THE DELAGOA BAY WORLD

28/05/2012

A FORTALEZA E VILA DE SOFALA, 1864

Filed under: Sofala - Vila e Fortaleza 1864 — ABM @ 17:39

Sofala. Nunca lá meti os pés.

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  1. AS TERRAS DE SOFALA
    Esta povoação, situada no litoral da costa oriental africana, foi um possível porto de escala
    da carreira da Índia. Nos séculos XV e XVI chegava a Sofala uma rota de ouro vinda do
    interior do continente africano, do grande reino do Monomotapa, por intermédio de mercadores
    árabes. Esta rota que descia partir de Manica, oeste do actual Moçambique, através dos rios
    Punge, Busi e Reveu, já exista desde o século VII. É por isso possível que tivessem sido dadas
    informações a Vasco da Gama sobre o ouro que chegava a Sofala.
    Em 1501-1502, os portugueses entraram no mercado de ouro da região, estabelecendo
    um breve período de relações comerciais pacíficas. Em 1505 é instalada em Sofala uma feitoria
    real, organizada nos moldes da de S. Jorge da Mina, impondo um monopólio comercial.
    Para tal, D. Manuel I encarregou Pêro de Anaia da construção de uma fortaleza. Este
    filho de um fidalgo castelhano haveria de ser o primeiro capitão-mor de Sofala. Após um
    período de intensas lutas com os muçulmanos, Pêro de Anaia faleceu de doença em Maio de
    1506.
    Fortaleza de S. João Baptista, Sofala.
    Fonte: http:lusotopia.no.sapo.pt
    Na sequência da construção da fortaleza de Sofala, hoje chamada de S. João Baptista, e
    após um acolhimento amistoso das populações locais, os portugueses haveriam de matar o rei
    de Sofala. Com a instauração do monopólio por parte da Coroa portuguesa, os comerciantes
    árabes decidiram desviar as rotas do ouro de Sofala, o que reduziu a importância da região no
    circuito do ouro.
    Em 1548, o vedor da Fazenda da Índia Simão Botelho, que também tinha sob sua alçada
    as praças da África Oriental, escreveu a D. João III informando dessas rotas alternativas que
    escapavam ao controlo português. No final do século XVI, algumas dessas rotas foram
    controladas ou destruídas pelos portugueses. No século XVII foi o comércio de escravos que
    constituiu a principal actividade económica da região.

    Comentar por ERS — 28/05/2012 @ 18:08


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