THE DELAGOA BAY WORLD

04/03/2017

A PASSAGEM DO ANO NO GRÉMIO DE LOURENÇO MARQUES, 1965-66

Fotografias de Francisco Duque Martinho.

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Jovens a celebrar a passagem de ano a 31 de Dezembro de 1965 no Grémio de Lourenço Marques

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Foto de grupo. Tudo chiquérrimo. Consta que o Grémio era frequentado pela fina flor lá do burgo Coca-Cola.

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4 comentários »

  1. O Clube de Lourenço Marques, mais conhecido como o Grémio Civil, sua primeira designação tanto quanto sei, era um local de acesso restrito aos seus sócios e familiares. Julgo que a sua existência tem muito a ver com a cultura inglesa, de que sofríamos grande influência pela grande presença, durante décadas, de pessoas dessa nacionalidade, Julgo também que a designação de Grémio Civil tem a ver com a existência do Clube Militar existente em LM, cuja data de implantação desconheço. A influência inglesa não é de estranhar e basta conhecer um pouco da História de Moçambique, onde a administração de vastas áreas estavam sob gestão de empresas com capital também britânico e onde a libra circulava como moeda. Recordo-me de a minha Mãe falar em Libras como moeda em circulação. No que respeita ao Clube propriamente dito, estava muito bem estruturado, com piscina, jardins, courts de ténis, restaurante e locais de convívio. A localização era privilegiada, com vista para a baía. Ao lado havia a Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra, outro clube de acesso restrito aos sócios, também com piscina, campo de jogos e áreas de lazer. Hoje os dois clubes estão unidos e constituem a Presidência da República de Moçambique

    Comentar por Francisco Duque Martinho — 05/03/2017 @ 01:34

    • Grande Francisco, um grande abraço e muito obrigado pela achega do dono das imagens. Estas fotos são preciosas e evocam um aspecto da vivência da Cidade que muita gente desconhece ainda hoje. Tudo o que referes penso corresponder àquela realidade. A minha sogra dizia que no Grémio havia uma política de admissão de bola branca/bola preta, mas não disse muito mais. ABM

      Comentar por ABM — 05/03/2017 @ 18:59

  2. Nunca lá entrei, nem no Grémio, nem no Clube de Pesca. Realmente não eram para qualquer um.

    Comentar por Nuno Castelo-Branco — 05/03/2017 @ 07:57

    • De facto as regras do Clube consideravam que cada pessoa que se candidatasse a sócio, quer por iniciativa própria, quer através de outro sócio, era ou não admitido pela votação de todos os outros sócios, através de uma urna onde depositavam as tais bolas. A maioria de bolas brancas significava que era aceite como sócio. Tenho ideia que o nº de sócios andava pelos 300 e qualquer coisa, número que aparentemente era considerado ideal para a dimensão das instalações.

      Comentar por Francisco Duque Martinho — 06/03/2017 @ 00:35


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