THE DELAGOA BAY WORLD

14/04/2012

MOÇAMBIQUE NA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE PARIS, 1937

À entrada do Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris em Junho e Julho de 1937, o visitante deparava-se com esta estátua do Doutor Oliveira Salazar, elaborada por Francisco Franco, dizendo por baixo qualquer coisa como "chef du gouvernment". A do então presidente, Óscar carmona, estava enfiada num canto e era muito mais pirosa, para o caso de alguém não perceber quem é que realmente mandava. Coloquei aqui a foto deste exemplo da fase épica do marketing do Estado Novo (pela mão de António Ferro) porque quem conhecer, esta estátua é igualizinha às duas que, sucessivamente, foram colocadas em frente à fachada do monumental Liceu Salazar, construído alguns anos mais tarde na Polana, em Lourenço Marques (e que hoje é o Liceu Josina Machel).

Um aspecto do interior da Sala do Ultramar no Pavilhão de Portugal. Vejam na parede. A ideia é dizer qualquer coisa como "oui, vocês pensam que somos petits e périfériques, mais nous avons colonies maiores que metade da Europa". Em baixo, cada fotografia continha o número de habitantes de cada colónia. Na altura, este tipo de postura era o vulgar de Lineu. O ocaso dos impérios, menos o português, claro, teria início oito anos mais tarde.

Mais uma imagem da Sala do Ultramar. Em cima à direita pode-se ver a fotografia representativa de Moçambique, indicando o número de moçambicanos em 1937: 4 milhões. Em 2012, estima-se que Moçambique tenha 23 milhões de habitantes.

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