THE DELAGOA BAY WORLD

20/03/2012

INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO EM HONRA DE ANTÓNIO ENNES, LOURENÇO MARQUES 1910

Filed under: António Ennes — ABM @ 15:54

8 de Setembro de 1910, o dia da inauguração em Lourenço Marques do monumento, pago por subscrição pública, em honra de António Ennes, o arquitecto da manutenção de Moçambique, tal como é hoje, sob a esfera portuguesa, quando no parlamento português se falava em retalhar e vender o território aos ingleses (a Sul do Zambeze) e aos alemães (a Norte do Zambeze). O local é hoje um parque de estacionamento rasca na baixa de Maputo e a estátua está encostada a um canto da chamada Fortaleza de Maputo.

Curta biografia deste senhor:

Nome: António José Ennes
Nasceu em Lisboa, a 15 de Agosto de 1848.
Faleceu em Queluz a 6 de Agosto de 1901 (53 anos de idade)

Destacou-se como um ilustre político, escritor e conhecedor dos assuntos coloniais.

Fez os seus primeiros estudos no colégio dos padres Lazaristas, matriculando-se posteriormente no liceu, donde passou ao Curso Superior de Letras, que completou de forma brilhante.

A sua arte como escritor começou a revelar-se ao entrar para a redacção da “Gazeta do Povo”. Tomou depois, a direcção do “O País”, onde demonstrou excepcionais dotes de jornalista e polimista. Com o pacto de Granja, deu-se a fusão dos Partidos Reformista e Histórico, passando “O País” a denominar-se “Progresso”, no qual António Enes ficou como redactor principal. Fundou também “O Dia” de que foi director político e redactor principal.

Em 1880 (32 anos de idade) foi eleito deputado, mas as câmaras foram dissolvidas. Tornou então ao Parlamento na Legislatura de 1884-87, tendo sido reeleito em 1887-89 e 1890-91.

Em 1886 foi nomeado bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional de Lisboa.

Em 1890 (42 anos de idade) após o Ultimato Inglês, António Enes foi encarregado da pasta da Marinha e do Ultramar, no governo presidido pelo General Crisóstomo de Abreu e Sousa. A gerência desta pasta era de extrema responsabilidade, estando directamente ligada à integridade das colónias Portuguesas. Eram inúmeros os problemas a resolver que, António Enes de forma laboriosa, consegui vencer. Organizou a expedição Militar a Moçambique, providenciando ainda com maior energia, sobre os acontecimentos de S. Tomé, Guiné e Bié.

Em 1891 foi nomeado Comissário Régio em Moçambique, onde deu provas de grande saber e competência, deixando o seu nome ligado a notáveis obras e feitos daquela província.

Foi organizador da Expedição de Mouzinho de Albuquerque e posteriormente, em 1896, nomeado ministro de Portugal no Brasil.

Presidiu ainda ao comité que dirigiu os trabalhos do 5º Congresso de Imprensa reunido em Lisboa em 1898.

(fonte: Min da Defesa português, texto de Filomena Rodrigues, ligeiramente alterado por mim))

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2 comentários »

  1. Por mares nunca dantes navegados os portugueses navegaram pelo Mundo, penetraram em continentes onde nenhum europeu alguma vez o fez, e assim se formaram incontáveis homens de valor, muitos deles ainda hoje heróis desconhecidos, não celebrados ou lembrados pela Pátria pela qual, ou mal ou bem, engrandeceram e deram a conhecê-la. Fomos os fundadores da globalização. Muito recentemente, desde o 25/4, valorosos militares perderam a vida e ninguém os celebrou: Coronel Magiolo Gouveia, o militar mais condecorado da Guerra Colonial, foi abandonado às mãos da Fretilim que o fuzilou, ainda Timor era português; em Setembro de 20l4, faleceu outro militar altamente condecorado, o valoroso Comandante de Marinha, Guilherme Alvor de Alpoim Calvão, de doença prolongada, e a Pátria mais uma vez se esqueceu. Governantes que se esquecem e ignoram os seus heróis, não são dignos de respeito nem são dignos de serem líderes de uma nação. Só os ignorantes e parvos votam neles, repetidamente apesar de, desde l9l0 até os dias de hoje, só terem levado Portugal ao descalabro social e financeiro.

    Comentar por António Júlio N. dos Santos Peixe — 02/01/2015 @ 00:35

    • Sr. Peixe, um muito interessante desabafo. Por variadas razões, tendo a não buscar nem a gratidão nem os serviços da nação, especialmente a portuguesa, precisamente por aquilo a que alude. Um abraço, ABM

      Comentar por ABM — 25/01/2015 @ 23:38


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