THE DELAGOA BAY WORLD

07/10/2012

A VISITA DO PRESIDENTE HIGINO CRAVEIRO LOPES A MOÇAMBIQUE, 1956

Fotografias muito gentilmente enviadas por Paulo Azevedo e restauradas.

O Presidente português na altura era Francisco Higino Craveiro Lopes, casado com uma senhora de Lourenço Marques (D. Berta) e que participou na defesa de Moçambique contra os alemães da então África Oriental Alemã (a actual Tanzânia), com destaque para a zona junto da qual recentemente foram descobertos enormes jazigos de gás natural.

Na terminal do Aeroporto de Mavalane, aguarda-se a chegada da comitiva presidencial. Repare-se nos símbolos dos CFM no edifício.

O Presidente Craveiro Lopes à sua chegada a Moçambique, à esquerda na fotografia.

O Presidente e comitiva no outro lado da terminal do Aeroporto de Mavalane.

Locomotiva classe 300 dos Caminhos de Ferro de Moçambique que rebocou, na linha do Limpopo, a carruagem presidencial.

Francisco Duque Martinho, que viu estas fotografias, escreveu esta nota: “A título de curiosidade, identifico algumas pessoas nas fotos: na 5ª fotografia do lado direito (de quem olha para a foto) do Presidente está o Engº Trigo de Morais; na 9ª fotografia à esquerda do PCV está o Engº Pereira Leite, então Director dos CFM; na 10ª e última foto está do lado esquerdo o Engº Pereira Leite e do lado direito parece-me o Engº Stofell, na altura Director de Exploração dos Caminhos de Ferro da Beira. Já agora, a Brigada de Estudos, Reconhecimento e Contrução da Linha do Limpopo foi chefiada pelo meu Pai [Engº Duque Martinho]. Só a construção durou quase três anos. De acordo com documentos que tenho, a linha tinha 534 Kms até à fronteira em Pafuri e 565 na ex-Rodésia do Sul até Bulawayo. A Brigada de construção era constituída por 500 “europeus” e 5000 “indígenas”, tendo custado 860 mil contos.”

Presidente Craveiro Lopes e comitiva na ponte sobre a barragem do Limpopo. Segundo as minhas contas, nesta altura Samora Machel e a sua família residiam perto daqui.

Craveiro Lopes, momentos antes de entrar para o comboio com que foi inaugurada oficialmente a linha do Limpopo. Na imagem, Lord Malvern e o então Ministro do Ultramar.

Multidão que assistiu à chegada do comboio presidencial à Aldeia da Barragem, o ciclópico projecto social e agrícola do Eng. Trigo de Morais.

O comboio presidencial estacionado na Aldeia do Guijá.

Já na divisão da Beira, o Presidente recebe da parte do diretor dos C. F. M. explicações sobre os gráficos que lhe foram presentes.

O Presidente Craveiro Lopes verificando e solicitando esclarecimentos sobre os planos do Porto e Caminhos de Ferro da Beira.

20/04/2012

O JARDIM DONA BERTA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: Berta Craveiro Lopes, LM Jardim Dona Berta — ABM @ 01:35

Foto de Maria de Abreu.

O Jardim Dona Berta em Lourenço Marques. Na altura designado em honra de Berta Craveiro Lopes, mulher presidente português, Craveiro Lopes, que creio que faleceu pouco depois de terminado o seu mandato. Creio que a pequena estátua foi mas o nome ficou. A família Craveiro Lopes tinha uma relação muito especial com Moçambique, desde que Craveiro Lopes lutou no Norte contra os alemães durante a Primeira Guerra Mundial e conheceu e casou com Berta em Lourenço Marques (creio que ela cresceu na cidade mas não tenho a certeza). Um dos seus filhos, entre outras obras, concebeu a Igreja de Santo António da Polana, ainda hoje um monumento artística de visita obrigatória em Maputo (e onde fiz a primeira comunhão).

16/12/2011

O PRESIDENTE FRANCISCO CRAVEIRO LOPES VISITA MOÇAMBIQUE, 1956

Fotos muito gentilmente cedidas por Constança e Fernando Vidigal.

Francisco Higino Craveiro Lopes foi presidente da República Portuguesa entre 1951 e 1958. O Presidente conhecia Moçambique, onde esteve durante a primeira Guerra Mundial no Norte a combater os alemães (Nevala e Kiwambo) e onde se casou com Berta. O pai da sua mulher faleceu em Moçambique. Um dos seus filhos, Nuno, trabalhou e viveu em Moçambique, onde desenhou a Igreja de Santo António da Polana em Lourenço Marques, ainda hoje uma visita obrigatória para quem visita a capital moçambicana.

Cito da sua biografia na Wikipédia: “O bastão e estrelas de Marechal da Força Aérea, para vergonha do governo de Salazar, foi-lhe oferecido em 1958, por subscrição pública da população de Moçambique que nutria por si um carinho e admiração especial, principalmente pelas posições que defendia, contrárias às políticas coloniais de Salazar. A iniciativa foi do Diário de Notícias de Lourenço Marques e foi um êxito, tendo-se recolhido uma pequena fortuna. Por seu desejo expresso, após a sua morte, foram oferecidos à população de Moçambique, ficando depositado no Museu Militar da Fortaleza de Lourenço Marques”.

Efígie do Presidente Craveiro Lopes, em luz néon.

O Presidente Craveiro Lopes durante a visita a Moçambique.

A limousine presidencial.

Aspecto de uma das recepções ao casal presidencial.

O Presidente, a caminho de mais uma recepção.

Craveiro Lopes inaugurando um monumento.

A primeira dama portuguesa, Berta Craveiro Lopes.

A primeira dama portuguesa, Sra. Berta Craveiro Lopes, numa cerimónia.

 

A Igreja de Santo António da Polana, desenho de Nuno Craveiro Lopes, filho de Berta e Francisco Craveiro Lopes, foto tirada pela Mirene em Maputo, 2011.

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