporting de Lourenço Marques, mas sim de uma “proibição da utilização de negros sem alvará de assimilação” no futebol. Efectivamente, José Craveirinha, um dos maiores poetas de Moçambique e figura maior da literatura de língua portuguesa, galardoado em 1991 com o Prémio Camões, enalteceu “o rasgo de puro e desassombrado desportivismo” que representara, na época de 1951/52, o “caso absolutamente ímpar” da “apresentação nas pistas de atletismo de alguns atletas negros puros envergando a tão susceptível, até aí, camisola do Sporting local.” Mais ainda, os sino-moçambicanos de Lourenço Marques praticavam desporto no Sporting.”

UM DIA NO CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES, 1961

Filed under: Clube Naval de LM em 1961, LM Clube Naval — ABM @ 11:14

Imagens retocadas.

O Clube Naval de Maputo foi fundado em 13 de Fevereiro de 1913, com o nome de Grémio Náutico de Lourenço Marques. Penso que é a agremiação desportiva mais antiga de Moçambique, sendo que na altura dois outros clubes foram fundados pelos ingleses residentes na Cidade, o e ‘Lourenço Marques Yachting Club’ e o ‘Delagoa Bay Swimming Club’ – mas de que não reza a história. Em 1938, alterou a sua designação para Clube Naval de Lourenço Marques. Não sei bem como, de alguma forma resistiu ao embate da independência, na medida em que, ao contrário da maioria dos clubes da Cidade, que literalmente foram intervencionados e “adequados” aos novos tempos, esvaziando-se dos seus sócios e patrocinadores prévios, manteve alguma coerência no seu propósito e funcionamento nas décadas em que se seguiram, apesar de a sua actividade, durante alguns anos, ter sido uma sombra do que fora em décadas anteriores. ALgures por esta altura alterou novamente a designação para a actual. Volvidos 108 anos, o Clube Naval mantém a matriz fundacional e continua a ser uma parte integrante da vida da Cidade.

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17/12/2020

ANIVERSÁRIO DO JOÃO EM LOURENÇO MARQUES, 1966

Grato ao MJBNMG, imagem retocada e pintada por mim.

Momento durante a festa do 5º aniversário do Joãozinho na casa dos seus Avós na Rua dos Aviadores em Lourenço Marques, meados da década de 1960. O João era meu amigo, meu vizinho e colega na Escola Primária Rebelo da Silva. Ele hoje é médico em Lisboa, com filhos e netos.

O João apaga as velas enquanto eu, à direita, observo.
Para além do João, que apaga as velas: 1- ?; 2- Gita; 3- Jorge Ribeiro (filho do lendário Vitorino Ribeiro, o segundo enfermeiro mais famoso de LM); 4- ?, 5- ?. 6- ?, 7- Moi même, 8 – ?

10/12/2020

A PROFESSORA ÁUREA DA ESCOLA REBELO DA SILVA EM LOURENÇO MARQUES

Muitissimo grato a AV.

Áurea Leila Carmo Vaz foi professora na Escola Primária Rebelo da Silva, que ficava situada na Avenida Pinheiro Chagas em Lourenço Marques, entre 1966 e 1975, tendo ensinado toda uma geração de jovens Coca-Colinhas a ler, a escrever, a contar e, espera-se, a pensar.

A Professora Áurea nasceu e cresceu em Goa, tal como o marido. A mentalidade retrógrada dominante impediu-a de continuar a estudar para além da 4ª classe, apesar de ter sido uma aluna brilhante na escola primária. Casou-se muito jovem e teve logo dois filhos, Álvaro e Evelize. Foi já nessa situação de mulher e mãe que o marido a encorajou a voltar a estudar. Ela fez então em pouco tempo, apresentando-se como aluna externa, o 1º e o 2º ciclo liceais, fazendo a seguir o Magistério Primário, terminando o curso com distinção. Começou a leccionar em Goa e, depois da anexação do território pela Índia em Dezembro de 1961, partir com o marido e filhos para Moçambique. Aí leccionou, primeiro na escola primária da Matola, depois na escola D. Berta Craveiro Lopes, nos subúrbios de Lourenço Marques, e de 1966 a 1975, na escola Rebelo da Silva, na Polana. Em 1976 partiu para Portugal, tendo leccionado na escola primária do Lumiar até se reformar em 1994, com 65 anos. Faleceu em 2011 em Lisboa.

 

A Professora Áurea Carmo Vaz na varanda do apartamento onde vivia com a família, na Rua Afonso de Albufquerque, Nº 443-1º Andar, no alinhamento da Escola Rebelo da Silva com a pastelaria Cristal, cerca de 1970.
Esta foto, de 1972, é de quando a Professora Áurea, que está à direita, foi a Goa, de onde tem as suas raízes. Aqui está em frente da casa da sua Mãe Carmina, (ao centro), tendo do lado esquerdo a sua irmã mais velha, Melba.
A Professora Áurea com o seu marido, Alfredo Augusto Mário Carmo Vaz, em Lisboa, 1976, já depois da Debandada de Moçambique.

 

10/11/2020

JOÃO DE SOUSA, 1947-2020

Filed under: João de Sousa - jornalista — ABM @ 01:24

Faleceu no dia 26 de Outubro de 2020 em Maputo o jornalista e personalidade da rádio, João de Sousa. Tinha 73 anos de idade e deixa mulher e penso que dois filhos.

Em jovem, assisti ao surgimento e rápida ascenção do então jovem João de Sousa na rádio de Lourenço Marques, resultante da sua voz serena e aveludada, dicção quase perfeita e presença. Depressa fez disso a tónica da sua carreira. Por volta de 1974, quando ocorreu a brusca mudança de regime, ele, que já era um figura conhecida em quase todo o Moçambique, alinhou pelo nascente regime da Frelimo e, navegando por entre os pingos da chuva (de que destaco a sua divertidíssima versão de como foi quase raptado” durante os nefastos eventos do 7 de Setembro de 1974, presumo que como forma de não ser ostracizado pela ditadura da Frelimo) prosseguiu a sua carreira dentro do possível, chegando a ser administrador da Rádio Moçambique, que entretanto se tornou no canal privilegiado da propaganda do regime até aparecer a concorrente TVM (concorrente, durante anos, apenas nas poucas cidades onde o sinal da televisão aparecia).

Afirmando-se nacionalista, João fazia questão de criticar o regime anterior, o que era – e é – demasiadamente fácil, mas coibia-se de comentar tudo o que se seguiu, o que, aliás, se calhar era como teria que ser. Ainda assim, afirmar que ele foi descriminado por não ser branco no tempo colonial é, penso, um pouco hiperbólico. Eu acho que não. Mas ele lá sabia.

Nos quase quarenta anos que se seguiram a 1974, João valorizou como pôde o que se foi fazendo em Moçambique, emprestando a sua qualidade profissional ao mesmo tempo que omitindo o passado que havia testemunhado, até se reformar da Rádio Moçambique, altura em que, presumo que para se manter ocupado, começou a escrever umas crónicas simpáticas e interessantes em que (afinal) referia o notório passado desportivo e as personalidades que o fizeram e com quem conviveu de perto. Muitos que se lembravam dele antes da Independência, quase todos hoje pelo menos sexagenários e vivendo fora de Moçambique, liam essas crónicas com prazer e até saudade – ou saudosismo. Frequentemente, copiava fotografias dos meus blogues de Moçambique para ilustrar o que dizia.

Penso que nunca mais falámos desde a minha infância.

Nas emissões que a Rádio Moçambique o deixou fazer até finalmente lhe cortarem algo abruptamente o último programa que ainda produzia, há poucos anos, ainda o ouvi algumas vezes. A mesma voz suave e aveludada, a mesma presença, a mesma qualidade de sempre.

João de Sousa “entrevistado” pelo meu Pai em Lourenço Marques, década de 1960. O meu Pai sempre se referiu ao João com enorme afecto.

João faleceu cedo demais, infelizmente.

À sua Família, desejo que guardem as mesmas boas memórias que retenho dele.

Aspecto do velório de João de Sousa no antigo Parque José Cabral. Imagem a preto e branco colorida por mim.

07/10/2020

CIGARROS NILOS, DA SOCIEDADE ULTRAMARINA DE TABACOS

Filed under: Cigarros Nilos da SUT, Soc. Ultramarina de Tabacos — ABM @ 15:33

Imagens retocadas.

Os Nilos eram uma marca de cigarros comercializados em Moçambique pela Sociedade Ultramarina de Tabacos, Limitada.

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A PISCINA DOS VELHOS COLONOS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagem retocada.

Em primeiro plano a piscina da Associação dos Velhos Colonos de Moçambique. A Associação ocupava todo o quarteirão, incluindo um salão de festas, a piscina, campos de ténis, um lar e um parque infantil.

LOCOMOTIVA EM LOURENÇO MARQUES, 1967

Imagem retocada.

Uma locomotiva dos Caminhos de Ferro de Moçambique deixa a estação ferroviária de Lourenço Marques, 1967.

O CAIS GORJÃO, DÉCADA DE 1920

Imagens retocadas.

O porto e a linha de caminho de ferro foram a razão de ser comercial de Lourenço Marques a partir da segunda metade do Século XIX.

O porto de passageiros, mais ou menos em frente à Praça 7 de Março (hoje, 25 de Junho).
O Cais Jordão, concluído cerca de 1903 sobre a Baía e situado na ponta de um enorme aterro feito a partir da praia situada mesmo atrás da Rua Araújo (hoje do Bagamoio) e que passou a permitir o acostamento dos navios directamente, facilitando o embarque e desembarque de passageiros e carga e com ligação directa às linhas de caminho de ferro. Foi uma revolução.
O cais, visto do Capitania Building, mesmo em frente à Praça 7 de Março (hoje, 25 de Junho). Tudo o que se vê daqui foi aterrado, originalmente a praia ficava situada onde estão as árvores à direita em baixo. À esquerda, o relógio eléctrico com a hora oficial, dirigido directamente a partir do Observatório Campos Rodrigues, junto ao Hotel Polana, por um cabo eléctrico.
Aspecto do Cais Gorjão, vendo-se um vaso de guerra atracado..
Mesmo a Poente do Caís Gorjão, fica situada a estação e o complexo ferroviário a que estava directamente ligado pelo espaço à direita, aqui já com a nova gare, concluído cerca de 1917.

 

04/10/2020

DC-3 DA INTEROCEAN

Filed under: DC-3 da Interocean, Interocean — ABM @ 21:28

Imagem retocada.

A Interocean foi uma companhia de fretes aéreos baseada em Moçambique. Segundo um sítio especializado, operou entre 1968 e 2000.

O C9-ATG da Interocean.

O HOTEL ZAMBEZE EM TETE, ANOS 60

Filed under: Hotel Zambeze - Tete 1960s, Tete - Hotel Zambeze — ABM @ 21:27

Imagem retocada.

O BAZAR DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Imagens retocadas, as segunda e terceira imagens são ampliações da primeira imagem, do interior do Bazar.

 

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5 de 5. O complexo que se pode ver atrás do Bazar é a Compagnie Generále d’Electricité de Lourenço Marques, que produzia electricidade para a Cidade.

A REPÚBLICA SUL-AFRICANA (TRANSVAAL)

Filed under: A República Sul Africana antes e agora — ABM @ 21:25

Imagens retocadas.

A República Sul Africana, fundada pelos Boers e internacionalmente reconhecida, existiu entre 1852 e 1902, quando foi tornada numa colónia britânica, a seguir à derrota numa guerra com o Reino Unido. O território, então já com o nome de Transvaal (“para além do Rio Vaal”) foi uma província da União da África do Sul entre 1910 e 1961 e depois da República da África do Sul entre 1961 e 1994, altura em que foi (mais ou menos) repartida entre as actuais províncias de Free State, Gauteng, Mpumalanga, Limpopo e Northwest (ver mapa em baixo).

 

O brasão de armas da República Sul-Africana (RAS), também conhecida por Transvaal..
Mapa mostrando a RAS e do Estado Livre de Orange, aquando da 2ª Guerra Anglo-Boer. À direita, vê-se o extremo Sul da Colónia portuguesa de Moçambique. Mostra ainda a Suazilândia como fazendo parte da RAS, o que de facto (mais ou menos) aconteceu durante um curto periodo. Por oposição dos portugueses, as fronteiras do Transvaal ficaram delimitadas a oriente pela colónia portuguesa de Moçambique. Por influência de Cecil Rhodes, a fronteira a Norte ficou delimitada pelo território da British South Africa Company, mais tarde conhecida como Rodésia do Sul e que constitui o actual Zimababué. As duas figuras à direita são o Presidente Kruger e o General Joubert, figuras cimeiras do conflito com o Reino Unido entre 1899-1902.

A repartição administrativa da actual República da África do Sul, desde 27 de Abril de 1994, altura em que houve eleições livres e com voto universal. A fronteira com Moçambique, negociada com os portugueses ainda no tempo do Transvaal Boer permaneceu intocada. Moçambique ascendeu ao estatuto de nação independente em 25 de Junho de 1975,



Carroça de bois boer, desmontável, que os sucessivos grupos de boers usaram na sua migração para Norte a partir da Colónia Britânica do Cabo e que fazem parte da mitologia fundacional boer.
Descrição detalhada de uma carroça de bois dos boers. Em afrikaans.

03/10/2020

ISQUEIRO PUBLICITÁRIO DA CERVEJA MAC-MAHON, 1960’S

Filed under: Isqueiro da Cerveja 2M — ABM @ 19:18

Imagem retocada.

 

Isqueiro 2M.

RÁDIO-AMADORA LÚCIA SANTOS TOMÉ, 1954

Filed under: Lúcia Santos Tomé Rádio-operadora — ABM @ 19:16

Imagens retocadas.

 

Postal de confirmação de recepção da rádio-amadora da Beira, Lúcia Santos Tomé, 1954. Aqui, indica ao rádioamador W8JJW, situado algures nos Estados Unidos da América, ter escutado a sua emissão às 20:20 horas GMT do dia 27 de Março de 1954, na frequência de 14.000 Mhz em onda curta. Todos os rádioamadores que operavam em Moçambique tinham um número de identificação que começava com CR7. O de Lúcia era CR7LU.

 

Lúcia na sua sala de rádio. Obteve a sua licença de rádio-amador em 1952 e era uma popular YLRO (Young Lady Radio Operator), trabalhava nos CTT da Beira e quando não se estava a divertir a comunicar com outros operadores em todo o mundo, mantinha as comunicações com as aeronaves na região. Durante os anos, ganhou os prémios DXCC, WBE, WGSA e BERTA.

TÁXI GIRLS EM LOURENÇO MARQUES, 1933

Filed under: Táxi Girls de LM 1933 — ABM @ 19:13

Imagem retocada e colorida por mim.

 

Quatro Táxi Girls em Lourenço Marques, 1933. Estas mulheres trabalhavam nos casinos e dancing halls de Lourenço Marques, em que dançavam com um homem que pagasse um bilhete uma dança.

DUAS LOCOMOTIVAS DOS CAMINHOS DE FERRO DE MOÇAMBIQUE NA SUAZILÂNDIA, 1970

Imagem retocada.

Sidvokodvo é uma cidadezinha no centro de Eswatini (o novo nome da Suazilândia) situada ao sul de Manzini. Para o visitante, o local digamos que é pouco atraente. Em tempos, era a base que abrigava os equipamentos ferroviários do pequeno reino suázi. Mas a tracção a vapor foi abandonada há muito tempo. A área da estação está agora totalmente vedada e é utilizada para a reparação de carruagens.

Duas locomotivas dos Caminhos de Ferro de Moçambique saem de Sidvokodvo, na Suazilândia, puxando uma longa linha de vagões de carga, 1970. A primeira locomotiva, CFM 251, foi construída pela Henschel & Sohn.

LOCOMOTIVA DOS CAMINHOS DE FERRO DE MOÇAMBIQUE NO LUMBO, 1969

Imagem retocada.

 

A locomotiva Nº814 dos Caminhos de Ferro de Moçambique, uma  Henschel 19909-1925, no Lumbo, perto da Ilha de Moçambique, na  linha Nacala-Nampula, 1969.

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