THE DELAGOA BAY WORLD

12/01/2017

A MEDIÇÃO DA HORA EM LOURENÇO MARQUES, 1900-1910

Este texto, que conclui esta manhã, é dedicado ao Paulo Pires Teixeira, que espero me arranje uma boa fotografia do relógio hoje situado na ponta Sul da Praça 25 de Junho em Maputo.

 

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Um dos relógios públicos, instalados num dos cais da Estação Ferroviária de Lourenço Marques.

“Boa tarde, podia-me dizer que horas são?”

A resposta a esta pergunta, provavelmente uma das mais essenciais da civilização moderna, onde a contabilização do tempo constitui um elemento-chave que guia a vida e as actividades da sociedade, quando feita na então Baixa da pacata Cidade de Lourenço Marques, no fim do Século XIX, podia ser tão simples ou complicada como o é, efectivamente, hoje, em que vivemos numa era em que somos servidos por redes globais de satélites GPS (sigla para Sistema de Posicionamento Global) situadas no espaço, sincronizadas com relógios atómicos e difundidos através de complexas redes de comunicações, via rádio, internet, etc.

Como é que, no fim do Século XIX, se respondia a esta questão em Lourenço Marques? mesmo naquela altura, na pequena cidadezinha colonial, já havia a necessidade de conhecer a hora exacta, em áreas como a navegação marítima, transportes ferroviários, comunicações por telégrafo e a determinação das horas de trabalho, entre outras. O desafio tecnológico era considerável e os meios de se transmitir a hora variados, desde sinos de igreja, tiros de canhão, ou meios visuais como bandeiras e bolas.

Mas como se media, então, a hora, em Lourenço Marques em 1900?

A nascente cidade colonial começou a ter essa necessidade a partir do final do Século XIX, quando foi inaugurada, em Julho de 1895, a linha férrea que ligava Lourenço Marques a Pretória e Joanesburgo, e, pouco depois, quando se inaugurou o enorme Cais Gorjão, com quase um quilómetro de comprimento, e a Cidade passou a ter o melhor porto da Costa Oriental de África, visitada por inúmeros navios – sendo que todos os navios possuiam relógios mecânicos (“cronómetros de bordo”) que tinham que manter a hora exacta, uma vez que saber a hora exacta era essencial para se poder calcular de forma fiável a longitude e, logo, juntamente com a latitude, ler os mapas e estabelecer a localização precisa dos navios no mar.

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O relógio na fachada da Estação Ferroviária de Lourenço Marques, foto recente. A fachada foi concluída na segunda década do Século XX.

Até ao início do Século XX, uma das formas comuns de comunicar a hora era através da queda de uma enorme bola metálica num poste, exactamente às 12 horas. Inúmeras cidades no mundo seguiam esse método. Uma utilização evocativa desse método é ainda a “queda da bola” na Times Square em Nova Iorque às zero horas do primeiro dia de cada ano, que é transmitida pela televisão.

Entre 1900 e 1910, Lourenço Marques finalmente confrontou-se com o problema da determinação exacta da hora.

A Capitania do Porto, que na altura ainda estava instalada na velha fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Baixa, na altura um feio conjunto de barracões e muralhas, assegurava a monitorização do tempo com um pequeno posto meteorológico e ainda o disparo de um canhão, instalado na muralha a Sul e virado para a Baía, que todos os dias, exactamente ás 13 horas, anunciava estrondosamente o sinal horário para uso pela navegação e pelos habitantes da Cidade, que certamente já estavam habituados àquele atroar.

Na Ponta Vermelha havia ainda um balão preto içado num chamado mastro semafórico, semelhante ao da Times Square, que descia abruptamente sempre que se ouvia o tiro das 13 horas disparado na Fortaleza. O dispositivo fora instalado em Janeiro de 1901 pelo brilhante Coronel de Engenharia e Astrónomo português, Frederico Tomás Oom (filho, 1864-1930) e podia ser visualizado pelas tripulações dos navios que demandavam a Baía do Espírito Santo.

Mas não sei ainda como estimavam a hora exacta na delapidada Fortaleza, determinação que, até meados do século passado, era assunto do domínio exclusivo da observação astronómica.

E não havia um observatório astronómico em Lourenço Marques.

A 1 de Junho de 1905, por proposta de Hugo de Lacerda, Capitão do Porto de Lourenço Marques, então recentemente inaugurado, e com o fim de reorganizar o serviço da hora oficial, a Comissão Permanente de Melhoramentos do Porto de Lourenço Marques, deliberou a criação, na Cidade, de uma estrutura formal que assegurasse um serviço de meteorologia e de cálculo da hora legal com um elevado grau precisão.

Em 22 de Outubro de 1906, sob a supervisão de, e projectado por, Frederico Tomás Oom, o maior perito científico português de então no cálculo da hora, que viera do Observatório Astronómico de Lisboa, iniciou-se a construção de um observatório astronómico, num terreno que até então constituía a extrema Sul da Concessão Somershield. Mais tarde, ali ao lado foi constituído o Parque José Cabral, hoje denominado Parque dos Continuadores.

O Observatório foi inaugurado em 1909 e seria baptizado com o nome Observatório Astronómico e Meteorológico Campos Rodrigues, em honra do distinto oficial astrónomo português César Augusto de Campos Rodrigues (Lisboa, 1836- 1919), que de facto visitara uma vez brevemente Lourenço Marques em 1882 numa pesquisa científica e que, juntamente com Fernando Oom e o seu Pai, haviam revolucionado a meteorologia, a astronomia – e a medição do tempo – em Portugal.

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O Observatório Meteorológico e Astronómico Campos Rodrigues na Polana, em Lourenço Marques, alguns anos após a sua entrada em funcionamento.

Na altura, Sir Napier Shaw, Presidente da Secção de Meteorologia da União Geográfica e de Geofísica Internacional, considerou o observatório de Lourenço Marques entre os 50 melhores observatórios meteorológicos do mundo.

Pretendia-se ainda que o novo serviço serviço meteorológico passasse também a centralizar e coordenar a informação que já era recolhida e analisada em vários pontos da então África Oriental Portuguesa.

Curiosamente, foi o mirante situado no topo do Observatório, destinado aos aparelhos que devem ficar mais elevados do nível do solo, que serviu de “marco” geodésico, medindo-se a partir dele os ângulos das numerosas direcções que dali originam, constituindo um dos pontos mais importantes da triangulação realizada pela Missão Geodésica, então chefiada pelo então Capitão-Tenente Gago Coutinho, que fez os primeiros mapeamentos cartográficos rigorosos de Moçambique, nomeadamente delineando as que mais tarde passaram a constituir as fronteiras definitivas da futura República de Moçambique.

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O Observatório, visto por trás. Note.se o mirante no topo do edifício.

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O Observatório, num imagem recente.

No que concerne a instalação de um sistema moderno para a medição da hora, Frederico Oom, que já tinha instalado dispositivos nas Ilhas dos Açores para apoio da navegação local, e que mantinha um relacionamento científico estreito com as tecnologias de ponta da época, desloca-se em 1907 à grande cidade portuária alemã de Hamburgo, em cujo porto havia sido instalado um sistema inovador de medição e divulgação da hora. Ele adquiriu o equipamento semelhante ao utilizado naquele porto alemão e em seguida instala-o em Lourenço Marques.

Assim, em 1909, foi colocado à entrada do Porto, junto da Praça 7 de Março (actualmente, Praça 25 de Junho) um relógio eléctrico que passou a comunicar, com maior exactidão, a hora em Moçambique.

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O relógio eléctrico instalado em 1909 à entrada do Porto de Lourenço Marques, junto da Praça 7 de Março (actual Praça 25 de Junho) e que veio de Hamburgo, na Alemanha. Estava sincronizado por cabos telegráficos com o mecanismo astronómico no Observatório Campos Rodrigues na Polana.

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Outra imagem em que se vê o relógio eléctrico.

O mecanismo, fornecido por uma relojoaria alemã, tinha por principal função emitir a hora exata, não só para os habitantes da Cidade, mas também para os navios que visitavam o porto. O funcionamento do relógio era sincronizado electromagneticamente, a cada dois segundos, via uma linha telegráfica, com um mecanismo munido de um pêndulo astronómico instalado no Observatório Campos Rodrigues, na Polana, mantendo-se assim o rigor da informação horária. O aparato comandava ainda, à distância, postes de sinalização com poderosas lâmpadas eléctricas, colocados de forma a assegurar a transmissão luminosa dos sinais horários às tripulações dos navios.

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A Praça 7 de Março em Lourenço Marques, fotografada a partir da doca de embarcações ligeiras, segunda década do Séc. XX. A edificação à esquerda é o Relógio mandado instalar por Frederico Ooms em 1909. À direita vê-se parte do Capitania Building, atrás do qual estava a velha Fortaleza.

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Imagem da parte Sul da Praça 7 de Março (actual Praça 25 de Junho) nos anos 60. O relógio pode-se ver mesmo à direita da estátua em homenagem a António Ennes.

O trabalho pioneiro realizado por Frederico Oom em Lourenço Marques serviu como referência para trabalhos semelhantes, efectuados mais tarde pela sua equipa nos portos de Luanda, de Goa e de Lisboa, cidade onde o sistema só foi instalado em 1914. No caso de Lisboa, a Comissão que recomendará instalar o mesmo sistema que o que fora utilizado em Lourenço Marques e em Hamburgo, era composta por Hugo de Lacerda e Frederico Oom, que estiveram envolvidos com o processo da capital moçambicana, e o Capitão-Tenente Augusto Ramos da Costa, que então dirigia o sistema de medição da hora em Portugal, a partir do Arsenal.

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Imagem recente do Relógio instalado em 1914 em Lisboa, no Cais do Sodré, pelo Observatório Astronómico de Lisboa, em tudo semelhante ao que foi instalado em 1909 em Lourenço Marques. Hoje é uma atracção turística da Cidade de Lisboa.

 

Fontes:
http://www.inam.gov.mz/
http://oal.ul.pt/inicio/historia-recente-do-oal/o-director-campos-rodrigues/cronologia-da-vida-e-obra-de-campos-rodrigues/
http://oal.ul.pt/inicio/historia-recente-do-oal/o-director-campos-rodrigues/
http://johost.eu/vol8_fall_2013/vol8_5.htm
http://iuhps.org/conferences/conf2014/20140825sic/book%20of%20abstracts.pdf
http://www.cincinnatiobservatory.org/media/documents/How_Time_Balls_Worked.pdf
http://www.pescazores.com/noticias/nacionais/relogio-da-hora-legal-no-cais-do-sodre/
https://books.google.pt/books?id=UUFhDQAAQBAJ&pg=PA107&lpg=PA107&dq=electric+Light+Louren%C3%A7o+Marques&source=bl&ots=r4WzHK8-kK&sig=xgtU12VdW0D0Wl9mEg5LGvWWX0k&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwit3dqK9bfRAhUFRhQKHc6CA-YQ6AEIGzAA#v=onepage&q=electric%20Light%20Louren%C3%A7o%20Marques&f=false
http://www.hs.uni-hamburg.de/DE/Oef/Stw/anderson/Move%20to%20Bergedorf.htm
Edifícios históricos de Lourenço Marques – Alfredo Pereira de Lima

11/01/2017

O INTERIOR DO TEATRO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, 1913

Fotografia cortesia de Paulo Azevedo.

Até à sua demolição cerca de 1968, o Teatro Varietá manteve este aspecto.

 

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O interior do Teatro Varietá em 1913.  Clique na imagem para ver em tamanho maior.

A segunda casa de ópera situada a Sul do Equador, a seguir à Ópera de Port Elizabeth, na África do Sul, o Teatro Varietá foi inaugurado no dia 5 de Outubro de 1912, no segundo aniversário do golpe que derrubou a Monarquia. Ficava situado em Lourenço Marques, no início da Rua Araújo, perto da Praça 7 de Março (actual Praça 25 de Junho). Previamente, aqui houve um Ringue de Patinagem e Cinematógrafo com o mesmo nome, inaugurado a 16 de Julho de 1910 e antes um campo de hockey em patins – o primeiro em todo o espaço português, em que se disputaram jogos de hóquei em patins. O Teatro foi uma iniciativa dos empresários italianos Pietro Buffa Buccellato e Angelo Brussoni. No local onde estava implantado, foram inaugurados cerca de 1970 o Cinema Dicca e o Estúdio 222.

Eu ainda frequentei o Varietá quando era muito miúdo – 5 a 8 anos de idade. Na altura esta sala parecia-me verdadeiramente gigantesca. Como os B. de Melo eram mais que muitos, o Pai Melo comprava um camarote, habitualmente o primeiro no alinhamento de camarotes situados à esquerda na fotografia. Lembro-me nitidamente de aqui ter visto o filme épico Barrabás, sobre o ladrão bíblico que terá sido (no fim) crucificado com Jesus Cristo. Só que a violência era mais que muita, sangue por todos os lados e o raio do filme nunca mais acabava.

Outro problema logístico era que os quartos de banho do Varietá ficavam do lado direito da sala, a seguir às portas que se podem ver aqui à direita (o bar ficava do lado esquerdo). Ora, se eu quisesse fazer ir chichi a meio do filme, tinha que me levantar do primeiro camarote à direita, sair da sala para um corredor escuro como breu pela porta do camarote,que se pode ver na imagem, dar a volta ao teatro todo por fora até aos lavabos, fazer o serviço, e voltar todo o caminho de volta. Qual era a então solução? saía do camarote, descia mais dois camarotes, fazia lá o chichi e voltava, aliviado, para ver se o Barrabás já tinha morrido.

10/01/2017

CORRIE RAYNAL E A FLORISTA MAGNÓLIA EM LOURENÇO MARQUES

Muito grato a João Luis Raynal Lira, cuja Mãe Corrie fundou esta empresa.

Corrie Raynal nasceu em Lourenço Marques, filha de um casal britânico com o mesmo apelido, que foram viver para Moçambique nas primeiras décadas do Século XX.

Felix Raynal (Avô do João) foi contratado como electricista pela então Compagnie Générale de Electricité de Lourenço Marques, de capitais franceses, que ganhara a concessão e que providenciava energia eléctrica à Cidade (a “Light”, como se dizia então). Desde 1898 que Lourenço Marques dispunha de iluminação eléctrica para os seus espaços públicos.

Em Lourenço Marques, a sua mulher, Cornelia Raynal, Avó do João, que era uma mulher de armas, fundou a Raynal Commercial School, numa casa situada no início da Avenida 24 de Julho na Polana, onde se ensinava dactilografia, inglês e estenografia Pitmans. A escola tinha muitos alunos. Anos mais tarde, a sua gestão passou para a responsabilidade da Sra.Judith Pitschiler.

Cornélia Raynal teve quatro filhos: Felix, Victor, Corrie e Thérese. Corrie, que era a mais velha das filhas, saiu à Mãe.

Registado o seu nascimento no Consulado britânico em Lourenço Marques, Corrie permaneceu cidadã britânica.

Corrie casou com um português, João Lira, que eventualmente faleceu em Lourenço Marques, de quem teve o João, e a bela Gini, que ganhou um concurso como a Bebé Mais Bonita de Lourenço Marques e que mais tarde casou com Gonçalo Mesquitela, o mais velho dos irmãos do conhecido Clã Mesquitela. Casou em segundas núpcias com Odorico Rodrigues.

O seu filho João, nasceu e cresceu em Moçambique e hoje reside no Brasil.

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Um cartão de visita da Florista Magnólia, anos 60.

Em 1947, Corrie inaugurou a Florista Magnólia, na Rua Joaquim da Lapa (actualmente, a Rua Joe Slovo), junto de onde mais tarde se veio a construir o John Orr’s. Mais tarde, mudou o seu estabelecimento para um espaço situado no Nº25-B da Rua Princesa Patrícia, na Maxaquene, do outro lado da rua mas mais abaixo em relação à Pastelaria Princesa.  Uns anos mais tarde, abriu uma sucursal na Avenida da República, na Baixa, junto ao Hotel Tivoli.

Com a Grande Debandada de Moçambique em 1974-75, Corrie mudou-se temporariamente para a África do Sul. Segundo o seu filho, faleceu em 2004, no Brasil, onde se radicou ainda nos anos 70.

Algo surpreendentemente, a empresa Florista Magnólia perdurou até esta data em Moçambique, se bem que com proprietários diferentes, cuja identidade desconheço.

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Corrie Raynal e o seu segundo marido ao centro, com amigos, em Lourenço Marques, anos 60. Para ver nomes, consulte a imagem em baixo.

 

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Ajude a identificar as pessoas na foto escrevendo para aqui com os nomes. Sei que aqui estão Odorico Rodrigues, Joan Amaral, Piky Cruz. Legendas – 1-?, 2-Maria Celeste Clemente Martins, 3 – Mimi Nogueira?, 4- José Herculano Martins, 5 -marido da Mimi Nogueira?, 6- ?, 7- Corrie Raynal , 8-?, 9-?, 10-?, 11-?, 12 -Capitão Machado da Silva?, 13-?, 14-?, 15- Vera Cardiga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

07/01/2017

A FACHADA DO TEATRO VARIETÁ NA RUA ARAÚJO EM LOURENÇO MARQUES, 1913

Fotografia cortesia do grande Paulo Azevedo, tratada por mim.

 

O Teatro Varietá foi inaugurado em Lourenço Marques em finais de 1912, no início da Rua Araújo (actual Rua do Bagamoyo) na altura a principal artéria da Cidade, que ligava a Praça 7 de Março (actual Praça 25 de Junho) com a Praça Azeredo, na qual se situava a então também nova estação ferroviária. Propriedade do empresário italiano Pietro Buffa Buccelatto, foi a primeira casa de ópera a funcionar, a Sul do Equador. Anteriormente naquele espaço operara também um espaço multiusos que era simultaneamente um ringue de patinagem – o primeiro em todo o espaço imperial português – um cinematógrafo, sala de espectáculos, sala de danças e sala para reuniões.

O Varietá operou sem interrupções durante mais que cinquenta anos, como casa de ópera, de teatro, reuniões e cerimónias e ainda como um cinema, tendo sido demolido na segunda metade dos anos 60, para ser ali implantado, em parte do terreno, o Cinema Dicca e o Estúdio 222.

 

A fachada do Varietá em Lourenço Marques, 1913.

A fachada do Varietá em Lourenço Marques, 1913.

 

O Delagoa Bay World em 2017

Filed under: ABM, Delagoa Bay em 2017 — ABM @ 11:02

 

Depois de um hiato, e de um curto periodo em que esteve “fechado”, o The Delagoa Bay World volta em 2017, de novo acessível a todos os que se derem à maçada de o ler. Aqui quase nada de novo, tudo mais ou menos na mesma, desde a sua abertura em 2010. Mais umas fotos, mais umas conversas ao desafio. À meia dúzia de apreciadores, saudações.

Hóspedes na varanda do Hotel Polana em Lourenço Marques, anos 20 do Séc. XX

Hóspedes na varanda do Hotel Polana em Lourenço Marques, anos 20 do Séc. XX.

Dito isto, o mundo mudou significativamente. Isso certamente será reflectido aqui, ainda que marginalmente, pois o prato forte deste blogue sempre foi documentar e comentar o passado moçambicano, se possivel graficamente. No tempo em que esteve parado, amassou-se um conjunto de imagens e tópicos que, atempada e tranquilamente, serão aqui tratados.

Aos que lêem e acompanham o Delagoa Bay World, desejo um bom ano.

17/06/2016

TROPAS LANDINS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 40

Filed under: Tropas Landins 1940s — ABM @ 16:32

Fotos dos arquivos nacionais franceses.

 

Tropas landins de Moçambique, anos 40.

Tropas landins de Moçambique, anos 40.

 

Dois tropas landins.

Dois tropas landins.

ALUNOS DA ENGLISH PRIMARY SCHOOL OF LOURENÇO MARQUES, GRADE 1, 1965

Foto gentilmente cedida pelo Alan Fitzpatrick, restaurada por mim.

 

A turma da 1ª Classe da EPS de LM em 1965, com a Professora, Mrs. Giestiera

A turma da 1ª Classe da EPS de LM em 1965, com a Professora, Mrs. Giestiera

 

Uma grelha para os nomes de quem aparece na fotografia. Quem souber os nomes, por favor escreva para aqui.

Uma grelha para os nomes de quem aparece na fotografia. Quem souber os nomes, por favor escreva para aqui. 1 – ?, 2 – ?, 3- ?, 4- ?, 5- Alan Fitzpatrick; 6 – Professora Giestiera (afrikaner, casada com um sr português), 16 – filha do cônsul rodesiano em LM

CAPA DE REPORT FORM DA ENGLISH PRIMARY SCHOOL OF LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: English Primary School of Lourenço Marques — ABM @ 15:42

Foto gentilmente cedida pelo Alan Fitzpatrick, restaurada por mim.

Capa de ficha de relatório da EPS of LM.

Capa de ficha de relatório da EPS of LM.

O HOTEL POLANA E A POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1939

Esta foto faz parte de um conjunto de fotos aéreas tiradas na Cidade de Lourenço Marques aquando da visita do Presidente Óscar Carmona a Moçambique em 1939, mesmo antes do início da Segunda Guerra Mundial.

 

Vista aérea da Polana no local onde se situa o Hotel Polana, 1939. Ver as legendas em baixo.

Vista aérea da Polana no local onde se situa o Hotel Polana, 1939. Ver as legendas em baixo.

 

A= xxx

A= Observatório Campos Rodrigues, B= Estação Telegráfica sem fios, podendo-se ver as torres das antenas de cada lado do edifício, C= Parque José Cabral, actualmente Parque dos Continuadores, D= local onde mais tarde se fez a Avenida Massana de Amorim, hoje Avenida Mao Tsé-Tung, E= Avenida António Ennes, actualmente Av. Dr. Julius Nyerere, F= Avenida dos Duques de Connaught, actualmente Av. Friedrich Engels, G= Estrada do Caracol, H= Hotel Polana

09/06/2016

EDUARDO HORTA, LEONG E CARLOS FERNANDES EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Foto cortesia de Eduardo Horta.

Eduardo Horta foi um grande nadador e desportista de Moçambique. Leong um grande praticante da peca desportiva. Carlos Fernandes não sei. Penso que estão no Clube Naval de Lourenço Marques.

 

Da esquerda: Carlos Fernandes, Leong e Eduardo Horta.

Da esquerda: Carlos Fernandes, Leong e Eduardo Horta.

O CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES E AS BARREIRAS DA POLANA, ANOS 1960

 

 

O Clube Naval de Lourenço Marques, a Estrada Marginal e as Barreiras da Polana, nos anos 60.

O Clube Naval de Lourenço Marques, a Estrada Marginal e as Barreiras da Polana, nos anos 60. Ao fundo, a Ponta Vermelha.

GARRAFA DE CERVEJA LAURENTINA, FÁBRICAS DE CERVEJA REUNIDAS, ANOS 1950

Filed under: Cerveja Laurentina, Fábricas Reunidas — ABM @ 16:13

 

 

Frente.

Frente.

 

Verso.

Verso.

RÓTULO DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA, ANOS 1960

 

Creio que estes rótulos eram dados aos visitantes do Parque, muitos dos quais os afixavam nas suas viaturas.

 

Rótulo do Parque Nacional da Gorongosa, anos 60. Na altura era o principal parque natural e animal de Moçambique e uma atracção mundial.

Rótulo do Parque Nacional da Gorongosa, anos 60. Na altura o PNG era o principal parque natural e animal de Moçambique e uma atracção mundial.

O PRÉDIO “O LEÃO QUE RI” DO ARQUITECTO PANCHO GUEDES, EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: LM Prédio O Leão Que Ri, Pancho Guedes — ABM @ 15:54

 

A fachada lateral do edifício "O Leão Que Ri", concebido pelo Arquitecto Pancho Guedes.

A fachada lateral do edifício “O Leão Que Ri”, concebido pelo Arquitecto Pancho Guedes.

O MACHIMBOMBO DA CARREIRA Nº7 DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Machimbombo nº7 de LM — ABM @ 15:49
O machimbombo nº7 em Lourenço Marques, anos 60.

O machimbombo nº7 em Lourenço Marques, anos 60. Pertencia aos Serviços Municipalizados de Viação e fazia a carreira entre a Praça do Xipamanine e a Praça Mac-Mahon (hoje Praça dos Trabalhadores). Grato ao Sr Enoque Fumo pela informação.

PESCANDO NA PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1900

Filed under: LM Praia da Polana, Pesca na Praia da Polana 1900 — ABM @ 15:42

 

Um pescador exibe a sua pesca na Praia da Polana em Lourenço Marques, cerca de 1900.

Um pescador exibe a sua pesca na Praia da Polana em Lourenço Marques, cerca de 1900.

O RESTAURANTE DA COSTA DO SOL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Filed under: LM Rest. Costa do Sol — ABM @ 15:36

 

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VOO INAUGURAL DA TAP ENTRE LISBOA E LOURENÇO MARQUES, 17 DE JULHO DE 1970

Filed under: Transportes Aéreos Portugueses — ABM @ 15:31

 

Anúncio publicitário alusivo ao voo inaugural entre Lisboa e Lourenço Marques.

Anúncio publicitário alusivo ao voo inaugural entre Lisboa e Lourenço Marques.

CARTAZ PUBLICITÁRIO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: Cartaz Publicitário de LM anos 40 — ABM @ 15:22

 

Na altura o maior mercado turístico da Cidade era o mercado sul-africano.

Na altura o maior mercado turístico da Cidade era o mercado sul-africano.

A QUARTA ESQUADRA DA PSP DE LOURENÇO MARQUES, NA POLANA, ANOS 1960

Filed under: LM 4ª Esquadra da PSP — ABM @ 15:17

Ficava situada no início da Avenida António Ennes (agora Av. Julius Nyerere) perto da Ponta Vermelha e tinha uma fachada Art Deco. No mesmo edifício agora opera a 3ª Esquadra da PRM, sem a fachada.

 

A fachada da 4ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública em Lourenço Marques.

A fachada da 4ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública em Lourenço Marques.

CERVEJA EXTRA STOUT DA FÁBRICA DE CERVEJA NACIONAL EM LOURENÇO MARQUES

Não sei bem em que era se vendeu este produto.

 

Rótulo da Cerveja Extra Stout.

Rótulo da Cerveja Extra Stout.

RICARDO CHIBANGA, TOUREIRO DE MOÇAMBIQUE

Filed under: Ricardo Chibanga Toureiro — ABM @ 14:59

Ricardo Chibanga hoje vive na Golegã, em Portugal.

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01/06/2016

CRIANÇAS DE MOÇAMBIQUE, DE J&M LAZARUS, 1902

 

Crianças de Moçambique, foto dos irmãos J&M Lazarus, 1902.

Crianças de Moçambique, foto dos irmãos J&M Lazarus, 1902.

O RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE E A PRIMEIRA DIRECÇÃO DO GRÉMIO DOS RADIÓFILOS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1930

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos de Moçambique em Lourenço Marques, precursor do Rádio Clube de Moçambique.

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique em Lourenço Marques, fundada em 18 de Março de 1933, precursor do Rádio Clube de Moçambique. Da esquerda: A. Morais, Abílio Brito, Aniano Serra, Ernesto Brito e Augusto Gonçalves.

Excerpto 1 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 1 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excerpto 2 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 2 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excepto 3.

Excepto 3 do “Livro de Ouro do Mundo Português, 1971.

 

CONJUNTOS MUSICAIS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

A maioria destas fotografias foram coleccionadas por Álvaro Loureiro Coimbra.

 

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A primeira actuação do conjunto ” Os Atlas ” – Junho de 1967 – num casamento na Associação Africana. Da esquerda: Beto, Tony, Aurélio Le Bon, Faruk e Álvaro na bateria .

 

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O Conjunto Little Boys, da Beira. Se souber os nomes dos artistas, escreva para aqui.

 

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Os Night Stars.

 

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Conjunto Os Diabólicos, da Beira. Faltam os nomes.

 

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Conjunto os Jaguares, da Beira.

 

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O Conjunto Os Rebeldes, da Beira.

 

A Banda Rosie & Ralph.

A Banda Rosie & Ralph.

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Rosie & Ralph (Pretorius). O Ralph tem conta no Facebook.

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O Conjunto ” Os Atlas ” – em Vila Pinto Teixeira – da esqª p / dirª. – v.solo-Faruk . Órgão elecº.-Milhazes . bateria-Alvaro C. . v.ritmo-Tony . v.baixo-Beto . ( 1969 )

 

O Conjunto de Oliveira Muge.

O Conjunto de Oliveira Muge.

 

Mais

Mais uma imagem do Conjunto de Oliveira Muge.

 

 

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