THE DELAGOA BAY WORLD

24/02/2018

O RESTAURANTE E PASTELARIA ATENEIA EM LOURENÇO MARQUES, 1985

Fotografia de Roberto Matos, retocada.

Roberto Matos, que viveu em Lourenço Marques, voltou à Cidade, já denominada Maputo, em meados de 1985. Na altura já decorria com fulgor a Guerra Civil e ir à Costa do Sol era arriscado. Ainda vigoravam as medidas securitárias que a Frelimo impôs ao país inteiro e era proibido tirar fotografias. No entanto, Roberto captou algumas imagens, de que esta faz parte. Na altura a Cidade ainda era a velha Lourenço Marques, mas meio deserta, sem carros e sem nada para comprar e comer, e a começar a cair aos bocados. Nos anos seguintes, verificou-se um enorme influxo de população, à medida que as pessoas fugiam do mato para escapar à mortandade dos conflitos entre a Frelimo e a Renamo.

 

A Pastelaria Ateneia, 1985. Ficava situada na Baixa, creio que numa transversal da Avenida D. Luis, a seguir ao Prédio Montepio.

 

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O RESTAURANTE MIRAMAR EM LOURENÇO MARQUES, 1985

Fotografia de Roberto Matos, retocada.

Roberto Matos, que viveu em Lourenço Marques, voltou à Cidade, já denominada Maputo, em meados de 1985. Na altura já decorria com fulgor a Guerra Civil e ir à Costa do Sol era arriscado. Ainda vigoravam as medidas securitárias que a Frelimo impôs ao país inteiro e era proibido tirar fotografias. No entanto, Roberto captou algumas imagens, de que esta faz parte. Na altura a Cidade ainda era a velha Lourenço Marques, mas meio deserta, sem carros e sem nada para comprar e comer, e a começar a cair aos bocados. Nos anos seguintes, verificou-se um enorme influxo de população, à medida que as pessoas fugiam do mato para escapar à mortandade dos conflitos entre a Frelimo e a Renamo.

O Miramar, já fechado e degradado. Situado em frente ao Parque de Campismo e da Praia, era um ponto de digressão obrigatória para os citadinos e os visitantes da Cidade.

 

18/02/2018

O INTERIOR DO RESTAURANTE O MARIALVA EM LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1956

Grato ao Magno Antunes.

 

O interior do restaurante Marialva. Ficava situado na Avenida da República (actual Avenida 25 de Setembro) mais ou menos entre a Casa Vilaça e o Teatro Avenida. Supostamente, era um centro de encontro para, entre outros, o pessoal das touradas.

13/02/2018

PRATO RASO DO HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

 

Prato raso do Hotel Polana, anos 60.

A INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA DE CERVEJA VICTORIA EM LOURENÇO MARQUES, 1934

E pouco depois, criou-se a cerveja Laurentina.

Notícia dando conta da construção da fábrica de cerveja Victoria, na Baixa de Lourenço Marques, final de 1933, prevendo a inauguração até ao final de 1934.

 

Fonte: Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Out-Dez de 1933, p. 45.

23/01/2018

O RESTAURANTE E NIGHT CLUB ZAMBI EM LOURENÇO MARQUES, 1985

Filed under: Rest. Zambi LM — ABM @ 19:32

Imagem de Roberto Matos, retocada por mim, e que a tirou numa visita que fez em 1985, quando a Cidade (já designada Maputo) estava literalmente “congelada no tempo”, entre o comunismo e a guerra mais ao Norte.

 

O Restaurante e Night Club Zambi em 1985, altura curiosa para um restaurante operar pois basicamente não havia comida em Maputo. Depois de uma longa travessia do deserto, ressurgiu das cinzas há uns anos, pela mão do Grande Jorge e da Denise.

O HOTEL CLUBE EM LOURENÇO MARQUES, 1985

Filed under: Hotel Club - LM — ABM @ 19:28

Imagem de Roberto Matos, retocada por mim, e que a tirou numa visita que fez em 1985, quando a Cidade (já designada Maputo) estava literalmente “congelada no tempo”, entre o comunismo e a guerra mais ao Norte.

A fachada do Hotel Clube em 1985. Alguns anos depois de esta fotografia ter sido tirada, foi (criminosamente) “restaurado” pelas autoridades francesas, convertendo o espaço no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Nomeadamente, colocando telhados azul-cueca.

O RESTAURANTE O DRAGÃO EM LOURENÇO MARQUES, 1985

Filed under: Rest. O Dragão LM — ABM @ 19:23

Imagem de Roberto Matos, retocada por mim, e que a tirou numa visita que fez em 1985, quando a Cidade (já designada Maputo) estava literalmente “congelada no tempo”, entre o comunismo e a guerra mais ao Norte.

 

O edifício do Restaurante o Dragão na Praia da Polana, 1985. No mesmo local foi edificado um gigantesco hotel e toda a orla da praia naquele local foi privatizada.

A CASA VILAÇA EM LOURENÇO MARQUES, 1985

Filed under: Casa Vilaça LM — ABM @ 19:18

Imagem de Roberto Matos, retocada por mim, e que a tirou numa visita que fez em 1985, quando a Cidade (já designada Maputo) estava literalmente “congelada no tempo”, entre o comunismo e a guerra mais ao Norte.

 

A Casa Vilaça, 1985. Esquina da Avenida da República e a Travessa da Maxaquene, do outro lado do John Orr’s e quase em frente à estação central dos CTT.

22/01/2018

FOLHETO DO 2º ANIVERSÁRIO DA EXPANSÃO DO CASINO COSTA EM LOURENÇO MARQUES, 1944

Dados muito gentilmente facultados por Jaime Salgado, um perito em numismática de Moçambique que teve a feliz iniciativa de recolher estes recortes na sua pesquisa. Muito obrigado.

 

A fachada do Casino Costa na Rua Araújo em Lourenço Marques, Dezembro de 1944.

 

Texto inicial.

 

Texto P. 14. Infelizmente não consegui obter a Pág. 15.

 

Texto P.16. Parece sugerir que não houve dois casinos na Rua Araújo mas sim o Casino Belo encerrou e para esse espaço foi o Casino Costa.

 

Texto P. 17. Erasto e Marie Clarire viajaram para Lourenço Marques de Angola.

 

A artista Bebé Diamante.

 

Desenho dos artistas Van e Vanessi, que actuaram no Casino.

 

Interior do Casino.

 

Outro aspecto do Casino.

 

Ementa do evento comemorativo da reabertura e melhoramento das instalações do Casino, Sexta-feira, 22 de Dezembro de 1944, em plena II Guerra Mundial, o que era um luxo tendo em conta as carências alimentares na altura.

 

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal, L 131 85 // 8 V. A cópia da biblioteca está incompleta

21/01/2018

A ALTITUDE DO TRAÇADO DA LINHA DE CAMINHO DE FERRO ENTRE LOURENÇO MARQUES E PRETÓRIA

 

Este gráfico ilustra as diferentes altitudes relacionadas com o traçado da linha de caminho de ferro que passou a ligar Lourenço Marques a Pretória e que varia entre os 5 metros acima do nível do mar, e quase 2000 metros, na zona de Belfast, no então Transvaal.

 

A linha de caminho ferro vai subindo de 5 metros em Lourenço Marques, até 668 metros em Nelspruit, 1563 metros em Machadodorp e finalmente 1351 metros de altitude em Pretória.

O HOTEL GIRASSOL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Filed under: Hotel Girassol — ABM @ 19:41

Foto de Luis Filipe, tirada pelo seu Pai.

 

O Hotel Girassol, na Maxaquene em Lourenço Marques.

A ENTRADA DO HOTEL CARDOSO EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DOS ANOS 60

Filed under: Hotel Cardoso — ABM @ 19:06

A fachada Art Deco do Hotel Cardoso, antes da ampliação efectuada em meados dos anos 60.

30/10/2017

A RUA DA MESQUITA EM LOURENÇO MARQUES, 1927

Detalhe de fotografia de um dos álbuns de José dos Santos Rufino, retocada.

A Velha Mesquita fica situada à esquerda, nos anos 60 a Papelaria Spanos ficava do lado direito na esquina com a Rua Consiglieri Pedroso.

 

A Rua da Mesquita. Por um tempo teve outros nomes, entre eles Rua Salazar. E Pelos vistos havia uma loja da Marta da Cruz e Tavares do lado direito.

26/10/2017

ALUNOS DO 5º ANO DO COLÉGIO PIO XII EM LOURENÇO MARQUES, 1960

Fotografia de José Amadeu Coelho, retocada. A fotografia é repetida e numerada, se algum dos Exmos. Leitores conhecer alguém, envie para aqui os nomes.

 

Os 27 jovens estudantes do 5º Ano do Colégio Pio XII em Lourenço Marques, ano lectivo 1960-61.

 

A mesma fotografia, numerada. Se conhecer alguém, envie para aqui uma mensagem com os dados que tiver.

13/10/2017

FRASCO DE CHOCOLEITE DA COOPERATIVA DOS CRIADORES DE GADO, ANOS 60

Imagem de Irene  Monteiro.

 

Tinham uma tampa metálica fina que na qual eu enfiava o dedo e depois bebia. Bem abanada e bem gelada.

 

GARRAFA DE REFRIGERANTE CANADA DRY, O PRIMEIRO REFRIGERANTE EM MOÇAMBIQUE

A Coca-Cola não foi o primeiro refrigerante de marca internacional a ser vendido em Moçambique. A primeira foi a Canada Dry, comercializada em Lourenço Marques sob licença pela companhia Águas de Montemor, de Marinha de Campos, membro da família Neves por casamento, a partir de uma pequena fábrica localizada na Namaacha, numa quinta onde se descobriu, nos anos 40, uma nascente com uma água de excelente qualidade.

 

A fábrica na Namaacha, anos 50.

 

Uma garrafa de Canada Dry.

 

10/10/2017

ANÚNCIO PUBLICITÁRIO DAS FÁBRICAS DE CERVEJA REUNIDAS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 40

Filed under: Anúncio Laurentina anos 40, Fábricas Reunidas — ABM @ 23:56

 

Anúncio das cervejas Laurentina e Colonial

18/09/2017

O AUDITÓRIO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES

 

O auditório do Rádio Clube de Moçambique, no Palácio da Rádio.

14/09/2017

A ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 20

 

A fachada da estação ferroviária de Lourenço Marques. Ao fundo do lado direito pode-se observar a fachada da fábrica Victoria Cold & Storage, de Cretikos.

O ENG. ANTÓNIO DUQUE MARTINHO, 1915-1991 – UM ESBOÇO BIOGRÁFICO

Eternamente grato ao Francisco Duque Martinho, filho do Eng. Duque Martinho, que correspondeu ao meu pedido insistente de um esboço biográfico do seu Pai. Que se segue.

António Duque Martinho – Engenheiro Civil (1915-1991)

Por dois motivos acedo com enorme prazer ao pedido do António Botelho de Melo para elaborar um esboço biográfico do meu Pai, com vista à inclusão no The Delagoa Bay World: o primeiro, porque se trata do meu Pai, de quem muito me orgulho; o segundo, porque considero que da sua vida profissional ao longo de mais de 40 anos resultou importante obra feita, principalmente nas ex Províncias Ultramarinas. Escassa informação existe sobre os Homens que no Ultramar planearam, dirigiram e executaram, muitas vezes em condições que nos nossos dias seriam inaceitáveis, Obras de grande envergadura que deveriam ser motivo de orgulho para o País. Esta lacuna já não vamos a tempo de sanar – o Ultramar é para apagar da memória !

Quanto a este esboço, optei fazê-lo de uma forma “menos formal”, com alguma História através de fotos e documentos.

Posto isto, o Eng.º Duque Martinho nasceu em Torres Novas em 12 de Maio de 1915 e terminada a Escola Primária, foi para Coimbra fazer o Liceu e os Preparatórios de Engenharia (assim chamados os três primeiros anos do Curso) na Universidade da cidade.

Álbum da queima das Fitas em Coimbra, 1935.

Interessante, para quem andou no Liceu Salazar em Lourenço Marques, é que a caricatura foi feita pelo Professor e Reitor Rui Gouveia, amigo desses tempos.

Álbum da Queima das Fitas em Coimbra, 1935: a página com os versos dedicados a Duque Martinho, feitos por um colega.

Os últimos três anos da licenciatura em Engenharia Civil foram feitos na Universidade do Porto, terminando o curso com a média final de 15 valores, em 1938.

Bilhete de identidade de Duque Martinho da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

A foto seguinte é do novo Edifício da Faculdade de Engenharia, inaugurado em 1937, um ano antes de ter terminado a licenciatura.

Imagem da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

A sua vida profissional iniciou-se em 18-2-1939, por contrato celebrado na “Direcção de Estradas do Distrito de Coimbra da Junta Autónoma de Estradas (JAE), para desempenhar as funções de engenheiro civil na Direcção dos Serviços de Melhoramentos Rurais da JAE.”

Foi publicado no “Diário do Governo de 11 de Abril de 1940, Ministério das Obras Públicas e Comunicações – Junta Autónoma de Estradas (Quadro eventual dos Serviços de Melhoramentos Rurais – Contrato visado em 15 de Março como engenheiro civil de 3ª classe).”

Nesta fase, pelo que percebo da maioria das fotos que tenho e que publico, o seu trabalho incidiu fundamentalmente na construção, manutenção e melhoramento de pontes.

Ponte sobre o Rio Coa, anos 40 (Eng.º Duque Martinho à esquerda).

 

Ponte sobre o Rio Tâmega, anos 40.

Tendo resolvido ir trabalhar para Moçambique, celebrou contrato no Ministério do Ultramar em 30-7-1945, “sendo admitido para prestação de serviço no Quadro Comum do Império, no cargo de Chefe de Brigada do quadro permanente da D.E.C. (Divisão de Estudos e Construção) dos Caminhos de Ferro de Moçambique; apresentou-se e tomou posse na Direcção dos Serviços (DS) em 27-11-45 vindo da Metrópole.”

Certificado de Naptuno, obtido no paquete Quanza, 1945.

Viajou no Paquete Quanza de Lisboa para Lourenço Marques e a 11 de Novembro de 45 atravessou pela primeira vez, devidamente autorizado pelo Deus do mar Neptuno, a linha do Equador.

Em 2-1-46 na Direcção dos Serviços dos CFM em LM, foi-lhe “passada guia para o Norte, indo Chefiar a Brigada de Construção de Nacala.”

Zorra na linha do Caminho de Ferro de Nacala (Eng.º Duque Martinho à esq.).

 

Acampamento da Brigada de Construção de Nacala – pormenor do chuveiro na “casa de banho” no lado direito.

 

Em 13-8-47 foi colocado como Chefe de Brigada de Estudos do Caminho de Ferro de Lourenço Marques à Beira, passando a ter base em Lourenço Marques.

Em 29-12-51 foi promovido a engenheiro de 2ª classe do Quadro Comum, sendo nomeado engenheiro Chefe de Brigada de Estudos e Construção.

Estas duas Brigadas foram as que precederam, executando os estudos e os reconhecimentos necessários para o assentamento da via férrea (322 kms do Guijá à fronteira com a Rodésia do Sul, actualmente o Zimbabué, na Malvérnia), execução de terraplanagens, obras de arte, estações e casas para o pessoal, tomas de água, determinação do pessoal (cerca de 500 europeus e 5.000 indígenas), viaturas e equipamentos necessários, planeamento de toda a logística, etc, a Brigada do Caminho de Ferro do Limpopo, então constituída e que passou a Chefiar por nomeação de 13-5-52.

Em 5-7-52 foi promovido a engenheiro de 1ª classe do Quadro Comum dos Engenheiros dos Serviços de Portos, Caminhos de Ferro e Transportes do Ultramar, mantendo a mesma colocação.

Engenheiros da Brigada do Caminho de Ferro do Limpopo (Eng.º Duque Martinho e eu ao centro), no Mapai ou em Chicualacuala.

 

Local do Rio Limpopo onde foi construída a ponte para travessia da linha de caminho de ferro.

Em resultado da construção da linha de caminho de ferro do Limpopo ter “constituído um assinalado êxito”, antecipando o prazo previsto de construção e se ter ficado aquém do orçamentado, foi convidado pelo Ministro do Ultramar, Almirante Sarmento Rodrigues, para fazer em Angola um estudo de viabilidade da construção de uma linha ferroviária entre a Baía dos Tigres e a fronteira com a então Rodésia do Norte (actual Zâmbia), na extensão de mais de mil kms.

Assim, em 19-7-54 seguiu para “Angola em Comissão de Serviço, conforme telegrama do Ministério do Ultramar, sendo que em “25-7-1954 tomou posse em Luanda do cargo de Engenheiro Chefe da Brigada de Estudos do Caminho de Ferro da Baía dos Tigres.”

Passagem do rio Lucala entre Luanda e Sá da Bandeira.

 

Indígenas no Vale do Cubango.

 

Eng.º Duque Martinho, à direita, perto do Handabo.

Terminado o objecto da Brigada e entregue o relatório dos trabalhos, em “21-3-1956 foi nomeado interinamente Engenheiro Director da Exploração do Porto e Caminho de Ferro de Luanda, tendo tomado posse em 2-7-1956”, sendo que em “10-9-1957 foi promovido a Engenheiro Chefe do Quadro Comum, mantendo a mesma colocação.”

Nestas funções dirigia o porto de Luanda, o Caminho de Ferro entre Luanda e Malange, ramais de bitola estreita ao longo da linha e transportes terrestres dos Caminhos de Ferro.

Edifício (novo na altura – 1958) à entrada do porto de Luanda onde estavam instalados os escritórios dos Caminhos de Ferro de Angola.

 

Pedras Negras de Pungo Andongo, são umas estranhas formações rochosas que se situam perto da linha de caminho de ferro de Malange; segundo a tradição, as pegadas esculpidas na rocha são da Rainha Ginga, guerreira que se revoltou contra os portugueses cerca de 1660. O seu título real na língua “Quimbundo” – “Ngola” – deu origem ao nome Angola. 

A seu pedido, em “10-10-1960 foi transferido para lugar de idêntica categoria na Província de Moçambique”, assumindo em “27-3-1961 a chefia da Direcção de Exploração de Moçambique, em Nampula”.

As funções dos Directores de Exploração eram iguais nos caminhos de ferro do Ultramar. O Director de Exploração do Caminho de Ferro de Moçambique, com sede em Nampula, dirigia os caminhos de ferro com origem em Nacala e Lumbo com destino a Nova Freixo no Km 538 (actual Cuamba), e a ponte cais de Nacala. Nesta década a linha ferroviária atinge Vila Cabral a 800 Kms da costa e constroem-se os primeiros 430 metros do cais em Nacala.

Eng.º Duque Martinho acompanhando o Governador Geral de Moçambique, Almirante Sarmento Rodrigues, na visita à piscina do Ferroviário em Nampula.

 

Ponte cais de Nacala, anos 60.

 

Ponte cais de Nacala, anos 60.

Em 13-10-1962 foi colocado como Adjunto da Direcção dos Serviços, em Lourenço Marques, assumindo funções em 11-10-1962.

Notícia publicada no Boletim dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique de Outubro de 1962.

Em 15-6-1963 foi “nomeado interinamente Engenheiro Director do Quadro Comum dos Engenheiros dos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes do Ultramar, ocupando o lugar de Sub-Director dos SPCFT; nomeação definitiva em 17-4-1964, por portaria Ministerial e publicação no Boletim Oficial de Moçambique de 26-9-1964.”

Os Engenheiros Directores eram o topo da carreira do Quadro Comum do Ultramar, podendo exercer as seguintes funções: Sub-Director de Serviços, Director de Serviços e Inspector Provincial; esta última função era exercida na Secretaria Provincial de Comunicações, no Governo Geral.

Bilhete de Identidade.

 

Notícia publicada no Boletim dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique de Outubro de 1964. 

 

Tomada de posse como Sub Director dos Serviços (Eng.º Duque Martinho 1º à direita), seguindo-se o Eng.º Brazão de Freitas, Secretário Provincial de Comunicações, Eng.º Fernando Seixas, Director dos Serviços dos CFM, um Eng.º dos CFM e Eng.º Francisco Pinto Teixeira, Inspector Superior aposentado, grande estratega dos caminhos de Ferro de Moçambique. 

Em 27-6-1966, “por portaria, transcrita no Boletim Oficial de 16-8-1966, foi nomeado Inspector Provincial dos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique, tendo tomado posse em 28-8-1966.”

Capa de Passe Gracioso

 

Interior de Passe Gracioso.

Exerceu as funções de Presidente do Conselho Técnico de Obras Públicas de Moçambique durante os anos de 1967, 69 e 74 – não tenho dados entre 69 e 74, mas é possível que também tenha sido nesses anos.

A Presidência alternava entre os Inspectores Provinciais dos CFM e das Obras Públicas.

Chamado ao Governo Geral, foi convidado pelo então Governador Geral, General Costa e Almeida, para exercer as funções de Vice Presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques (CMLM). Assim, em 23-2-1967 tomou posse do lugar para que tinha sido convidado.

Por inerência de funções passou a ser também Presidente da Comissão Administrativa dos Serviços Municipalizados de Água e Electricidade (SMAE).

Estas funções eram cumulativas com as de Inspector Provincial dos CFM; no que respeita a salários, recebia o dos CFM, recebendo da Câmara Municipal de Lourenço Marques apenas um valor simbólico aquando da presença ou presidência das sessões camarárias.

Notícia publicada no Boletim dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes de Moçambique de Fevereiro de 1967.

Foi nomeado para as funções de Vogal do Conselho Económico e Social, quadriénio 1968 – 1972.

Cartão de Vogal do Conselho Económico e Social.

 

Anotações no Cartão de Vogal do Conselho Económico e Social.

Em 1968, tendo o Presidente da CMLM, Humberto das Neves, terminado a sua comissão de serviço, dado que estava em curso a alteração do Estatuto da Cidade de Lourenço Marques, foi nomeado pelo Governador Geral para exercer interinamente também a função de Presidente da Câmara.

O Presidente da Câmara de Lourenço Marques e Vereação a aguardar a chegada do novo Governador Geral de Moçambique, Dr Baltazar Rebelo de Sousa.

 

Na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques, o Eng.º Duque Martinho, entregando as chaves da Cidade de Lourenço Marques ao Governador Geral recém chegado, Dr. Rebelo de Sousa.

As funções na CMLM cessaram em Fevereiro de 1969, por posse dos novos Presidente e Vice Presidente da Câmara, respectivamente, Eng.º Emílio Mertens e Eng.º João Delgado.

Em 1970 foi nomeado pelo Secretário Provincial de Comunicações, Eng.º Vilar Queiroz, Presidente do Conselho Provincial de Transportes.

Passou à reforma em 1975 com a categoria de Engenheiro Director do Quadro Comum dos Engenheiros dos Serviços dos Portos, Caminhos de Ferro e Transportes do Ultramar, com a função de Inspector Provincial dos Serviços.

Para seu grande desgosto regressou à Metrópole quando se aposentou. Moçambique tinha sido a sua Terra de adopção.

Por Lourenço Marques ficaram centenas de livros (era um leitor compulsivo), doados uns à Biblioteca dos Caminhos de Ferro, outros à Associação dos Velhos Colonos.

As capas dos bilhetes de passagem aérea de Lourenço Marques para Lisboa que foram utilizados pelos meus Pais em Novembro ou Dezembro de 1975 – o dia não está legível no bilhete e eu não me lembro da data.

Em Portugal, passou a viver em Carcavelos, ao pé dos Maristas, numa casa arrendada.

Sei que, profissionalmente, fez parte do quadro técnico de duas empresas na Metrópole, empreiteiros de obras públicas, conforme documentos que deixou:

G. B. Buccellato Construtores Lda, não sei desde quando (provavelmente desde 1976), até Dezembro de 1979; esta empresa pertencia à Família Buccellato de LM;

ENGERAL – Engenheiros Construtores, Lda, de 1980 a 86.

Os empreiteiros de Obras Públicas para exercerem actividade necessitam de um alvará, o qual tem vários níveis que determinam o valor das obras a que podem concorrer.

O facto de terem nos seus quadros técnicos um Engenheiro com o seu curriculum profissional, permitia que pudessem concorrer a obras de grande envergadura – barragens, etc.

Pelo que sei, as empresas não tiveram grande actividade.

O meu Pai teve do primeiro casamento um filho (hoje Comandante de Mar e Guerra, reformado), e dois do segundo casamento, eu e uma irmã mais nova que morreu com meses no Guijá.

Morreu no dia 8 de Novembro de 1991.

 

(Francisco Duque Martinho, aos 13 de Setembro de 2017)

07/09/2017

DOM LUIS FILIPE DE PORTUGAL E A CIDADE DA BEIRA

 

Dom Luis Filipe de Bragança, o filho mais velho dos reis D. Carlos e D. Amélia. A Beira, então um ponto irrelevante mas estratégico na pantanosa e insalubre margem Norte do Rio Pungué, ficou destinada a ser o futuro ponto de acesso pelo mar para o centro da nascente colónia e para o então território da British South Africa Company de Cecil Rhodes, a Rhodésia. Em breve, teria um porto e uma linha férrea para o interior.

 

A Beira em 1891. Um buraco arenoso e pantanoso cheio de mosquitos e de malária.

 

Na fase inicial da Beira como povoado. Uma espelunca, tal, aliás, como Lourenço Marques, Inhambane, Tete, Porto Amélia e restantes Vilas e povoados, com a única excepção da pequena Ilha de Moçambique, mais a Norte. O que veio a ser Moçambique era então um imenso mato, ocupado por tribos que falavam línguas diferentes e a maioria das quais nem sabiam umas das outras e se guerreavam alegremente, com meia dúzia de intrépidos portugueses no meio. A consciência de “nação moçambicana”, uma importação europeia, levaria umas décadas a aparecer e mesmo assim apenas na classe mulata em e nos arredores de Lourenço Marques. Na inenarrável iniciativa de sub-aluguer de partes da então colónia a um punhado de “investidores estrangeiros” – ingleses, franceses, belgas e americanos- à Beira saiu-lhe na rifa passar a ser a sede da Companhia de Moçambique. Uma companhia majestática, com poderes do Estado delegados e licença para explorar tudo e todos. No fim, fez pouco porque não tinha dinheiro.

 

A implantação da linha de caminho de ferro para a Rhodésia do Sul. Para a Beira e o seu porto, era o “outro” negócio para além da Companhia de Moçambique. Na Cidade, os principais negócios eram ingleses e sul-africanos e mais depressa se falava inglês que português.

 

Como uma curiosidade, Luis Filipe de Bragança, a pessoa em honra de quem se deu o nome da Beira, visitou o local em 1907 (aqui vê-se a carruagem na qual deu uma voltinha pela então Vila), trazendo na sua bagagem a proclamação do Rei a elevar a Beira a Cidade. Um gesto simpático, se um pouco ousado.

 

Nas primeiras décadas do Seculo XX, a Beira era um agremiado de casas de madeira e zinco.

 

O brasão da Beira, na tradição das urbes portuguesas. Não sei qual o seu simbolismo.

A CLUBHOUSE DO CAMPO DE GOLFE DA POLANA, 1925-1960

A terceira fotografia, cortesia de Joaquim Carlos Vieira.

A clubhouse do campo de golfe da Polana – quando o campo de golfe efectivamente se situava na Polana, numa faixa da antiga Concessão de Somershield, logo a seguir ao Hotel Polana, meados dos anos 20. Tinha uma vista deslumbrante da Baía, para Nascente. Foto de um dos álbuns de Santos Rufino.

 

Um mapa de meados dos anos 20, indicando a localização da Clubhouse.

 

Imagem aéra da zona cerca de 1960, da autoria do grande fotógrafo de Moçambique, Carlos Alberto Vieira. No topo, entre a estrada e as instalações do Grémio Civil de Lourenço Marques, pode-se ver a então já velha Clubhouse, que terá sido demolida algum tempo depois. Do lado esquerdo, pode-se observar o Hotel Polana.

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

 

A Baixa de Lourenço Marques, esquina das Avenidas da República e Dom Luiz I, finais dos anos 50.

01/09/2017

RECIBO DE DESPESA DO RESTAURANTE SHEIK EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Filed under: Rest. O Sheik, Talão de despesa Rest O Sheik — ABM @ 01:20

Imagem de José Manuel Soares, retocada.

 

Talão de despesa do Restaurante Sheik, um dos restaurantes de sucesso de Lourenço Marques a partir dos anos 60. Ficava situado num prédio junto do Parque José Cabral, na Avenida Massano de Amorim.

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