THE DELAGOA BAY WORLD

19/04/2012

A EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS, 1940

Filed under: Exposição do Mundo Português 1940 — ABM @ 08:37

 

A entrada da Exposição do Mundo Português em 1940, à noite, junto do Mosteiro dos Jerónimos em Belém, Lisboa.. Em pleno reboliço da II Guerra Mundial, Salazar aproveita o 300º aniversário da "reversão" da independência em relação à coroa espanhola para badalar os "valores nacionais". O evento foi espectacular e marcou uma geração. Por coincidência, o "mundo português" incluía uns milhões de hectares de imobiliário em África e na Ásia, o qual, em meia dúzia de anos, passou a ter os dias contados. Vinte anos depois, começavam as guerras pelas suas independências. Ainda hoje, quem visitar o local encontra restos dessa extravagante exposição.

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  1. Exposição do Mundo Português Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
    Bandeira da Exposição
    Capa do Guia oficial da ExposiçãoEstado Novo

    Ideologia[Expandir]Nacionalismo
    Corporativismo
    Democracia orgânica
    Antiparlamentarismo
    Antipartidarismo
    Antiliberalismo
    Arquitetura
    Bases jurídicas[Expandir]Acto Colonial
    Constituição de 1933
    Estatuto do Trabalho Nacional
    Órgãos e instituições[Expandir]Assembleia Nacional
    União Nacional
    Câmara Corporativa
    Conselho Corporativo
    Casas do Povo
    Casas dos Pescadores
    Grémios
    Grémios da Lavoura
    Sindicatos nacionais
    Instituto para a Alta Cultura
    Instituto Nacional do Trabalho e Previdência
    Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho
    Legião Portuguesa
    Mocidade Portuguesa
    SPN / SNI
    PVDE / PIDE / DGS
    Junta Nacional da Educação
    Obras e realizações[Expandir]Bairro Social do Arco do Cego
    Instituto Superior Técnico
    Instituto Nacional de Estatística
    Exposição do Mundo Português
    Escolas do Plano dos Centenários
    Aeroporto de Lisboa
    Pousadas de Portugal
    Autoestrada da Costa do Estoril
    Estádio Nacional
    Estádio 28 de Maio
    Parque Florestal de Monsanto
    Plano Rodoviário Nacional
    Grandes aproveitamentos hidroeléctricos
    Hospital de Santa Maria
    Hospital de São João
    Laboratório Nacional de Engenharia Civil
    Cidade Universitária de Coimbra
    Cidade Universitária de Lisboa
    Metropolitano de Lisboa
    Ponte Marechal Carmona
    Ponte da Arrábida
    Ponte Salazar
    Monumento aos Descobrimentos
    Líderes[Expandir]Salazar
    Carmona
    Marcelo Caetano
    História[Expandir]Revolução de 28 de Maio de 1926
    Ditadura Nacional
    Entrada de Salazar para o Governo
    Plebiscito de 1933
    Oposição
    Portugal e a Segunda Guerra Mundial
    Concordata com a Santa Sé
    Política Ultramarina
    Guerra do Ultramar
    Caetano na Presidência do Conselho
    Revolução de 25 de Abril de 1974

    História de Portugal

    v • e

    A Exposição do Mundo Português (23 de Junho — 2 de Dezembro de 1940) foi um evento realizado em Lisboa à época do Estado Novo. Com o propósito de comemorar simultaneamente as datas da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640), constituiu-se na maior de seu género realizada no país até à Expo 98.

    [editar] HistóriaA exposição foi inaugurada em 23 de Junho de 1940 pelo Chefe de Estado, Marechal Carmona, acompanhado pelo Presidente do Conselho, Oliveira Salazar e pelo Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco.

    Os responsáveis pelo evento foram Augusto de Castro (Comissário-Geral), Sá e Melo (Comissário-Geral-Adjunto), José Leitão de Barros (Secretário-Geral) e Cottinelli Telmo (Arquitecto-Chefe), que incluía pavilhões temáticos relacionados com a história de Portugal, suas actividades económicas, cultura, regiões e territórios ultramarinos. Incluía ainda um pavilhão do Brasil, único país estrangeiro convidado.

    O evento levou a uma completa renovação urbana da zona ocidental de Lisboa. A sua praça central deu origem à Praça do Império, uma das maiores da Europa. A maioria das edificações da exposição foi demolida ao seu término, restando apenas algumas como o actual Museu de Arte Popular e o Monumento aos Descobrimentos (reconstrução com base no original de madeira). A exposição levou também à construção de outras infraestruturas de apoio, como o Aeroporto da Portela.

    Situada entre a margem direita do rio Tejo e o Mosteiro dos Jerónimos, ocupava cerca de 560 mil metros quadrados. Centrada no grande quadrilátero da Praça do Império, esta era definida lateralmente por dois grandes pavilhões, longitudinais e perpendiculares ao Mosteiro: o Pavilhão de Honra e de Lisboa (de Luís Cristino da Silva), e do outro lado, o Pavilhão dos Portugueses no Mundo (do próprio Cottinelli Telmo).

    Perto do rio, atravessando-se a linha férrea através de uma passarela monumental de colossais cruzados (a Porta da Fundação), encontrava-se a Secção Histórica, (Pavilhão da Formação e Conquista, Pav. da Independência, Pav. dos Descobrimentos e a Esfera dos Descobrimentos). Do outro lado, situava-se o Pav. da Fundação, o Pav. do Brasil – país convidado para tal efeito, e o Pav. da Colonização. Atravessando o Bairro Comercial e Industrial, chega-se perto dos Jerónimos, à entrada da Secção Colonial. No canto precisamente oposto, um Parque de Atracções fazia a delícia dos mais novos. Descendo em direcção ao rio, e para além do Pav. dos Portugueses no Mundo, a Secção de Etnografia Metropolitana, com o seu Centro Regional, contendo representações das Aldeias Portuguesas e os Pavilhões da Vida Popular. Por trás deste último pavilhão, encontrava-se o Jardim dos Poetas e o Parque Infantil. À frente do Tejo, com as suas docas, um Espelho de Água com um restaurante abria o caminho para o Padrão dos Descobrimentos e para a Nau Portugal.

    De todas estas obras, algumas se destacaram e perduram na memória da actualidade. O Pavilhão da Honra e de Lisboa recebeu as melhores opiniões da crítica. Com 150 metros de comprimento por 19 de altura, e com a sua torre de 50 metros, este pavilhão demonstrava perfeitamente o ideal arquitectónico que o Estado Novo tentava impor, tal como os outros regimes totalitários impunham na Europa. Do Pavilhão dos Portugueses no Mundo, com um risco “simples”, destacava-se sobretudo a possante estátua da Soberania, esculpida por Leopoldo de Almeida – a imagem de uma severa mulher couraçada, segurando a esfera armilar e apoiada num litor legendado com as partes do Mundo, em caracteres góticos.

    O Padrão dos Descobrimentos, vindo dos esforços de Cottinelli e de Leopoldo de Almeida, mostrava a verdadeira importância dos descobrimentos na História portuguesa. Constituído por diversas figuras históricas, o Infante D. Henrique destacava-se na sua proa, como timoneiro de todo o projecto expansionista português. De facto, o padrão original, construído em estafe sobre um esqueleto de madeira, teve um triste fim – que abordaremos mais adiante. É de notar que a figura ficou tão presente no imaginário nacional, que o monumento foi reconstruído em 1965, mas desta vez em pedra, e ainda hoje se mantém nas margens do Tejo.

    A Nau Portugal mostrou também ser uma magnífica reconstituição do passado. Um facto curioso é que apelidada de “nau”, esta embarcação era na realidade a réplica de um galeão da carreira da Índia do século XVII. Construída nos estaleiros de Aveiro, saiu a primeira vez com destino a Lisboa em Julho – sendo a sua inauguração solene a 8 de Setembro. No entanto, e por mau manuseamento da mesma, esta rapidamente se afundou minutos após a partida – tombou para o lado. Voltando atrás, com grandes esforços para se repor de pé a nau, acabou por ser pilotada até Lisboa por marinheiros ingleses, sob a direcção do comandante Spencer.

    Encerrada a 2 de Dezembro, a Exposição recebeu cerca de três milhões de visitantes, constituindo o mais importante facto cultural do regime – regime este que sofreria a sua primeira crise política passados quatro anos, com o fim da Segunda Guerra Mundial e com a derrota dos regimes de Hitler e de Mussolini.

    Comentar por ERS — 19/04/2012 @ 11:56


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