THE DELAGOA BAY WORLD

26/10/2017

CRIANÇAS DO SUL DE MOÇAMBIQUE, DE JOSEPH & MAURICE LAZARUS, 1902

Joseph e Maurice Lazarus, irmão britânicos de ascendência judaica, viveram e trabalharem em Lourenço Marques entre 1899 e 1908, onde tinham um negócio de fotografia. Foto retocada. Penso que fazia parte de um álbum que editaram na altura, Views of Lourenço Marques.

Crianças, penso que nos arredores de Lourenço Marques, 1902.

 

 

 

 

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13/10/2017

O PRIMEIRO BAZAR DE LOURENÇO MARQUES, FINAL DO SÉC. XIX

Filed under: J. e M. Lazarus fotógrafos LM, LM Bazar — ABM @ 13:48

Imagem de Joseph e Maurice Lazarus.

Não sei onde ficava, talvez o Rogério S já tenha descoberto. Mas precedeu o Bazar inaugurado em 1903 na Baixa da Cidade.

 

Pessoas à porta do primeiro bazar de Lourenço Marques. Este espaço precedue o Bazar inaugurado em 1903 na Praça Vaco da Gama na Baixa.

15/09/2017

FOTO DE JOSEPH E MOSES LAZARUS: HOMENS POSANDO, INÍCIO DO SÉC.XX

Fotografia de J&M Lazarus, retocada.

De notar que a fotografia indica que J&M Lazarus na altura teriam estúdios em Lourenço Marques e na Beira.

 

Dois homens posando. Não imagino o contexto.

 

Detalhe da imagem, indicando a localização dos estúdios Lazarus em Moçambique.

01/06/2016

CRIANÇAS DE MOÇAMBIQUE, DE J&M LAZARUS, 1902

 

Crianças de Moçambique, foto dos irmãos J&M Lazarus, 1902.

Crianças de Moçambique, foto dos irmãos J&M Lazarus, 1902.

30/05/2013

O MISTÉRIO DOS IRMÃOS J. & M. LAZARUS, FOTÓGRAFOS EM LOURENÇO MARQUES, 1899

Grato ao Paulo Azevedo, com quem partilho alguns fascínios sobre o passado.

 

Um dos postais publicados pelos Irmãos Lazarus em Lourenço Marques no início do Século XX, quando os portugueses

Um dos primeiros postais publicados pelos Irmãos Lazarus em Lourenço Marques no início do Século XX, quando os reais serviços postais portugueses se mandaram ao ar com essa de os estrangeiros chamarem Delagoa Bay a Lourenço Marques e informaram que a partir de uma certa altura carta que não dissesse “Lourenço Marques” seria devolvida ao remetente. Tal como o camelo é o cavalo desenhado por um comité, do consenso resultou que as pessoas começaram a utilizar as duas designações ao mesmo tempo – não fosse o diabo tecê-las.  De notar que os Lazarus – como se pode ver do lado esquerdo do postal – anunciavam ter estúdios em Lourenço Marques e na Beira.

 

Postal de outra colecção - esta impressa a cores - de fotografias de Lourenço Marques, ainda da primeira década de 1900.

Postal de outra colecção – esta impressa a cores – de fotografias de Lourenço Marques, ainda da primeira década de 1900, mostrando o lado direito da Praça 7 de Março, a actual Praça 25 de Junho, o ponto seminal de onde toda a capital de Moçambique cresceu. O edifício branco é o da velha Alfândega, estando a sua entrada em frente. Neste postal, o estúdio da Beira, que durou pouco tempo, já não é referido.

 

O álbum fotográfico

O álbum fotográfico “A Souvenir of Lourenço Marques”, publicado em 1901. Tirando o álbum mandado fazer pelo Coronel Macmurdo no final dos anos 1880 para encher o olho aos colonialistas (no sentido do termo do Séc. XIX), e de que tenho uma cópia algures, este terá sido verdadeiramente o primeiro álbum de fotografias vendido exclusivamente alusivo à Cidade. Os irmãos Lazarus, que também vendiam fotografias de Moçambique para o mundo inteiro, revelaram-se muito activos e inovadores no trabalho que faziam.

Aqui um anúncio do estúdio dos Lazarus em....Lisboa, na página 3 do Diário de Notícias de Lisboa, dia 18 de Agosto de 1914.

Aqui um anúncio do estúdio dos Lazarus no Nº53 da Rua Ivens em….Lisboa, na página 3 do Diário de Notícias de Lisboa, dia 18 de Agosto de 1914. 

 

O mistério a que aludo na verdade são dois.

O primeiro, é a circunstância de dois fotógrafos, que se presumem terem sido irmãos, e cujo registo se pode encontrar um pouco por toda a parte, e que fazem parte da história da fotografia em Moçambique, não deixaram atrás fotografias….suas.

O segundo é que, até hoje, deles só se sabia que eles eram J. e M.

Hoje, foram-me revelados mais dois preciosos detalhes: eram britânicos, e os seus nomes de baptismo eram Joseph e Maurice.

Tudo indica que rumaram a África do Sul durante o “falso boom” do ouro na pequena vila de Barberton, a alguns quilómetros de Nelspruit. Mais tarde, em 1899, estabeleceram-se em Lourenço Marques, a tempo de assistirem a toda a Guerra Anglo-Boer, de que a capital provincial moçambicana, cercada pela marinha britânica e a ferro e fogo e cheia de intriga e refugiados boers, era um dos grandes epicentros. Conhecem-se-lhes dois endereços na Cidade, um no Nº 39 da Rua Araújo (actual Rua de Bagamoyo) e outro na Avenida Aguiar (mais tarde Avenida Dom Luiz, a seguir Marechal Samora Machel), creio que no complexo do Avenida Building (também conhecido como Prédio Pott). Durante algum tempo, mantiveram um estúdio na Beira. No final da primeira década de 1900 mudam-se para Lisboa, Portugal, onde se estabeleceram na baixa. Terão trabalhado aí durante alguns anos, após o que se lhe perdeu o rasto.

A procura por mais detalhes prossegue. Se o Exmo. Leitor souber detalhes sobre esta saga, escreva uma nota para aqui.

 

 

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