THE DELAGOA BAY WORLD

17/04/2021

BRINCANDO NO PARQUE INFANTIL DOS VELHOS COLONOS EM LOURENÇO MARQUES, 1961

Imagens retocadas.

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AULA NO LICEU SALAZAR EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Imagem retocada.

Durante uma aula no Liceu Salazar em Lourenço Marques, anos 50. Estou um pouco confuso pois esta aula é mista e eu pensava que na altura operavam lado a lado o Liceu Salazar para rapazes e o Liceu Dona Ana da Costa Portugal para meninas. Aqui, eles vestem à “paisana”, elas de uniforme.

FRANCISCO PINTO TEIXEIRA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

Imagem retocada, dos arquivos de Alfredo Pereira de Lima.

A partir de um texto na Wikipédia:

Francisco dos Santos Pinto Teixeira (Lisboa, 18 de outubro de 1887 — Lisboa, 10 de maio de 1983), conhecido por Francisco Pinto Teixeira ou Pinto Teixeira, foi um engenheiro militar do Exército Português, político e empresário que se distinguiu na administração colonial de Moçambique.

Oficial da arma de Engenharia do Exército Português, onde alcançou o posto de major, prestou serviço em várias escolas de oficiais, em França, e no Sul de Angola, onde realizou vários estudos sobre os problemas ferroviários e portuários da região Sul naquela província, que foram aproveitados nas resoluções relativas aos caminhos de ferro, para um Plano de Fomento.

Fixou-se em Lourenço Marques, cidade onde desempenhou as funções de Secretário Provincial de Moçambique e Presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques.

Como Presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques notabilizou-se por ter contribuído, durante o seu mandato, para o desenvolvimento daquela cidade, tendo, entre outras acções, instituído um novo sistema de transporte público, construído o novo edifício da Câmara Municipal e o matadouro, melhorado o saneamento público e os serviços de fornecimento de água e electricidade, e criado vários bairros para os indígenas.

Assumiu, igualmente, a função de director nos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique, órgão que criou, conseguindo unificar a administração daquelas entidades. Foi ainda director da Administração Geral da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Nos Caminhos de Ferro de Moçambique, ficou conhecido por ter evitado, através da reorganização das operações desta empresa, vários despedimentos durante a crise económica resultante da Segunda Guerra Mundial, protegido os funcionários contra uma redução geral de vencimentos em 1933, iniciado, em Maio de 1935, a construção da Linha do Limpopo, defendido a passagem da Beira Railways para a gestão do estado, e promovido o desenvolvimento das operações ferroviárias na Beira.

Ficou, igualmente, conhecido por ter fundado a DETA (Divisão de Exploração de Transportes Aéreos), antecessora das Linhas Aéreas de Moçambique.

Tornou-se, a 15 de Outubro de 1952, inspector superior do Fomento de Ultramar. Em 1966, já se encontrava aposentado.

MALANGATANA EM LOURENÇO MARQUES, 1960

Filed under: Malangatana Valente - Artista — ABM @ 12:33

Imagem retocada.

Malangatana à porta de casa em Lourenço Marques, 1960.

10/04/2021

A BILHETEIRA NA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES, 1962

Imagem retocada.

A bilheteira da Estação dos CFLM, 1962.

O BANCO COMERCIAL DE ANGOLA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Imagem de José Alexandre Russel, retocada.

Após uma presença de alguns anos em Lourenço Marques, o Barclays DCO vendeu o seu negócio ao nascente e agressivo Banco Comercial de Angola, que assim começou a operar em Moçambique. Foi nacionalizado após a independência. Muitos anos mais tarde, era um balcão do Banco Comercial de Moçambique, e depois da sua fusão em 2001, do Millennium BIM. Antes disto tudo, no início do Século, na parte Sul deste terreno, em frente à Fortaleza, estava implantado o Bank of Africa.

Na esquina da Rua Joaquim da Lapa e a Travessa da Maxaquene, vê-se ao cimo do lado direito o símbolo do BCA, enquanto que na parede em baixo ainda se pode ver a enorme águia, o símbolo do Barclays. Do outro lado da rua, à direita o edifício do John Orr’s e do outro lado da rua na esquina o Prédio Cardiga. Em primeiro plano do lado esquerdo, a “parte de trás” do Prédio Fonte Azul. Ao fundo, a Avenida da República (hoje 25 de Setembro).

08/04/2021

ANÍBAL CAVACO SILVA EM LOURENÇO MARQUES, 1963-1965

Imagem retocada.

Aníbal António Cavaco Silva, hoje com 81 anos de idade, é conhecido em Portugal por, enquanto militante do Partido Social Democrata, ter sido ministro das finanças (1980), primeiro-ministro (1985-1994) e presidente da república (2006-2016).

Mas o seu percurso incluiu viver dois anos em Lourenço Marques, entre o final de 1963, logo após o seu casamento com Maria, e 1965, enquanto um jovem alferes ao serviço das forças armadas de Portugal. Supostamente, fez trabalho de gabinete na Cidade ( Quartel-General da Ponta Vermelha e depois na Massano de Amorim) e vivia num apartamento na Avenida Pinheiro Chagas (actual Av. Dr. Eduardo Mondlane). Numa entrevista, disse que deu o nome à sua filha a partir da Rua Princesa Patrícia em Lourenço Marques (filha dos britânicos Duques de Connaught, que visitou a Cidade em 1906). Duma entrevista dada por um colega, parece ele gozou os prazeres dos cafés da Cidade e entretinha-se a fazer filmes caseiros. Num artigo de Ana Sá Lopes publicado no Diário de Notícias de Lisboa em 2008, a articulista resume a experiência dos Cavaco Silva, tal contada por este numa auto-biografia:

“Ao alferes Aníbal “os conflitos armados que já ocorriam no Norte do território [a partir do final de 1964] passavam quase despercebidos, a não ser por uma ou outra notícia que chegava só aos quartéis”. Em Lourenço Marques cruza-se com Francisco da Costa Gomes e outros oficiais que, com o 25 de Abril de 1974, para sua “surpresa”, “emergiriam como destacados revolucionários”. Não dá pormenores.

O “exótico” que regista do quotidiano em Lourenço Marques era, essencialmente, “o facto de respirar os quentes odores africanos e encontrar macacos junto à praia da Costa do Sol, a escassos quinze minutos do centro da cidade”.

Mas fascina-se com a cidade traçada a régua e esquadro e é numa das ruas que se inspira para chamar Patrícia à filha que nascerá já na “metrópole”, um nome achado nos passeios pela Rua Princesa Patrícia, “rua cheia de jacarandás que descia em direcção ao mar, numa explosão floral que nos deixava extasiados”. [hoje a Salvador Allende]

Maria Cavaco Silva dá aulas, primeiro no Liceu D. Ana da Costa Portugal e depois no Liceu Salazar. Começa por ensinar Português e Francês. Aníbal e Maria todos os dias marcam o ponto no Café Djambu, na baixa da cidade, para a bica da praxe. Têm uma tertúlia onde entram Manuel Frasquilho, economista, e Levy Vermelho, advogado – amigos feitos a bordo do navio Infante D. Henrique, quando estavam os quatro em trânsito para Lourenço Marques.

“Apaixonados pelo cinema”, tornaram-se sócios do Cineclube e foi em Lourenço Marques que nesses anos viram filmes como O Couraçado Potemkine e Ivan, o Terrível, que eram censurados em Lisboa.

Aníbal na varanda do seu apartamento em Lourenço Marques, meados da década de 1960.

EUSÉBIO E COLUNA, 1968

Imagem retocada.

Coluna e Eusébio eram gigantes de Moçambique em termos desportivos que ajudaram a projectar o nome de Moçambique no mundo e foram parte de um punhado de homens dali vindos que ajudaram o futebol português a começar a sonhar e a achar que podia e devia lutar fora de fronteiras – e a ganhar. Pelo que eram e fizeram, pelo exemplo que deram, ganharam o respeito e a admiração de gerações de portugueses – e de muitos moçambicanos.

Nesta imagem, que pintei, os dois alinham por Portugal num jogo com a Inglaterra em 1968. Parece que estão a discutir com o britânico George Best, na altura um dos melhores jogadores de futebol do mundo.

Coluna e Eusébio à direita, George Best no meio.

DESFILE DE CARNAVAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Carnaval em LM 1960s, LM Av. da República, LM Baixa — ABM @ 22:11

Imagem retocada.

Na primeira metade da década de 1960 a Cidade organizou pelo menos dois desfiles de carnaval, que ocorreram na Avenida da República (actual Avenida 25 de Setembro). Sendo eu muito mufana, lembro-me vagamente de ter visto isto, mas nunca tinha visto uma imagem de como foi.

Parte do desfile de Carnaval na Avenida da República, junto ao terreno onde havia o Luna Parque.

07/04/2021

O CINEMA DICCA E O ESTÚDIO 222 EM LOURENÇO MARQUES

Imagens retocadas.

Primeiro, mesmo ali ao lado da Praça Mouzinho de Albuquerque (depois 7 de Março e hoje 25 de Junho), em 1910, junto à praia a partir da qual se fizeram os enormes aterros iniciais para se criar o porto da Cidade, dois italianos, Pietro Buffa Buccellatto e Angelo Brussoni, edificaram um ringue de patinagem, inaugurado em 16 de Julho de 1910. Depois de arder o telhado, no mesmo local construiram logo de seguida um dos primeiros teatros de ópera em África, o Varietá, inaugurado em 5 de Outubro de 1912, data do segundo aniversário do golpe militar que derrubou a monarquia portuguesa. Tinha 1803 lugares. O teatro durou 56 anos, até princípios de 1967, quando foi demolido.

O Varietá perto do fim.

Conforme previamente anunciado na altura, em parte do terreno onde outrora estava o Varietá, a empresa F. Dicca (fundada pelo empresário Albanês, Filipe Dicca, uma referência na Cidade) mandou edificar novos dois espaços de espectáculos, o Cinema Dicca e, ao lado, o Estúdio 222, uma sala mais pequena (o nome diz o número de lugares sentados). No lugar onde outrora ficava a soberba fachada do Varietá, virada para a Rua Araújo, sobrou um espaço que suponho fosse para fazer mais um prédio.

A Baixa Velha de Lourenço Marques, 1968. Em cima em azul, o Dicca e o Estúdio 222, quase concluídos.
O Dicca e o Estúdio 222, prestes a serem inaugurados. À direita, o murinho do tal terreno para o tal de prédio que nunca veio, com o aviso da obra do “Prédio Dicca”.
O Dicca já em funcionamento, hiper-moderno e sofisticado.

Há alguma ironia no facto que, enquanto que o Varietá ficava na Rua Araújo, o Dicca e o Estúdio 222 ficavam na…Travessa do Varietá. Designação que, estranho, se manteve até hoje, e que quase ninguém na Cidade sabe o que significa.

Mas entretanto veio o golpe de Estado do Otelo e a Libertação de Nós Todos. A breve trecho, em Lourenço Marques, tudo foi mais ou menos confiscado ou “abandonado” e quase todos os cinéfilos literalmene mudaram de país. Ali ficou um parque de estacionamento abandonado e as salas foram sumariamente adjudicadas ao novo Instituto Nacional do Cinema, que as usou enquanto elas funcionaram. O que não durou muito.

Mas durou o suficiente para, obedecendo ao ímpeto de mudar o nome a tudo o que recordasse os tempos ímpios dos portugueses, apeassem o nome do Senhor Dicca da sala maior e chamarem-lhe o mais africano e revolucionário nome de Matchedge, o nome dum buraco qualquer perdido no meio de Niassa, onde os membros da Frente de Libertação realizaram o seu Segundo Concílio em Julho de 1968 – ou seja, por coincidência, enquanto a Frelimo reunia no mato, em Lourenço Marques inaugurava-se o Dicca – ali lavando muita roupa suja como era costume mas reelegendo o líder fundacional, Eduardo Mondlane, que, apesar de ser “muito impopular com muitos militantes, tanto na guerrilla como fora dela“, surpreendentemente, duraria mais seis meses no cargo.

A seguir veio a guerra de Samora para libertar Moçambique de todos os reaccionários, colonialistas, vigaristas, vagabundos, ladrões, putas, chiconhocas e preguiçosos, entregar a Rodésia ao Sr. Mugabe e ainda libertar a África do Sul dos brancos. Em 1977, começou oficialmente o comunismo, seguido pela Época do Repolho e do Carapau e pela Guerra Civil, que essencialmente começou porque os rodesianos e depois os sul-africanos tinham alguns diferendos menores em relação à forma como o novo regime parecia encarar as suas relações bilaterais.

Pelo meio, claro, não havia dinheiro nem negócios nem comida e muito pouca arte na agora ex-Lourenço Marques. Como quase toda a Cidade, o Dicca – perdão, o Matchedge – minguava.

O Match Edge (como lhe chama o Google) e o Estúdio 222, final dos anos 80. Na altura Maputo não tinha carros, que presumivelmente terão sido todos roubados pelos antigos residentes.

Eis que surge, no início dos anos 90, jovem um empresário/artista/político local que queria ter a iniciativa de criar a sua própria companhia de teatro: Carlos Gilberto Mendes.

Encantador como um domador de serpentes e muito bem relacionado, Mendes foi ter então com o Instituto do Cinema e pediu um espaço para a sua nova companhia. Generoso, o Instituto deu-lhe três opções, em que, do que depreendi, a menos péssima era o antigo Dicca e o seu apêndice, o (ainda) Estúdio 222.

Numa entrevista, Mendes descreve o que aquilo era no princípio dos anos 90: “estava completamente partido, sem cadeiras, luz e vidros nas janelas. Era um sítio abandonado e um armazém de produtos roubados do Porto de Maputo. No local vendia-se clandestinamente arroz, açúcar e feijão. Na calada da noite, os guardas cediam a sala, a título de aluguer, para a prática de prostituição. Isto estava tudo cheio de preservativos usados. A zona era frequentada por muitos marginais, e à noite, com tudo escuro, metia medo vir ao teatro.” Com umas cadeiras que trouxe de casa e iluminação improvisada, a 2 de Setembro de 1992, a Companhia de Teatro Gungu encenou a sua primeira peça de teatro no palco do agora já velho Dicca.

Logotipo da Companhia de Teatro Gungu.

A Companhia ainda existe e opera a partir do velho Dicca, recentemente rebaptizado mais uma vez. Não sei se com a Pandemia aquilo se está a aguentar. Em vez de Matchedge, agora tem o nome do dono – Teatro Gilberto Mendes. E, depreendo, quer a companhia, quer o imóvel na Travessa do Varietá, meio quarteirão da Baixa, pertencem a Carlos Gilberto – pessoalmente. Ou seja, bom para ele um dia vender aquilo tudo por uns milhões de dólares, para mais uma vez ir tudo abaixo e ali se fazer mais um prédio (se o Desportivo pôde vender o seu campo de futebol, tudo é possível). O que não falta na cidade é teatros fantasmaglóricos fechados e a apodrecer. De momento, Carlos Gilberto, com 55 anos e que em jovem terá sido campeão de natação de Moçambique, e que foi presidente da Federação deste desporto entre 2010 e 2014, é o Secretário de Estado dos Desportos do actual governo.

No fim, com sorte, um dia, ficará aquele nome estranho na pequena Travessa, a recordar à Cidade um pouco do seu passado.

Que teve.

04/04/2021

A FOTO PORTUGUESA EM LOURENÇO MARQUES

Filed under: Foto Portuguesa LM — ABM @ 23:02

Imagem retocada.

A Fotografia Portuguesa foi uma das casas de fotografia mais conhecidas em Lourenço Marques nas décadas entre 1950 e 1970, muito usadas pelos residentes na Cidade. Ficava situada nos Avenida Buildings, Avenida da República Nº50, na Baixa.

Envelope comercial da Foto Portuguesa.

O CLUBE DE PESCA DESPORTIVA E A PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, 1971

Imagens retocadas.

Desejo aos Exmos. Leitores cristãos uma Feliz Páscoa, fechadinhos em casa por causa da Pandemia.

O Clube de Pesca de Lourenço Marques foi formado, algo tardiamente, em 1959, num local que na realidade foi concebido na década de 1910, aquando da concepção da gigantesca muralha de cimento que suportou o Aterro da Maxaquene – que se estendia até meio da colina da Ponta Vermelha propriamente dita (ver em baixo). Concluído o aterro nos primeiros anos da década de 1920, curiosamente, para além da futura doca propriamente dita, parte do local onde o Clube foi implantado ao princípio não foi…aterrado. Até à década de 1940, havia um enorme buraco inundado, por detrás da muralha. que eventualmente foi também aterrado, e a apenas a barra exterior havia sido concluída.

Em primeiro plano, O Clube de Pesca Desportiva de Lourenço Marques, cerca de 1971. Atrás, a Ponta Vermelha, após a profunda intervenção resultante dos desmandos causados pelo Ciclone Claude em Janeiro de 1966. O declive foi aplanado e coberto com um matope escuro,e espesso, feitas as clivagens que se podem ver, para captarem as águas pluviais, estando na altura já a ser construídos os acessos da Avenida Marginal até à Ponta Vermelha e à Avenida António Ennes. No topo, em amarelo, a que eu considerava a casa mais bonita de Lourenço Marques. No início dos anos 70, a casa estava fechada há décadas e guardada por um velho guarda, um senhor negro, cujas histórias eu adorava ouvir. Após a independência, ficou em ruínas e dizem-me que a propriedade depois foi “atribuída” à viúva de Samora Machel, Graça, que lá fez um enorme e pouco interessante (mas muito rentável) edifício de apartamentos.

Logotipo do Clube de Pesca de Lourenço Marques.

O local, junto à Ponta Vermelha, onde no final dos anos 1950 se instalou o Clube de Pesca Desportiva de Lourenço Marques, aqui fotografado em Novembro de 1937. Note-se que nesta altura a muralha se estendia até ao pontão que se vê em cima, na Ponta Vermelha. A Estrada Marginal já passava ao lado mas pouco mais havia que um barracão e a doca incipiente. Eventualmente fizeram-se muros em volta e uma rampa para os barcos a Nascente, a qual uns anos depois foi desactivada e feita outra, pois a construção do Viaduto para a Ponta Vermelha tornou impraticável o seu uso por falta de acesso. Mas servia lindamente para, de vez em quando, em dias quentes, eu ir de minha casa na Rua dos Aviadores até lá, com o meu cão pastor alemão, para tomarmos banhos de mar.
Parte do texto alusivo ao Clube de Pesca Desportiva de Lourenço Marques no “Livro de Ouro de Moçambique, 1970. Para ler o texto na sua totalidade, ver nas notas em baixo.

Em miúdo, eu sempre tive a impressão que o Clube de Pesca, cujas festas de passagem de ano eram vagamente badaladas na Cidade, tal como as do Clube Militar e as do Grémio de Lourenço Marques, seria um tanto elitista e de acesso algo restrito (jóia cara, quotas caras, acesso via bola branca bola preta, entrada por convite, pais alegadamente betos, filhos alegadamente betos) comparado com quase todos os outros clubes da Cidade, que eram maiores e que constituíam a maioria arrasadora dos residentes – e onde se praticavam desportos mais populares. Eu era do Desportivo, e penso que serei até morrer. Mas era o que eu ouvia, não tenho factos e muito menos tinha qualquer interesse em alguma vez lá meter os pés. Penso que para quem gostava de pesca desportiva no alto-mar (algo que eu pagaria para não fazer) devia ser muito bom. Sendo que a prática da pesca desportiva era muito cara e muito especializada, obviamente que não era para todos. E fazia parte da mística de um local privilegiado em termos mundiais para a sua prática como Lourenço Marques. A piscina, onde eu meti os pés uma única vez por obrigação de serviço, dava apenas para se dar um mergulho tímido e a maior parte do tempo o sítio era fustigado por uma ventania tal que não se podia estar lá.

Num texto soberbo do Nuno Castelo Branco àcerca dum texto publicado por uma gaja e em que ele abordou tangencialmente o tema dos clubes da Cidade enquanto ambos lá crescíamos, ele entrou nalgum detalhe sobre o assunto. Cito: “o tal Grémio e as imaginativas piscinas dos country-clubs (!) – deve unicamente querer aludir ao Clube de Pesca – eram locais tão alheios à maioria dos naturais de Moçambique, como algumas das curibecas regimenteiras da Lisboa ou dos Estoris/Cascais de hoje. Quantas centenas de licenciados, chefes de serviços, directores de organismos do Estado ou pequenos empresários, jamais colocaram os pés – ou quiseram colocá-los – no dito Grémio? Por regra, os seus frequentadores eram gente olhada com um certo – ou despeitado – desdém pelos hegemónicos remediados e amplamente considerados como os patetas, parvalhões, pedantes ou páchiças-pretensiosos. Há sempre que contar com a clássica pontinha de inveja. De facto, a maioria destes privilegiados pela Situação – os Almeidas Santos e adjacentes incluídos – foi sempre gente que pouco mais de uma vintena de anos residiu no território, enriquecendo depressa e juntando os cabedais, calculadamente entesourados na Metrópole. Com eles convivia um punhado de velhos colonos, mas eram a excepção que confirmava a regra.”

A impressão existia. Tanto assim que, quando veio a Frelimo fardada e com o seu discurso do comunismo anti-elitista (excepto para eles, claro) em 1975, os desgraçados do Clube de Pesca que se esqueceram de ir embora um dia anunciaram um curso de pesca desportiva – “aberto a todos”, o que motivou logo um estúpido mas esperado comentário de um escriba medíocre, dinâmicamente afecto à nova nomenclatura, aludindo ao prévio estatuto exclusivista do Clube. Não houve, e não há, pachorra.

Numa iniciativa de dúbia eficácia, comum na altura, o novo regime pura e simplesmente apropriou-se do espaço e ali fez mais tarde uma “escola náutica”, que, parece, cinquenta anos depois ainda não se conseguiu desalojar dali para fora e restaurar ao espaço ao uso exclusivo pelos cidadãos – excepto a piscina, que, agora já na era do nascente “capitalismo moçambicano”, foi estrategicamente alugada e onde se instalou um restaurante, ajudando a dar mais cabo do lugar.

Informações adicionais:

https://ccbibliotecas.azores.gov.pt/cgi-bin/koha/opac-MARCdetail.pl?biblionumber=218473

http://memoria-africa.ua.pt/Catalog/ShowRecord.aspx?MFN=139520

https://housesofmaputo.blogspot.com/2016/06/clube-de-pesca-desportiva-de-lourenco.html

https://macua.blogs.com/files/livroouromoc2.pdf (ver pags 60-62)

https://delagoa1.rssing.com/chan-6200616/article9-live.html

CLUBE DE PESCA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

https://housesofmaputo.blogspot.com/2018/06/doca-dos-pescadores-clube-de-pesca.html

https://estadosentido.blogs.sapo.pt/1082781.html?thread=3976605

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, 1968

Imagens retocadas.

Desejo aos Exmos. Leitores cristãos uma Feliz Páscoa, fechadinhos em casa por causa da Pandemia.

Vista, presumo que fotografada em 1968 a partir do topo do Hotel Tamariz, de um dos quarteirões originais de quando Lourenço Marques era uma ilha e o epicentro da população muçulmana da urbanização original do que, quase subitamente, se tornou na capital da colónia portuguesa. Para além da então Rua Salazar, onde se pode ver a Mesquita Velha, vê-se parte da Rua da Gávea e a Travessa da Palmeira. À direita vê-se parte da Avenida da República (hoje, 25 de Setembro) do outro lado da qual está o Bazar Central.

A descer, Rua da Gávea, no meio a Travessa da Palmeira. E um mar de telhados de zinco e de telha vermelha. A grande mudança aqui ocorreu com a expansão da Mesquita, que apanhou o edifício da esquina, onde o Pai do Magid Osman e do Irmão (que eu conheci) teve durante anos e anos a Camisaria Bem-fica.

Mapa de 1929, indicando aproximadamene o que se vê na imagem de cima.

02/04/2021

O RESTAURANTE MIRAMAR EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

Em primeiro plano, a Praia do Miramar. Em segundo plano, o Miramar, um misto de restaurante, esplanada, café e marisqueira, na praia mesmo em frente ao Parque de Campismo de Lourenço Marques. Era aqui que os machos lusitanos vinham apreciar as bifas. Atrás, o Bairro da Somershield. No canto à esquerda em baixo pode-se ver parte do Restaurante Dragão de Ouro.

GARRAFA DE CHOCOLEITE DA COOPERATIVA DOS CRIADORES DE GADO

Imagem retocada.

Garrafa de Chocoleite pequena da Cooperativa de Criadores. Quando eu andava na escola primária em Lourenço Marques, no intervalo grande, quando havia dinheiro, era isto (bem abanado), um Vimto ou uma Tombazana.

DISCURSO DA MOCIDADE PORTUGUESA EM NAMPULA, AGOSTO DE 1956

Imagem retocada, do grande Fernando Gil, autor do incontornável sítio Moçambique para Todos.

Sobre esta imagem, o Fernando escreveu o seguinte: “esta foto é de 1956. E o “jovem” sou eu, Fernando Gil. Na altura lendo um discurso para o Presidente da República de Portugal, General Higino Craveiro Lopes [que visitou Moçambique naquele ano entre 4 de Agosto e 3 de Setembro], dando, em nome da MP, as boas vindas. Foi no salão nobre do Sporting Club de Nampula. se repararem tenho umas escoriações no joelho direito. Na altura tinha uma Solex e quando ia para lá tive um despistanço. Só tive tempo de limpar com um lenço. “

Na visita à Cidade de Nampula (elevada a Cidade em 1951) Craveiro Lopes inaugurou no dia 23 de Agosto o Museu Etnográfico, ainda hoje o único museu nacional situado fora da capital moçambicana, e ainda presidiu à sagração da Catedral de Nossa Senhora de Fátima.

Para além de Nampula, Craveiro Lopes visitou, entre outros, a Matola, João Belo, Inhamissa, Chibuto, Chaimite, Caniçado, Aldeia da Barragem, Aldeia do Guijá, Posto de Culturas do Alto Limpopo, Moamba, Namaacha, Inhambane, Beira, Vila Pery, Manica, Machipanda (com um salto a Salisbúria) Gorongosa, Tete, Quelimane, Vila Junqueira, Nametil, Nacala, Lumbo, Ilha de Moçambique, Porto Amélia, Mocímboa da Praia, Palma e Quionga.

Um jovem Fernando Gil discursa as boas vindas a Nampula do Presidente Craveiro Lopes em nome da Mocidade Portuguesa em Nampula, 1956.

Segundo a Infopédia (texto editado por mim), a Mocidade Portuguesa (MP) foi uma “organização de carácter milicial dirigida às camadas mais jovens da população. Foi criada por decreto em 1936, tendo a sua secção feminina sido criada dois anos mais tarde e alargada até às colónias em 1939.

A MP destinava-se a crianças entre os 7 e os 14 anos de idade, escolarizadas ou não, e a frequência das suas actividades era obrigatória. Para os jovens do sexo masculino entre os 17 e os 20 anos foi ainda criada uma milícia, espécie de braço armado da organização. Estes dois ramos do sector masculino da MP eram inspirados por objectivos de adestramento pré-militar, para o que se instituíram mecanismos disciplinadores e uniformizadores diversos: a farda, o hino, a disciplina rigorosa baseada em conceitos de autoridade e hierarquia, as paradas e acampamentos, os prémios e as sanções. Para os mais velhos, a quem a milícia se destinava, estavam reservados benefícios particularmente atraentes, dado que da sua qualificação na instrução pré-militar decorria a dispensa de parte do serviço militar obrigatório (a recruta no caso das praças, o primeiro ciclo dos respectivos cursos para os sargentos e oficiais milicianos).

O carácter paramilitar de muitas das actividades desenvolvidas (até mesmo a prática desportiva estava centrada em atividades afins da instrução militar: esgrima, boxe, voo) justificava o facto de a direcção da organização estar entregue, a diversos níveis, a oficiais das Forças Armadas ou a graduados da Legião Portuguesa (registando-se mesmo a tendência para recrutar na MP quadros para a milícia adulta que era a Legião Portuguesa). A direcção ao mais alto nível era, no entanto, confiada a personalidades afectas ao regime, gozando de grande prestígio ou autoridade, que foram sempre civis (o primeiro Comissário Nacional foi Francisco José Nobre Guedes, um antigo embaixador em Berlim, o segundo foi o futuro primeiro ministro Marcello Caetano, Baltazar Rebelo de Sousa em estudante foi um activo dirigente da Mocidade Portuguesa — comandante do Centro Universitário de Lisboa, depois chefe dos serviços culturais e diretor dos serviços de intercâmbio com o estrangeiro, tendo ocupado interinamente o cargo de Comissário Nacional, enquanto Subsecretário de Estado da Educação Nacional, entre 1955 a 1961).

O ramo feminino da Mocidade Portuguesa obedecia a outras orientações, naturalmente sempre enquadradas nos objetivos de orientação ideológica do Estado Novo: as raparigas seriam encaminhadas para assumirem mais tarde o papel de mães de família e donas de casa, ao mesmo tempo que lhes era ministrada educação religiosa católica de acordo com uma trilogia cara ao regime – Deus, Pátria e Família. A exaltação do espírito patriótico não era aqui acompanhada por exercícios de carácter militar, de acordo com uma filosofia tradicionalista que encarava a guerra como domínio exclusivo do homem. O exercício físico a que as filiadas eram submetidas tinha um outro sentido, o da preservação da sua saúde precisamente como futuras mães de família. Enquanto a Mocidade Portuguesa era dirigida quase exclusivamente por militares, a direção do ramo feminino estava nas mãos de docentes do ensino secundário ou reitoras de liceu, naturalmente apoiantes do regime.

Penso que durante muitos anos a MP era para brancos e assimilados apenas, mas não consigo confirmar para além do que li, indicando esta restrição.

A época de maior desenvolvimento da MP foi a que medeou entre a sua criação e o final da II Guerra Mundial, em 1945. Com efeito, a queda dos regimes totalitários na Europa levou ao descrédito das organizações de tipo milicial destinadas à juventude (é preciso manter presente que o fim do conflito trouxe alguns sinais de crise social e política ao Estado Novo). A organização entrou em decadência, perdeu vitalidade e, anos mais tarde, em 1966, perdeu o controlo das atividades circum-escolares, que passaram a ficar centradas na Escola. Em 1971 tornou-se facultativa (razão porque eu nunca lá estive).

Quando eu era nadador federado em Moçambique, era obrigatório ter estes certificados actualizados.

Em 1974, quando o regime foi derrubado por um golpe de Estado militar, dirigido por um antigo membro da organização em Lourenço Marques, a Mocidade Portuguesa foi extinta. Irónico, e quase ninguém reclamou.

31/03/2021

DIA DE MERCADO EM SENA, 1925

Imagem retocada.

Bazar em Sena, 1925.

O genial António Sopa escreveu sobre a original Vila de Sena:

“A povoação portuguesa de Sena (a cerca de duzentos quilómetros da costa) surgiu a partir de 1521, quando os portugueses começaram a comerciar com um grupo de árabes nas margens do Zambeze, havendo a hipótese desta se localizar no mesmo sítio, ou nas proximidades de Seyouna, referida pelos cronistas árabes desde a segunda metade do século XII, a qual se situava nas proximidades da confluência dos rios Zambeze e Chire, perto da montanha de Baramuana. A povoação, que viria a ser elevada à categoria de vila em 1761 (recebeu o foral de vila por carta régia de 9 de maio de 1761), com a designação oficial de Vila de São Marçal de Sena, foi sede da capitania dos Rios de Sena desde 1635, mantendo-se autónoma do capitão-general de Moçambique até 1688, sendo um governo regional diretamente subordinado ao vice-rei da Índia. No decorrer dos séculos XVII e XVIII, tornou-se o centro da presença portuguesa na África Oriental. Até 1767 manteve-se verdadeiramente a capital de toda a Zambézia, tendo nesta data a sede da capitania passado para Tete, devido às más condições climatéricas da localização original. A fortificação ali existente foi a primeira obra deste tipo construída no interior de Moçambique. Serviu de ponto de partida para a penetração no império de Mwenemutapa; ao mesmo tempo controlava o Rio Zambeze, a grande via do comércio do interior, após a decadência de Sofala. A povoação, que inicialmente se estendia ao longo do rio, deixou, com o decorrer do tempo, de ser porto fluvial, pelo seu considerável afastamento do Rio Zambeze – cerca de seis quilómetros de terreno arenoso. A soberania portuguesa passou, desde 1892, a estar salvaguardada pela Esquadrilha do Zambeze, recentemente organizada. A primitiva povoação, de que hoje nada resta, teve alguma opulência, possuindo quatro igrejas (a velha Igreja da Misericórdia, já em ruínas no século XVIII; a de São Domingos; a de São Paulo, pertença dos jesuítas, reaberta depois da sua expulsão, em 1759, como Igreja de São Salvador, e, finalmente, a dos Remédios, sita em Macambura, fora do perímetro da povoação) e uma fábrica de fiação de tecidos. Em 1766, existiam pelo menos dezoito casas pertencentes aos prazeiros, possuindo alojamentos para a numerosa criadagem e escravos. Mas este cálculo devia limitar-se apenas às casas dos moradores mais importantes, pois outra fonte, datada de 1778, calculou existirem ali pelo menos setenta habitações. Estas casas, construídas em adobes secos ao sol e cobertas de palha, estavam largamente separadas umas das outras. Eram construídas com os recursos locais, usando mão-de-obra escrava e não especializada. Nos baixos da habitação encontravam-se os armazéns, onde se guardavam as “fazendas” para o comércio; no quintal, protegido por “taipas da altura de dez até quinze palmos”, encontravam-se os celeiros, as cozinhas, as oficinas e as hortas. Em 1723 havia apenas duas casas cobertas a telha – as das feitorias do Estado e do Comércio – sendo as restantes cobertas “a palha”. Em 1873, Augusto de Castilho dá uma descrição depressiva da povoação: numa área de dez a doze hectares, em terreno pouco ondulado, coberto de mato e erva alta, com arrozais nos charcos pestilentos das baixas, entre carreiros traçados em várias direções, elevavam-se apenas meia dúzia de habitações de pedra, em ruínas, algumas palhotas, tudo rodeado de um “quadrilátero de paus fraquíssimos”. Através da Planta da Vila de Sena, de 1879, desenhada por J. A. de Morais Pinto, e de uma vista de 1891 publicada na obra As Colónias Portuguesas (1889, p. 69), sabemos que Sena constituía então um pequeno povoado, com arruamentos convergentes para a fortaleza e em retícula, com várias ruas paralelas e perpendiculares. Além das igrejas referidas acima, tinha ainda a de Nossa Senhora da Conceição (Matriz).”

Adicionalmente, há associado à Vila os povos e culturas nas regiões circundantes, nomeadamente a língua Sena, a terceira língua originária mais falada em Moçambique: “o sena é a língua materna de cerca de 60% da população na província de Sofala, 30% em Manica, 30% em Tete e 10% na Zambézia. Até aos anos 1880, os falantes de sena centravam-se ao longo do rio Zambeze. A sua progressiva deslocação para sul poderá dever-se ao estabelecimento da Cidade da Beira em 1887 e à posterior abertura da ferrovia, entre a Beira e a Vila de Sena, construída pela Trans Zambezi Railways em 1922. Actualmente, o sena é a língua bantu demograficamente predominante na Beira [que fica a 423 kms de distância de Sena], mas não a língua utilizada para comunicar com falantes de outras línguas bantu nem a língua bantu da liturgia católica.”

A actual Vila de Sena fica situada perto do Zambeze na sua margem oriental, perto da Ponte Dona Ana.

Fontes:

https://hpip.org/pt/Contents/Place/340

https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_sena

MAPA DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA, 1952

Imagem retocada.

Mapa do Parque Nacional da Gorongosa, 1952.

INTERIOR DA ESTAÇÃO CENTRAL DOS CORREIOS DE LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1910

Imagem retocada.

Interior da Estação Central dos Correios de Lourenço Marques.

29/03/2021

O REGRIGERANTE VIMTO DA REUNIDAS

Filed under: Fábricas Reunidas, Refrigerante Vimto da Reunidas — ABM @ 22:45

Imagens retocadas.

Segundo a Wikipédia, “o refrigerante Vimto foi criado em 1908 na cidade de Manchester, na Inglaterra, por John Noel Nichols (1883-1966), um vendedor de especiarias e medicamentos. Inicialmente, foi vendido sob a designação Vim Tonic, que viria a ser abreviada por Nichols para Vimto em 1912. Originalmente, foi registado como um medicamento, mas viria a ser registado novamente em 1913 como um sumo.

Atualmente, é produzido pela Cott Beverages, nas regiões inglesas de Derbyshire e Yorkshire, em nome da Vimto Soft Drinks, pertencente à Nichols plc. A Nichols retirou-se da produção direta em 2003, ao fechar a sua fábrica em Haydock. O Vimto adquiriu um estatuto de culto entre os consumidores ao celebrar o seu centésimo aniversário em 2008. É também fabricado sob licença na Arábia Saudita e no Iémene.”

Em Moçambique, o Vimto era produzido pelas fábrica Reunidas sob licença da Michols.

Um rótulo de uma garrafa de Vimto da Reunidas.

Tampa de Vimto 1

Tampa de Vimto 2.

O PRIMEIRO TEATRO GIL VICENTE EM LOURENÇO MARQUES

Imagens retocadas.

A fachada do primeiro Teatro Gil Vicente, meados da década de 1920. Ardeu em 1931. No seu lugar construiu-se em seguida o Prédio Fonte Azul, tendo Manuel Rodrigues edificado outro teatro com o mesmo nome a meio da Avenida Aguiar (depois Dom Luiz I e hoje Avenida Marechal Samora Machel) que inauguriu cerca de 1933.

A localização do primeiro Tetatro Gil Vicente, onde esteve durante décadas (onde está a notação “GV”).

Na Praça 7 de Março, aqui num postal de meados dos anos 50, do lado direito, o Prédio Fonte Azul, que ocupa todo o quarteirão onde ficava, entre outros, o primeiro Teatro Gil Vicente.

O que resta do Teatro Gil Vicente que foi inaugurado em 1933 na então Avenida Aguiar. À esquerda a vermelho era o bar do Teatro, que penso funciona hoje autonomamente. Os sucedâneos dos Lourenço-Marquinos simplesmente não vão ao cinema como se ia e o edifício mingua.

28/03/2021

A PRIMEIRA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES, 1899

Imagem retocada, do espólio de Alfredo Pereira de Lima.

A primeira estação ferroviária da Cidade ficava ao lado e mais à frente da que se veio a construir mais tarde na Praça Mac-Mahon (dantes Praça Azeredo, hoje Praça dos Trabalhadores), alinhada com o Cais Gorjão. Funcionou até 1910, quando se inaugurou a primeira fase da estação que ainda hoje existe.

A mesma imagem, ampliada.

O PRÉDIO SANTOS GIL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

O Prédio Santos Gil na Baixa de Lourenço Marques, parcialmente iluminado pelos anúncios em néon. Na esquina, o Café Continental. Mais à esquerda pode-se ver o anúncio da loja John Orr’s. E acima, um anúncio da DETA.

A MESQUITA DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC.XX

Filed under: LM Mesquita — ABM @ 23:39

Imagem retocada.

A entrada da Mesquita de Lourenço Marques.

27/03/2021

A IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, VISTA DE CIMA

Imagem da revista Xonguila, 2018, com vénia, retocada e colorida por mim.

A Igreja de Santo António, que pertence à Igreja Católica por via da Ordem dos Franciscanos, precisa de donativos para manter e restaurar o Monumento, da autoria de Nuno Craveiro Lopes. Se o Exmo. Leitor quiser e tiver disponibilidade para tal, peço que contacte a Igreja, que tem conta no Facebook.

A Igreja de Santo António da Polana vista directamente de cima.

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