THE DELAGOA BAY WORLD

18/10/2013

O CICLONE TROPICAL CLAUDE EM LOURENÇO MARQUES, JANEIRO DE 1966

Filed under: Ciclone Claude em LM Jan 1966 — ABM @ 00:12

Fotografias de Paulo Badinha, restauradas. O mapa foi copiado do sítio do serviço meteorológico da Austrália.

Neste mapa pode-se seguir o percurso que o Ciclone Tropical Claude fez desde a sua aparição, na noite de Natal de 1965, até

Neste mapa pode-se seguir o percurso que o Ciclone Tropical Claude fez desde a sua aparição, na noite de Natal de 1965, até ao dia 8 de Janeiro de 1966. Lourenço Marques foi directamente atingida pelo Ciclone nos dias 4 e 5 de Janeiro de 1966, uma terça e uma quarta-feira infernais. Com ventos acima dos cem quilómetros e uma estimativa de 650 mm de chuva nesse espaço de tempo, foi um dos principais fenómenos meteorológicos a atingir a capital moçambicana no Século XX.  Eu na altura tinha seis anos de idade e lembro-me desses dias e dos que se seguiram como se fosse hoje. O telhado da casa onde eu habitava na Ponta Vermelha foi derrubado pelo vento. Durante semanas não houve água canalizada na Cidade.

A Estrada Marginal de Lourenço Marques no dia 5 de Janeiro de 1966, quando o Claude assolou a capital de Moçambique.

A Estrada Marginal de Lourenço Marques no dia 5 de Janeiro de 1966, quando o Claude assolou a capital de Moçambique.

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Após o Claude ter seguido o seu percurso Sudeste, a área metropolitana de Lourenço Marques ficou desvastada pelos efeitos do vento e da água.

Numerosas árvores caíram e o deslizamento de terras foram visíveis um pouco por toda a Cidade. As barreiras em frente ao Hotel Cardoso e o então Liceu Salazar (hoje Liceu Josina Machel) levaram meses a reparar.

Numerosas árvores caíram e o deslizamento de terras foram visíveis um pouco por toda a Cidade. As barreiras em frente ao Hotel Cardoso e o então Liceu Salazar (hoje Liceu Josina Machel) levaram meses a reparar.

Uma das ruas da Cidade.

Uma das ruas da Cidade.

Nos arredores da Cidade.

Nos arredores da Cidade.

Esquina da Avenida Dom Luiz com a Avenida da República (actuais Av. Marechal Samora Machel e 25 de Setembro)

Esquina da Avenida Dom Luiz com a Avenida da República (actuais Av. Marechal Samora Machel e 25 de Setembro). Á esquerda o Café Scala, em frente o Café Continental.

Em frente à Marta da Cruz & Tavares podia-se nadar.

Em frente à Marta da Cruz & Tavares podia-se nadar.

Na esquina das Avenidas da República e Dom Luiz, no (agora em ruínas) Edifício Pott, onde se encontrava a Mercearia Pérola do Oriente, este foi o cenário durante dias.

Na esquina das Avenidas da República e Dom Luiz, no (agora em ruínas) Edifício Pott, onde se encontrava a Mercearia Pérola do Oriente, este foi o cenário durante dias.

Em frente à Casa Coimbra e à Sede do Banco NacionalUltramarino (actualmente a Sede do Banco de Moçambique).

Em frente à Casa Coimbra e à Sede do Banco NacionalUltramarino (actualmente a Sede do Banco de Moçambique).

A AVenida da República (actual 25 de Setembro) em frente à Casa Bayly.

A Avenida da República (actual 25 de Setembro) em frente à Casa Bayly.

Vista da Avenida da República na direcção da Praça Mac-Mahon (actual Praça dos Trabalhadores).

Vista da Avenida da República na direcção da Praça Mac-Mahon (actual Praça dos Trabalhadores).

Na Estrada Marginal, um automóvel soterrado em areias caídas das Barreiras da Polana.

Na Estrada Marginal, um automóvel soterrado em areias caídas das Barreiras da Polana.

Uma carrinha táxi num buraco aberto na estrada.

Uma carrinha táxi num buraco aberto na estrada.

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15 comentários »

  1. Inesquecível, para quem viveu esta experiencia “live”. Está e ficará para sempre gravado na mina memória.

    Comentar por José Viegas — 18/10/2013 @ 05:22

  2. Tomané extraordinárias imagens do ciclone Claude de 1966, vou levar abraço

    Comentar por Rogerio Carreira — 18/10/2013 @ 09:17

  3. Pois foi, também eu estive agarrado ao echo da porta de um carro, para nao voar

    Comentar por Raul Santos — 19/10/2013 @ 17:11

  4. Já não estava lá mas recordo-me

    Comentar por Maria Mata — 20/10/2013 @ 19:17

  5. Também lá estava… o meu marido, na altura tropa, andou 3 dias no Umbeluzi com colegas e 2 helicópteros da África do Sul, a salvar as populações. Morreram 2 colegas dele quando um helicóptero se despenhou…princípio de 1966!!!

    Comentar por ermelinda — 21/10/2013 @ 13:58

  6. eu tinha chegado a mocambique dois anos antes desta tempestade, morava na Machava nessa altura mas lembro um pouco dela porque se nao me engano o que era antes um pantano antes de chegar a sonefe ficou innundado de agua, eu era muito novo nessa alturatinha eu 11 anos

    Comentar por isidro barbosa — 27/10/2013 @ 08:49

  7. Boas fotografias de lembranca, que nunca se me apagaram da memoria. Encontrava-m,e na altura a trabalhar em, Marracuene. Quando cheguei a cidade dei com as enchentes. Enfim triste para os que sofreram prejuizos. Obgd Pela lembranca.
    Faruk Gadit

    Comentar por Faruk Gadit — 28/10/2013 @ 16:44

  8. Um dos lugares que morei.. Av. General Machado nr 1.. na esquina onde paravam os machibombos 9 e 13… me lembro desses dias

    Comentar por Cesar Lage — 04/11/2013 @ 04:18

  9. Lembro-me perfeitamente. Nesse preciso dia levantei voo num avião da DETA, para uma viagem de negócios pelo província e aterramos em Quelimane, já com alguma dificuldade. Tentei, telefonar para a minha mulher, em, Lourenço Marques, mas não havia comunicações de espécie alguma. Nos CTT de Quelimane um grande Amigo meu de nome Barriga, muito a custo consegui via rádio falar para L.M, e então minha mulher disse-me que estava tudo bem mas não conseguia sair de casa pois estava rodeada meio metro de agua, dificultando a saída de casa……….
    Impressões que ficaram a Fernando Pegado .

    Comentar por Fernando Pegado — 03/12/2013 @ 13:18

  10. O famoso ciclone ” Claude” até desse fenómeno da natureza me recordo com saudade e tinha apenas cinco anos, morava eu no prédio Fonseca, na esquina da rua Luciano Cordeiro com a General Machado, Moçambique tem xicuembo.

    Comentar por guidambastos@hotmail.com — 11/01/2014 @ 22:02

  11. pronto esta explicado, o Edil de maputo tem muito trabalho pela frente, pois a baixa da cidade continua ainda com os mesmos problemas da decada de 60.

    Comentar por lilita — 18/03/2014 @ 08:47

  12. Quem viveu nesta linda e mágica terra, jamais esquecerá as tragédias, k este ciclone causou! Infelizmente de má memória… Nem me vou alongar mais, para não relembrar tanta tristeza k vivemos!

    Comentar por Fabiano — 25/01/2015 @ 20:22

  13. Lembro-me dos efeitos deste ciclone, viajava de barco nessa altura vindo da Beira para LM. Não me lembro do nome do barco. Recordo-me que o navio balançava imenso e que toda a família enjoou. Obrigada Tomané pelas imagens e pelas recordações que me trazem à memória. Fomos colegas na Esc Sec Josina Machel, frequentávamos na altura o 4º ano (em Portugal hoje corresponde ao 8º). As nossas salas de aula ficavam uma ao lado da outra, ocupando a área correspondente à antiga sala da reitoria.

    Comentar por Isabela da Costa Ferreira — 26/11/2015 @ 16:46

  14. na altura do ciclone prestava serviço militar na fragata Bartolomeu Dias atracada no cais Gorjão e foi uma noite que eu nunca mais vou esquecer !

    Comentar por Manuel Oliveira — 14/04/2016 @ 16:29

    • Conte, conte, como foi? cumprimentos, ABM

      Comentar por ABM — 14/04/2016 @ 16:36


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