THE DELAGOA BAY WORLD

05/03/2013

SARA CABRAL COM OS AMIGOS NO COURT DE TÉNIS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1930

Imensamente grato a José Luis Salema, neto materno de José Cabral (filho da sua filha Sara, retratada em baixo), que facultou a imagem em baixo, que cuidadosamente restaurei esta noite.

 

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Sara Cabral, terceira de pé a contar da direita, filha do então Governador-Geral de Moçambique, José Cabral, convivendo com amigos portugueses e sul-africanos num dos courts de ténis do (presumo) Jardim Vasco da Gama em Lourenço Marques, anos 1930.

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O GOVERNADOR JOSÉ CABRAL NO PALÁCIO DA PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1930

Filed under: Gov. Geral, Governador-Geral, José Cabral — ABM @ 23:01

Imensamente grato a José Luis Salema, neto materno de José Cabral (filho da sua filha Sara), que facultou a imagem em baixo, que cuidadosamente restaurei esta noite.

José Ricardo Pereira Cabral foi um dos principais Governadores-Gerais de Moçambique no Século XX, tendo liderado os destinos da então colónia durante mais que dez anos consecutivos, coincidindo com a Grande Depressão e a subida e consolidação de Salazar no poder. Para conhecer mais alguns detalhes sobre a vida e obra de José Cabral, procure-se neste blogue e veja-se em baixo.

Com as insígnias de General, o Governador-Geral posa numa das varandas do Palácio da Ponta Vermelha em Lourenço Marques, durante o seu mandato (1926-1938).

Com as insígnias de General, o Governador-Geral posa numa das varandas do Palácio da Ponta Vermelha em Lourenço Marques, durante o seu mandato (1926-1938).

Da Wikipédia copiei o seguinte texto, que resume o percurso de José Cabral:

José Ricardo Pereira Cabral OTE • GCC • ComA • GCIC • MOCE (Lamego, 10 de julho de 1879 — 1 de julho de 1956) foi um político e militar português. Foi o 100º Governador de Moçambique (1926 – 1938) e o 124.º Governador da Índia (1938 – 1945). Durante seu governo na Índia, transcorreu a Segunda Guerra Mundial, no contexto da qual, apesar da neutralidade portuguesa no conflito, os portos do território foram utilizados pelas forças dos Aliados. Durante esse período, a região viveu relativa paz, uma vez que as forças britânicas tinham ordens expressas para não ofender abertamente a soberania portuguesa sobre o Estado da Índia.

Biografia

José Cabral nasceu em Lamego a 10 de Julho de 1879. Entre 1889 e 1895 frequentou o Real Colégio Militar, sendo graduado naquele último ano no posto de primeiro-sargento cadete. Ingressou seguidamente na Escola do Exército, onde concluiu o curso de oficial da arma de Cavalaria. [Com 27 anos de idade], em 1906 foi enviado para Moçambique, iniciando nos anos imediatos uma ligação à administração colonial que se manteria durante toda a sua carreira. Foi governador do Distrito de Inhambane (1910-1913), e ainda governador do Distrito de Moçambique (1916-1918 e 1919-1920), tendo nessas funções participado nas operações militares contra as forças alemãs da África Oriental Alemã no contexto da Primeira Guerra Mundial. Em 1926 foi nomeado Governador-Geral de Moçambique, cargo que exerceu até 1938. Neste último ano foi nomeado Governador-Geral do Estado da Índia, cargo que exerceu até 1945.

Recebeu as seguintes condecorações: Comendador da Ordem Militar de Avis (24 de Novembro de 1920); Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (6 de Fevereiro de 1922), com Palma; Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (21 de Maio de 1929); Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar; Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a Legenda 1914-1918; e Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial (7 de Setembro de 1935). Foi ainda distinguido com as seguintes condecorações estrangeiras: Comendador da Ordem de São Miguel e São Jorge, concedida pelo rei Jorge V do Reino Unido (1919); Grande-Oficial da Ordem da Estrela de Anjouan de França, concedida pelo presidente da República Francesa (5 de Setembro de 1930; e Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, concedida pelo rei Jorge VI do Reino Unido (1940), com direito ao uso do título de Sir.

22/06/2012

ARANTES E OLIVEIRA, NOVO GOVERNADOR GERAL DE MOÇAMBIQUE, CHEGA A LOURENÇO MARQUES, 9 DE MARÇO DE 1970

Fotografias gentilmente cedidas pelo Paulo Pires Teixeira e restauradas.

Eduardo de Arantes e Oliveira sucedeu Baltazar Rebelo de Sousa e foi sucedido por Manuel Pimentel Pereira dos Santos . Engenheiro com um currículo brilhante, a sua missão primária foi tecnocrática – assegurar que a barragem nos Rápidos de Cabora-Bassa (agora com “h”) no Rio Zambeze fosse construída. Na altura o chefe das forças armadas em Moçambique era o General Kaúlza de Arriaga, que centrou em si a condução da guerra e que dentro de pouco tempo mandava executar uma operação militar cara e de alguma envergadura em Cabo Delgado, chamada Nó Górdio. Iniciativa perante a qual a Frelimo, completamente dentro dos detalhes, pois até tinha informadores no círculo restrito do General, calmamente recuou e mudou-se para outras bandas mais para o Sul, tendo servido o episódio essencialmente como trampolim para a consolidação no poder do senhor que sucedeu o Dr. Eduardo Mondlane, o outrora comandante militar Samora Moisés Machel. Na ditadura portuguesa, a breve abertura ocorrida com a morte de Salazar e a sucessão por Marcelo Caetano começava a chegar ao fim. Mesmo assim, em Moçambique notou-se, por exemplo, com a autorização da publicação de uma revista em Lourenço Marques chamada “Tempo”.  Mas em breve o regime voltava às suas. Em Tete, a edificação da barragem, vendida pelo governo de José Sócrates por tuta e meia ao governo de Moçambique quatro décadas depois de concluída, prosseguiu sem qualquer perturbação.

Aeroporto de Lourenço Marques (então com o nome de Gago Coutinho), segunda-feira, 9 de Março de 1970. De chapéu na mão, o então novo Governador-Geral de Moçambique, ao centro, era recebido protocolarmente. À direita, de branco parece ser o General Kaúlza de Arriaga, Se alguém souber quem são as restantes personalidades, agradeço envie uma nota para aqui. A grelha: P1, P2, General Santos, Arantes e Oliveira, P4, P5 e P6 (talvez Kaúlza de Arriaga).

Uma jovem beldade dá o ramo de flores da praxe ao Governador-Geral. Arantes e Oliveira não parece estar lá muito impressionado, o que aliás marca desde logo a diferença com o seu antecessor Rebelo de Sousa, que aposto que aproveitaria logo para fazer ali um comício. Segundo o meu caro Francisco Duque Martinho, o 1º à direita do GG Engº Arantes é o Engº Brasão de Freitas (na altura Secretário Provincial de Obras Públicas e Transportes) e logo em seguida o Engº Martins Santareno (Secretário Provincial de Agricultura). O primeiro da esquerda é o Dr Francisco Maria Martins, na altura Secretário Provincial de Educação.

22/03/2012

O PRÉDIO CARDIGA E A CARDIGA & FILHOS, LDª

Eternamente grato à Sónia Martins, do Clã Cardiga, que teve a gentileza de disponibilizar os documentos em baixo.

O Cartão das empresas tuteladas por Manuel Alves Cardiga, o patriarca da Família Cardiga.

Fotografia da construção do Prédio Cardiga na baixa de Lourenço Marques, aqui na Rua Consiglieri Pedroso, na esquina mesmo em frente à sede do jornal Notícias. Quem tirou a fotografia estava em frente à Casa Pfaff.

Os Cardigas mais algumas pessoas investigam o Prédio Cardiga na sua fase de acabamentos. Aqui preciso de ajuda dos membros do Clá para explicar bem quem é quem…mas Manuel Alves Cardiga é o terceiro a contar da esquerda, a falar com Gabriel Maurício  Teixeira, Governador-Geral de Moçambique 1948-1958.

O Prédio Cardiga quando concluído, creio que nos anos 1950. Fotografia muito generosamente cedida pela Sónia Martins, à qual dei uns retoques.

Papel de carta da Casa Cardiga.

Papel de carta da Cardiga & Filhos, Limitada.

10/03/2012

ALFREDO AUGUSTO FREIRE DE ANDRADE

Filed under: Augusto, Freire de Andrade, Governador-Geral, PESSOAS — ABM @ 13:24

Alfredo Augusto Freire de Andrade

Nome: Alfredo Augusto Freire de Andrade (General)

Nasceu na Figueira da Foz em 19 de Dezembro de1859.

Morreu em Lisboa em 30 de Julho de 1929, com 68 anos de idade.

Em 1874 (14 anos) matriculou-se na Escola Politécnica.

Assentou praça em 1877 (17 anos) , frequentando de seguida a Escola do Exército, chegando a alferes da arma de Engenharia de 1883.

Em 1888 (28 anos) conseguiu uma bolsa do Estado para tirar o curso da Escola de Minas de Paris, tendo sido classificado como o melhor aluno estrangeiro .

No fim do curso, em 1889 (29 anos) , foi nomeado comissário geral de minas de pedras preciosas e de metais preciosos em Moçambique, aproveitando a oportunidade para recolher elementos para a sua carta geológica não só das minas de Moçambique, como também de Rande e de Joanesburgo.

Em 1890 (30 anos) integrou a comissão de delimitação de fronteiras entre o distrito de Lourenço Marques e o Transvaal e foi nomeado, em 1892, governador interino de Lourenço Marques, ocupando-se, em conjunto com o major Leverson (comissário britânico), de elaborar a delimitação de fronteiras entre Manica e a Rodésia.

As actividades de delimitação produziram outros frutos: em 1894 elaborou uma obra sobre Geologia de Moçambique, que foi inicialmente publicada na Revista da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses e que veio a servir de tese para o concurso a lente substituto da sétima cadeira da Escola Politécnica de Lisboa, com o título Reconhecimento geológico dos territórios compreendidos entre Lourenço Marques e o rio Zambeze.

Regressou a Portugal, incumbindo-lhe, juntamente com António Enes, viajar até Itália, para ultimarem o acordo sobre as fronteiras, em colaboração com o árbitro internacional.

Em 1894 (34 anos) foi nomeado lente provisório da segunda cadeira da Escola do Exército. No entanto, pouco tempo depois, voltou a partir para África, desta feita como chefe de gabinete do Comissário Régio António Enes. Nesta qualidade, tomou parte em várias campanhas de ocupação de Moçambique, sendo nomeado em 1895 chefe de estado-maior da coluna que devia operar no distrito de Lourenço Marques. Teve uma importantíssima prestação em Magul, onde lançou mão das suas apetências de engenheiro, construindo, nomeadamente, pontes improvisadas sobre o rio Incomáti.

De volta a Portugal, foi encarregue de várias comissões de serviço, nomeadamente na de modificar o armamento das tropas expedicionárias.

Em 1898 (38 anos), regressou de novo a Moçambique para terminar os trabalhos de delimitação de fronteira.

Entre 1899 e 1903 desempenhou as funções de director de minas nos territórios administrados pela Companhia de Moçambique.

Entre 1903 e 1906 voltou a integrar comissões de serviço em Portugal, sendo-lhe atribuído o lugar de lente da segunda cadeira da Escola Superior do Exército em 1905.

Em 26 de Outubro de 1906 (46 anos) foi nomeado Governador Geral de Moçambique, tendo investido durante este período na construção de edifícios públicos, hospitais, faróis e escolas. Dentro destas últimas destaca-se a criação da Repartição de Agricultura e Veterinária, a primeira Estação de Investigação Agronómica da província, oficinas mecânicas, entre muitas outras coisas. Realizou pois um conjunto de melhoramentos da província ultramarina mas sem auxílio da metrópole, apoiando-se apenas nos recursos obtidos por uma rigorosa economia na administração da então colónia.

Em 1908 tornou-se professor da cadeira de Mineralogia da Escola Politécnica de Lisboa.

Manteve-se no governo de Moçambique até à implantação da República, data em que se demitiu, passando a dedicar-se ao ensino na Escola Politécnica, até perto da data de sua morte.

Foi nomeado director geral das colónias em 1911 e até 1914, ocupou simultaneamente os cargos de Secretário geral do Ministério da Instrução Pública e Presidente do Conselho Superior da Instrução Pública.

Nos anos de 1914 e 1915 foi ministro dos negócios estrangeiros no governo de Bernardino Machado.

Participou na Conferência da paz em Versalhes em 1919 (59 anos) , tornando-se, em 1920, o delegado de Portugal na primeira assembleia da então criada Sociedade das Nações.

Em 1921 foi presidente da delegação que, na África do Sul, negociou um convénio entre Moçambique e a União Sul Africana quanto ao fornecimento de mão-de-obra indígena de Moçambique.

Fez ainda parte da Comissão dos Mandatos criada pela Sociedade de Geografia e do Bureau International du Travail junto da Sociedade das Nações.

Recebeu diversas condecorações, nomeadamente a comenda e o colar da Torre-e-Espada, a grã Cruz da Ordem do Império Britânico e a grã Cruz da Ordem da Coroa Bélgica.

Não confundir Alfredo A. Freire de Andrade com Gomes Freire de Andrade, primeiro Conde de Bobadela, ou Gomes Freire de Andrade (1757-1817), cujo percurso não tem explicação. O seu filho, Carlos Bento Freire de Andrade, teve um percurso administrativo e académico de destaque.

Principal Bibliografia:

• Reconhecimento geológico dos territórios compreendidos entre Lourenço Marques e o rio Zambeze, 1894
• Carta da região mineira de Manica, 1900
• Relatórios sobre Moçambique, 1910
• A questão dos serviçais de S. Thomé, 1913

(fonte: Casa do Adro)

23/02/2012

ENTREGA DE MEDALHA DE DISTINÇÃO AO PROF. DR. VEIGA SIMÃO, PRIMEIRO REITOR DA UNIVERSIDADE DE LOURENÇO MARQUES, 1970

Foto gentilmente cedida por Paulo Pires Teixeira.

Durante a cerimónia de entrega da Medalha de Serviços Distintos ao primeiro Reitor da Universidade de Lourenço Marques,. Prof. Dr. Veiga Simão - dia 3 de Fevereiro de 1970. Creio que quem lhe está a entregar a honraria é o então já demissionário Governador-Geral, Dr. Baltazar Rebelo de Sousa.

Diz a Wikipédia sobre o Prof Veiga Simão, fundador do que é hoje a Universidade Eduardo Mondlane:

“José Veiga Simão (Guarda, 13 de Fevereiro de 1929) é um professor de Física e político português.

Licenciou-se em Ciências Físico-Químicas na Universidade de Coimbra, em 1951, e doutorou-se em Física Nuclear na Universidade de Cambridge, em 1957.

Professor catedrático da Universidade de Coimbra a partir de 1961, foi nomeado reitor da Universidade de Lourenço Marques (que foi, praticamente, uma criação sua), em 1963. Regressou a Portugal em 1970, para assumir o cargo de ministro da Educação Nacional, que abandonaria com a Revolução dos Cravos.

Durante aquele período, afirmou-se como defensor da democratização do ensino e foi também responsável pela criação da Universidade de Aveiro, em 1973.

Foi embaixador de Portugal nas Nações Unidas, entre 1974 e 1975, ano em que se estabeleceu nos Estados Unidos. Durante a sua estada foi visiting fellow da Universidade de Yale, consultor do National Assessment and Dissemination Center e dirigiu a Portuguese Heritage Foundation.

Quando regressou a Portugal, foi presidente do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, de 1978 a 1983, e contratado como professor catedrático da Universidade da Beira Interior, entre 1985 e 1992.

Voltou ao exercício de funções políticas na III República Portuguesa — eleito deputado à Assembleia da República, pelo Partido Socialista, em 1983, assumiu o cargo de ministro da Indústria e Energia no Bloco Central, até 1985; em Novembro de 1997, António Guterres nomeou-o ministro da Defesa do XIII Governo Constitucional.

Veiga Simão é Doutor Honoris Causa pelas seguintes universidades: Universidade de Witwatersrand (Joanesburgo), Universidade Eduardo Mondlane (Maputo), Lesley College (Cambridge/Massachusetts), Universidade de Aveiro, Universidade do Minho, Universidade da Beira Interior e ISCTE-IUL. ” (fim)

15/02/2012

A NOTÍCIA DA MORTE DO GOVERNADOR JOSÉ CABRAL, JULHO DE 1956

Filed under: Governador-Geral, José Cabral — ABM @ 23:39

Grato ao Paulo Pires Teixeira, que apanhou estas imagens nos arquivos em Moçambique.

José Ricardo Pereira Cabral foi Governador-Geral de Moçambique entre 1926 e 1938.

 

A primeira página do Notícias de Lourenço Marques do dia 3 de Julho de 1956, assinalando o falecimento de José Cabral. Para ver em tamanho maior, prima duas vezes com or ato do seu computador.

 

O texto em cima, em maior detalhe.

 

A parte de baixo do texto.

 

 

13/02/2012

JOSÉ CABRAL, GOVERNADOR-GERAL DE MOÇAMBIQUE, 1926-1938

Filed under: Governador-Geral, José Cabral, PESSOAS — ABM @ 02:01

José Cabral foi um dos governadores-gerais de Moçambique que mais tempo esteve no cargo (1926-1938) e entre os que maior impacto teve na recente história da então colónia. Merece ser estudado. De entre os seus descendentes encontram-se grandes moçambicanos.

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