THE DELAGOA BAY WORLD

16/04/2014

COMBOIO A CARVÃO DOS CFM EM LOURENÇO MARQUES, 1967

 

Comboio a carvão num dos cais da estação ferroviária de Lourenço Marques, 1967.

Comboio a carvão num dos cais da estação ferroviária de Lourenço Marques, 1967.

09/10/2013

COMBOIO DOS CAMINHOS DE FERRO DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Fotografia da Carla Botelho Pinhal, restaurada. O Sr. em frente ao comboio é o Pai dela, Armindo Pinhal

O Pai da Carla Pinhal em frente a uma máquina dos Caminhos de Ferro de Moçambique, anos 60.

O Armindo Pinhal, Pai da Carla Pinhal, em frente a uma máquina dos Caminhos de Ferro de Moçambique, anos 60. José Augusto Duarte, que viu esta fotografia, comentou: “para os que não viveram estes tempos, recordo que estes maquinistas dos CFM tinham uma ligação muito próxima com as gentes que viviam no interior. Era a eles que se recorria quando se precisava urgentemente de algum medicamento, alguma ferramenta menor ou eventualmente um dicionário, que só existiam nas cidades de onde os comboios vinham. Ali a palavra solariedade ainda tinha algum conteúdo.”

03/03/2013

COMBOIO A PREPARAR-SE PARA SAIR DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

 

A locomotiva a carvão está pronta para deixar Lourenço Marques, provavelmente para a África do Sul..

A locomotiva a carvão está pronta para deixar Lourenço Marques, provavelmente para um destino na África do Sul. Para ver esta fotografia, que restaurei,  em todo o seu esplendor, prima nela duas vezes com o ponteiro do seu computador.

07/10/2012

A VISITA DO PRESIDENTE HIGINO CRAVEIRO LOPES A MOÇAMBIQUE, 1956

Fotografias muito gentilmente enviadas por Paulo Azevedo e restauradas.

O Presidente português na altura era Francisco Higino Craveiro Lopes, casado com uma senhora de Lourenço Marques (D. Berta) e que participou na defesa de Moçambique contra os alemães da então África Oriental Alemã (a actual Tanzânia), com destaque para a zona junto da qual recentemente foram descobertos enormes jazigos de gás natural.

Na terminal do Aeroporto de Mavalane, aguarda-se a chegada da comitiva presidencial. Repare-se nos símbolos dos CFM no edifício.

O Presidente Craveiro Lopes à sua chegada a Moçambique, à esquerda na fotografia.

O Presidente e comitiva no outro lado da terminal do Aeroporto de Mavalane.

Locomotiva classe 300 dos Caminhos de Ferro de Moçambique que rebocou, na linha do Limpopo, a carruagem presidencial.

Francisco Duque Martinho, que viu estas fotografias, escreveu esta nota: “A título de curiosidade, identifico algumas pessoas nas fotos: na 5ª fotografia do lado direito (de quem olha para a foto) do Presidente está o Engº Trigo de Morais; na 9ª fotografia à esquerda do PCV está o Engº Pereira Leite, então Director dos CFM; na 10ª e última foto está do lado esquerdo o Engº Pereira Leite e do lado direito parece-me o Engº Stofell, na altura Director de Exploração dos Caminhos de Ferro da Beira. Já agora, a Brigada de Estudos, Reconhecimento e Contrução da Linha do Limpopo foi chefiada pelo meu Pai [Engº Duque Martinho]. Só a construção durou quase três anos. De acordo com documentos que tenho, a linha tinha 534 Kms até à fronteira em Pafuri e 565 na ex-Rodésia do Sul até Bulawayo. A Brigada de construção era constituída por 500 “europeus” e 5000 “indígenas”, tendo custado 860 mil contos.”

Presidente Craveiro Lopes e comitiva na ponte sobre a barragem do Limpopo. Segundo as minhas contas, nesta altura Samora Machel e a sua família residiam perto daqui.

Craveiro Lopes, momentos antes de entrar para o comboio com que foi inaugurada oficialmente a linha do Limpopo. Na imagem, Lord Malvern e o então Ministro do Ultramar.

Multidão que assistiu à chegada do comboio presidencial à Aldeia da Barragem, o ciclópico projecto social e agrícola do Eng. Trigo de Morais.

O comboio presidencial estacionado na Aldeia do Guijá.

Já na divisão da Beira, o Presidente recebe da parte do diretor dos C. F. M. explicações sobre os gráficos que lhe foram presentes.

O Presidente Craveiro Lopes verificando e solicitando esclarecimentos sobre os planos do Porto e Caminhos de Ferro da Beira.

07/06/2012

A ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

A Estação dos caminhos de ferro de Lourenço Marques, creio que anos 1920.

22/05/2012

COMBOIO PERTO DA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Filed under: CFM _ Caminhos de Ferro de Moçambique — ABM @ 11:32

Fotografia da Colecção de Jorge Henriques Borges.

 

Comboio numa estação perto da Ilha da Moçambique, presumo. Pintei a estrela de amarelo por piada.

21/04/2012

A DETA AUTONOMIZA-SE NOS CFM, 1962

Recorte da Gazeta dos Caminhos de Ferro (Portugal) 1 de Abril de 1962, referindo a publicação de um decreto. A DETA autonomiza-se nos Caminhos de Ferro de Moçambique.

31/03/2012

FRANCISCO PINTO TEIXEIRA HOMENAGEADO POR LOURENÇO MARQUES, 1962

Texto de 1962 relatando (mais) uma homenagem ao Eng. Francisco Pinto Teixeira, uma das figuras incontornáveis do que foi feito em Moçambique na primeira metade do Século XX. Com tempo, tentarei colocar mais dados e imagens sobre esta grande figura do desenvolvimento de Moçambique, que incluíram o crescimento dos Caminhos de Ferro de Moçambique e a criação da DETA (hoje LAM) a primeira linha aérea portuguesa.

A ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1910

A Estação dos Caminhos de Ferro de Lourenço Maques, vista de Poente, creio que na inauguração em Março de 1910.

 

Um dos cais de embarque/desembarque da Estação.

 

28/03/2012

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

A Estação ferroviária de Lourenço Marques, anos 1940.

A ESTAÇÃO TEMPORÁRIA DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, 1891

A estação de comboios temporária de Lourenço Marques, 1891. Foto IICT, restaurada.

O COMBOIO LOURENÇO MARQUES-JOHANNESBURG, 1975

Filed under: CFM _ Caminhos de Ferro de Moçambique, EMPRESAS — ABM @ 17:56

O comboio expresso Lourenço Marques-Johannesburg da SAR, 1975, foto de David Wardale.

19/03/2012

A ESTAÇÃO DE CAMINHOS DE FERRO DE MAPUTO FOI INAUGURADA HÁ 102 ANOS

A Estação dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, 1935.

Texto muito gentilmente enviado por Cristina Pereira de Lima, filha de Alfredo Pereira de Lima, distinto investigador da história de Lourenço Marques (e, logo, de Maputo).

A Estação Central dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques foi solenemente inaugurada em 19 de Março de 1910, um Sábado.

Esta estação, que, como todos sabem, foi considerada com um dos sete edifícios mais bonitos do mundo na lista da revista norte-americana Newsweek , tem uma história muito bonita, cujos dados procurei reunir aqui para todos que como eu gostam da história da nossa cidade poderem ler ….. ela veio substituir a anterior, em madeira e zinco que tinha sido inaugurada pelo Presidente Paul Kruger em 1895 e se situava na Av. 18 de Maio.

A primeira estação ferroviária de Lourenço Marques, inaugurada em Julho de 1895. Foto do espólio de Alfredo Pereira de Lima.

Alfredo Pereira de Lima no seu livro História dos Caminhos de Ferro de Moçambique, relata:

…”A construção da estação central dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, hoje totalmente coberta pela imponente fachada que depois se lhe acrescentou encimada pela magnifica cúpula em cobre com a esfera armilar, havia sido começada no ano de 1908.

Veio substituir a antiga – de madeira e zinco , construída pela companhia concessionária – que existia do outro lado da avenida 18 de Maio, defronte do actual Posto Médico dos Caminhos de Ferro.
Tendo sido dada por concluída, ela foi solenemente inaugurada no dia 19 de Março de 1910.

Tratava-se de um melhoramento importante que se ficava a dever ao Engenheiro Lisboa de Lima, autor do projecto (nota – esta nova estação foi construída no local onde existia a caserna do baluarte “31 de Julho” que fazia parte do sistema de defesa de Lourenço Marques. Maço: Caminhos de Ferro de Moçambique.Processo nº8/1900. Caixa 8 . Arquivo Histórico Ultramarino).

Freire de Andrade, então Governador-Geral, solicitara ao Ministro e Secretário do Estado da Marinha do Ultramar que fossem enviados “dois escudos de Armas Reais portuguesas, lavrados em mármore, para serem fixados nos pórticos”. Mas eles só chegariam em 1911, depois de proclamada a República, e as armas tiveram que ser alteradas. Mesmo assim, jamais lá seriam colocadas por incúria dos que sucederam a Freire de Andrade (nota -. para o pórtico dessa estação, por iniciativa do Governador-Geral Freire de Andrade, fora requisitado de Lisboa um Escudo nacional em mármore lavrado, o qual, tendo chegado a Lourenço Marques em 1911 a bordo do paquete Beira, depois se perdeu. Por fim, recuperado nos nossos dias, foi solenemente colocado no seu lugar em Julho de 1970, por iniciativa do gabinete de História dos Caminhos de Ferro de Moçambique. O escudo nacional, trabalhado em pedra de liós, é uma obra de arte de muita valia, tendo sido executado em Lisboa nas oficinas de Germano José de Salles & Filhos, da Rua do Arsenal 134 a 136).

O acto solene da inauguração da nova estação, mesmo sem o escudo das Armas Reais, fez-se nesse dia 19 de Março, com a saída dos dois primeiros comboios para São José de Lhanguene, onde se celebrava a festa de São José, padroeiro daquela missão, presidiu o Governador-Geral Freire de Andrade. Sete meses depois desse acontecimento, proclamava-se a República…”

( História dos Caminhos de Ferro de Moçambique por Alfredo Pereira de Lima)

A fachada da Estação de Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, 1935.

No seu livro Edificios Históricos de Lourenço Marques, Alfredo Pereira de Lima relata mais alguns dados :

“ O Projecto foi de autoria do engenheiro Alfredo Augusto Lisboa de Lima, mas a fachada foi ligeiramente alterada para a traça actual, tendo sido seus empreiteiros a firma Buccellato & Irmão. Segundo me informou o comendador Giuseppe Buffa Buccellato, industrial a quem a cidade de Lourenço Marques ficou a dever importantes obras de construção civil, foi seu irmão Pietro quem trabalhou com as próprias mãos todas as peças decorativas desse magnifico edifício.

As suas obras decorriam ao mesmo tempo que a da construção da ponte-cais Gorjão, também sob empreitada da mesma firma.”

O edifício foi inaugurado em 19 de Março de 1910 (Nota : data indicada no livro Revolução Portuguesa, por Armando Ribeiro e confirmada pelo comendador Giuseppe Buccellato.)

A sua gigantesca cúpula em bronze veio da África do Sul, onde foi fundida expressamente para este edifício e a sua colocação constituiu empreendimento muito difícil para a época.

Ao acto solene da saída dos dois primeiros comboios, no dia 19 de Março de 1910, que foram até ao Lhanguene, onde se realizavam os festejos comemorativos do de dia de São José, assistiu o Governador-Geral Alfredo Augusto Freire de Andrade. Constituiu o último acto solene oficial na vigência da Monarquia. Sete meses depois era proclamada a República….”

(in Edificios Historicos de Lourenço Marques por Alfredo Pereira de Lima)

E no seu livro Lourenço Marques, Alfredo Pereira de Lima relata ainda o seguinte:

“Em frente à Estacão Central dos Caminhos de Ferro, com a sua característica cúpula de bronze coroada pela Esfera Armilar, símbolo dos nossos Descobrimentos, está implantada a ampla Praça Mac Mahon, cujo nome perpetua a memória do famoso Presidente da República Francesa que foi árbitro do pleito entre Portugal e a Grã-Bretanha, sobre a posse da cobiçada baía de Lourenço Marques.

A fachada do edifício da Estação Central dos Caminhos de Ferro, de primeiro andar, é formada por cinco arcos assentes em colunatas de cada um dos lados da entrada principal que tem sete metros de largura, fechando de cada um dos lados com uma pequena fachada em colchete.

O Salão principal, que está encimado por uma cúpula de bronze, mede 42 metros quadrados e destina-se a reuniões e conferências. O edificio custou mais de 50.000 Libras ouro e foi inaugurado em 19 de Março de 1910….”

(fim)

Foi há 102 anos.

24/08/2011

PAPEL DE CARTA DA DETA, 1974

Papel de carta da DETA, a linha aérea de Moçambique, que hoje é a LAM. Aqui ainda se nota um detalhe: a DETA teve origem nos caminhos de ferro de Moçambique, um facto hoje pouco conhecido.

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