THE DELAGOA BAY WORLD

23/06/2012

O PROFESSOR JOSÉ PARDAL, JORGE LEITE E VICTOR PASSOS, 2012

Grato ao Victor Passos, nome de guerra Mack, pelas fotografias e pelas memórias.

Nunca conheci pessoalmente o Sr. Professor Pardal, mas ele vivia com a família a 50 metros da casa onde cresci em Lourenço Marques, na Polana, do outro lado de um Instituto de Investigação a que eu chamava Instituto dos Macacos (eles mantinham ali macacos e porcos da Índia para experiências e testes) . Como de vez em quando ia apanhar mangas num quintal por detrás da casa dele, lembro-me perfeitamente do seu lindo e grande quintal ajardinado, por onde se passeava lentamente uma enorme tartaruga, que me diziam que deveria ter pelo menos cem anos de idade, o que me fascinava completamente. Na verdade, parecia-me que a tartaruga passava o tempo a dormir. Toda a gente sabia o nome dele e onde vivia, mas na altura eu tinha menos que dez anos de idade e só sabia isso. Muitos se recordam do Professor Pardal que ensinava na Escola Comercial (caligrafia, creio?) e outros do grande caçador, quando em Moçambique ainda fazia sentido caçar-se. Através do Mack, fiquei a saber que o Sr. Professor está bem e recomenda-se, bem como o Jorge Leite, um nome que ressoa no automobilismo de Moçambique. Bem hajam. Aqui ficam alguns registos, para que conste.

O Professor José C. Pardal em sua casa em Portugal, fotografia recente.

 

Victor Passos, o Prof. José Pardal e o campeão automobilista Jorge Leite.

 

José Pardal nos seus tempos de mais jovem em Moçambique, junto a um elefante.

 

Os jovens filhos Pardal junto a uma hiena que caçaram a pedido da população da localidade de Combomune, perto de onde se encontravam, e que andava a causar problemas.

 

Capa do primeiro livro sobre caça, escrito pelo Prof. Pardal.

 

Capa do segundo livro do Prof. Pardal.

 

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9 comentários »

  1. Grande Tomané, bom e generoso amigo, tenho que te confessar que tens feito um excepcional trabalho no que toca à memória de Moçambique. Não é costume perder – no caso, ganhar – muito tempo com sites com matéria relativa à terra que tanto amamos. Com aquilo que vais fazendo passa-se precisamente o contrário e de vez em quando lá estou a deliciar-me com velhas fotos e artigos.
    Parabéns e continua que vais muito bem.
    um abraço
    VP

    Comentar por ViPassos — 24/06/2012 @ 08:58

    • Oh sim Mack, em muitos aspectos para muitos este é um exercício de memória. ABM

      Comentar por ABM — 25/06/2012 @ 18:11

  2. Tive o privilégio de ser aluna do “Sr. Mestre” JOSÉ PARDAL durante 3 anos – caligrafia e estenografia. É UMA GRANDE PESSOA. Tenho as melhores recordações dele, tanto de Lourenço Marques, como aluna e como amiga, como daqui, em Portugal. Eu moro em Oeiras e ele em Porto Salvo. Infelizmente há já uns anos que não nos encontramos. A última vez que nos vimos foi no Oeiras Park num sábado ou domingo de manhã. Se tiverem hipótese de lhe fazer chegar esta mensagem, a ele e também à Maria Amélia, digam-lhe que é da Manuela Silva (Hunt Leuchars) – o pormenor entre parêntesis é muito importante para ele me conseguir identificar. Acho que é ele o professor que melhores recordações me deixou. Fui aluna dele em 1954/55 e 56. Mas o convívio foi continuando ao longo dos anos. Esta vinda é que nos dispersou demasiado!

    Comentar por Maria Manuela da Costa Silva — 25/06/2012 @ 17:10

    • Olá Manuela, espero que o Victor pssa passar a mensagem ao nosso Mestre. ABM

      Comentar por ABM — 25/06/2012 @ 18:11

    • Olá ABM. Suponho que Tomané para os amigos. Tenho ouvido falar muito de ti através do meu marido, que acho que te conhece bem. É o Fernando Simões.
      Um abraço
      Manuela

      Comentar por Maria Manuela da Costa Silva — 25/06/2012 @ 18:23

    • Sim sou eu e um abrao grande ao nosso Fernando…. 🙂

      Comentar por Antonio Botelho de Melo — 25/06/2012 @ 18:51

  3. Olá. O victor Passos é o que esteve no Dondo, aquando do seviço militar?
    Um abraço.

    Comentar por Victor Cerqueira — 26/06/2012 @ 10:13

  4. Infelizmente o prof. Pardal faleceu ou em finais do ano passado ou principio deste ano de 2013

    Comentar por Carlos Gomes Pinto — 19/11/2013 @ 02:50

  5. tenho a dizer que a tartaruga não ficou abandonada. lembram-se que havia um palácio com muros altíssimos ao pé da casa do professor, para o lado do liceu. diziam que era de um embaixador. ora, foi preciso sermos 4 para carregar a tartaruga. esperámos que abrissem o portão e rapidamente colocámos a tartaruga no imenso relvado da casa e fugimos. Na altura passávamos o tempo a “assaltar” as casas abandonadas e descobrimos a desgraçada da tartaruga abandonada no quintal. era enorme, foi preciso 4 para a carregarmos. ficou entregue.

    Comentar por Joao Silva — 01/12/2015 @ 15:39


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