THE DELAGOA BAY WORLD

18/09/2017

O AUDITÓRIO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES

 

O auditório do Rádio Clube de Moçambique, no Palácio da Rádio.

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01/06/2016

O RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE E A PRIMEIRA DIRECÇÃO DO GRÉMIO DOS RADIÓFILOS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1930

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos de Moçambique em Lourenço Marques, precursor do Rádio Clube de Moçambique.

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique em Lourenço Marques, fundada em 18 de Março de 1933, precursor do Rádio Clube de Moçambique. Da esquerda: A. Morais, Abílio Brito, Aniano Serra, Ernesto Brito e Augusto Gonçalves.

Excerpto 1 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 1 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excerpto 2 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 2 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excepto 3.

Excepto 3 do “Livro de Ouro do Mundo Português, 1971.

 

24/05/2016

ANTÓNIO LUIZ RAFAEL, 2015

Filed under: António Luiz Rafael, Rádio Clube de Moçambique — ABM @ 18:24

António Luiz Rafael foi uma figura de destaque do Rádio Clube de Moçambique. Após a Independência, foi viver em Portugal, onde trabalhou na RTP.

 

António Luiz Rafael.

António Luiz Rafael.

23/05/2016

ROMÃO FÉLIX COM LIMA PEREIRA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1960

Foto gentilmente cedida por Romão Félix e restaurada por mim.

 

Lima Pereira ("Cangahiça") com Romão Félix, no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

Lima Pereira (“Cangahiça”) com Romão Félix, no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

ROMÃO FÉLIX ACTUANDO NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 60

Fotografia gentilmente cedida por Romão Félix e restaurada por mim.

 

Romão Félix, ao centro no lado direito, durante uma actuação no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, anos 60. Falta identificar os restantes presentes.

Romão Félix, ao centro no lado direito, durante uma actuação no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, anos 60. Falta identificar os restantes presentes.

ROMÃO FÉLIX E MARIA ADALGISA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 60

Fotografia gentilmente cedida pelo Romão Félix e restaurada por mim.

 

Romão Félix e Maria Adalgisa no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

Romão Félix e Maria Adalgisa actuando no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

26/10/2013

O CORO FEMININO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, MEADOS DOS ANOS 1950

Filed under: Coro feminino RCM, Rádio Clube de Moçambique — ABM @ 23:21

Fotografia de Carla Botelho Pinhal.

 

O Coro Feminino do Rádio Clube de Moçambique, meados dos anos 50.

O Coro Feminino do Rádio Clube de Moçambique, meados dos anos 50.

RIBEIRO DA SILVA E O COMUNICADO Nº11/65 DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1965

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

 

O Comunicado Nº11/65
O Comunicado Nº11/65, datado de 24 de Março de 1965 e assinado por Henrique Augusto da Silva Rodrigues, agradecendo a equipa (realçando, entre outros, Ribeiro da Silva) pelo seu empenho na ocasião da celebração do 32º aniversário do Rádio Clube de Moçambique. Realça também o trabalho feito nesta altura por Sara Pinto Coelho e os restantos elementos pelo sucesso na primeira emissão do programa “Teatro em Sua Casa” em som estereofónico (o Rádio Clube de Moçambique foi a primeira estação portuguesa a emitir regularmente em stereo).

RIBEIRO DA SILVA GRAVA “LALARITA E OS MOÇAMBICANOS”, 1973

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Capa de "Lalarita e os Moçambicanos.

Capa do Single 45 RPM de “Lalarita e os Moçambicanos, de F. Galamba, 1973. O som foi gravado e editado por Ribeiro da Silva.

Verso da capa.

Verso da capa.

Em baixo, oiça Lalarita cantando “Se Você Seguir o Seu Caminho”:

RIBEIRO DA SILVA GRAVA AMÉLIA MUGE EM LOURENÇO MARQUES, DEZEMBRO DE 1973

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Capa do Single entitulado "Natal", gravado e editado em Lourenço Marques por Ribeiro da Silva em 1973.

Capa do Single entitulado “Natal” (da Arco Íris Publicidade)  cantado por Amélia Muge gravado e editado em Lourenço Marques por Ribeiro da Silva e Eduardo Pereira em Dezembro de 1973.

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O verso do disco. Conforme se pode ler, em Julho de 1992, Amélia Muge, hoje uma cantora consagrada, escreveu uma nota recordando os tempos em que fez o disco.

Em baixo, oiça Amélia Muge a cantar “Natal, de Reinaldo Ferreira e Teresa, “, Lado A deste disco:

http://picosong.com/qjYY

Em baixo, oiça Amélia Muge a cantar “Natal. com o conjunto e coros de Raúl Baza, Lado B deste disco”:

http://picosong.com/qjex

RIBEIRO DA SILVA E HUMBERTO EM JOANESBURGO, ANOS 1960

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

 

Ribeiro da Silva junto a uma fonte em Joanesburgo com o seu amigo Humberto, anos 60.

Ribeiro da Silva junto a uma fonte em Joanesburgo com o seu amigo Humberto, anos 60.

RIBEIRO DA SILVA NUM PROGRAMA NO DRAGÃO DE OURO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Ribeiro da Silva a trabalhar num programa na rua algures em Moçambique, penso que no início dos anos 70.

Ribeiro da Silva a trabalhar num programa na rua ao pé da praia do Dragão de Ouro em Lourenço Marques, no início dos anos 70. Referiu ele: Aqui só estou e o Carlos Alfredo Albuquerque, identificados. Não me lembro do nome do colega que está de costas…vou tentar saber.”

RIBEIRO DA SILVA NOS ESTÚDIOS DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Ribeiro da Silva nos Estúdios do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, no início da sua carreira, anos 60.

Ribeiro da Silva na cabine do Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, no início da sua carreira, anos 60.

RIBEIRO DA SILVA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, 1962-1975

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

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Este parece ser o primeiro cartão de credencial de Ribeiro da Silva no Rádio Clube de Moçambique, 1962.

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Ribeiro da Silva junto de algum do equipamento do RCM.

Uma nota de Thomaz Vieira

Uma nota de Thomaz Vieira a agradecer a Ribeiro da Silva a colaboração prestada na preparação do lendário programa “Teatro em Sua Casa”, do Rádio Clube de Moçambique, 24 de Agosto de 1964.

Ribeira da Silva em Vila Trigo de Morais (actualmente Chókwé) durante um espectáculo, anos 60.

Ribeiro da Silva em Vila Trigo de Morais (actualmente Chókwé) durante um espectáculo, anos 60.

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Ribeiro da Silva nas instalações do Rádio Clube.

Na cabine de som do Rádio Clube com Sampaio e Silva.

Na cabine de som do Rádio Clube de Moçambique com o então locutor Sampaio e Silva.

Ribeiro da SDilva em Vila Trigo de Morais, ao serviço da Delta Publicidade, 1972.

Ribeiro da Silva em Vila Trigo de Morais, ao serviço da Delta Publicidade, 1972.

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Livre-trânsito de Ribeiro da Silva, 27 de Março de 1975. Estava-se a três meses da declaração formal de Independência.

credencial

Credencial de Ribeiro da Silva, emitida pela Frelimo, 29 de Agosto de 1975, assinada por Graça Simbime, mais tarde Graça Machel.

Credencial

Credencial de Ribeiro da Silva, anos 70.

Credencial

Credencial de Ribeiro da Silva para a cerimónia formal de declaração de Independência no Estádio da Machava no dia 25 de Junho de 1975.

O CARTÃO DE SÓCIO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DO LIMPOPO DE RIBEIRO DA SILVA, ANOS 1960

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques.

 

A capa do cartão de sócio

A capa do cartão de sócio

 

A informação de sócio do Carlos.

A informação de sócio do Carlos.

 

 

 

17/06/2013

O PROFESSOR SAMUEL DABULA, 1915-1978

Fotografia de uma revista do Rádio Clube de Moçambique, texto de Ernia Armindo e João de Sousa, que conheceu o Prof. Samuel Dabula, com retoques meus.

 

O Professor Dabula nos estúdios do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques,  onde trabalhou algum tempo no programa "Hora Nativa", mas tarde rebaptizado "Voz de Moçambique".

O Professor Dabula nos estúdios do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, onde trabalhou algum tempo no programa “Hora Nativa”, mas tarde rebaptizado “Voz de Moçambique”.

 

Faz 35 anos que faleceu Samuel Dabula.

Ele foi um antigo locutor da “Hora Nativa” que posteriormente passou a designar-se de “Voz de Moçambique”. Nasceu a 23 de Maio de 1915, na então cidade de Lourenço Marques. Em 1943 passa a trabalhar para o então recentemente criado «Instituto Negrófilo», que mais tarde veio a chamar-se «Centro Associativo dos Negros da Província de Moçambique», onde chegou a ser presidente o Dr. Domingos Mascarenhas Arouca, como figura marcadamente progressista e de resistência ao colonialismo e pró-independência, ainda que na clandestinidade, e que durante a sua direcção dinamizaria a criação naquele espaço de uma escola secundária.

Então professor primário, Samuel Dabula foi, conjuntamente com os jovens de então -Levim Pinto Maximiano, Enoque Libombo, Samuel Magaia, Salomão Magaia, Henrique Tembe, Raúl Howana, Daniel Jeremias, Nhaca, Fineas Mabota entre outros – membros fundadores do «Centro Associativo dos Negros». Foi neste centro que surgiu o então conhecido «Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos – NESAM», donde saiu grande parte dos dirigentes da “Frente de Libertação de Moçambique – Frelimo”.

Na arena musical, Samuel Dabula foi um dos fundadores da orquestra denominada «Djambo» que fez furor desde os anos 50. Essa orquestra abrilhantava bailes, tardes dançantes e casamentos. Actuava no programa radiofónico do Rádio Clube de Moçambique», denominado «África à Noite» que era apresentado pelo locutor José Mendonça.

Samuel Dabula Nkumbula chegou a ser vogal suplente da Câmara Municipal de Lourenço Marques.

Um artigo do Noticias de 23 de Maio de 2013 complementa a nota acima:

Passaram já 98 anos, desde que nasceu a 23 de Maio de 1915, o professor Samuel Dabula Nkumbula, pessoa que se notabilizou pela sua faceta de eminente proto-nacionalista, dinamizador e impulsionador das artes e da cultura moçambicana e prestigiado locutor da rádio.

Com efeito esta figura, que na época abraçou a profissão de professor primário, após se ter formado na Escola de Habilitação de Professores Indígenas, em Alvor, na Manhiça, passou a trabalhar, no ano de 1943, para o Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, como professor, para ministrar aulas do ensino primário. A escola deste Centro era uma das poucas escolas do chamado ensino de adaptação, no contexto do Moçambique colonizado, onde o ensino para indígenas, na época, estava sob a égide da Igreja Católica.

Sendo o Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique uma associação de negros, Dabula não se limitou apenas a cumprir com o mero papel de professor da escola, mas debruçou-se como um dos elementos da direcção, na difícil tarefa de formação do Homem na dimensão sócio-cultural. Com efeito na qualidade de dinamizador das actividades da juventude, nesta associação, criou e dinamizou, no ano de 1943, o grupo dramático.

Dentre as várias actividades que este grupo realizou, destacam-se os saraus culturais, que englobavam canto, poesia, música e teatro. Realçar que este grupo, nos meados dos anos 50, apresentou três peças de teatro de temática africana (Marrumbo freguês, Mahantsassa e outra) viradas para a educação cívica através da critica dos costumes. Estas peças de teatro foram escritas, encenadas e apresentadas por si nos palcos do Centro Associativo.

O Grupo dramático subdividia-se em várias disciplinas, nomeadamente: o canto, poesia, dança e teatro. No capítulo do canto e dança o grupo, denominado pelos portugueses de folcrórico, sob a sua direcção, debruçou-se na pesquisa de ritmos e danças para resgatar e desenvolver as danças da região Sul de Moçambique. Estas danças, que antes eram feitas à roda da fogueira e à sombra de uma árvore, designadamente a Marrabenta, o Xingomana, o Xigubo, o Nfena, Makwaela dentre outras, passaram a serem interpretadas e acompanhadas por instrumentos convencionais, nos palcos e nos salões em eventos sociais, onde se popularizaram. Na interpretação dos números de canto e dança fazia questão de dar a conhecer o significado das danças, onde, quando e porque era executadas e em que circunstâncias, o que pressupunha um apurado estudo etnológico.

Jovens da época que já frequentavam o ensino secundário e pré-universitário dançavam com brio e orgulho estas danças como forma de vincarem a sua identificação com a cultura e a sua condição de moçambicanos. São de destacar figuras como Eneas Comiche, Mariano Matsinhe, Manuel Magaia, Armando Guebuza, Jorge Tembe, Janet Maximiano, Lúcia e Rosa Tembe, Isabel e Carlota Manguene, só para citar alguns, dentre muitos outros que foram seus discípulos.

Esta atitude veio a quebrar o preconceito de que só praticavam danças nativas os incultos pois, a partir deste feito estas danças passaram a serem apreciadas, reconhecidas e valorizadas e até registadas quer em disco como em fitas magnéticas, como veio a acontecer com a gravação de um disco interpretado pela Orquestra Djambo com as canções “Elisa gomara saia; Xiwuanana xanga e Bambatela Sábado”, canções já mundialmente conhecidas.

Aconteceu que, tendo se quebrado este preconceito, vários grupos foram convidados a apresentar espectáculos na cidade de cimento, no auditório da Rádio Clube de Moçambique e em outras casas de espectáculos, para auditórios formados por portugueses, que se deliciavam, quer com a graciosidade da Marrabenta ou com a virilidade do Xigubo, manifestações culturais a que apelidavam de “folclore”.

Samuel Dabula defendia, vezes sem conta, que era preciso estudar pois era importante adquirir conhecimentos que nos iriam facultar a capacidade de discutir a Independência com os portugueses.

Defendia também que com a ida dos primeiros estudantes a Portugal, para prosseguir com estudos superiores, já se estavam a desenhar os primeiros passos para a obtenção da Independência. A sua visão era de que se deveria formar 50 advogados, 50 engenheiros, 50 médicos, 50 economistas e assim por diante, para assegurar a existência de quadros para a Independência.

Foi igualmente Homem do desporto. Aliás, poucas são as vezes que se dissocia o Desporto da cultura. Praticou o futebol como jogador, treinador, presidente da direcção e mais tarde da Mesa Assembleia do Sporting Nacional Africano. Presidiu a direcção da Associação do Futebol Africano de Moçambique.

Ainda nos meados dos anos 50, Samuel Dabula foi convidado a trabalhar no Rádio Club de Moçambique com a missão de criar uma emissora de rádio em línguas nacionais, a Hora Nativa, tendo então se tornando no primeiro locutor negro moçambicano.

Na qualidade de locutor da rádio, produziu e apresentou vários programas radiofónicos, de âmbito educativos e recreativos, sendo de destacar o programa “Keti Keti”, pelo impacto e grande popularidade que ganhou. O programa realizava-se nos salões do Centro Associativo e era transmitido na Rádio Clube de Moçambique- Sector da Hora Nativa, já que era falado em línguas nacionais. A Orquestra Djambo abrilhantava este programa que lhe grangeou muita popularidade, tornando-o num grupo muito apreciado e concorrido. Era um programa de entretenimento que buscava e divulgava novos talentos no canto, dança e música. Artistas de nomeada, como João Wate, João Cabaço, foram descobertos neste programa. São de destacar os momentos de muito bom humor que este programa proporcionava.

Como locutor de rádio, entrevistou várias figuras famosas, tais como Eusébio, Mário Coluna, Pelé, a cançonetista brasileira Ângela Maria, entre outras figuras de destaque no mundo da arte, cultura e desporto, no quadro do trabalho que executava na área de comunicação social.

Samuel Dabula faleceu a 17 de Junho de 1978, e pode-se dizer que ele soube marcar um lugar na vida deste país, pelas obras que em vida incansavelmente realizou no ramo do ensino, no âmbito do proto-nacionalismo, na área de arte e cultura, na área de comunicação social, merecendo a sua vida e obra melhor divulgação para servir de referência às novas gerações. (fim)

Em 2006, durante a vigência camarária de Eneas Comiche, a edilidade renomeou a previamente designada Rua Gen Teixeira Botelho, na Sommerschield, com o nome do Professor Samuel Dabula Nkumbula.

Para complementar esta leitura, procurar neste blogue ainda textos sobre a banda Djambo e as origens da Marrabenta.

30/04/2013

MARIA IZABEL NA CAPA DA RÁDIO-MOÇAMBIQUE, NOVEMBRO DE 1949

Imagem de Luisa Hingá, restaurada.

 

A capa da revista "Rádio Moçambique", de Novembro de 1949, com a imagem de Maria Izabel. Se souber alguma coisa sobre a Maria Izabel, escreva uma nota para aqui.

A capa da revista “Rádio-Moçambique”, de Novembro de 1949, com a imagem de Maria Izabel. Se souber alguma coisa sobre a Maria Izabel, escreva uma nota para aqui.

02/10/2012

O CORO FEMININO E UMA DAS ORQUESTRAS DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

A última de 4 magníficas fotografias sobre este tema enviadas por Carla Pinhal, pelas quais estou imensamente grato.

O Coro Feminino do Rádio Clube com uma das orquestras do Rádio Clube, nas instalações da sua sede, anos 1950. Veja a foto no seu esplendor máximo premindo na imagem com o rato do seu computador.

15/09/2012

A ORQUESTRA E CORO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, COM ARTUR FONSECA, ANOS 1950

Fotografia de Fernando Cerejeira, restaurada.

 

 

A orquestra e o coro do Rádio Clube de Moçambique, em Lourenço Marques, aqui dirigidos pelo Maestro Artur Fonseca. Anos 1950.

CONVITE PARA UM PROGRAMA DE VARIEDADES DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1961

Foto de Edgar Marques, restaurada.

Bilhete de convite para um programa de variedades do Rádio Clube de Moçambique, Lourenço Marques, 1961.

02/09/2012

COLABORADORES DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, JULHO DE 1948

Fotografia de Izabel Piccolo, restaurada.

 

Pessoal do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, Julho de 1948.

24/06/2012

SÍMBOLO ORIGINAL DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE

O simbolo do Rádio Clube de Moçambique.

20/06/2012

ANIBAL COELHO, REI DA RÁDIO NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE

Fotografia de Rui Correia, restaurada.

Aníbal Coelho, então um jovem cancenotista do Rádio Clube de Moçambique e por mais que uma vez “Rei da Rádio”.

05/06/2012

JORGE VARA E SUZETTE MALOSSO NAS FONTES DE MONTEMOR NA NAMAACHA, 1937

Fotos gentilmente enviadas por Edgar Marques.

 

Suzette Vara (Malosso), então com nove anos de idade, com o pai Jorge Vara junto de uma nascente na Quinta de Montemor na Namaacha, 1937. Jorge Vara era um dos músicos mais antigos do Rádio Clube de Moçambique. Suzette hoje tem 83 anos de idade e reside no Estoril. E lembra-se perfeitamente deste dia.  A quinta era de dois primos direitos, Amadeu Luis Neves e António Rama Marçal, este último tio materno da Suzette. Foi um deles que descobriu as excelentes águas que jorravam na propriedade. Na quinta, que foi dividida, mais tarde fez-se a fábrica da Canada Dry, que mais tarde integrou as Fábricas Reunidas. “Tudo gente muito boa e a água era excelente”, diz a Suzette.

 

Mais uma imagem da Suzette com o pai.

23/05/2012

LIZETTE LOPES, PRESENÇA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE

Filed under: Lizette Lopes RCM, Rádio Clube de Moçambique — ABM @ 11:09

Fotografia divulgada pela Glória Vilbro no grupo “Moçambique”, que coordena no Facebook.

 

Lizette Lopes, que apresentou programas no Rádio Clube de Moçambique.

 

 

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