THE DELAGOA BAY WORLD

19/02/2012

O ENG. ANTÓNIO TRIGO DE MORAIS E MOÇAMBIQUE

Filed under: António Trigo de Morais, PESSOAS — ABM @ 07:45

Trigo de Morais. A sua obra mais querida e estranha foi realizada em Moçambique, em Gaza, com o chamado Colonato do Limpopo, onde brancos e negros eram chamados "colonos" e viviam lado a lado nas mesmas circunstâncias. O alcance do Plano era gigantesco e mexeu com a zona e as pessoas, incluindo a família Machel, que nele viu mais um sinal de opressão colonial. Trigo de Morais, que morreu em Lisboa, quis ser e foi sepultado na Aldeia da Barragem. Os seus restos ainda lá estão.

Diz (texto editado por mim) uma página dedicada à sua memória na Wikipédia:

Nasceu em Samões, Vila Flor, Portugal, em 1895.

Formou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1918.

Desempenhou o cargo de engenheiro nos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, e foi professor na cadeira de Topografia e Construções no Instituto Superior de Agronomia.

Em 1921, partiu para Moçambique, para analisar os Rios Búzi e Limpopo, cujo estudos apresentou em 1925; em 16 de Junho do ano seguinte, apresentou, na Sociedade de Geografia de Lisboa, uma conferência sobre a hidrografia de Moçambique, onde introduziu uma proposta para o aproveitamento agrícola do Rio Limpopo. Por ordem de Manuel Moreira da Fonseca, então Governador-Geral de Moçambique, elaborou um estudo sobre o Vale deste rio, que foi, em 1927, recomendado pelo Conselho Superior de Obras Públicas e Minas.Este plano previa a construção de uma barragem a 23 quilómetros a montante de Guijá, o que permitira a irrigação de 29 mil hectares na margem direita, entre este distrito e Mianga; pela barragem, iria passar a planeada linha do caminho de ferro entre Lourenço Marques e a Rodésia.Foi nomeado, em 1933, como presidente da Junta Autónoma de Hidráulica Agrícola, e, em 1936, como director-geral do Fomento para o Ultramar.

Regressou, posteriormente, a Portugal, onde permaneceu durante cerca de 14 anos, tendo executado várias obras, proeminentemente na Ilha da Madeira. Em 1942, tornou-se membro da Câmara Corporativa, tendo permanecido nesta função até à sua morte.

Em 1946, levou a cabo uma missão de estudo sobre o Vale do Rio Cunene em Angola, tendo também planeado a Barragem de Matala; três anos depois, tornou-se Director-Geral dos Serviços Hidráulicos, e, em 1951, assumiu a posição de Subsecretário de Estado do Ultramar, durante a qual planeou o Primeiro Plano de Fomento para o Ultramar.

Em Outubro do mesmo ano de 1951, representou o Governo Português na assinatura de um contrato para o fornecimento de vagões para os Caminhos de Ferro de Moçambique. Foi, igualmente, presidente do Conselho Superior de Fomento Ultramarino do Ministério do Ultramar.

Em 1953, deixou o governo, sendo nomeado inspector-geral do Fomento de Ultramar, com a função de supervisionar as obras de irrigação nos vales dos rios Limpopo e Cunene, a construção das barragens de Matala e Biópio, em Angola, e a organização da Brigada Técnica de Fomento e Povoamento do Vale do Limpopo, cujo propósito era instituir um colonato com o mesmo nome; apesar das várias dificuldades técnicas e financeiras, conseguiu levar a bom termo estes empreendimentos.

Foi acompanhado, após a sua morte, no dia 15 de Março de 1966, na cidade de Lisboa, pelo presidente Américo Tomás e por António de Oliveira Salazar; os seus restos mortais foram, no dia 20 de Março, transportados para Lourenço Marques, em Moçambique, tendo sido, segundo a sua vontade, enterrados no cemitério da Aldeia da Barragem, no Colonato de Limpopo.

A cidade de Chokwé, em Gaza, tinha anteriormente o seu nome: Vila Trigo de Morais.

(nota: ver a nota do Francisco Duque Martinho em baixo, sobre o trabalho do seu pai).

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