THE DELAGOA BAY WORLD

20/03/2012

O PIRI-PIRI DONA ANA DE VILANCULOS

Filed under: Piri piri Dona Ana de Vilanculos — ABM @ 22:55

Foto de Anna Zuconni.

Quando eu era miúdo, o Pai Melo em casa usava um molho de piri-piri "Dona Ana de Vilanculos" que só de cheirar fazia-me chorar. Parece que o Hotel Dona Ana em Vilankulos foi re-erguido e que o piri-piri está de volta. Agora falta ver se ainda me faz chorar de tão picante.

 

Segundo referiu o Sr. Manuel Barbosa, “Eu conheci pessoalmente a D. Ana, uma senhora negra que foi mulher de Joaquim Alves, estive na casa deles em Vilanculos e vi com meus próprios olhos a quantidade de frascos que ela fazia. O Hotel D. Ana em Vilanculos, foi o nome escolhido pelo Joaquim Alves em homenagem à D. Ana, com quem ele casou. Uma Senhora 5 estrelas. Morreu na miséria em Portugal depois da Frelimo lhe ter roubado todos seus bens, inclusivé o Hotel Vilanculos, Hotel D. Ana e mais todo o empreendimento na Ilha de Santa Carolina. A Senhora D. Ana ficou na miséria e morreu pobre num lar na Nazaré em Portugal. O marido da D. Ana, era Joaquim Alves. Conhecido em Vilanculos, pelos negros, como “o Rato das Palmeiras”, mas ainda não sei bem porque razão lhe puseram essa alcunha ao Joaquim Alves, talvez por ter começado o seu império como cantineiro, e todo o cantineiro tinha má fama. Mas, Joaquim Alves também tinha um irmão bem concorrente em Vilanculos, que era o José Alves. A concorrência entre eles foi feroz…”

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5 comentários »

  1. Conheci a D.Ana, em Vilanculos e o marido Joaquim Alves. Grandes empreendores a quem se lhe deve a obra de Santa Carolina e a praia do Inhassoro. Não sabia que a D.Ana tinha morrido na miséria. O seu piri-piri eram umas garrafinhas muito picantes feito com piri-piri verde e sumo de pequenos limões. Visitava, regularmente, Vilanculos como viajante da firma City Stores da Beira. Viajava na sua avioneta da Beira para o Inhassoro e dali de carro para Vilanculos. Excelente trabalho este blogue,

    Comentar por José Martins — 11/06/2012 @ 06:12

  2. a informaçao do Senhor Manuel Barbosa esta errada nos seguintes pontos:
    1) a Dona Ana era mestiça filha de pai branco portugues incognito e mae negra residente na Manga
    2) morreu no hotel de 4 estrelas junto ao Marques de Pombal vitima de um AVC fulminante
    3) embora a fortuna inicial do casal nao ter chegado aos seus ultimos dias, mantinha no entanto uma saude financeira invejavel que foi na totalidade herdada pelo seu advogado Maximo Dias
    4) o Joaquim Alves antes de falecer vendeu todo o seu imperio a um consorcio liderado pela TAP antes do 25 de Abril 1974, e por conseguinte nao foi vitima das nacionalizacoes selvagens da Frelimo.
    5) a alcunha do Joaquim Alves era “Chinchinde” o que significa na verdade rato das palmeiras. A populaçao atribuiu lhe essa alcunha pelo o facto de ele estar constantemente em movimento territorial ao longo de todas as suas organizaçoes que ficava entre Bartolomeu Dias / Inhassoro / Vilanculos / Bazaruto/ Benguela / Magaruque/ Moquoque / Santa Carolina, que era a coroa do imperio por ele criada. As organizacoes Joaqum Alves eram compostas por uma cadeia de hoteis, uma frota de avioes, varias carreiras de autocarros, uma vasta rede de cantinas no interior, sendo o turismo a sua principal actividade.
    6) o seu irmao Jose Alves tambem estabelecido em Vilanculos tinha uma dimensao economica e impresarial incomparavelmente menor e nao havia concorrencia feroz entre eles:
    Esta informacao e de fonte segura pois foi me comunicada por um familiar do Joaquim Alves

    Comentar por Isabel Tome — 08/07/2014 @ 23:19

    • Boa noite,
      Meu nome é Cesar Alves, e Gostaria de saber caso saiba, as origens em Portugal do Sr.Joaquim Alves?? E em relação à família onde se encontram e junto dele qual o grau de parentescos??
      Grato pela atenção.
      Cesar Alves

      Comentar por Cesar Alves — 24/02/2015 @ 22:53

  3. Engraçado, os meus avós, mãe e tio foram para Moçambique em 1934, tinha minha mãe 13 anos e como o meu avô pertencia à Marinha de Guerra Portuguesa foi deslocado para Chefe do Farol do Bazaruto durante a 2ª. Grande Guerra por ser Radio-Telegrafista e necessário no local onde, nessa altura, eram torpedeados vários navios estrangeiros no Canal de Moçambique. Foi aí que conheceram bem a família Alves, Sr. Joaquim Alves, D. Ana e Sr. José Alves.

    A D. Ana que, segundo me foi dito, não era mestiça mas sim branca. Havia ido daqui de Portugal onde teria uma banca de peixe na Praça da Ribeira e foi para Moçambique por ter tido conhecimento que o Sr. Joaquim Alves, viveria nessa altura com uma mulher mestiça. Aí chegada a Moçambique conseguiu que ele se afastasse dessa mulher, e foi ela realmente uma das maiores empreendedoras da fortuna que vieram a possuir. Fez o seu início de fortuna a vender peixe e carne num barco acompanhada de vários negros, saindo pela madrugada e voltando já noite dentro, depois da venda. Já o Sr. Joaquim Alves tinha, nessa altura, várias cantinas. Isto foi-me contado pelos meus avós e mãe, bem como outras peripécias da D. Ana muito engraçadas… que não vem agora ao caso. Conheceram bem o Sr. José Alves também quando se estabeleceu, e realmente não havia nada de concorrência feroz entre eles, tendo cada um monopólio de vários negócios.

    Comentar por Ana Maria Martins Antão — 18/07/2016 @ 15:09

    • Muito grata pel0 seu comentário Ana Maria. ABM

      Comentar por ABM — 18/07/2016 @ 17:18


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