THE DELAGOA BAY WORLD

28/11/2012

ANIMAIS EMBALSAMADOS NO INTERIOR DO MUSEU ÁLVARO DE CASTRO EM LOURENÇO MARQUES, 1962

Animais embalsamados no interior do Museu Álvaro de Castro em Lourenço Marques, 1962. Actualmente, tem o nome de Museu de História Natural.

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5 comentários »

  1. Olá! Sóu espanhol, mais gosto muito do seu site. Ten documentos imprescindíveis para comprender a história de Moçambique que me seria impossível encontrar de outra forma. Saben cuándo foi que o Museu Álvaro de Castro começou a exhibir animáis embalsamados? Máis o menos? Disculpen o meu portugues, se faz o que se pode! Muito obrigado,
    Daniel

    Comentar por Daniel — 29/11/2012 @ 13:02

    • Olá Daniel,

      O teu “portanhol” é muito melhor que o meu mas entendemo–nos bem, o que é o mais importante. Fico satisfeito de apreciares o conteúdo do blogue, onde devagar tento incluir informações e imagens que podem ser interessantes e relevantes para quem quiser apreciar a experiência moçambicana de forma mais plena, objectiva e distanciada. Há neste blogue uma descrição quanto ao Museu Álvaro de Castro (nome de um antigo Governador-Geral de Moçambique, hoje é o Museu de História Natural de Moçambique), que foi criado a partir do anterior Museu Provincial, que ficava situado na baixa da cidade junto ao Jardim Vasco da Gama, na antiga residência do Cônsul Pott. A transferência ocorreu nos anos 1930. Não tenho dados concretos mas acredito que já havia alguns animais embalsamados no Museu Provincial, ainda que em menor quantidade do que se veio a fazer no actual Museu, que tinha mais espaço. Ao que me dizem havia grandes taxidermistas em Lourenço Marques e um deles foi meu vizinho durante anos e trabalhava no Museu. Creio que era irmão de um dos grandes directores do museu após a Independência. Refiro-me aos anos 1960. Mas nessa altura o museu Álvaro de Castro já estava constituído plenamente. Nas suas traseiras havia salas de taxidermia e eu lembro-me de andar por lá (eu vivia a menos de meio quilómetro do museu). Um abraço e pro favor continua a visitar. ABM

      Comentar por ABM — 19/12/2012 @ 17:22

  2. Boa tarde. O meu bisavô materno, Adriano de Sousa Moreira, foi caçador e taxidermista em Lourenço Marques nos inicios de 1900. Julgo que 2 dos elefantes que fazem parte do Museu foram caçados por ele (segundo relatos familiares). Ele trabalhou para o Museu até regressar a Portugal em 1918/1919. Nunca visitei o Museu, pois vim muito nova de LM. Não é possivel visualizar ou saber quais os caçadores dos animais embalsamados? Ou obter algum registo de caçadores/funcionários do Museu na época?Obrigado.

    Comentar por Margarida Maria Passos Moreira Amorim Bruno — 04/12/2012 @ 18:48

    • Olá Margarida,

      Muito obrigdo pela preciosa nota, se tiver alguma fotografia e qualquer informação sobre o seu bisavô, por favor mande para mim para colocar aqui como referência, seria importante para se entender um pouco melhor a questão sobre a taxidermia em Moçambique. Se os dados que me dão são correctos, o seu bisavô trabalhou no antigo Museu Provincial, que foi constituído em meados dos anos 1910 e que funcionou no que hoje é o edifício do Tribunal Supremo de Moçambique junto do Jardim Tunduru (anteriormente designado Jardim Vasco da Gama). Há aqui no blogue imagens do Museu Provincial. Nos anos 1930, o espólio do museu foi transferido para o actual local na Polana, que era para ser uma escola primária mas acabou por ser convertido em museu. É possível que haja registos de quem embalsamou o quê e quando, posso tentar apanhar essa informação, se bem que nas circunstâncias digamos que “revolucionárias” da Independência em 1974 muita informação se perdeu pois a Frelimo de então tinha outras preocupações completamente diferentes.

      Quanto aos elefantes, o pouco que sei, de ouvir histórias, é que no início do Século XX havia um problema grave de excesso de elefantes no Sul de Moçambique, especialmente na parte Sul da Baía de Lourenço Marques. As manadas eram grandes e destruíam o mato e as colheitas e aterrorizavam as populações rurais. Organizou-se então uma caçada que terá sido uma grande matança de elefantes. Dessa matança resultou a colecção de fetos de elefante que se pode observar ainda hoje no Museu e que se me recordo dizerem, só há duas no mundo e ambas vieram dessa matança. Cruzando as datas, é possível que o seu bisavô tenha sido contemporâneo dessa situação e que os elefantes tenham sido embalsamados na altura. Mas quem souber mais detalhes e ler isto, peço que envei uma nota para aqui. Mais uma vez obrigado por enviar a sua nota. ABM

      Comentar por ABM — 19/12/2012 @ 17:34

    • Boa tarde! Fico-lhe muito grata pela informação que me enviou. Sei que esse meu bisavô trabalhou lá até 1920 (dados que recolhi recentemente). Um dos animais embalsamados por ele é um elefante adulto que aparece em muitas fotos do interior do Museu (imagem de um elefante adulto e dois elefantes bebé, junto a outro grupo onde parecem búfalos e outro onde estão leões “a lutar”). Eu tenho um postal do Museu enviado nos anos 60 à minha mãe com foto desse elefante e uma nota da prima da minha mãe a identificá-lo. Este elefante aparece nas fotos do Museu hoje em dia.
      Adriano de Sousa Moreira, meu bisavô, teve uma relação com a rainha Mubuxu do clã Mpfumu, filha da rainha Sibebe. Desta relação nasceram 4 filhos: Carlos Francisco (meu avô), Alberto Moreira (estuda Direito em Coimbra e regressa a Moçambique em 1934, onde trabalha), Georgina e Bernardo. Estes filhos são primos dos Albasini, com quem conviveram e se inter-ajudaram.
      Entendo que a “revolução à pressa” tenha destruido muita informação. Eu continuo a encontrar dados, aos poucos. Gostaria de saber mais, mas como nunca mais regressei a Lourenço Marques, tudo o que consigo são fotos (tenho algumas de Mubuxu, por exemplo), anotações e dados recolhidos da minha mãe e primas (que ficaram muito mais anos em Moçambique).
      Se quiser, posso disponibilizar algumas fotos, só tem de me dizer para onde enviar.
      Obrigado por tudo o que conseguir saber entretanto.
      Abraço,
      Margarida

      Comentar por Margarida Maria Passos Moreira Amorim Bruno — 19/12/2012 @ 19:06


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