THE DELAGOA BAY WORLD

19/09/2019

RAPARIGA DE MOÇAMBIQUE, 1927

Filed under: José dos Santos Rufino, Rapariga de Moç 1927 — ABM @ 22:56

Postal da Colecção de José dos Santos Rufino (cerca de 1927), retocado e pintado por mim.

 

Não sei identificar o grupo étnico de origem. A legenda é digamos que tongue and cheek.  Enfim

16/09/2018

OS BRANCOS DE LOURENÇO MARQUES, 1858-1928: ESTATÍSTICA

in Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Nº9, Abril-Julho de 1934, pp. 122-126.

Artigo de Mário Branco contendo dados dos residentes brancos na cidade entre 1858-1928. A ênfase do bom Tenente era na comparação entre o número de portugueses e os estrangeiros e se a cidade era mais ou menos “portuguesa”. Claro que a conclusão é que era portuguesíssima. Residentes pretos ou não havia ou pelos vistos eram invisíveis. Enfim.

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2 de 4 Nota- as colunas brancas representam portugueses, as colunas negras estrangeiros.

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Mário Costa, aqui descrito como Director de Estatística da Companhia de Moçambique, foi um dos colaboradores nos álbuns fotográficos editados por José dos Santos Rufino em 1929. Esta fotografia figura nas primeiras páginas do Volume I dos álbuns.

26/10/2017

CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1927

Detalhe de uma fotografia de um dos álbuns de José Santos Rufino, retocado.

 

Na Praia da Polana, 1927. Ao fundo à direita, a ponta do Almeida Pier.

10/10/2017

O PRIMEIRO NÚMERO DE “O AFRICANO”, PUBLICADO POR JOÃO ALBASINI EM LOURENÇO MARQUES, 1908

João dos Santos Albasini nasceu em Magul em 1876 e faleceu em Lourenço Marques em 1922, com apenas 46 anos de idade. Membro do lendário Clã Albasini, fundado pelo Avô homónimo (1813-1888), fez marca no início da história moderna de Moçambique como um jornalista e escritor, sendo de destacar ter fundado (com o seu irmão José) em 1908 o jornal O Africano, a primeira publicação de imprensa de e para não-brancos em Lourenço Marques(incluindo ser parcialmente escrito na língua Ronga), de breve duração e,  em 1918, o semanário O Brado Africano. Em 1925, postumamente, foi publicado um livro com escritos da sua autoria, chamado O Livro da Dor.

João dos Santos Albasini fundou ainda o Grémio Africano, uma associação com relevância na futura dialética nacionalista em contraposição com o discurso colonial do tipo Portugal uber Alles, mas que inicialmente era essencialmente uma organização de carácter positivista, humanista e com foco na educação e nos “bons costumes” como a chave para a felicidade e a civilização, muito típica  das elites maçónicas de então.

O Número 0 de Africano, com a data da sua publicação, 25 de Dezembro de 1908.

Esta primeira edição de O Africano seguiu-se do primeiro número propriamente dito, que só saiu a 1 de Março de 1909. Num texto interessante de Hohlfeldt, refere o seguinte:

Financeiramente, sabe-se que foi ajudado, desde o início, por um grupo maçônico, de que faziam parte, dentre outros, o capitão Francisco Roque de Aguiar, presidente do Capítulo da instituição; o Dr. Jaime Ribeiro, militante socialista, e José Corrêa da Veiga. A publicação era semanal e foi suspensa poucas semanas depois, reaparecendo em 1912, sob a mesma equipe original, a qual se somou José dos Santos Rufino, como secretário de redação e administrador. O Africano, desde o início, tinha tipografia própria, do próprio João Albasini e de Santos Rufino, que passou a ser seu diretor e editor. 

Para saber mais sobre este assunto, penso ser quase obrigatório ler a recente (2015) obra de Fátima Mendonça e César Braga Pinto, João Albasini e as Luzes de Nwandzengele.

 

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