THE DELAGOA BAY WORLD

28/10/2013

DANIEL ROXO, ANOS 1970

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Daniel Roxo.

Daniel Roxo. Um dos mais lendários oponentes da Frelimo antes da Independência.

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29/02/2012

DANIEL ROXO, COMBATENTE EM MOÇAMBIQUE

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Daniel Roxo foi uma lenda do exército português no combate à Frelimo. Aqui, num artigo da revista Soldier of Fortune em 1979, já ele tinha falecido (Agosto de 1976) em combate do lado sul-africano contra o MPLA no Sul de Angola.

Breve resumo da sua vida:

1, Francisco Daniel Roxo nasceu em Mogadouro, Trás-os-Montes, Portugal, a 1 de Fevereiro de 1933.

2. Foi viver para Moçambique em 1951. Nos anos seguintes tornou-se caçador profissional, especializando na região do Niassa.

3. Daniel Roxo morreu em 23 de Agosto de 1976 perto do Rio Okavango, junto da fronteira entre Angola e a actual Namíbia, vítima da explosão de uma mina debaixo do veículo em que seguia (um Wolf). Servia o exército sul-africano. Deixou mulher e seis filhos. No mesmo incidente, foi mortalmente ferido o seu colega Ponciano Gomes Soeiro, que é referido aqui.

4. Segundo referiu o Eliseu Mártires, Daniel Roxo “começou uma guerra “particular” depois de guerrilheiros da Frelimo lhe terem assassinado a [primeira] mulher, que era preta, os seus filhos e [destruído] a serração que ele explorava. Muito mais tarde é que começou a receber ajuda do exército português. Começou a “sua” guerra com uma caçadeira calibre 12 e ia-se armando e aos seus companheiros, conforme iam abatendo os “turras”.

5. Diz o sítio Ultramar/Terraweb.biz que “Com [o eclodir da] guerra, irá tornar-se, a partir de 1964, um lendário e temível comandante de um grupo de forças especiais de contra-guerrilha (30 homens da sua confiança), lutando contra a Frelimo, à margem das regras da guerra convencional. É conhecido como o Diabo Branco. Pelos seus feitos na contra-guerrilha, e embora não sendo militar, recebe das autoridades portuguesas duas cruzes de guerra e uma medalha de serviços distintos”.

6. O mesmo sítio refere ainda que “depois da independência de Moçambique, e já com 41 anos, Roxo alista-se no exército da África do Sul. Faz parte de um grupo de operações especiais. Notabiliza-se na Operação Savana, no sul de Angola, na luta contra o exército angolano e os seus aliados cubanos, em Dezembro de 1975. É o primeiro estrangeiro a receber a Cruz de Honra da África do Sul (a mais alta das condecorações militares daquele país).” Acrescenta o sítio Metapedia: “Trata-se de uma batalha que nas nossas [presumo portuguesas] academias militares não é estudada (nem sequer conhecida), mas que pelas inovações tácticas e emprego de pequeníssimos grupos de comandos deu resultados bem inesperados (para os cubanos, é claro). No entanto esta batalha é estudada (e bem) nas academias russas, britânicas e americanas (algumas).”

7. Sobre a Operação Savana, o sítio Metapedia refere os detalhes desta que o autor das linhas considera ser uma referência: “A sua acção em combate foi épica. A ele e a outros poucos portugueses se deve a grande vitória da ponte 14 (Dezembro de 1975 – no rio Nhia) em que milhares de cubanos e MPLA foram clamorosamente derrotados pelo Batalhão 32. Durante a batalha os portugueses do Batalhão 32 sofreram quatro mortos. Os Cubanos e MPLA perderam mais de 400 homens, embora o número exacto seja difícil de determinar pois, como a BBC mais tarde informou, camiões carregados de cadáveres estavam constantemente a sair da área em direcção ao norte. Entre os Cubanos mortos estava o comandante da força expedicionária daquele país, o Comandante Raul Diaz Arguelles, grande herói da Cuba de Fidel. E note-se sem a intervenção de meios aéreos! Só com apoio da artilharia.”

Daniel Roxo em sua casa com dois dos seus seis filhos. Foto retirada de uma peça publicada numa revista na época.

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