THE DELAGOA BAY WORLD

11/05/2013

EUGÉNIO BRANDÃO, ADMINISTRADOR DE CIRCUNSCRIÇÃO, INAUGURA O BATELÃO NO RIO ZAMBEZE, ANOS 1960

Filed under: Eugénio Brandão — ABM @ 02:49

Fotografias gentilmente cedidas pela Leonor Queiroga, filha de Eugénio Brandão, e restauradas por mim.

Uma muito jovem Leonor Queiroga, vestida a preceito, ajuda o seu pai, então Chefe de Circunsrição, a cortar a fita que

Uma muito jovem Leonor, vestida a preceito, assiste o seu pai, Eugénio Brandão, então Chefe de Circunscrição, no corte da fita que simbolizava a inauguração do novo batelão que na altura passou a assegurar a travessia do Rio Zambeze. Não sei bem o local exacto mas talvez alguém consiga identificar pela ponte ferroviária que se vê atrás. Penso que o evento ocorreu no início dos anos 60.

Eugénio Brandão, vestindo a farda de Administrador de Circunscrição. Esteve em vários sítios, Moamba, Ressano Garcia, Sena, Mocímboa da Praia...Maputo, o último serviço foi na secção dos passaportes na Administração civil de Lourenço Marques

Eugénio Brandão, aqui vestindo a sua farda de Administrador de Circunscrição. Trabalhou em vários sítios – Moamba, Ressano Garcia, Sena, Mocímboa da Praia…Maputo. O último serviço foi na secção dos passaportes na Administração Civil de Lourenço Marques. Faleceu em 25.06.1965. Mas ainda hoje é recordado com total adoração pela sua filha.

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1 Comentário »

  1. Bela fotografia da inauguração do batelão do Zambeze com a mítica ponte que ligava Sena a D.Ana à rectaguarda. A ponte apenas permitia a passagem do comboio e o batelão prestaria esse serviço aos automóveis que se dirigiam a D. Ana e Malawi, assim como a Mutarara e ao planalto da Angónia. Daí a sua importância pois a travessia mais a sul ficava em Caia a cerca de 60 Km e a Norte em Tete a 200. As distâncias eram grandes as estradas de terra batida e o clima inóspito e com as temperaturas mais elevadas de Moçambique. A linha dos C.Ferro de Tete que começava em D.Ana e que se estendia por 254 Km até Moatize, atravessava uma região extremamente quente, povoada de animais selvagens e com bolsas de mosca do sono na região de Necungas e na Cateme. Isto em 1956, no ano em que o meu pai funcionário dos C.Ferro foi transferido para aquela linha, Era mesmo aquilo que se podia chamar uma verdadeira regão de fronteira. Descíamos em Dona Ana, pois o comboio seguia para o Malawi e transferiamo-nos para uma automotora que já ali se encontrava à nossa espera, para a viagem final até Moatize.
    As minhas saudações para a Leonor pela partilha de tão importante documento, e que como eu deve ter sentido a emoção de atravessar o grande Zambeze um dos maiores rios africanos. Numa região que me ficaria para sempre gravada como o ponto mais alto de uma viagem que começava ao fim do dia na cidade da Beira e terminava em Moatize por volta do meio dia. Acordávamos em Sena de manhã cedo, com o mercado de fruta e de artesanato de pau preto à janela do comboio e depois eramos presenteados com a inesquecível travessia do imponente rio.
    AdeCampos

    Comentar por António Campos — 20/05/2013 @ 00:28


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