THE DELAGOA BAY WORLD

31/03/2012

JOVENS DO CLUBE NAVAL E DA MOCIDADE PORTUGUESA NO CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Fotografia gentilmente cedida pela Bebé Amaro Morais, e que acabei de restaurar esta semana, em que se pode ver o homem da sua vida e marido, Eduardo Nunes de Morais, que foi um grande praticante da vela. Esta e outras fotografias serão colocadas na próxima semana no meu outro blogue dedicado ao desporto em Moçambique, The Delagoa Bay Company.

Para ver esta fotografia com maior tamanho, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador. Esta vale a pena ver assim.

Depois de um dia de competição, a rapaziada posa para uma fotografia no Clube Naval de Lourenço Marques.

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1 Comentário »

  1. CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES
    O Clube Naval de Lourenço Marques — o antigo Grémio Náutico — pode dizer-se que
    foi fundado em 1912, por um pequeno grupo de rapazes, sob a direcção entusiasta de José
    Correia Borges, sócio fundador n.° 1 e seu vice-comodoro honorário, embora os seus Estatutos
    só tivesem sido aprovados por Alvará de 25 de de Agosto de 1913.
    As reuniões, nesse tempo, faziam-se nos quartos dos mais entusiastas, tendo sido a
    primeira quota de cinquenta centavos, passando a um escudo quando foram aprovados
    os Estatutos.
    Em Janeiro de 1919 o número de sócios ainda não atingia uma centena. Isto quer dizer
    que o rendimento das quotas do «GRÉMIO» não chegava a ser de cem escudos mensais!
    Mesmo assim, ainda tinha embarcações e um barracão onde as guardava.
    Em Julho de 1913 o Clube realizou a sua primeira Regata, que se efectuou ao longo
    da Ponte-cais Gorjão, tendo obtido grande êxito!
    O relatório da Direcção, apresentado em Assembleia Geral de 14 de Janeiro de 1914,
    diz que o material que o «Grémio Náutico» possuía se resumia a uma canoa, dois «inrrigers»
    e 14 remos.
    NJooLjelee tempos distanfes os monífesfações desportivas começavam a despertar.
    O «Grupo Náutico», em 1917, devido aos esforços incansáveis de José Correia Borges,
    vice-comodoro, e do Eng.° J. Vaz Monteiro, Presidente da Direcção, conseguem que o Conselho
    de Turismo lhe construa o edifício para a sua Sede. E assim, na noite de 2 de Outubro
    de 1918 realiza-se um memorável Sarau no TEATRO VARIETÁ, com o f im de angariar fundos
    para mobilar o edifício, que lhe tinha sido entregue. A festa redundou em verdadeiro
    sucesso, o que mostrava que o «Grémio» sabia cumprir a sua missão.
    Desta forma, foi possível à Direcção conseguir com que o Governador-Geral de então,
    Dr. Moreira da Fonseca, se interessasse pelo «Grémio» e lhe concedesse o subsídio de 1200
    libras para mobilar o seu edifício. A inauguração da nova sede fez-se com grande pompa,
    em 27 de Dezembro de 1919.
    Fachada principal do edifício do Clube Naval
    — 52 —
    Em 1920 o número de sócios passou para 528, pasando a quota para 10 escudos, e
    mais tarde, para 50$00.
    Depois, a cidade foi evoluindo. Nasceram outros Clubes, o desporto toma o seu lugar e
    o «Grémio Náutico» passa a denominar-se «Clube Naval», passando a limitar a sua acção às
    actividades para que fora criado: Remo e Vela.
    O Clube Naval, através da sua longa existência, nem sempre foi, naturalmente, o que
    é, devido principalmente, às boas vontades e muito trabalho, logrou alcançar a posição de
    relevo que hoje ocupa em Moçambique.
    Para isso muito tem contribuído o auxílio e simpatia que lhe têm dispensado os Governadores-
    Gerais da Província, a Câmara Municipal, entidades oficiais e particulares, os seus sócios,
    sem os quais não lhe seria possível vir a cumprir a missão para que fora criado o Clube.
    Em Julho de 1969, o Clube Naval de Lourenço Marques apresentou um vasto Programa
    de comemorações do seu 56.° aniversário, que fez deslocar à capital da Província numerosos
    estrangeiros que vieram acompanhados de suas famílias, participar nas várias Regatas, atingindo
    cerca de um milhar de visitantes.
    O Clube promoveu campeonatos de: SNIPES; Clases de «Spearhead», «505»/ «0» e «FD»,
    além de promover um Concurso Internacional de Pesca, na Inhaca. Também se vem efectuando
    desde 1968, a Regata Oceânica «Vasco da Gama», Lourenço Marques-Durban,
    a que concorrem iates de Cruzeiro, tendo sido ganha por um sul-africano. O Clube Naval também
    promoveu uma competição de Motonáutica, que teve bastantes concorrentes nacionais e
    estrangeiros, proporcionando um interessante espectáculo, que a população da cidade pode
    apreciar gratuitamente, obtendo grande êxito.
    Na mensagem que dirigiu ao Clube Naval, o actual Presidente da Câmara Municipal de
    Lourenço Marques, Eng.° Emílio Mertens, afirmou:
    Aspecto geral do Clube
    «Lourenço Marques deve todo o prestígio e atracção de que desfruta à sua situação
    perante o mar e o Clube Naval sempre prestou, através dos tempos, uma destacada contribuição
    para a sua valorização turística, o que, se representa motivo de orgulho para os seus
    sócios, garante uma extremosa simpatia extensiva a todos os habitantes desta nossa terra.
    Com os votos de pleno êxito para as suas organizações, endereço a todos os velejadores e corpos
    directivos as minhas calorosas saudações.»
    Também o Dr. Noronha Feio, Presidente do Conselho Provincial de Educação Física e
    Desportos, referindo-se ao Clube Naval, diz no sua mensagem:
    — 53 —
    \
    «O Clube Naval de Lourenço Marques comemora o 56.° aniversário da sua fundação com
    uma série brilhantíssima de realizações de nível nacional e internacional, raras vezes igualada
    no espaço português e em tudo dignas das tradições do Clube.
    O Desporto e o Turismo da Província de Moçambique estão mais uma vez de parabéns
    e, de modo muito especial, a cidade de Lourenço Marques que na maravilhosa quadra de Julho
    encontra nos festejos do Naval uma expressão em tudo digna da sua beleza, paz e juventude.
    Não contestemos nem uma vez tamanha lição de generosidade e de vida plenamente
    realizada nestes encontros da juventude com o sol e o mar!
    Dias de muito trabalho e de preocupações sem conta, dias felizes de missão cumprida —
    há jovens e velas na Baía do Espírito Santo.»
    Com as elogiosas referências de duas ilustres entidades oficiais, terminamos a história
    deste simpático Clube lourenço-marquino.
    Entrega de prémios aos vencedores das Regatas Internacionais, em 1969

    Comentar por ERS — 31/03/2012 @ 15:09


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