THE DELAGOA BAY WORLD

03/06/2018

A FUNDAÇÃO DO NÚCLEO DE ARTE EM LOURENÇO MARQUES, 1936

Recorte do Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Nº16-17, Jan-Junho de 1936, página 106.

 

O texto publicado no Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro. alusivo à criação do Núcleo de Arte na Rua dos Aviadores (actualmente, Rua da Argélia) em Lourenço Marques.

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AS MINHAS LEITURAS EM LOURENÇO MARQUES, 1970

Filed under: Leituras em 1970 — ABM @ 14:00

Em 1970 eu tinha dez anos de idade.

 

Capa de um dos livros de Enid Blyton. Li quase todos duas vezes, a série dos Sete e dos Cinco. Comprava-os em segunda mão numa tabacaria perto da casa onde vivia com os meus Pais na Polana. Também lia regularmente o Diário, o Notícias, a Tribuna e a Tempo, para além de livros, enciclopédias e revistas que a minha Mãe comprava na COOP, na Minerva Central e na Spanos.

O LOBBY DO GRANDE HOTEL NA BEIRA, ANOS 60

Filed under: Beira - Grande Hotel, Grande Hotel da Beira — ABM @ 13:35

 

O lobby do Grande Hotel na Beira, anos 60.

27/05/2018

“MOZAMBIQUE”, FILME DE 1965, COMPLETO

Filed under: Mozambique filme de 1965 — ABM @ 19:58

Grato a Charles AJ S.

Mozambique 1965 (com áudio em inglês) 1h 33m

Sinopse: Depois de um fatal acidente de aviação, um piloto americano desempregado aceita uma oferta misteriosa de carga aérea entre Lisboa e Moçambique, apenas para se ver envolvido num mundo mortal de contrabando de drogas, sequestro e assassinato. Pode ele sobreviver o tempo suficiente para descobrir a identidade do criminoso e fugir de Moçambique?

 

17/05/2018

PÁGINA COM IMAGENS DE QUELIMANE, NOVEMBRO DE 1933

Copiado d’O Ilustrado, suplemento do Notícias de Lourenço Marques, Nº15, 1 de Novembro de 1933, pág. 286.

Como parte do seu tratamento editorial, a revista publicou páginas com imagens e notícias de partes específicas de Moçambique. Neste caso, Quelimane.

16/05/2018

INAUGURAÇÃO DO CAMPO DE FUTEBOL DO SPORTING CLUB DE GAZA EM JOÃO BELO, 1933

Copiado d’O Ilustrado, suplemento do Notícias de Lourenço Marques, Nº14, 15 de Outubro de 1933, página 283.

Em Moçambique colonial, parece que havia Sportings por todos os lados.

O PLANO DE URBANIZAÇÃO DA CIDADE DA BEIRA, 1943

Imensamente grato ao Luiz A Portugal Deveza, que enviou esta informação.

A seguir, a planta do Projeto de Urbanização da Cidade da Beira, desenvolvido e desenhado pela Sociedade Portuguesa de Fomento, sob os auspícios do Arquitecto José Porto, em 1943.

Presumo, que, para quem conhece e conheceu a Beira, pode ser de grande interesse.

O Projeto de Urbanização da Cidade da Beira, 1943. Em baixo seguem detalhes desta imagem, que me chegou em altíssima resolução (11 megabytes) e que tive que reduzir para caber aqui.

 

Foto B – detalhe da Foto A

 

Foto C – lado esquerdo da Foto B

 

Foto D – lado direito da Foto B

15/05/2018

ANTÓNIO AUGUSTO PEREIRA CABRAL

Filed under: António Augusto Pereira Cabral — ABM @ 00:43

Imagem de Vera Cabral Esquível, neta de António Augusto Pereira Cabral, retocada.

 

A ligação da Família Cabral a Moçambique é forte mas tem sido pouco estudada. António Augusto Pereira Cabral (foto em cima, tirada na segunda década do Séc.XX) foi Secretário Civil do Governo de Inhambane (nomeado antes de José Cabral, seu irmão,  ter sido nomeado Governador de Inhambane). Em 1910 António Augusto publicou uma codificação dos usos e costumes das populações de Inhambane. Em 1915 foi nomeado Director de Serviços dos Negócios Indígenas, lugar que viria a ocupar durante os cerca de vinte anos seguintes e que ainda ocupava quando José Cabral (Lamego, 10 de julho de 1879 — 1 de julho de 1956) foi nomeado Governador-Geral por João Belo, então o último Ministro das Colónias da primeira república, cargo que ocuparia entre 1926 e 1938, após o que foi nomeado Governador-Geral do Estado da Índia (até 1945).  António Augusto Pereira Cabral foi Pai de Augusto Pereira Cabral e de Fernando Pereira Cabral. O primeiro foi director e um dos responsáveis pelo espólio do Museu de História Natural, dantes Álvaro de Castro e que dirigiu entre 1979 e a sua morte em 2006. Fernando Cabral era taxidermista, com cursos de taxidermia tirado no Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, bem como de museologia e de moldes. 

 

Para mais informação sobre os Cabral, ver aqui.

Para um entendimento mais crítico (e algo surreal) dos (ainda mais surreais) “negócios indígenas”, ler aqui. Entre outras preciosidades que hoje arrebitam o olho, há o caso da codificação da regulamentação dos usos e costumes dos indígenas de Inhambane que em 1911 …..foi mandado aplicar em toda a colónia de Angola! (ver nota 45 no fim da página 135). 

14/05/2018

O AUTOMOBILISMO EM MOÇAMBIQUE, ESTATÍSTICA DE 1931

Filed under: Automóveis em Moç em 1931 — ABM @ 21:38

Alguns dados estatísticos curiosos sobre as viaturas automóveis que circulavam em Moçambique no final de 1931.

 

Em 1931 como hoje, Moçambique é, maioritariamente, a capital.

 

Fonte: Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Nº3, Dez.1932, pág. 28.

DUAS JOVENS NA CIDADE DE MOÇAMBIQUE, INÍCIO DO SÉC. XX

Filed under: Jovens em Moçambique 1900 — ABM @ 21:14

Postal de António João Simões, retocado.

 

Duas jovens na Cidade de Moçambique, início do Séc. XX

ALUNOS DO LICEU 5 DE OUTUBRO EM LOURENÇO MARQUES, 1932

 

Naquela altura, ter o curso dos liceus era quase uma licenciatura. O Liceu 5 de Outubro foi o primeiro, e durante muitos anos, o único liceu a operar na Colónia de Moçambique. Quem quisese prosseguir os estudos tinha que sair de Moçambique, usualmente indo para a África do Sul ou para Portugal (caso de entre outros, Graça Machel). O 5 de Outubro funcionou até à abertura, no início dos anos 50, do Liceu Salazar, que foi construído nas traseiras do velho liceu, num espaço onde durante décadas funcionou a Eastern Telegraph Company, que assegurava as ligações por telégrafo entre Lourenço Marques e o Mundo. Nas instalações do velho liceu passou a funcionar, até aos anos 70, a Escola Comercial, altura em que o velho edifício foi demolido e no seu lugar edificado outro que ainda existe.

 

A fachada do Liceu 5 de Outubro em Lourenço Marques, meados da década de 1920. Ficava situado entre a Polana e o Alto da Maxaquene na Avenida 24 de Julho. Na altura em que abriu era do melhor que se fazia. Após a inauguração dos Liceus Salazar e Dona Ana da Costa de Portugal, nas suas traseiras, neste espaço passou a funcionar a Escola Comercial Azevedo e Silva. Foi demolido no início da década de 1970. A designação “5 de Outubro” refere-se ao golpe essencialmente de militares e das forças da maçonaria lisboeta que derrubaram a monarquia portuguesa naquela data em 1910.

 

O edifício, nas traseiras do Liceu 5 de Outubro, onde operava a Eastern Telegraph Company, operadora do telégrafo por cabo submarino desde 1877. Foto tirada cerca de 1900. Foi demolido nos anos 30 e uns anos mais tarde aqui foram edificados os liceus Salazar e Dona Ana da Costa Portugal.

 

Fontes:

primeira imagem: Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Nº3, Dez. 1932, pág.13.

segunda imagem: da Colecção de postais de Santos Rufino, 1927.

terceira imagem: arquivos reais da Holanda.

12/05/2018

O FORTE DE SÃO JOÃO BAPTISTA DE AJUDÁ NA COSTA OCIDENTAL DE ÁFRICA, 1932

Filed under: Uncategorized — ABM @ 23:48

Outra relíquia dos tempos dos negociantes globetrotters portugueses tornados em potência colonial.

 

Ao fundo, o forte português em 1932, nos seus dois hectares de soberania portuguesa.

Segundo os srs da Wikipédia(editado por mim):

As costas da Mina e a da Guiné foram percorridas por navegadores portugueses desde o século XV, que, com o tempo, aí passaram a desenvolver importante comércio, principalmente de escravos. É desse período que data a ascensão do antigo reino de Daomé e a importância de sua capital, Abomei (ou Abomé).

No final do século XVIII, o rei D. Pedro II de Portugal (1667-1705) ordenou ao Governador de São Tomé e Príncipe, Jacinto de Figueiredo e Abreu, que mandasse erguer uma fortificação na povoação de Ouidah, para proteger os embarques de escravos (isto em 1680 ou 1681). Posteriormente abandonado em data incerta, foi sucedido entre 1721 e 1730 por uma nova estrutura, com as obras a cargo de um comerciante brasileiro de escravos, José de Torres. Sob a invocação de São João Baptista, a construção do forte de Ouidah (Ajudá) foi financiada por capitais levantados pelos comerciantes da capitania da Bahia, a partir da cobrança de um imposto sobre os escravos desembarcados na cidade de Salvador.

Logo em janeiro de 1722, no entanto, o pirata Bartholomew Roberts (“Black Bart”) penetrou no seu porto e capturou todas as onze embarcações ali fundeadas.

Concluído, funcionou como centro comercial para a região, trocando escravos, tabaco, búzios e aguardente brasileiros, e mais tarde, quando o esquema do tráfico esclavagista se alterou com a abolição do tráfico legal a partir de 1807, oferecendo produtos europeus manufaturados, contrabandeados do Brasil, uma vez que a Coroa portuguesa não permitia que tais produtos fossem transportados em navios provenientes do Brasil. Isto até o Brasil se tornar numa nação independente em 1822.

Em 1844 o Governador da Província de São Tomé e Príncipe, um tal José Maria Marques escreveu que «pesou-lhe como a bom português, que aquele forte estivesse abandonado, e mandou um oficial para comandá-lo e um presbítero para administrá-lo na parte espiritual».

No final do século XIX a costa ocidental africana foi ocupada pelos ingleses, que ali estabeleceram importantes entrepostos, que passaram a ser defendidos pelas guarnições das fortificações dantes pertencentes a Portugal, entre as quais a de São João Baptista de Ajudá.

Em 1911, após a Proclamação da República Portuguesa, o novo governo mandou retirar permanentemente a guarnição militar destacada para o forte de São João Baptista, substituindo-a pela presença de dois funcionários coloniais.

O Daomé tornou-se uma colónia francesa a partir de 1892, tornando-se independente em 1 de agosto de 1960, quando se transformou na República do Benim. No ano seguinte, tropas do Benim invadiram Ouidah, então uma dependência da colônia portuguesa de São Tomé e Príncipe, intimando os ocupantes portugueses do forte a abandoná-lo até 31 de julho. Sem condições para oferecer resistência, o governo português ordenou ao último residente da praça que a incendiasse antes de a abandonar, o que foi cumprido na data-limite.

Em 1965 foi promovido o encerramento simbólico do forte pelas autoridades, vindo as suas dependências a sediar o Museu de História de Ouidah, sob administração da República do Benim.

A anexação foi reconhecida por Portugal em 1975, tendo trabalhos de recuperação e restauro sido desenvolvidos em 1987, com orientação e recursos da Fundação Calouste Gulbenkian.

A grande descendência deixada por um dos escrivães da fortaleza no século XIX, Francisco Félix de Souza, inspirou um romance do escritor britânico Bruce Chatwin intitulado O Vice Rei de Ajudá. Espalhados atualmente por toda a África, os De Souza têm dado várias figuras de destaque ao Benim. Uma das grandes avenidas de Cotonou, a capital económica, chama-se Avenida Monsenhor De Souza.

(fim)

A FACHADA DO LICEU DE ANTÓNIO ENNES EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Filed under: LM Liceu António Enes — ABM @ 22:58

 

A fachada do liceu, que ficava situado no Alto-Maé.

A RUA DE SÃO DOMINGOS NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, INÍCIO DO SÉC. XX

Filed under: Ilha Moç Rua S Domingos — ABM @ 22:54

Moçambique foi a primeira cidade na colónia que foi baptizada pelos portugueses com o seu nome.

 

A Rua de São Domingos em Moçambique (Cidade).

A EQUIPA DE NATAÇÃO DO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, 1973 E 2018

Se conhecer os nomes que faltam, por favor envie uma nota para aqui.

 

Parte da equipa de natação do Desportivo Lourenço Marques, 1973.

 

1 – Paula Botelho de Melo; 2- Helena Ramos dos Santos, 3- ?(irmão do Licínio), 4-?, 5-?(irmão da Helena Ramos dos Santos), 6-? 7-?, 8-?, 9-Paula Roque, 10-Sandra Baptista, 11-Anabela Gouveia, 12-Lídia Gouveia, 13-João Rodrigues, 14-José Rodrigues, 15-Eurico Perdigão (Treinador), 16-Dulce Gouveia, 17-Clotilde Botelho de Melo, 18-Carlos Oliveira, 19- Pierre Yves Jeanrenaud.

O QUE ACONTECEU NOS 45 ANOS DECORRIDOS ENTRE 1973 E 2018

1 – Paula Botelho de Melo – Saiu de LM no dia 19 de Fevereiro de 1975 esteve num liceu em Lisboa entre 1975 e 1977, quando foi viver para os EUA, onde ainda se encontra. É especialista em processos de logística aérea para a Boeing. Já viveu em mais sítios que o resto da família junta. O português dela está-se a tornar críptico. Tem 56 anos de idade.

2- Helena Ramos dos Santos – reside em Portugal desde 1975, com base na área de Torres Vedras, a meia hora de Lisboa. É hospedeira sénior nos Transportes Aéreos Portugueses há muitos anos, pelo que já deve ter dado o equivalente a vinte voltas ao mundo- para cada lado. Uma vez há 3 anos acordou-me às 5 da manhã num vôo entre Lisboa e Luanda. Eu estava a dormir e quase dei um salto. Tem 58 anos de idade.

3- ? (irmão do Licínio)

4- ?

5- ? (irmão da Helena Ramos dos Santos) penso que trabalha na área da restauração e hotelaria. Há uns anos estava a trabalhar no Norte de Angola.

6- ?

7- ?

8- ?

9-Paula Roque – Saíu de Moçambique em 1975, seguindo a família para o Brasil e daí depois para os EUA, onde ainda reside, no Sul do Estado da Flórida. Já fala um português macarrónico, meio brasileiro, meio americano.

10-Sandra Baptista – Foi viver para a África do Sul em 1975. Penso que viveu em Durban e Joanesburgo. Hoje é especialista em vendas de imobiliário em Cape Town.

11-Anabela Gouveia – Foi viver para Portugal em 1975, onde ainda vive, numa casa em Cascais com uma vista espectacular, agora reformada, depois de uma carreira com os Correios portugueses. Tem uma filha (Ágata) e um neto e um gato.

12-Lídia Gouveia – De LM foi viver para Setúbal, em Portugal, durante uns anos, tendo em seguida emigrado para a Austrália, onde ainda vive (em Sidney) com o namorado de sempre de LM Jack, agora ambos reformados, ela dos …correios australianos. Têm um filho que já é australiano e que creio que nunca conheceu Moçambique.

13-João Rodrigues – Foi viver para a África do Sul em 1975, onde ainda reside. Tirou um doutoramento na Brown University em Providence, nos EUA e é professor catedrático (ensina Theoretical High Energy Physics) e chefia a Faculdade de Física da Universidade de Witwatersrand em Joanesburgo, onde vive com a família.

14-José Rodrigues– Foi viver para a África do Sul em 1975, onde se formou em finanças e trabalhou vários anos no sector financeiro. Nos anos 90 mudou-se para Portugal, onde ainda vive, aí para os lados da belíssima região de Tomar, a uma hora a Norte de Lisboa.

15-Eurico Jorge Mendonça Perdigão (Treinador) – Logo em 1974 saiu do Desportivo LM, onde formou uma geração de campeões nacionais, e foi treinar o Sport Algés e Dafundo em Portugal, a sua alma mater original e então o melhor clube de natação português, de onde se reformou após uma carreira brilhante. Vive com a mulher perto de Lisboa em Linda a Velha, com a mulher, perto da filha Marcela.

16-Dulce Gouveia – Saiu de Moçambique para um torneio de natação no Reino Unido em Abril de 1974 quando ocorreu o golpe militar em Lisboa. Voltou brevemente a LM para buscar os seus tarecos (e já foi um filme tirá-los de lá) e radicou-se primeiro em Coimbra, depois na linha do Estoril, como professora de educação física. Já está reformada e vive em Cascais com uma perigosa alcateia de gatos.

17-Clotilde Botelho de Melo – Saiu de LM em 1975 (ainda assistiu às cerimónias da independência no Estádio Salazar) para concluir o curso de educação física no INEF na Cruz Quebrada em Portugal. Viveu algum tempo nos Açores e no início dos anos 80 mudou-se para os EUA, onde ainda vive. Nos EUA, formou-se em contabilidade (em LM ela tinha estudado na Escola Comercial) e é directora financeira duma empresa perto de onde vive na região de Boston. Tem 62 anos de idade.

18-Carlos Oliveira – Saiu de Moçambique e viveu uns anos em Almada, tendo depois mudado para a área de Loures. Pratica contabilidade e tem feito carreira na futura empresa chinesa de electricidade chamada EDP. Durante uns anos praticou natação para masters e foi director na Federação Portuguesa de Natação onde teve um desempenho ímpar, lançando, efectivamente, a natação de masters em Portugal.

19- Pierre Yves Jeanrenaud – Saiu de Moçambique em 1975, esteve uns tempos a estudar e a nadar em Coimbra e depois foi viver para a África do Sul, onde ainda vive, na região de Port Elizabeth e onde trabalha na área dos seguros, quando não faz desportos radicais (é daqueles triatletas que correm 10 kms, andam 100kms de bicicleta e a seguir nadam 3 kms).

BANDA MUSICAL DE UMA MISSÃO NA BEIRA, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Banda musical Beira inic Séc XX — ABM @ 20:14

Postal retocado.

Banda musical de uma missão religiosa na Beira, início do Século XX,

O MIRADOURO DE LISBOA E A PRAÇA 7 DE MARÇO EM lOURENÇO MARQUES, 1950

Grato ao Paulo Azevedo.

O Miradouro de Lisboa na Avenida dos Duques de Connaught em Lourenço Marques (actualmente Avenida Friedrich Engels, memorializando o pouco nefático inglês amigo e patrocinador de Karl Marx).

O longo processo de “monumentalização” da Baixa de Lourenço Marques na sua zona fundacional em redor da Praça 7 de Março (actualmente, designada como Praça 25 de Junho, memorializando a data que a Frelimo escolheu para formalizar a independência da colónia em relação a Portugal em 1975) a partir dos anos 40, e que arrancou com o projecto do Arquitecto Pancho Guedes para a criação dum núcleo museológico a partir das ruínas do antigo Presídio de Lourenço Marques, teve como consequência directa uma reconfiguração a meu ver algo infeliz no tecido social e comercial de então, pela gradual retirada do local de quase todos os restaurantes e kiosks que ali existiam e onde a população da cidade e visitantes conviviam. Mas as sucessivas vereações camarárias caminharam inexoravelmente nesse sentido, provocando, entre outras, a reacção que se pode ler em baixo, assinada por “Sócrates” e publicada no Lourenço Marques Guardian em 12 de Janeiro de 1950.

 

A Praça 7 de Março, durante a segunda década do Século XX, quando ainda se chamava Praça Mouzinho de Albuquerque. Era uma espécie de feira popular, cheia de restaurantes e kiosks, um coreto onde tocavam bandas aos sábados, dum lado o velho Teatro Gil Vicente, do outro o Varietá, hotéis, casinos, o porto e a estação de caminhos de ferro, uma considerável praça de táxis e quase todas as lojas da Cidade, tudo a menos de cinco minutos de distância a pé.

 

A Praça no início dos anos 1960, depois da Fase 1 da espectacular vassourada municipal. A seguir ainda viriam a descaracterização do edifício ainda chamado Casa Amarela, a alteração do que veio depois a ser a chancelaria da futura Universidade de Lourenço Marques, a demolição do Capitania Building (expondo a obra evocativa de Pancho Guedes) e, ao lado, a demolição do Varietá e da velha filial do Banco Nacional Ultramarino. Enfim.

 

O artigo de opinião publicado a 12 de Janeiro de 1950, reclamando a falta do convívio da antiga Praça 7 de Março e a necessidade de espaços alternativos para a Cidade. Numa profecia malograda, antecipava que, à falta de acomodação administrativa no Jardim Vasco da Gama (hoje Tunduru) o Miradouro de Lisboa seria uma alternativa para esse convívio, o que só parcialmente se concretizou. Muitas destas questões confrontam os actuais residentes, sendo que as actuais vereações em Maputo se têm entretido a “povoar” alegremente quase todos os espaços públicos de lazer da Cidade com restaurantes e lojas e lojinhas (para não mencionar a insólita implantação de nada menos que um balcão do Banco Standard em pleno Parque José Cabral, hoje designado “Parque dos Continuadores”, referindo-se não sei bem a quem) a meu ver destruindo quase por completo o seu propósito. 

24/04/2018

MULHER E CRIANÇA NA PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1933

O Ilustrado, suplemento do Notícias de Lourenço Marques, 1 de Maio de 1933, Nº3, página 37.

TRÊS OBRAS SOBRE MOÇAMBIQUE DE ANTÓNIO CARLOS PEREIRA CABRAL, 1972 E 1975

Filed under: António Carlos Pereira Cabral autor — ABM @ 20:45

Grato ao Ricardo Cabral, filho de António Carlos Pereira Cabral o autor destas obras.

Grato ao Magno Antunes, que, de Braga, se lembra e se deu à maçada de digitalizar estas duas obras.

 

Para ler online, ver Aqui.

 

Para ler online, ver Aqui.

 

 

Em Abril de 2018, estava à venda Aqui por 35 paus. Não conheço uma versão consultável na internet.

KAREL POTT E GENTIL DOS SANTOS, ATLETAS OLÍMPICOS DE MOÇAMBIQUE, 1924

Artigo copiado da Gazeta das Colónias de 17 de Julho de 1924.

Karel Pott e Gentil dos Santos viajaram de Lourenço Marques até Paris, onde representaram Portugal nos Jogos Olímpicos, realizados em Paris no Verão de 1924. Foram os primeiros atletas olímpicos oriundos de Moçambique.

 

Página 19.

 

Página 20.

23/04/2018

O GOLPE DE 25 DE ABRIL DE 1974 EM LOURENÇO MARQUES, VISTO PELO CONSULADO AMERICANO

Segundo a base de dados Wikileaks, estas são as quatro primeiras mensagens enviadas do Consulado Norte-Americano em Lourenço Marques no dia 25 de Abril de 1974, quando ocorreu o golpe militar em Lisboa que abriu o caminho para a independência do território, e nos dias que se seguiram.

Todas as mensagens são assinadas por Hendrik Van Oss, Cônsul-Geral dos EUA em Lourenço Marques entre 1971-1974, e que foi o seu último posto antes de se reformar. Van Oss, que se pode inferir que era da “velha escola”, deu uma interessantíssima entrevista em 1991 sobre a sua experiência em Moçambique que pode ser lida AQUI e da qual retirei esta pérola (mas há mais):

One point I want to make now is that the coup in Portugal took everybody in
Mozambique by surprise. Perhaps it shouldn’t have, but it did. It even took Frelimo by
surprise. Shortly after the coup, General Costa Gomes, Army Chief of Staff in Portugal,
who landed on his feet during this coup…he was Kaulza de Arriaga’s great enemy because
Kaulza had once blown the whistle on him for attempting a coup d’etat in Portugal years
ago, and Costa Gomes never forgave him for that, anyway he came to Lourenco Marques
and offered a cease-fire.

In other words, Portugal offered Mozambique to Frelimo on a silver platter. Frelimo
propaganda right up to that time had been along the lines that everybody should be
prepared for a long struggle, which would continue if necessary for 15 years. Suddenly
Frelimo was presented with the opportunity to take charge and they weren’t prepared for
it. They couldn’t take over immediately. They had to establish an interim government. I
think it took at least a year before they actually took over formally and became the official
government, although they were certainly involved in all decisions almost from April 25
on.

Talvez a mais curiosa seja a primeira mensagem de Van Oss, relativa a uma suposta instrução escrita por nada menos que Sua Alteza o Aga Khan, a ordenar que os seus seguidores abandonassem Moçambique imediatamente e  que antecedeu mesmo a informação do golpe em Lisboa.

Mensagem 1: Quinta-Feira, 25 de Abril de 1974, 12:25 horas

Msg 01

1. WE HAVE HEARD RUMOR CIRCULATING AROUND LOURENCO MARQUES’
INDIAN COMMUNITY THAT AGA KHAN FOLLOWERS (ISMAILI) HAVE
BEEN INSTRUCTED BY AGA KHAN TO LEAVE MOZAMBIQUE AND
ESTABLISH THEMSELVES IN ANOTHER COUNTRY WITH MORE PROMISING
ECONOMIC CLIMATE –E.G. EITHER METROPOLITAN PORTUGAL OR
CANADA. AGA KHAN’S LETTER TO ISMAILIAN COMMUNITY REPORTEDLY
INDICATED HE BELIEVED THAT MOZAMBIPUE WOULD BE OVERRUN BY
TERRORISM WITHIN TWO YEARS.

2. INDIAN AND PAKISTANI SOURCES SAY THAT SOME AGA KHAN
FOLLOWERS HAVE ALREADY LEFT AND OTHERS ARE PREPARING TO
CLOSE DOWN SHOPS IN LOURENCO MARQUES. THEY ARE ALLEGEDLY
OFFERING 60 PERCENT MORE IN MOZAMBIQUE ESCUDOS FOR PORTU-
GUESE ESCUDOS THAN REQUIRED BY OFFICIAL EXCHANGE RATE.
VAN OSS

(fim)

Mensagem 2: Quinta-Feira, 25 de Abril de 1974, 15:15 horas

Msg 2 01/02

Msg 2 02/02 end

(fim)

Mensagem 3: Sexta-Feira, 26 de Abril de 1974, 09:50 horas

Msg 03 01

1. NEWS OF COUP IN PORTUGAL BEGAN TO TRICKLE IN THROUGH
INTERNATIONAL RADIO BROADCASTS EARLY IN MORNING OF APRIL 25
AND NEWS FIRST REACHED CONGEN SHORTLY AFTER BBC 10 O’CLOCK
NEWSCAST.

2. CITY REMAINED CALM THROUGHOUT THE DAY AND NIGHT, WITH
CLOSEST THING TO EXCITEMENT BEING CROWDS OF PEOPLE MOBBING
NEWS BOYS SELLING SPECIAL LATE EVENING EDITION OF TRIBUNA
WHICH CARRIED COMPLETE ANI ACCOUNT OF LISBON EVENTS FROM
0814 IN MORNING TO 1901 IN EVENING.

3. CONTRARY TO BBC BROADCAST, THERE WERE NO EXTRA MILITARY
OR GUARDS IN EVIDENCE AROUND GOVT BUILDINGS. DESPITE RUMORED

PAGE 02 LOUREN 00278 261057Z

HOUSE ARREST OF GOVERNOR GENERAL (WHICH STILL UNCONFIRMED),
THERE WERE ONLY TWO GUARDS TO BE SEEN AT EACH ENTRANCE TO
HIS RESIDENCE, AS NORMAL.

4. RUMOR THAT MILITARY POLICE HAD IMPOSED AN OBLIGATORY
CURFEW IN THE CITY STARTING AT 2100 WAS LATER OFFICIALLY
DENIED. ATTENDANCE AT CINEMAS, HOWEVER, WAS SIGNIFICANTLY
LOWER THAN USUAL.

5. MORNING PRESS OF APRIL 26 ALSO CARRIES FULL ACCOUNT OF
EVENTS IN PORTUGAL AS WELL AS SEMI-OFFICIAL (OFFICIOSO)
GOVT NOTE STATING THAT NEWS FROM LISBON INDICATED THAT
MILITARY MOVEMENT HAD ERUPTED, WHICH HAD SUPPORT OF VARIOUS
UNITS OF ARMED FORCES AND WHICH OBTAINED RESIGNATION OF
PRIME MINISTER CAETANO. WHILE THERE WAS NOT YET ANY OFFICIAL
INFORMATION, POWER HAD APPARENTLY BEEN ASSUMED BY MILITARY
JUNTA WHOSE MEMBERSHIP HAD NOT BEEN ANNOUNCED AS OF 2230
HOURS LOCAL TIME APRIL 25. NOTE CONTINUED THAT GOVERNOR
GENERAL, IN STRICT COOPERATION WITH CIVIL AND MILITARY
AUTHORITIES, WILL TRY TO ASSURE CONTINUED NORMALCY OF LIFE
IN THE STATE OF MOZAMBIQUE AND COUNTS ON POPULATION TO
MAINTAIN COMPLETE CALM AND CONFIDENCE DURING THESE MOMENTS.
WHEN MORE PRECISE INFORMATION IS AVAILABLE, IT WILL BE
MADE PUBLIC.

6. NO HARD INFORMATION YET AVAILABLE ON REACTIONS IN BEIRA
AND NAMPULA, ALTHOUGH ACCORDING ONE REPORT, COMMANDER-IN-
CHIEF BASTO MACHADO IS “STILL AT HIS DESK.” VARIOUS PRO-
VINCIAL SECRETARIES SEEN YESTERDAY BY MY BRITISH COLLEAGUE,
WHO IS HOSTING A BRITISH TRADE MISSION, SEEMED RELAXED AND
QUITE EAGER TO VENT CRITICISM OF FORMER CENTRAL GOVERNMENT
IN LISBON OVER ITS FAILURE TO PAY SUFFICIENT ATTENTION TO
MOZAMBIQUE’S NEEDS.

7. DR. JOANA SIMIAO CHECKED IN APRIL 26 TO SAY NEW DEVELOP-
MENTS HAVE CHANGED GUMO PLANS AND SHE NO LONGER EXPECTS
TAKE GUMO CASE BEFORE UN COMMITTEE WITHIN FORESEEABLE FUTURE,
AS PROBLEM HAS NOW BECOME PURELY AN INTERNAL ONE. SHE
EXPECTS TO REDOUBLE EFFORTS TO BRING GUMO OBJECTIVES BEFORE
PUBLIC AND TO WORK OPENLY TO ESTABLISH GUMO AS FULL-FLEDGED
POLITICAL ORGANIZATION READY TO PARTICIPATE IN THE COMING

PAGE 03 LOUREN 00278 261057Z

ELECTIONS PROMISED IN SPINOLA’S SPEECH.

8. COMMENT: WHILE TOO EARLY MAKE DEFINITIVE JUDGMENT,
OUR FIRST IMPRESSION IS THAT MAJORITY OF ARTICULATE POPU-
LATION OVERWHELMINGLY FAVORS NEW DEVELOPMENT, AND WHILE
SOME EXPRESS QUALMS OVER PREDOMINANTLY MILITARY ASPECTS OF
NEW CONTROLLING GROUP, SENTIMENT IS THAT THINGS COULDN’T
POSSIBLY BE WORSE THAN THEY HAVE BEEN. EVERYONE SEEMS
DELIGHTED AT FIRST UNCENSORED PRESS ACCOUNTS SEEN HERE IN
OVER FORTY YEARS. LIFE IN LOURENCO MARQUES GOES ON NORMALLY
AND GOVT OFFICIALS CONTINUE CARRY OUT THEIR FUNCTIONS.
VAN OSS

(fim)

Mensagem 4: Domingo, 28 de Abril de 1974, 08:30 horas

 

Msg 4 01/08

1. LIFE IN LOURENCO MARQUES CONTINUES IN NORMAL FASHION.
BEIRA, NAMPULA AND TETE ALL REPORTED CALM. LOCAL NEWSPAPERS
OF PAST TWO DAYS HAVE CARRIED FULL ACCOUNTS OF SPINOLA
TAKEOVER BASED ON ANI REPORTS, INCLUDING ENTIRE PROGRAM OF
NATIONAL SALVATION JUNTA WITH ITS ANNOUNCEMENT OF GOVERNOR
GENERAL’S DISMISSAL AND TEMPORARY ASSUMPTION OF GOVERNING
POWERS BY SECRETARY GENERAL. REPORTEDLY, GOVERNOR GENERAL
PIMENTEL DOS SANTOS HAS REFUSED TO ACCEPT DISMISSAL BASED
ON PRESS PROCLAMATION, AND INSISTS HE WILL STEP DOWN ONLY
ON WRITTEN INSTRUCTIONS THROUGH CHANNELS. NO DOUBT DISMISSAL

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WILL EVENTUALLY STICK, AND WILL BE REGARDED WITH CONSIDERABLE
SATISFACTION AS DOS SANTOS IS NOT POPULAR HERE. THERE IS
NO OUTWARD EVIDENCE OF JUNTA CONTROL. NO LOCAL JUNTA REPRE-
SENTATIVE HAS YET BEEN NAMED. SO FAR AS IS KNOWN, ALL
GOVERNMENT FUNCTIONS STILL BEING CARRIED OUT BY USUAL
PERSONNEL ACTING UNDER OWN MOMENTUM WITHOUT DIRECT INSTRU-
CTIONS FROM JUNTA. SOME THOUGHT GENERAL MARIO DIEGO NETO,
CHIEF OF AIR FORCE IN MOZAMBIQUE AND MEMBER OF JUNTA, MIGHT
ASSUME OVERALL COMMAND. HOWEVER, TRIBUNA OF APRIL 26 REPORTS
HE HAS FLOWN TO LISBON.

2. DESPITE FULL COVERAGE OF FACTS, THERE HAS YET BEEN NO
EDITORIAL COMMENT IN LOCAL PRESS ON TAKEOVER. WE WERE
TOLD BY ONE EDITOR AND LONG-TIME OPPONENT OF FORMER REGIME,
THAT AFTER YEARS OF WORRYING ABOUT CENSOR’S RED PENCIL AND
WRITING IN PARABLES TO CONVEY THOUGHTS WITHOUT SAYING THINGS
OPENLY, HE AND HIS COLLEAGUES FIND THEMSELVES STYMIED BY
THEIR NEW-FOUND FREEDOM AND UNABLE TO EXPRESS THEMSELVES.
THIS WILL NO DOUBT PASS.

3. REPORTEDLY, COMMANDER IN CHIEF BASTO MACHADO HAS SENT
TELEGRAM TO LISBON SUPPORTING JUNTA. IF TRUE, THIS SHOULD
REMOVE ANY LINGERING DOUBT OVER HOW PORTUGUESE ARMED FORCE
IN MOZAMBIQUE WILL REACT. MANY YOUNGER OFFICERS HAD PRE-
VIOUSLY INDICATED THEIR SUPPORT FOR SPINOLA AFTER HIS
DISMISSAL FOLLOWING PUBLICATION OF HIS BOOK. REACTION OF THE
HIGHER OFFICERS WAS THE ONLY REMAINING QUESTION MARK.

4. BBC AND SOUTH AFRICAN MEDIA HAVE BEEN SUGGESTING POSSI-
BILITY OF WHITE UDI IN MOZAMBIQUE ALONG LINES OF RHODSIAN
MODEL. NO ONE HERE CONSIDERS THIS TO BE IN THE CARDS. WHITE
MINORITY IS NOT SUFFICIENTLY DISCIPLINED, NUMEROUS, OR UNITED
TO CONTEMPLATE GOING IT ALONE. IT LACKS ANY POWER BASE, AND
WITHOUT ACTIVE SUPPORT FROM THE ARMED FORCES, A UDI MOVE-
MENT WOULD BE DOOMED FROM THE START. THERE HAS IN PAST BEEN
SOME UDI SENTIMENT, PARTICULARLY AMONG THE BUSINESS COMMUNITY
IN BEIRA. BUT AFTER RECENT DEMONSTRATIONS AIMED AT ARMY IN
THAT CITY, CHANCES OF ARMY SUPPORT ARE NIL. THIS DOES NOT
DENY THAT MOST BUSINESSMEN WOULD WELCOME LESS STRINGENT
CONTROL FROM LISBON OVER ECONOMIC MATTERSGM BUT THEY STILL
COUNT ON THE METROPOLE TO LOOK OUT FOR WELFARE OF ITS WHITE

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CITIZENS OVERSEAS, TO PROVIDE PERSONNEL AND EQUIPMENT FOR
CARRYING ON WAR AGAINST FRELIMO GUERRILLAS, AND TO GIVE
FINANCIAL ASSISTANCE WHEN REQUIRED.

5. ON MORE CAREFUL OBSERVATION, WHAT WE REPORTED AS FAVORABLE
REACTION TO TAKEOVER, (SEE REFTEL) MAY NOT BE SO FAVORABLE
AS WE HAD THOUGHT. WHILE FEW DEFEND THE FORMER GOVERNMENT,
A NUMBER ARE DISPLAYING CONCERN OVER THE MILITARY CHARACTER
OF THE NEW RULING JUNTA, POINTING OUT THAT HISTORY SHOWS FEW
MILITARY GOVERNMENTS TURN OUT TO BE AS PROGRESSIVE AS THEIR
ORIGINAL PROCLAMATIONS PROFESS, AND THAT THE FREEDOMS BEING
RESTORED MAY TURN OUT TO BE SHORT-LIVED. OTHERS WORRY ABOUT
THE IMPACT OF THE COUP ON THE AFRICAN MAJORITY, (ALTHOUGH
THUS FAR THERE HAS BEEN NO INDICATION HOW THE AFRICANS WILL
REACT), FEARING THAT A REFERENDUM WILL SPEED THE EVENTUAL
TAKEOVER OF POWER BY THE AFRICANS AND CONSEQUENT ABANDONMENT
BY THE METROPOLE. I HAVE EVEN HEARD THE VIEW THAT THE COUP
WAS ACTUALLY ENGINEERED BY CAETANO HIMSELF AS A MEANS OF
FORCING THROUGH CHANGES WHICH HE COULD NOT BRING ABOUT
BECAUSE OF RIGHTIST OPPOSITION. THERE IS THUS CONSIDERABLE
CONFUSION; PEOPLE DON’T KNOW WHAT TO EXPECT AND ARE WAITING
TO SEE WHAT WILL HAPPEN NEXT.

6. NO REACTION YET FROM FRELIMO, ALTHOUGH IT IS EXPECTED
TO BE SIMILAR TO THOSE EXPRESSED BY PAIGC AND ANGOLAN LIBE-
RATION MOVEMENTS. NO FRELIMO GUERRILLA ACTIVITY HAS BEEN
REPORTED SINCE SPINOLA TAKEOVER, BUT THIS PROBABLY COINCI-
DENCE.
VAN OSS

(fim)

21/04/2018

LOURENÇO MARQUES, EM FILME, 1929

Filed under: Lourenço Marques em filme 1929 — ABM @ 02:28

Documentário com a duração de 12 minutos, realizado por Fernandes Tomaz e pela Brigada Cinematográfica Portuguesa em 1929. O filme foi restaurado e está à guarda da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, que lhe meteu um irritante contador de tempo na imagem e uma batucada que é de bradar aos céus. Mas dá para ver como era.

 

20/04/2018

A ESCRAVATURA A NORTE DE MOÇAMBIQUE, DÉCADA DE 1880

Filed under: Escravatura a Norte de Moç 1880 — ABM @ 01:05

A escravatura perdurou em África até ao final do Séc. XX. A escravatura para exportação durou até ao final do Séc. XIX, principalmente para os Estados Unidos da América, Brasil, Caraíbas. Colónia do Cabo e Médio Oriente. Os escravos para este último destino eram principalmente oriundos da costa Oriental de África e da sua contracosta até ao Congo, sendo o seu epicentro o sultanato de Zanzibar. A desactivação desse tráfico, liderada pela Grã-Bretanha, levou décadas a concretizar. Esse tráfico estendia-se até ao extremo Norte do que é hoje Moçambique. Seguem algumas fotos ilustrativas que recolhi e retoquei.

 

Comerciantes de escravos no Congo, 1887, arquivos da Universidade de Yale.

 

Rumaliza & Soehne, comerciantes de escravos, anos 1880, foto de C. Vincenti, arquivos da Universidade de Yale.

 

Escravos na Ilha de Zanzibar, anos 1880, foto de A.C.Gomes. Penso que Gomes era um fotógrafo de origem goesa que trabalhou naquela ilha-estado.

 

Escravos em Madagáscar, cerca de 1900.

 

Escravos retirados (e libertados, presume-se) de uma embarcação árabe perto da Ilha de Zanzibar, 1885. Arquivos da Universidade de Yale. Os dois marinheiros europeus provavelmente pertenciam à marinha britânica, que policiava a costa oriental de África para combater a escravatura.

A BANDEIRA DA CIDADE DE CEUTA, 2018

Filed under: Bandeira de Ceuta 2018 — ABM @ 00:45

A actual bandeira da Cidade de Ceuta, cidade espanhola na costa africana, rodeada por Marrocos. A sua tomada em Agosto de 1415 assinala o início da epopeia militar, religiosa e comercial portuguesa. Após a governação de Portugal pelos membros da dinastia espanhola dos Filipes (1580-1640) Ceuta ficou espanhola. Até hoje. Mas curiosamente, veja-se a sua bandeira: o fundo é igual à bandeira de Lisboa, e o brasão é um dos que representam a coroa portuguesa.

 

XX

O JARDIM ZOOLÓGICO DE LOURENÇO MARQUES EM CONSTRUÇÃO, 1933

Filed under: Jardim Zoológico de LM 1933, LM Jardim Zoológico — ABM @ 00:38

O Ilustrado, 1 Setembro de 1933, Nº11, página 202.

 

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