THE DELAGOA BAY WORLD

01/06/2013

FERNANDO DACOSTA ESCREVE SOBRE A TRIBO BRANCA EM PORTUGAL

Filed under: Fernando Dacosta e livro sobre retornados — ABM @ 16:38
Uma imagem clássica de uma mulher que presumo africana. Não sei quem é o autor, mas as côres no colar e no brinco foram uma adição minha.

Uma imagem clássica de uma mulher que presumo africana. Não sei quem é o autor, mas as côres no colar e no brinco foram uma adição minha.

A capa de "Os Retornados

A capa de “Os Retornados Mudaram Portugal”. Na 3ª feira à tarde será formalmente lançado no mercado, mas já está à venda por 11.5 euros.

Na próxima terça-feira, dia 4 de Junho de 2013, terá lugar o lançamento do livro, no auditório da Loja da FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, que fica junto do Estádio do Benfica, pelas 18h30, com uma apresentação por Helena Matos.

Diz uma nota de imprensa que a empresa editora gentilmente disponibilizou:

OS RETORNADOS MUDARAM PORTUGAL
de Fernando Dacosta

«A NOSSA DEBANDADA DE ÁFRICA CONSTITUI UMA DAS GRANDES TRAGÉDIAS CONTEMPORÂNEAS, UMA HISTÓRIA TRÁGICO-AÉREA-MARÍTIMA SEM LIMITES.»

SOBRE O LIVRO

Os Retornados Mudaram Portugal é uma importante síntese dos reflexos causados na sociedade nacional pelo trágico regresso dos portugueses residentes em África nos anos de 1974 e 1975, naquele que constituiu um dos êxodos mais trágicos do Ocidente.

Quase quatro décadas depois, muitas centenas de milhares de portugueses continuam a carregar esse sentimento de amputação, essa saída forçada de uma terra que consideravam sua. Como conseguiram vencer, integrar-se numa sociedade que os olhava com desconfiança e os recebeu com hostilidade? Continuam a trazer África no coração? Esta obra de Fernando Dacosta é porto de abrigo para essas e muitas outras inquietantes perguntas, uma voz dá voz às frustrações, aos anseios, às carências de milhares de outras vozes. Os Retornados Mudaram Portugal é uma obra de leitura obrigatória para se compreender a sociedade portuguesa actual.

SOBRE O AUTOR

Romancista, dramaturgo, jornalista e conferencista, nasceu em Luanda, de onde foi, ainda criança, para o Alto Douro. Fixado em Lisboa, cursa Letras e inicia-se no jornalismo e na literatura. Foi director dos «Cadernos de Reportagem», onde publicou, em 1980, Os Retornados Estão a Mudar Portugal, prémio Clube Português da Imprensa.
A sua vasta obra literária foi alvo de importantes galardões, de que se destacam os grandes prémios de Teatro RTP, Associação Portuguesa de Críticos, Casa da Imprensa, Gazeta, Fernando Pessoa ou o Grande Prémio de Literatura Círculo de Leitores – Ler. A narrativa Máscaras de Salazar entrou em 27ª edição. Em 1995, foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Páginas: 80 + 16 páginas de extratextos
Preço: 11,50 Euros
Editor: Edições Parsifal
ISBN: 978-989-98333-2-6

À venda a partir de 23 de Maio de 2013.

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3 comentários »

  1. Os Portuguese nao deveriam ter abandonado as suas colonias exceptuando em certas circunstancias da maldita lei de 24 horas em que em certa medida os agentes da PIDE, eram duramente contestadas nao so nas colonias assim na metropole. Muitos portugueses qe ca ficaram ostentam ate hoje melhores posicoes na socidade que os proprios locais.

    Esse assunto carece serios debates, na vizinha colonia britanica quase que nenhum branco abandonou o pais por causa das independencias

    Comentar por Jose Augusto Miranda — 03/06/2013 @ 07:54

  2. A distância temporal já nos permite fazer algumas “leituras”….se se tivesse antecipado a autodeterminação/independência antes da guerra colonial e se a “corda não tivesse sido esticada até ao limite”, tal como a Inglaterra ou a França o fizeram, não se teria chegado à “situação limite” que ocorreu e que originou a debandada generalizada. Estaríamos lá. Nesta perspetiva, Salazar falhou no seu “orgulhosamente sós”. Teimosia ou falta de visão estratégica? Há quem chame a esta posição de “neocolonialista”, mas não teria sido preferível? Se calhar, não haveria filhas de presidentes tão ricas como as atuais….refiro-me ás filhas de Eduardo dos Santos e de Guebuza…

    Comentar por RM — 08/08/2013 @ 16:36

    • RM, a situação não era limite. O que aconteceu foi que todos levámos em cima com uma liderança “libertadora” radical, revanchista e armada em pol-potista. Se Moçambique foi o limite, a África do Sul, que foi…..19 anos depois, foi o quê? Um abraço, ABM

      Comentar por ABM — 13/09/2013 @ 22:54


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