THE DELAGOA BAY WORLD

01/02/2017

MARIA DAS NEVES REBELO DE SOUSA DANÇA COM O FILHO MARCELO EM LOURENÇO MARQUES, 1970

O jovem universitário Marcelo Rebelo de Sousa, dança com a Mãe, Maria das Neves, então mulher do Governador-Geral de Moçambique, em Lourenço Marques, 1970.

O jovem universitário Marcelo Rebelo de Sousa, dança com a Mãe, Maria das Neves, então mulher do Governador-Geral de Moçambique, Baltazar Rebelo de Sousa, em Lourenço Marques, 1970. Em 2016, Marcelo foi eleito Presidente da República portuguesa.

23/05/2016

OS REBELO DE SOUSA EM LOURENÇO MARQUES, 1969

Filed under: Baltazar Rebelo de Sousa, Marcelo Rebelo de Sousa — ABM @ 22:25

Baltazar Rebelo de Sousa, médico e político português, foi nomeado Governador-Geral de Moçambique em 1968, cargo que ocupou durante cerca de dois anos. Um seu filho, Marcelo, foi eleito Presidente da República de Portugal em Fevereiro de 2016.

 

Da esquerda: António, Maria das Neves, Pedro, Baltazar e Marcelo

Da esquerda: António, Maria das Neves, Pedro, Baltazar e Marcelo. Foto tirada na Residência do Governador-Geral na Ponta Vermelha em Lourenço Marques, 1969.

28/06/2012

BALTAZAR REBELO DE SOUSA VISITA MATALANA, 1969

Filed under: Baltazar Rebelo de Sousa — ABM @ 15:02

Fotos copiadas do sítio da Fundação de Matalana.

 

Parte do charme do breve mandato de Baltasar Sousa como Governador-Geral foi o (largamente inconsequente) piscar de olho aos moçambicanos negros. Aqui, visita creio que o berço do artista Malangatana. Cerca de 1969.

 

Outro aspecto da visita.

22/06/2012

ARANTES E OLIVEIRA, NOVO GOVERNADOR GERAL DE MOÇAMBIQUE, CHEGA A LOURENÇO MARQUES, 9 DE MARÇO DE 1970

Fotografias gentilmente cedidas pelo Paulo Pires Teixeira e restauradas.

Eduardo de Arantes e Oliveira sucedeu Baltazar Rebelo de Sousa e foi sucedido por Manuel Pimentel Pereira dos Santos . Engenheiro com um currículo brilhante, a sua missão primária foi tecnocrática – assegurar que a barragem nos Rápidos de Cabora-Bassa (agora com “h”) no Rio Zambeze fosse construída. Na altura o chefe das forças armadas em Moçambique era o General Kaúlza de Arriaga, que centrou em si a condução da guerra e que dentro de pouco tempo mandava executar uma operação militar cara e de alguma envergadura em Cabo Delgado, chamada Nó Górdio. Iniciativa perante a qual a Frelimo, completamente dentro dos detalhes, pois até tinha informadores no círculo restrito do General, calmamente recuou e mudou-se para outras bandas mais para o Sul, tendo servido o episódio essencialmente como trampolim para a consolidação no poder do senhor que sucedeu o Dr. Eduardo Mondlane, o outrora comandante militar Samora Moisés Machel. Na ditadura portuguesa, a breve abertura ocorrida com a morte de Salazar e a sucessão por Marcelo Caetano começava a chegar ao fim. Mesmo assim, em Moçambique notou-se, por exemplo, com a autorização da publicação de uma revista em Lourenço Marques chamada “Tempo”.  Mas em breve o regime voltava às suas. Em Tete, a edificação da barragem, vendida pelo governo de José Sócrates por tuta e meia ao governo de Moçambique quatro décadas depois de concluída, prosseguiu sem qualquer perturbação.

Aeroporto de Lourenço Marques (então com o nome de Gago Coutinho), segunda-feira, 9 de Março de 1970. De chapéu na mão, o então novo Governador-Geral de Moçambique, ao centro, era recebido protocolarmente. À direita, de branco parece ser o General Kaúlza de Arriaga, Se alguém souber quem são as restantes personalidades, agradeço envie uma nota para aqui. A grelha: P1, P2, General Santos, Arantes e Oliveira, P4, P5 e P6 (talvez Kaúlza de Arriaga).

Uma jovem beldade dá o ramo de flores da praxe ao Governador-Geral. Arantes e Oliveira não parece estar lá muito impressionado, o que aliás marca desde logo a diferença com o seu antecessor Rebelo de Sousa, que aposto que aproveitaria logo para fazer ali um comício. Segundo o meu caro Francisco Duque Martinho, o 1º à direita do GG Engº Arantes é o Engº Brasão de Freitas (na altura Secretário Provincial de Obras Públicas e Transportes) e logo em seguida o Engº Martins Santareno (Secretário Provincial de Agricultura). O primeiro da esquerda é o Dr Francisco Maria Martins, na altura Secretário Provincial de Educação.

23/02/2012

ENTREGA DE MEDALHA DE DISTINÇÃO AO PROF. DR. VEIGA SIMÃO, PRIMEIRO REITOR DA UNIVERSIDADE DE LOURENÇO MARQUES, 1970

Foto gentilmente cedida por Paulo Pires Teixeira.

Durante a cerimónia de entrega da Medalha de Serviços Distintos ao primeiro Reitor da Universidade de Lourenço Marques,. Prof. Dr. Veiga Simão - dia 3 de Fevereiro de 1970. Creio que quem lhe está a entregar a honraria é o então já demissionário Governador-Geral, Dr. Baltazar Rebelo de Sousa.

Diz a Wikipédia sobre o Prof Veiga Simão, fundador do que é hoje a Universidade Eduardo Mondlane:

“José Veiga Simão (Guarda, 13 de Fevereiro de 1929) é um professor de Física e político português.

Licenciou-se em Ciências Físico-Químicas na Universidade de Coimbra, em 1951, e doutorou-se em Física Nuclear na Universidade de Cambridge, em 1957.

Professor catedrático da Universidade de Coimbra a partir de 1961, foi nomeado reitor da Universidade de Lourenço Marques (que foi, praticamente, uma criação sua), em 1963. Regressou a Portugal em 1970, para assumir o cargo de ministro da Educação Nacional, que abandonaria com a Revolução dos Cravos.

Durante aquele período, afirmou-se como defensor da democratização do ensino e foi também responsável pela criação da Universidade de Aveiro, em 1973.

Foi embaixador de Portugal nas Nações Unidas, entre 1974 e 1975, ano em que se estabeleceu nos Estados Unidos. Durante a sua estada foi visiting fellow da Universidade de Yale, consultor do National Assessment and Dissemination Center e dirigiu a Portuguese Heritage Foundation.

Quando regressou a Portugal, foi presidente do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, de 1978 a 1983, e contratado como professor catedrático da Universidade da Beira Interior, entre 1985 e 1992.

Voltou ao exercício de funções políticas na III República Portuguesa — eleito deputado à Assembleia da República, pelo Partido Socialista, em 1983, assumiu o cargo de ministro da Indústria e Energia no Bloco Central, até 1985; em Novembro de 1997, António Guterres nomeou-o ministro da Defesa do XIII Governo Constitucional.

Veiga Simão é Doutor Honoris Causa pelas seguintes universidades: Universidade de Witwatersrand (Joanesburgo), Universidade Eduardo Mondlane (Maputo), Lesley College (Cambridge/Massachusetts), Universidade de Aveiro, Universidade do Minho, Universidade da Beira Interior e ISCTE-IUL. ” (fim)

13/02/2012

JOSÉ MARIA MESQUITELA CUMPRIMENTA MARCELO CAETANO EM LOURENÇO MARQUES, 1969

Fotografia gentilmente cedida por José Maria Mesquitela.

Durante a única visita que fez a Moçambique, em meados de 1969, o então jovem José Maria Mesquitela cumprimenta Marcelo Caetano, recentemente empossado como Presidente do Conselho de Ministros português, na sequência dos problemas médicos que invalidaram Salazar. À esquerda de Marcelo Caetano está o ministro do Utramar de então, Prof. Joaquim Moreira da Silva Cunha. Do lado direito estão o Governador-Geral, Baltazar Rebelo de Sousa e a sua mulher. O senhor à direita não sei quem é. Um dos presentes é o seu padrinho (tenho que perguntar quem). O Pai Mesquitela foi um dos expoentes da política ultramarina e um firme defensor da permanência portuguesa em Moçambique, com um impressionante currículo a condizer. Gonçalo Mesquitela, um dos seus irmãos, foi um lendário (e temido) combatente por Portugal. Um Portugal que se extinguiu em 1974.

11/02/2012

A CHEGADA A LOURENÇO MARQUES DE BALTAZAR REBELO DE SOUSA, GOVERNADOR-GERAL, 1968

Filed under: Baltazar Rebelo de Sousa, Marcelo Caetano, PESSOAS, Salazar — ABM @ 17:07

Fotografia do IICT, restaurada.

Para ver a fotografia em tamanho maior, prima duas vezes na imagem com o rato do seu computador.

Baltazar Rebelo de Sousa (1921-2002) foi nomeado ainda por António de Oliveira Salazar como Governador-Geral de Moçambique, à chegada a Lourenço Marques, 1968.

Reproduzo uma nota publicada no Correio da Manhã aquando da sua morte em 2002, editada por mim:

Baltazar Rebelo de Sousa foi governador de Moçambique entre 1968 e 1970, tendo desenvolvido um percurso político próximo de Marcelo Caetano. Desempenhou funções de comissário nacional da Mocidade Portuguesa e de subsecretário de Estado da Educação de Marcelo Caetano. Foi ainda ministro dos Assuntos Sociais e das Corporações e Previdência Social. Uma das figuras mais destacadas do Estado Novo, Baltazar Rebelo de Sousa assumiu-se desde cedo como um reformista do regime fundado por Oliveira Salazar, deixando marcas nas políticas nacionais de saúde e, sobretudo, na africana. Desempenhou o cargo de governador-geral de Moçambique entre 1968 e 1970, tendo impulsionado a “africanização” do regime na ex-colónia portuguesa. A visão estratégica que evidenciou então viria mais tarde a ser elogiada pela própria Frelimo.

Durante o ano e meio que passou em Lourenço Marques, hoje Maputo, era regular o convívio que mantinha com escritores, artistas plásticos e musicólogos moçambicanos, como Malangatana, José Craveirinha e Garizo do Carmo, procurando igualmente um contacto próximo com os cidadãos mais desfavorecidos.

Regressado a Portugal, acumula os ministérios das Corporações e Assistência Social e da Saúde e Assistência, seguindo uma política de alargamento da rede de cuidados médicos e melhoria das estruturas hospitalares. Um conjunto de medidas que o situaram na “esquerda” do regime.

Em 1973, Marcelo Caetano, incontornável referência no percurso político de Baltazar Rebelo de Sousa, nomeia-o ministro do Ultramar, cargo que desempenhava aquando do 25 de Abril de 1974.

Após a “Revolução dos Cravos” exilou-se no Brasil em Junho de 1974, onde permaneceu durante 17 anos.

A ligação de Baltazar Rebelo de Sousa a Marcelo Caetano começou muito antes de este último assumir a chefia do Governo. Em Setembro de 1968, ambos integraram o influente “grupo da Choupana”, uma tertúlia de elementos ligados ao regime mas com perspectivas críticas em relação à política de Salazar.

E quando Marcelo Caetano é nomeado ministro das Colónias, Baltazar Rebelo de Sousa, ainda universitário, assume funções de seu secretário. A sua participação no Governo inicia-se em 1955, aos 34 anos, quando é nomeado subsecretário de Estado da Educação Nacional, cargo que desempenha até 1961. (fim)

24/10/2011

BALTAZAR REBELO DE SOUSA ENTREVISTADO, 1969

Filed under: Baltazar Rebelo de Sousa, PESSOAS — ABM @ 10:36

Foto de Maria Helena Lamela.

Baltazar Rebelo de Sousa, brevemente Governador-Geral de Moçambique durante a curta "primavera marcelista", entrevistado num aeroporto em Moçambique, com Marçal Pires Teixeira, José Cabrita e Rui Manuel.

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