THE DELAGOA BAY WORLD

28/10/2011

A PAZ PODRE, VERSALHES, 1919

Filed under: A Paz de Versailhes 1919, HISTÓRIA — ABM @ 15:38

 

Na Sala dos Espelhos em Versalhes, a assinatura da paz após a Grande Guerra. Na verdade não foi a Paz; foi um interregno. Em Moçambique, os portugueses recuperaram Quionga. Pintura de William Orpen. Para ver esta fotografia em tamanho maior, prima duas vezes na imagem com o rato do seu computador.

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DOM CARLOS I COM O MARQUÊS DE SOVERAL, INÍCIO DO SÉC. XX

Foto de Benoliel, na Ilustração Portuguesa, restaurado por mim. Para ver esta foto em tamanho maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

EÇA DE QUEIROZ EM PARIS COM A MULHER, 1890’S

Filed under: Eça de Queiroz, PESSOAS — ABM @ 15:16

 

Eça e Sra Eça relaxam no jardim em Paris, última década do Século XIX.

OS RAPAZES DO FINO ENTULHO PORTUGUÊS, FIM DO SÉCULO XIX

Para ver esta foto em tamanho maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

Os rapazes numa tarde de verão em Lisboa, aqui sem D. Carlos I. Sentados: Carlos Mayer, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão. De pé, da esquerda: Luiz Maria de Soveral (Marquês de Soveral), o Conde de Sabugosa, Carlos Lobo D'Ávila e Eça de Queiroz. Na escada, em ordem descendente: Guerra Junqueiro, o Conde de Arnoso e o Conde de Ficalho.

24/10/2011

GAGO COUTINHO

Filed under: Gago Coutinho — ABM @ 10:44

Muito antes do sextante e da travessia aérea para o Brasil, Gago Coutinho passou tempo em Moçambique a delimitar as suas fronteiras. Estava em Lourenço Marques aquando do golpe de Estado em Lisboa que inaugurou o regime republicano. De lá, mandou para Lisboa uma carta especificando que não era contra a república, afirmando-se português primeiro. Lamentável, para ele e para o seu país. Durante algum tempo, o aeroporto de Lourenço Marques teve o seu nome e uma pequena estátua sua à entrada.

BALTAZAR REBELO DE SOUSA ENTREVISTADO, 1969

Filed under: Baltazar Rebelo de Sousa, PESSOAS — ABM @ 10:36

Foto de Maria Helena Lamela.

Baltazar Rebelo de Sousa, brevemente Governador-Geral de Moçambique durante a curta "primavera marcelista", entrevistado num aeroporto em Moçambique, com Marçal Pires Teixeira, José Cabrita e Rui Manuel.

HENRIQUE DE PAIVA COUCEIRO

Filed under: Henrique de Paiva Couceiro, HISTÓRIA — ABM @ 10:17

Foto de Miguel de Paiva Couceiro, neto de HPC, restaurada por mim.

Henrique de Paiva Couceiro participou com distinção nas chamadas “campanhas de pacificação” do Sul de Moçambique em 1895-1896. Mas esse foi apenas o início de um longo percurso pessoal.

Henrique de Paiva Couceiro.

NA PRAIA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Foto de Maria do Céu Abreu.

Maria do Céu Abreu, Carlos Monteiro e Helena Sherpard da Cruz na praia em Lourenço Marques, anos 60.

UM DIA DE SOL NO HOTEL POLANA, ANOS 1960

Filed under: Lidia Elbling, PESSOAS — ABM @ 10:09

Foto de Lídia Elbling.

O KIOSK CHALET EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Filed under: LM Praça 7 de Março, LUGARES — ABM @ 10:05

Para ver este postal em tamanho gigante, por favor prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

O Kiosk Chalet na Praça 7 de Março em Lourenço Marques, no princípio do Século XX.

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, FIM DOS ANOS 50

Para ver esta foto em tamanho gigante, por favor prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

A baixa de Lourenço Marques, cerca dos finais dos anos 1950.

17/10/2011

A HISTÓRIA DOS PADRES DO MACÚTI, ANOS 1970

Filed under: HISTÓRIA, Os Padres do Macúti — ABM @ 08:46

Fernando Mendes tinha 24 anos de idade quando chegou a Moçambique. Hoje tem 64 anos de idade. Foto de Tiago Sousa Dias no Correio da Manhã de Lisboa.

Publicado no jornal O Correio da Manhã, de Lisboa, 2ª feira 17 de outubro de 2011. Autoria de Marta Martins Silva, aqui reproduzido com vénia e dado o seu óbvio interesse histórico.

(início)

Histórias – A Justiça dos Padres

Joaquim e Fernando estiveram presos um ano em Moçambique. [em baixo] a história dos padres do Macúti.

Janeiro de 1972. Prisão da Beira, Moçambique. Em duas celas contíguas, Fernando e Joaquim comunicam por pancadas secas na parede. Acabaram de ser presos pela PIDE. Não se vêem mas sabem que o outro está do lado de lá do cimento que trava a liberdade. “Estava-se no pico do Verão na Beira, a cela era uma espécie de garagem”, no primeiro dia a comida foi posta no chão, sem garfo ou colher que a levasse à boca.

Por ali haviam de estar um mês, antes de serem transferidos para o centro prisional em Machava, nos arredores de Lourenço Marques. Em Portugal, no poder, está Marcello Caetano. Oliveira Salazar havia morrido dois anos antes mas o País continuava ensombrado pela ditadura. Fernando e Joaquim são os padres Mendes e Teles Sampaio, para a História conhecidos como os padres do Macúti. Os padres que desafiaram o poder em nome da paz há quase quatro décadas. Entre grades, um pensamento: poderão dois homens sozinhos, ainda que homens de fé, fazer uma revolução?

“Pela primeira vez na história de Moçambique houve padres de raça branca presos pelo regime. Uma pedrada no charco, a imprensa internacional não parava de falar do caso” – recorda hoje, aos 64 anos, Fernando Mendes, um dos protagonistas. “Naqueles dias, o sentimento que nos animava era a certeza do dever cumprido, por solidariedade com os mais desprotegidos e inocentes” – lembra o outro, Joaquim Teles Sampaio, agora com 78.

A PAZ É POSSÍVEL?

Em Novembro de 1971 Fernando e Joaquim souberam, por dois missionários espanhóis, do massacre de Mucumbura, na província de Tete. “As tropas portuguesas incendiaram e metralharam as casas (palhotas) dos negros e mataram dezenas de crianças, mulheres e idosos. Sabendo disso, era impossível calar, apesar de na cidade ‘branca’ onde exercíamos a nossa actividade – na Paróquia do Coração de Jesus do Macúti, na Beira – parecer que nada acontecia porque a censura não permitia que se falasse na guerra que acontecia ali, a escassos quilómetros” – lembra Fernando.

Não aguentaram a injustiça e, para o dia um de Janeiro de 1972, Dia Mundial da Paz, escolheram o mote: ‘A Paz é possível, mas Moçambique está em guerra’ na homilia de domingo. “Sentia revolta, gritos abafados até ao dia em que quebrei o silêncio e denunciei os massacres, perante numerosa assembleia cristã. Tinha obrigação de os denunciar e esperava que fossem uma grande trovoada” – recorda Joaquim Teles Sampaio.

“Logo nessa semana houve um burburinho, chamaram-se alguns ouvintes para contar o que tinham ouvido na homilia, e ficámos em vigilância apertada da PIDE”. Oito dias depois “havia uma cerimónia de escuteiros, uma promessa dos lobitos, mas a maior solenidade centrava-se na magna reunião de todos os movimentos católicos da paróquia”.
O padre Fernando, então assistente religioso dos escuteiros, impediu que a bandeira nacional entrasse no templo, porque para muitos a bandeira era símbolo de ocupação. “Foi este episódio que veio a desenrolar todo o processo, montado para difamar e condenar os padres”, lembra Sampaio. A 10 de Janeiro a manchete do jornal ‘Notícias da Beira’ acicatava a revolta: “Crime contra a harmonia racial; Padres Sampaio e Fernando; Nós denunciamos” – lia-se na notícia de cinco colunas ilustrada com cinco fotos tipo passe do padre Joaquim.

O artigo era assinado por CA, conselho de administração, embora a autoria fosse atribuída ao engenheiro Jorge Jardim (pai de Cinha Jardim), administrador. “Essa noite, como reacção à notícia houve um apedrejamento contra a nossa casa, se lá estivéssemos tínhamos sido linchados”, afirma Fernando. Estavam longe, em Vila Perry, a mais de uma centena de quilómetros da Beira, num encontro religioso. Foi lá que foram presos, levados pela PIDE para a prisão.

O ano “que passei na prisão foi, por estranho que pareça, o ano mais feliz da minha vida, embora tenha sofrido muito. Mas ali o meu sofrer teve, como nunca, uma razão de ser. É lutando que se vive e é a lutar que se morre” – diz Sampaio. Um ano e três meses depois foram julgados.

“Cada dia a mais na prisão era um prejuízo para o governo. A sentença para o Sampaio foi de dois anos de prisão, mas como tinha passado um ano ficou com pena suspensa. Para mim foi sete meses, dado como cumprido”, lembra Fernando. Regressaram a Portugal em Março de 1973 em aviões diferentes por medo de represálias. Depois disso, Sampaio foi pároco da Reboleira, na Amadora, leccionou na escola secundária e colaborou em várias outras paróquias.

Regressou há seis anos a Manteigas, onde iniciou a sua carreira sacerdotal. Fernando mora em Braga, na terra onde nasceu. Largou a batina da Igreja em 1974 por desilusões várias com a instituição. Licenciou-se em História, casou com uma catequista e teve dois filhos. Já é avô. O tempo passa mas a História está escrita: Fernando e Sampaio serão [para] sempre os padres do Macúti.

JULGADOS NO TRIBUNAL MILITAR

Na prisão da Beira, onde estiveram o primeiro mês, não foram torturados “por serem brancos e padres” mas as condições eram nulas. “Era uma autêntica frigideira onde as minhas costas se esfolaram”, recorda Sampaio, que arranjou “o cotinho de um lápis com que escrevia recados em papel higiénico para Fernando, enviados pelo rapaz da limpeza que se solidarizou” com a história.

Depois do inferno na prisão da Beira, atormentou-os a prisão de Lourenço Marques, onde estavam detidos dois mil presos políticos em nove pavilhões. O caso dos padres do Macúti é o único caso conhecido de dois elementos do clero secular terem sido julgados por um tribunal militar.

NOTAS

‘CRIMES’

“Em tribunal julgou-se a denúncia dos massacres e a missão profética da Igreja”, lembra Sampaio.

DURAÇÃO

Julgamento dos padres no Tribunal Militar de Moçambique durou três semanas.

REGRESSO

Sampaio apanhou o avião para Portugal em Joanesburgo; Fernando Mendes em Lourenço Marques.

(fim)

06/10/2011

O AEROPORTO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: LM Aeroporto, LUGARES — ABM @ 22:56

Foto de Ernesto Silva, restaurada por mim.

O primeiro aeródromo em Mavalane.

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Foto de Augusto Rodrigues Oliveira, restaurada por mim.

A baixa de Lourenço Marques nos anos 40.

05/10/2011

DESFILE DA MOCIDADE PORTUGUESA EM LISBOA, 4ª FEIRA, DIA 1 DE DEZEMBRO DE 1948

Esta foto é do Sr. Fernando Vidigal, que aparece na fotografia a liderar a tropa, na foto do lado esquerdo.

Fernando Vidigal viveu a maior parte da sua vida adulta em Moçambique.

Foto restaurada por mim. Para ver no seu tamanho máximo, prima na foto com o rato do seu computador.

 

O desfile da Mocidade Portuguesa na Praça do Restaurados, na qual se situa o mais importante monumento nacional comemorativo da restauração da independência portuguesa em 1640, após sessenta anos em que o soberano de Portugal era o de Espanha (a 3ª Dinastia Portuguesa). Fernando Vidigal, então um mufana, liderava a turba, estando à frente à esquerda na fotografia.

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