THE DELAGOA BAY WORLD

07/09/2017

O BUSTO DO ENG TRIGO DE MORAIS NO LIMPOPO, ANOS 60

Fotografia gentilmente cedida por Ribeiro da Silva.

O Eng. António Trigo de Morais foi a força e a inspiração por detrás do enorme projecto social e agrícola do Colonato do Limpopo, que pretendia assegurar não só a autonomia alimentar de Moçambique mas ainda a exportação de produtos agrícolas e que assentava na irrigação de terrenos férteis na região do Limpopo, perto do rio com o mesmo nome, a partir de uma barragem que ali foi construída. No entanto, o projecto pretendia ir mais longe que a componente agrícola.

Para obter mais informação, ler aqui.

Para ler uma dissertação de 2015 de Manuel Henriques Matine sobre o projecto do Limpopo, ler aqui.

Ribeiro da Silva, então quadro do Rádio Clube de Moçambique, ao centro, com uns amigos, em frente ao monumento em honra de Trigo de Morais, que foi e ainda está sepultado junto da Barragem do Limpopo em 1966. Foto anos 60.

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19/02/2012

O ENG. ANTÓNIO TRIGO DE MORAIS E MOÇAMBIQUE

Filed under: António Trigo de Morais, PESSOAS — ABM @ 07:45

Trigo de Morais. A sua obra mais querida e estranha foi realizada em Moçambique, em Gaza, com o chamado Colonato do Limpopo, onde brancos e negros eram chamados "colonos" e viviam lado a lado nas mesmas circunstâncias. O alcance do Plano era gigantesco e mexeu com a zona e as pessoas, incluindo a família Machel, que nele viu mais um sinal de opressão colonial. Trigo de Morais, que morreu em Lisboa, quis ser e foi sepultado na Aldeia da Barragem. Os seus restos ainda lá estão.

Diz (texto editado por mim) uma página dedicada à sua memória na Wikipédia:

Nasceu em Samões, Vila Flor, Portugal, em 1895.

Formou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico em 1918.

Desempenhou o cargo de engenheiro nos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, e foi professor na cadeira de Topografia e Construções no Instituto Superior de Agronomia.

Em 1921, partiu para Moçambique, para analisar os Rios Búzi e Limpopo, cujo estudos apresentou em 1925; em 16 de Junho do ano seguinte, apresentou, na Sociedade de Geografia de Lisboa, uma conferência sobre a hidrografia de Moçambique, onde introduziu uma proposta para o aproveitamento agrícola do Rio Limpopo. Por ordem de Manuel Moreira da Fonseca, então Governador-Geral de Moçambique, elaborou um estudo sobre o Vale deste rio, que foi, em 1927, recomendado pelo Conselho Superior de Obras Públicas e Minas.Este plano previa a construção de uma barragem a 23 quilómetros a montante de Guijá, o que permitira a irrigação de 29 mil hectares na margem direita, entre este distrito e Mianga; pela barragem, iria passar a planeada linha do caminho de ferro entre Lourenço Marques e a Rodésia.Foi nomeado, em 1933, como presidente da Junta Autónoma de Hidráulica Agrícola, e, em 1936, como director-geral do Fomento para o Ultramar.

Regressou, posteriormente, a Portugal, onde permaneceu durante cerca de 14 anos, tendo executado várias obras, proeminentemente na Ilha da Madeira. Em 1942, tornou-se membro da Câmara Corporativa, tendo permanecido nesta função até à sua morte.

Em 1946, levou a cabo uma missão de estudo sobre o Vale do Rio Cunene em Angola, tendo também planeado a Barragem de Matala; três anos depois, tornou-se Director-Geral dos Serviços Hidráulicos, e, em 1951, assumiu a posição de Subsecretário de Estado do Ultramar, durante a qual planeou o Primeiro Plano de Fomento para o Ultramar.

Em Outubro do mesmo ano de 1951, representou o Governo Português na assinatura de um contrato para o fornecimento de vagões para os Caminhos de Ferro de Moçambique. Foi, igualmente, presidente do Conselho Superior de Fomento Ultramarino do Ministério do Ultramar.

Em 1953, deixou o governo, sendo nomeado inspector-geral do Fomento de Ultramar, com a função de supervisionar as obras de irrigação nos vales dos rios Limpopo e Cunene, a construção das barragens de Matala e Biópio, em Angola, e a organização da Brigada Técnica de Fomento e Povoamento do Vale do Limpopo, cujo propósito era instituir um colonato com o mesmo nome; apesar das várias dificuldades técnicas e financeiras, conseguiu levar a bom termo estes empreendimentos.

Foi acompanhado, após a sua morte, no dia 15 de Março de 1966, na cidade de Lisboa, pelo presidente Américo Tomás e por António de Oliveira Salazar; os seus restos mortais foram, no dia 20 de Março, transportados para Lourenço Marques, em Moçambique, tendo sido, segundo a sua vontade, enterrados no cemitério da Aldeia da Barragem, no Colonato de Limpopo.

A cidade de Chokwé, em Gaza, tinha anteriormente o seu nome: Vila Trigo de Morais.

(nota: ver a nota do Francisco Duque Martinho em baixo, sobre o trabalho do seu pai).

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