THE DELAGOA BAY WORLD

03/05/2013

A GRANDE DANA MICHAHELLES (1933-2002) E LOURENÇO MARQUES NOS ANOS 70

Dana quando mais jovem, em Lourenço Marques.

Dana quando mais jovem, em Lourenço Marques.

Dana alguns anos mais tarde, a trabalhar.

Dana alguns anos mais tarde, a trabalhar.

Cópia de um dos desenhos a tinta da Dana, aqui a Rua Consiglieri Pedroso em Lourenço Marques, 1972.

Cópia de um dos desenhos a tinta da Dana, aqui a Rua Consiglieri Pedroso em Lourenço Marques, 1972.

Dana Michahelles (1933-2002) was born in Florence, Italy, and was the daughter of artists. Her father was the Florentine painter RAM (Ruggero Michahelles), her uncle was the Futurist painter Thayaht, and her great-grandfather was Hyram Powers, the Neoclassical American sculptor. She attended the Institute of Fine Arts in Florence, but at age 15, she left for Africa where she remained for 27 years, creating a contrasting identity as an artist. In Mozambique, she remained for 27 years, she had a family, and worked extensively, never ceasing to paint. Dana’s work is relatively unknown in her birth city, and this exhibition represents a selected retrospective of her finest works which can be considered narratives, cityscapes, and visual documentation illustrating life as it is being lived, never having lost her Florentine spirit. Many people remember her drawing in the streets with her pad of paper and her pens in Maputo (Mozambique), in Lisbon, in Cape Town, and in Florence. To everyone, she has left an impression of being a quiet yet very personable artist of great talent.Dana made her drawings in the midst of people, surrounded by noise, voices, movement, by LIFE itself. She put on paper the architecture that impressed her, with a decisive and strong line to represent the heavy and structural parts, while at the same time, she was able to capture an ephemeral world in constant mutation and movement, of people — of which she sketched lightly, giving the sensation of momentary passing and fleeting moments, as one can see in many of her works. Fundamentally for her drawing style, she worked as a draftsman for 10 years with the studio of the famous Portuguese architect Amandio Alpoim Guedes (known as Pancho Guedes). It was an era when everything was still drafted by hand; the technology and instruments of today did not exist. This was an advantage that permitted her to develop a fine sense of proportion and perspective while she perfected, year after year, a particular way of using pen and ink, her very specialization.

(texto copiado e ligeiramente editado, do sítio da SACI Gallery (Palazzo dei Cartelloni, Via Sant’Antonino, 11, 50123 Florença, Itália, T 055 289 948, e-mail gallery@saci-florence.edu) que entre Janeiro e Fevereiro de 2013 fez uma exposição das obras da Dana, indicando que algumas das suas peças ainda podem ser compradas à sua Família contactando directamente a Galeria.

Em 2001, a Editora Caminho publicou um livro ilustrado com 168 páginas de cópias dos trabalhos, capa azul, com o nome da Dana (ISBN: 9789722114301). que habitualmente está esgotado e que vai por uns 50 euros.

No Facebook há um pequeno grupo de amigos e admiradores de Dana que pode ser encontrando digitando o seu nome completo.

Um sketch de Malangatana Valente, 1961.

Um sketch de Malangatana Valente, 1961.

A AVenida Dom Luiz em Lourenço Marques, junto ao Avenida Building ("Prédio Pott"), 1972.

A Avenida Dom Luiz em Lourenço Marques, junto ao Avenida Building (“Prédio Pott”), 1972.

Interior do Bazar de Lourenço Marques, 1972.

Interior do Bazar de Lourenço Marques, 1972.

Mais uma artéria de Lourenço Marques, 1972.

Mais uma artéria de Lourenço Marques, 1972.

A netrada do Hotel Club na baixa de Lourenço Marques, 1972. Actualmente o edifício é um centro cultural estrangeiro.

A entrada do Hotel Club na baixa de Lourenço Marques, 1972. Actualmente o edifício é um centro cultural estrangeiro.

A Travessa que liga da Rua Araújo à Rua Consiglieri Pedroso, na baixa velha de Lourenço Marques, 1972.

A Travessa que liga da Rua Araújo à Rua Consiglieri Pedroso, na baixa velha de Lourenço Marques, 1972.

Poema de Rui Knopfli dedidcado a Dana.

Poema de Rui Knopfli dedidcado a Dana.

06/06/2012

OBRA DE MALANGATANA EM LEILÃO, 2012

Filed under: Malangatana — ABM @ 17:37

Em cima, a pintura de Malangatana que vai a leilão no próximo dia 20 em Lisboa, estimativa dos especialistas do Palácio do Correio Velho é que venda por entre 4 e 6 mil euros. Se quiser licitar, visite o sítio deles que explica tudo.

Hoje, 6 de Junho de 2012, assinala-se mais um aniversário de Malangatana, que nasceu há 76 anos. Joana Teles escreveu o seguinte texto, publicado no Pt Jornal.com de hoje:

Malangatana foi um célebre artista plástico e poeta, que nasceu a 6 de junho de 1936, em Moçambique, e morreu em Matosinhos, Portugal, a 5 de janeiro de 2011. A expressão da sua arte fez-se de diversas formas, através do desenho, da pintura, da escultura, cerâmica, murais, poesia e música.

Iniciou os seus estudos enquanto ajudava a sua mãe, completando a 3.ª classe, até que com 11 anos muda-se para Lourenço Marques – atual Maputo –, à procura de trabalho. Diversos ofícios humildes permitiram-lhe sobreviver e como apanhador de bolas num clube de ténis consegue retomar a aprendizagem.

Trabalhava durante o dia e estudava à noite. As aulas suscitaram proximidade com arquitetos e pessoas da Arte. O trabalho permitiu conhecer Augusto Cabral, um homem que era frequentador do clube de ténis e que ofereceu a Malangatana algum material de pintura, ajudando-o também a vender os primeiros trabalhos.

Em 1958, ingressou num clube de artes, onde conhece e mantém contacto com outros nomes da área. A sua primeira exposição, coletiva, dá-se no ano seguinte, altura em que se torna artista profissional, com o apoio de Pancho Guedes, arquiteto português.

Malangatana tinha 25 anos quando apresenta a primeira exposição individual, em 1965, no Banco Nacional Ultramarino. Dois anos depois, publica alguns poemas, até que é indiciado como membro Frelimo: é preso, mas acaba absolvido.

Voltou a ser detido por motivos políticos, em 1971, em virtude da sua obra ‘25 de Setembro’, numa altura em que assegurara uma bolsa na Fundação Gulbenkian para estudar cerâmica. Malangatana volta a ser detido num centro de reeducação, como pena pelo comportamento na época colonial.

Após a independência de Moçambique, foi eleito deputado em 1990, pela Frelimo, e em 1998, é eleito para a Assembleia Municipal de Maputo (sendo reeleito em 2003).

Em Nampula, participa em diversas ações de alfabetização, tornando-se um dos fundadores do ‘Movimento Moçambicano para a Paz’. Fez parte dos ‘Artistas do Mundo contra o Apartheid’.

Ao longo da sua vida, Malangatana arrecadou diversos prémios, dos quais se destaca a medalha Nachingwea, pela contribuição para a cultura moçambicana, e investidura, a 16 de fevereiro de 1995, como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1997, a UNESCO nomeou-o ‘Artista pela Paz’ e foi-lhe entregue o prémio Príncipe Claus.

Recebeu o título de ‘Doutor Honoris Causa’ pela Universidade de Évora em 2010 e foi condecorado pelo governo francês como ‘Comendador das Artes e Letras’. Malangatana foi também um dos poucos estrangeiros a ser nomeado membro honorário da Academia de Artes da República Democrática Alemã. Morre a 5 de Janeiro de 2011, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

(fim)

13/05/2012

MALANGATANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: Malangatana, Pancho Guedes — ABM @ 22:38

Foto da colecção do Arquitecto Pancho Guedes, gentilmente enviado pela Helena d’Alpoim.

Malangatana nos anos 1960 em Lourenço Marques.

10/05/2012

LUIS LAGE, MALANGATANA E PANCHO GUEDES, 2008: DREAM TEAM DE MOÇAMBIQUE

Filed under: Luis Lage - Arquitecto, Malangatana, Pancho Guedes — ABM @ 17:05

Fotografia do Arquitecto Luis Lage.

Arquitecto Luis Lage, Artista plástico Malangatana e Arquitecto Pancho Guedes. A nobreza da arte de Moçambique debaixo do mesmo tecto. Luis Lage, que é duma geração uns anitos depois de Malangatana e de Pancho Guedes, publicou recentemente um (oiço) fabuloso livro sobre a arquitectura de Maputo que ando doido a ver se encontro e que tenho que ler. “Hei-de arranjar”…

23/12/2011

BOAS FESTAS

Filed under: Malangatana, PESSOAS — ABM @ 13:09

Dedicado a todos os que visitam esta Casa.

09/12/2011

EXPOSIÇÃO DE MALANGATANA VALENTE EM LOURENÇO MARQUES,1961

Filed under: Malangatana — ABM @ 09:57
R DE CAMPOS

Creio que isto é no Núcleo de Arte em Lourenço Marques.

11/01/2011

MALANGATANA NA REVISTA TEMPO, ANOS 70

Filed under: Malangatana, PESSOAS — ABM @ 21:38

SÉRIE PESSOAS – O CORPO DE MALANGATANA CHEGOU HOJE A MOÇAMBIQUE

MALANGATANA NA REVISTA TEMPO, ANOS 70

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