THE DELAGOA BAY WORLD

06/04/2020

FIÉIS EM FRENTE À MESQUITA DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Imagem retocada.

 

Interessante, face ao actual debate quanto às relações entre muçulmanos de raça negra e os outros em Moçambique, constatar que há mais que cem anos isso não parece ter sido assunto de relevo. Fiéis em frente à Velha Mesquita na Baixa de Lourenço Marques, início do Séc. XX. Curioso, também, que a tradução do termo “monhés”, mais tarde considerado pejorativo, era (em inglês) “muçulmanos nativos”. Eu estimo que pelo menos metade da Lourenço Marques original era muçulmana, e vivia, trabalhava – e orava – na pequena cidade. Não há estudos, que eu saiba, sobre a sua proveniência, sendo que pressuponho que não eram do Sul de Moçambique, onde, antes de Lourenço Marques, não havia mais nenhuma urbe.

04/04/2020

A SEDE DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Imagem retocada.

A sede do Rádio Clube de Moçambique. Atrás, a Sé Catedral.

PESSOAS NA PRAÇA 7 DE MARÇO EM LOURENÇO MARQUES, FIM DO SÉC. XIX

Imagem retocada.

 

Não faço ideia quem sejam as pessoas que estão a posar à esquerda, em frente a um dos kiosks da Praça 7 de Março (na altura era a Praça Mouzinho de Albuquerque e hoje é a Praça 25 de Junho). A rua em frente é a Avenida Aguiar, mais tarde Avenida D. Luis e, mais recentemente, Avenida Marechal Samora Machel.

03/04/2020

PARADA MILITAR EM LOUREBNÇO MARQUES, ANOS 1960

Imagem retocada.

Penso que esta deve ter sido uma das paradas por ocasião do feriado do 10 de Junho em Lourenço Marques.

 

A Praça Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, vista do Prédio Funchal.

VISITA À PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1910

Imagens retocadas, dos arquivos coloniais alemães.

Três fotos tiradas durante uma passagem por Lourenço Marques de um navio da marinha alemã. Os marinheiros fizeram uma visita à Praia da Polana e pelos vistos fizeram lá uma almoçarada. Obviamente, antes de eclodir a I Guerra Mundial.

1 de 3 – A Praia da Polana, com carrocel, a banda a tocar no enorme coreto, restaurante, barracas para mudar a roupa, o cais ao fundo.

 

2 de 3 – alguns marinheiros observam a praia e a prancha de saltos.

 

3 de 3 – os marinheiros alemães numa almoçarada.

02/04/2020

VISTAS DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

Imagem retocada.

O Hospital Miguel Bombarda, a Hospedaria do Governo na Ponta Vermelha e duas perspectivas da Avenida 24 de Julho em Lourenço Marques.

O CINEMA DICCA E O ESTÚDIO 222 EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Filed under: LM Cinema Dicca, LM Cinema Varietá, LM Estúdio 222 — ABM @ 20:48

Imagem de F Pinho, retocada.

Os cinemas Diccca e, ao fundo, o Estúdio 222 em Lourenço Marques. Foram edificados no local onde dantes estava implantado o Teatro Varietá.

01/04/2020

O RESTAURANTE A TOCA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Benvinda Correia, LM Rest. A Toca — ABM @ 17:20

Imagem retocada.

 

Postal do Restaurante A Toca, na Baixa de Lourenço Marques (Avenida D. Luis, Nº8). Não conheci, mas tem o aspecto de ser um espaço típico português para os turistas bifetecas e os nacionais apreciadores do género.

O TEATRO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1930

Filed under: LM Cinema Varietá — ABM @ 17:19

Imagem retocada e colorida.

 

O Varietá, aí para os anos 30, quando o teatro já era “velho”. Foi demolido no final dos anos 60 e no seu lugar edificaram-se o Dicca e o Estúdio 222.

29/03/2020

A ESTAÇÃO DE SERVIÇO SIMAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagens retocadas.

A estação ficava situada na Avenida da República na Baixa de Lourenço Marques, mais ou menos em frente à Casa Coimbra (onde agora está o mastodonte do Gove). Penso que também vendiam carros mas não tenho a certeza.

1 de 2

 

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A ESTAÇÃO DOS BOMBEIROS DE LOURENÇO MARQUES, 1932 E 1965

Filed under: LM Bombeiros 1932 e 1965 — Etiquetas: — ABM @ 23:31

Imagens retocadas.

A estação dos Bombeiros de Lourenço Marques em 1932. Com uma parada das suas viaturas em frente.

 

Dezembro de 1965, quando se iniciou a demolição do complexo. No final dos anos 60, começou a obra da edificação do Prédio dos 33 andares, então o mais alto de Moçambique – e de Portugal. Se me recordo, na altura fiquei com a impressão que levou mais tempo a fazer as fundações que construir o edifício em si. E quando estava quase concluído, veio a independência e o edifício foi “nacionalizado”. Ponho entre aspas pois o imóvel realmente só passou para a posse do estado moçambicano em….2020.

23/03/2020

A AVENIDA D. LUIS EM LOURENÇO MARQUES, 1894

Filed under: LM Rua Consiglieri Pedroso — ABM @ 22:19

Imagem retocada, do álbum Photographs of South Africa (pág.29), publicado na África do Sul em 1894.

 

A Avenida Dom Luis em Lourenço Marques (posteriormente a Rua Consiglieri Pedroso), 1894. Na altura esta era a rua comercial mais importante da pequena cidade, mais ou menos encaixada entre a Rua Araújo e a Rua da Gávea. Dom Luis I, Pai do, posteriormente, Rei Dom Carlos I, foi o monarca português que elevou o presídio a vila e depois a vila a cidade.

30/10/2019

A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE BOANE, DÉCADA DE 1950

Filed under: Boane - Correios, Correios de Moçambique - CTT — ABM @ 13:50

 

O edifício dos Correios da Vila de Boane, década de 1950.

Fonte: Notícias de Lourenço Marques.

A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE TETE, DÉCADA DE 1930

Filed under: Correios de Moçambique - CTT, Tete - Correios — ABM @ 13:43

 

O edifício dos Correios em Tete, década de 1930.

 

Fonte: MCM

A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE MUTARARA – DONA ANA, ANOS 40

Filed under: Correios de Moçambique - CTT, Mutarara - Correios — ABM @ 13:35

Fotografia publicada no Notícias de Lourenço Marques.

O edifício dos Correios de Dona Ana- Mutarara, década de 1940.

28/09/2019

A PERFUMARIA HOFALI NA PRAÇA 7 DE MARÇO EM LOURENÇO MARQUES, 1950

Muito grato ao Rogério Baldaia, cujo Pai foi um dos sócios da Perfumaria Hofali (um outro era o Sr. Lobo), que ficava situada no lado da Praça 7 de Março no Prédio Fonte Azul, com uma montra dando para a entrada do prédio e que, pelo menos em 1964, ainda existia. Nesta imagem, que retoquei, vê-se o então pequeno Rogério, na entrada da loja.

 

A Perfumaria Hofali na Baixa de Lourenço Marques, 1950. À entrada, o Rogério.

26/09/2019

A BAIXA DA BEIRA, INÍCIO DA DÉCADA DE 1960

Filed under: Beira - Baixa — ABM @ 23:57

Imagem retocada, com vénia a Amimartins.

 

A Baixa da Beira, década de 1960.

24/09/2019

TETE, POR WEXELSEN, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Tete, Tete início do Séc. XX — ABM @ 23:07

Postais de Wexelsen, retocados. Wexelsen era um fotógrafo baseado na Beira, àcerca do qual aguardo o livro do Paulo Azevedo, que as minhas fontes dizem que será publicado ainda em 2019.

 

Uma rua de Tete, início do Século XX. A imagem em baixo foi tirada do edifício que aparece aqui à esquerda.

 

Vista de Tete.

A PRAIA DA POLANA E O HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1920

Imagens retocadas, a partir de postais da Bayly Ltd.

 

O Hotel Polana e, em primeiro plano, a Estrada do Caracol, que ligava a parte Alta da Polana com a Praia da Polana.

 

A Praia da Polana, o Hotel Polana em cima à esquerda. Nesta altura a Estrada Marginal ainda não existia e este era o único passeio marítimo acessível aos residentes da Cidade.

19/09/2019

AS PRAIAS DO DRAGÃO E DO MIRAMAR EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

 

As praias do Dragão e, mais ao fundo, do Miramar, anos 60. O mesmo local hoje está irreconhecível, praticamente todos os espaços públicos foram privatizados e bloqueiam a vista da praia. O Dragão de Ouro foi demolido e no seu lugar foi construído um hotel.

A AVENIDA PINHEIRO CHAGAS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: LM Alto-Maé, LM Av. Pinheiro Chagas — ABM @ 23:03

Imagem retocada, postal da Livraria Progresso.

 

A ponta mais a poente da Avenida Pinheiro Chagas em Lourenço Marques (hoje a Avenida Dr. Eduardo Mondlane) no Alto-Maé. Para mim que vivia na Polana, isto era praticamente o fim do mundo. Daqui ia de bicicleta a seguir para a Rua dos Irmãos Roby e ao Bazar do Xipamanine, com um cesto de palha, comprar tsintsiva, que ali era a melhor da Cidade e a um bom preço.

17/09/2019

O BILENE E A ESTRADA DE ACESSO, DÉCADA DE 1960

Filed under: Bilene, Bilene e Estrada de acesso 1960s — ABM @ 23:36

Imagem retocada.

Pouca gente refere que a água doce da zona do Bilene é espectacular.

O Bilene e, à direita, a estrada de acesso à localidade, Década de 1960.

16/09/2019

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES EM 1933

Imagem retocada.

 

A Baixa de Lourenço Marques em 1933, vista de Poente para Nascente. Em frente, o Bazar, ainda com um belo jardim ao lado. À sua direita a Avenida da República (hoje 25 de Setembro). Ao fundo, a Ponta Vermelha.

LOURENÇO MARQUES EM 1960 E EM 1887: UMA COMPARAÇÃO

Comparação feita por mim, a “olhómetro”.

 

A Baixa de Lourenço Marques cerca de 1960.

 

A- Definida pela linha cor de rosa, a antiga Enseada da Maxaquene, aterrada a partir de 1919; B – Definida pela linha a vermelho, a “ilha” que constituía o núcleo original da Cidade; C- Definido pela linha a verde, o Pântano que separava a “ilha” de (digamos) terra firme; 1- o aterro esteve quase intocado durante 40 anos, coberto por arvoredo; 2 – a antiga Câmara Municipal de Lourenço Marques em frente ao Desportivo, que originalmente ficava mesmo em frente à Praia da Câmara; 3- O Jardim Vasco da Gama, agora Tunduru, que tocava o Pântano a Sul; 4- O terreno na esquina da Avenida da República com a D. Luiz (hoje 25 Setembro com Samora Machel) onde ficava a estrada de acesso pelo Pântano ao núcleo original da Cidade; 5- O Presídio de Nossa Senhora da Concieção, que ficava directamente em frente à Baía; 6- A Praça 7 de Março (hoje 25 de Junho) originalmente Praça da Picota, o primeiro espaço público da Cidade; 7- A Avenida da República (hoje 25 de Setembro) coincide mais ou menos com a margem Sul do Pântano.

 

A Cidade em 1887. A verde azeitona, o Pântano. 

15/09/2019

A RUA ARAÚJO E O TEATRO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, 1927

Imagem retocada, a partir de uma das imagens do Volume 1 dos álbuns de José dos Santos Rufino.

O Varietá foi uma das primeiras casas de òpera em África (depois de Cairo e de, penso….Port Elizabeth), existiu entre cerca de 1910 e 1968, quando foi demolido para dar lugar aos mais modernos, comerciais e pirosos Estúdio 222 e Cinema Dicca. Após a mudança de regime, os imóveis foram confiscados pela Frelimo e actualmente parece que são a propriedade apetitosa do carismático empresário-ex-político e artista Gilberto Mendes.

Coloquei esta imagem para memorializar o facto de que, cem anos depois, segundo as notícias, ontem, 14 de Setembro de 2019, estreou em Maputo a primeira….ópera moçambicana. Sobre a qual não sei nada.

 

O Teatro Varietá na entrada da Rua Araújo, 1927, logo a seguir à Praça 7 de Março (hoje 25 de Junho) que não se vê bem aqui. Mas vê-se, topo direita, o telhado do Capitania Building, que existiu no extremo da Praça, ao lado das ruínas do Presídio,. No topo do lado esquerdo, vê-se a Ponta Vermelha e, logo abaixo, o telhado do Bank of Africa, que ficava na rua imediatamente a Norte das ruínas do Presídio.

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