THE DELAGOA BAY WORLD

19/12/2011

MANUEL ALVES CARDIGA

Filed under: Manuel ALves Cardiga — ABM @ 20:17

Grato à Sónia Martins, do Clã Cardiga, que teve a gentileza de disponibilizar a imagem em baixo.

 

Manuel Alves Cardiga, um dos impulsionadores do crescimento em Lourenço Marques e patriarca de uma grande família de Moçambique.

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2 comentários »

  1. Alguém escreveu numa outra parte desta página Delagoa Bay, um artigo a atacar o meu primo Sérgio Cardiga, o pai Vasco e o meu avô MANUEL ALVES CARDIGA e que este último tinha sido deportado para Mocambique. O meu avô nasceu em Lisboa e foi para Mocambique muito jovem.

    Quando o Governo Português quis entregar a operação dos Caminhos de Ferro de Mocambique aos ingleses, o meu avô, o Perna de Aluminio, o meu tio avo Salvador Cardiga o Sponjana, entre outros, iniciaram uma greve. Foi decretado que os militares agissem. Alguns grevistas foram presos entre eles o meu avô. O meu avô materno era na altura Comissário da policia de Lourenço Marques, e assim o seu carcereiro. As voltas que o mundo dá. O celebre vagon da CARNEIRADA, Vagon de transporte de gado, cheio de esterco , transportava alguns grevistas, com o receio que havia da linha ser sabotada. Isto tudo acabou, quando o meu avô Manuel, deu indicações aos respectivos passageiros para se despirem durante a viagem, deitar a roupa fora, e quando da chegada à estação, sairem nus.

    O caixão da minha bisavó ficou exposto na rua quando o funcionário da Câmara Municipal se recusou a tirar os apetrechos católicos da sala mortuária (morreu em Lourenco Marques na altura das eleições, de 1958, durante a campanha do general Humberto Delgado).

    A pessoa operacional no terreno, durante a campanha das eleicoes em que concorreu o General Humberto Delgado foi o meu avô. A minha afirmação pode ser confirmada pelo Dr. Almeida Santos assim como outros advogados, que fizeram campanha pelo general. Muitos deles apareceram mais tarde engajados na FRELIMO. Julgo que nenhum desses advogados continua em Mocambique, o meu avô está lá no cemitério.

    Por essa altura fui estudar para a África do Sul, após ameacas proferidas por alguns dos professores do Liceu Salazar, que eu seria chumbado. Só tenho a agradecer a esses cobardes, pois fui para um colégio que me preparou para a vida.

    Na altura do Estado Novo, em que era mais conveniente ser alinhado, a minha família nunca o foi. Depois da independência, quando os ventos mudaram, estivemos contra o vento, mas sempre a favor de um Mocambique para mocambicanos.

    Estou à disposição de quem quer que seja para responder a factos com verdade, frontalidade e destemor. Em breve o meu neto vai abrir o meu Facebook.

    A todos o meu Kanimambo por terem dedicado breves momentos a ler o que escrevi.

    Comentar por Manuel Vladimiro Correia Alves Cardiga — 18/08/2012 @ 08:41

    • Olá Manuel Guga, Não li o tal de “ataque” por isso não sei a que se possa referir. Mas gostei muito de ler esta nota e espero que venha mais! os Cardiga são uma referência de Moçambique pré-independência e merecem mais do que uma nota, infelizmente eu sou dos que sei demasiadamente pouco. Se quiser usar estas páginas para publicar na internet mais um pouco destas histórias a casa está à disposição. E aqui pratica-se o respeito pelos Cardiga 🙂 ABM

      Comentar por ABM — 19/08/2012 @ 14:29


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