Imagens retocadas e pintadas.
Penso que Hotel Aviz ainda existe, ainda que sob outro nome e gestão. Localizado na esquina das Ruas Brito Camacho e Princesa
Patrícia, no extremo da Maxaquene, perto da zona onde a estrada para a Polana começa a descer para a Baixa, o edifício parece ser um exemplo do estilo Art Deco, que, por razões que desconheço, teve um tão grande e tão prolongado impacto na Cidade (sei lá, se calhar os locais gostavam do estilo).
Os hotéis em Lourenço Marques tendiam a ser tanto para os visitantes como para os residentes, a maior parte operando bons restaurantes, bares e discotecas e zonas de dança com música a que chamavam Boites. Nos anos 50, o Aviz teve a primeira boite com ar-condicionado da Cidade.
Pessoalmente, nunca entrei num hotel em Lourenço Marques enquanto lá vivi antes de 1975.





Nasci numa casa situada a dois passos desse Hotel. E mesmo hoje, morando noutra zona da cidade, é com tristeza que constato o seu abandono após o seu repentino encerramento no longínquo ano de 2011. Na altura, ostentava o nome de Hotel-Escola Andalucia e era, como o nome diz, uma verdadeira escola com expertise espanhola. Formou muitos profissionais da hotelaria moçambicana do pós-independência. Inclusive alguns Chefs de cozinha famosos por estas bandas. Tempos depois reabriu, com nova gerência, mas pouco ou nada se sabia dele, senão por uma página feita às três pancadas do Facebook. O Prédio continua lá, firme e hirto como uma barra de ferro. Mas não se vê vivalma.
Comentar por Ricardo Santos — 20/09/2020 @ 11:10
Boa tarde Ricardo,
Agradeço a sua nota. Eu tinha a noção do percurso após 1975 e do nome que depois adquiriu. Imagino que, como muitos outros imóveis em Maputo, está na lista dos imóveis para especulação imobiliária. Um abraço, ABM
Comentar por ABM — 20/09/2020 @ 13:37