THE DELAGOA BAY WORLD

30/08/2017

ALFREDO AUERBACH, O BARÃO DA INHACA

Filed under: Alfredo Auerbach - Barão da Inhaca, Inhaca — ABM @ 19:53

Imagem gentilmente cedida pelo Paulo Pires Teixeira.

Alfredo Auerbach

 

Pouco está publicado sobre Alfredo Auerbach. As poucas referências indicam que foi um alemão judeu que se naturalizou português e que foi um comerciante na Ilha de Moçambique na década de 1880. Após enriquecer súbita e vastamente na então pequena cidade da costa oriental de África (“fornecimentos ao Estado”….) , na década de 1890 radicou-se na pitoresca Vila de Sintra com a sua mulher (uma inglesa), onde viveram em recatado conforto e com algum destaque social – e onde faleceram. No entretanto, Auerbach fez alguns negócios em Portugal. Em Novembro de 1892, o monarca português, D. Carlos I, fê-lo Barão de Inhaca, por uma vida. Porquê da Inhaca? não sei. Aquilo era um buraco miserável, praticamente sem nada. Mas que se saiba, este foi o único título de nobreza português concedido a alguém que tivesse algo que ver com Moçambique. Penso que ele nunca meteu os pés na pequena ilha à saída da Baía de Lourenço Marques.

 

Umas casotas de pescadores da Inhaca, início do Séc. XX.

A MESQUITA DE LOURENÇO MARQUES ENTRE 1900 E 1970

Filed under: LM Mesquita — ABM @ 19:17

Praticamente desde a sua fundação, Lourenço Marques manteve uma importante comunidade maometana, sendo que, no seu núcleo inicial, o único local de culto religioso intra-muros foi a Mesquita, construída na década de 1880.

O interior da Mesquita, cerca de 1900. Postal dos irmãos Lazarus. A iluminação é feita por candeeiros a petróleo e velas.

 

A entrada da Mesquita, meados da década de 1920. Detalhe de uma fotgrafia de um dos álbuns de Santos Rufino

 

A entrada da Mesquita, meados dos anos 60. Num dos espaços à esquerda da entrada, operava uma ourivesaria. Mesmo à direita, fora de vista, a Casa Bem-Fica, do Pai do Azzize.

26/08/2017

O KIOSK CHALET NA PRAÇA 7 DE MARÇO EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Filed under: LM Baixa, LM Kiosk Chalet, LM Praça 7 de Março — ABM @ 15:51

 

O Kiosk Chalet, numa esquina da Praça 7 de Março, cerca de 1900.

25/08/2017

AS PORTAS PRINCIPAIS DE ACESSO À VILA DE LOURENÇO MARQUES, 1870: UMA EVOCAÇÃO

Filed under: LM Baixa, Portas de LM em 1870 — ABM @ 03:29

O original desta fotografia penso que está alojado no Arquivo Histórico de Moçambique. Foi retocada por mim.

Grato ao Vasco Freitas pela ajuda.

 

Esta era a entrada principal na Vila de Lourenço Marques, cerca de 1870, a única realmente em que se podia entrar e sair de carroça e que ligava à Estrada de Lydemburgo, o único acesso por terra ao hinterland sul-africano. Virada para Norte, atravessava um curto matagal/sapal que enchia com água salgada da Baía quando a maré subia…….

 

Esta era a entrada principal na Vila de Lourenço Marques, cerca de 1870, a única realmente em que se podia entrar e sair de carroça e que ligava à Estrada de Lydemburgo, então o único acesso por terra ao hinterland sul-africano.

Virada para Norte, atravessava um curto matagal/sapal que enchia com água salgada da Baía quando a maré subia. Era um nojo infernal e fedorento, cheio de mosquitos e caranguejos, especialmente nos verões quentes e sufocantes, entre Novembro e Março de cada ano, e o pessoal residente metade do tempo ou andava bêbado ou de cama com malária, cuja taxa de mortalidade era significativa. Os ingleses, então os Donos do Mundo, colonizadores informais e semi-oficiais de Portugal no Séc. XIX e patrocinadores oficiais do delírio imperial português na África Austral, ficavam em estado de choque com os que consideravam degradantes hábitos dos portugueses (exceptuando os dos Bragança e do Marquês de Soveral) e a sua capacidade de conviverem com as restantes raças inferiores em espaços urbanos já de si confinados e miserandos, nas condições mais imundas – e em proximidade! Um horror.

Para além de Lourenço Marques ser em 1870 uma miserável, lamentável e densa agremiação de palhotas e casinhas de madeira implantadas na língua de terra plana e arenosa (arderam quase todas num memorável incêndio exactamente cinco anos depois desta foto ter sido tirada, após o que se decidiu chutar com o pessoal maioritariamente negro das palhotas para fora de muralhas e passar a ser tudo construído em pedra e cal) a população da pequena Vila era para os Brits um perigoso, enigmático e insalubre cocktail de gentes de todas as côres, cheiros, religiões e proveniências (africanos, americanos, boers, ingleses, portugueses, baneanes, monhés, chineses) a viverem em condições que fariam qualquer imperial victoriano corar em pânico.

Sem saneamento, a água tirada duns poços e nascentes meio duvidosos escavados por perto, e – claro – o latente “perigo tribal negro” ali mesmo do outro lado do pântano nas colinas do Maé e da Maxaquene, a Vila era um objectivo militar e económico interessante e se calhar desejável para as tribos locais, que quando não estavam literalmente à estalada umas com as outras pelas mais mirabulantes razões, achavam por bem visitar o pequeno posto comercial marítimo de vez em quando, surpreendentemente bem armados, para, alternadamente, negociar alguns termos de comércio melhores (o comércio era baseado essencialmente na troca de produtos e serviços) ou meramente para o tentar saquear, caso fosse oportuno.

Naquela altura nenhum nativo naquelas paragens sonhava o que era “Moçambique” e muito menos onde é que ficava. “Moçambique” era a pequena Ilha de Moçambique. Não sabiam o que era o colonialismo, não tinham a mínima noção de que os brancos que por ali apareciam tinham a mania que eram da Raça Superior, que a sua terra poderia vir a ser conquistada a tiro de metralhadora, não tinham complexos de inferioridade de qualquer espécie e muito menos promoviam saraus com diálogos líricos sobre a igualdade e a fraternidade entre os homens, onde se distribuíam biscoitos e se liam poemas do Mia Couto.

Mas conheciam bem o punhado roufenho de portugueses que por ali insistia em ficar, conheciam os boers, os ingleses e, claro, o grande Albasini, que era uma espécie de Indiana Jones lusotrópico, enriquecendo com peles, pólvora e cachaça.

E naturalmente, naquela altura, um pouco como acontece agora, qualquer branco basicamente era carne para canhão, a não ser que ali houvesse business. E mesmo aí.

As únicas protecções relativas de que as maioritariamente almas perdidas que da Vila traficavam para os territórios boer e o hinterland dispunham, eram, a Sul, a língua de areia que confrontava a Baía, precariamente guardada pela dúbia eficácia dos suspeitos canhões da inepta guarnição encostada numa ponta da Praia do Albasini, que era onde se situava o pindérico Presídio de Nossa Senhora da Conceição, e, do outro lado a “muralha” que se pode ver nos lados das colunas que partem da entrada que aparece nesta fotografia (ah ah ah).

E ainda, claro, o próprio pântano, que, para além de ser uma fétida fonte de morte e insalubridade, infelizmente, insistia em vazar diariamente com as marés.

Mapa de 1876. A bolinha sinaliza a localização da entrada na foto em cima, que, segundo o Vasco, ficava mais ou menos junto da esquina do Scala/Avenida Buildings.

Mas melhores tempos viriam. Desde o início do Século XIX e após os milandos com os Boers no Cabo, os patrões britânicos tinha analisado os mapas e no fundo queriam aquilo para cintar e controlar os Boers que tinham migrado para o Norte, e a baía poderia vir a dar um excelente porto para a marinha britânica e assim proporcionar um acesso melhor aos negócios dos Boers e à região situada a Norte do Cabo – onde, providencialmente, num buraco qualquer a que vieram a chamar Kimberley, se descobriria, por volta da altura em que se tirou esta foto, o maior e mais rico filão de diamantes que já se encontrou num só ponto na História do Mundo.

Surpreendentemente, tiveram azar por uns tempos. Benevolentes, os ingleses aceitaram submeter o assunto da posse dos territórios na parte Sul da Baía mais Inhaca e Ilha dos Elefantes, que decorria há alguns anos, a arbitragem internacional – e lixaram-se. Em meados de 1875, um francês, Mac-Mahon, ditou que as redondezas da pequena Vila desgraçadamente fortificada, afinal pertenciam por direito aos delapidados quasi-súbditos latinos do Império Britânico, o que lhes dava o (extremamente) irritante direito de ali impôr as suas leis e especialmente, os seus impostos. E tudo em língua portuguesa!

E, o que ainda era pior, de permitir aos temíveis Boers, acederem ao mar sem terem que lhes pedir licença.

Providencialmente, em 1877, de Lisboa, Andrade Corvo, um ministro da fase da Rotação, mandou por navio um punhado de engenheiros liderados por um jovem e brilhante engenheiro, o Tenete-Coronel de Engenharia Joaquim José Machado, para a pestilenta mas estratégica Vila, cuja primeira reacção ao chegar de canoa à Cidade, no dia 7 de Março de 1877, praticamente, foi conspirar de imediato para aterrar o fétido pântano em redor da língua de terra junto à margem Norte da Baía.

Pouco depois, começou a verdadeira ópera de se montar um esquema qualquer para se construir uma linha férrea entre a infecunda localidade junto da Baía do Espírito Santo e a pequena capital Boer, a pacata Pretória. O projecto levaria quase vinte anos a realizar, com umas guerras pelo meio e tanta vigarice pegada e esquemas tipo PPP, e corrupção, que faria o governo socialista português de José Sócrates, cem anos mais tarde, parecer um conjunto de meninas de coro a debater a respectiva virgindade.

Não ajudava a fechar o assunto que, em Portugal, os governos caíam sucessiva, alegre, estrondosa e rapidamente, ano após ano, providenciando aos seus súbditos uma espécie de gestão nacional aos soluços.

Em Lisboa, para se manter o foco nas coisas, ainda em 1875, uns iluminados mas descapitalizados colonialistas de sofá criaram na Baixa a Sociedade de Geografia, onde, entre passes de charuto e copos de whisky, liam Livingstone e sonhavam a sua riqueza, debruçados sobre um gigantesco mapa de África.

Uma ilustração de uma obra de Augusto de Castilho, de 1881, mostrando a pequena Vila de Lourenço Marques, cercada a Norte pelo Pântano da Maxaquene, com a estrada que a ligava a terra firme, podendo-se ver a Muralha e a entrada com as duas colunas de 5 metros de altura.

Entretanto, em 1879, enquanto o Império Que Nunca Dorme tentava ligar Londres ao Cabo por linha de telégrafo submarino (altíssima tecnologia na altura), a pequena Vila de Lourenço Marques seria contemplada com …. a sua própria estação telegráfica! um assombro, quiçá pouco útil para os locais, mas assaz interessante para os navios que ali atracavam e os empresários de sucesso que por ali passavam. Ao governador da espelunca e ao cônsul da Sua Britânica Majestade, era permitido mandar os seus relatórios para Londres e Lisboa via Londres, por SMS, com desconto. Os ingleses liam, displicentes e divertidos, os relatórios confidenciais dos portugueses.

Mas o momento em que tudo mudou verdadeiramente para a pequena urbe foi quando, em 1886, aconteceu mais uma vez o simplesmente inacreditável: um dia, ali a 600 quilómetros, num obscuro canto rural do Transvaal boer, numa quinta perto de Pretória, se descobriu o maior filão de ouro que jamais se viu na História do Mundo (pois).

E para se chegar lá, de forma segura, rápida e eficiente a partir do mar, só havia uma forma ideal: pela Baía do Espírito Santo, através da infecunda, malcheirosa, indefensável vilória “portuguesa” de Lourenço Marques.

Todos logo se posicionaram para o negócio do Século, mas eis que, depois de, numa única e rápida visita a Lisboa, ter corrompido tudo e todos e sacado a cobiçada concessão ferroviária, o Coronel Edward Macmurdo, um americano bem conectado em Londres e Washington, nada menos, montou uma operação financeira tipo Dívida Ematum e já estava no processo de montar uma linha férrea para a ainda indefinida fronteira boer. Esta acabaria por ser definida junto de um corte nos Montes Libombos por onde passava um rio, o Incomáti, mas na altura ainda ninguém sabia isso, excepto, talvez, um tal de Ressano Garcia.

No entanto Macmurdo morre subitamente de um AVC, principalmente por causa do stress de ter que aturar os portugueses, que ofenderam tudo e todos ao inventarem um esquema para lhe confiscarem a concessão (a linha para Pretória seria concluída por Joaquim José Machado e a sua equipa) mas não sem antes publicar – pasme-se – a mais lida, a mais lírica e a mais linda História de Portugal, em dois volumes. Também ajudou nas vendas que praticamente era a única história de Portugal publicada em inglês, claro.

Em Lourenço Marques, alguns anos antes, um intrépido português, de nome Fernandes Piedade, entretanto, já tomara a inédita e corajosa decisão de se tornar no primeiro branco a morar fora das “muralhas” da Vila, numa casinha mesmo ali defronte numa encosta da Maxaquene, perto da qual pouco depois os britânicos, que nunca gostaram de se misturar com os locais, edificaram o seu consulado – qu ainda está lá. Tavez para os chatearem, os portugueses locais edificaram a sua nova “catedral” mesmo em frente ao consulado. De costas para o consulado. E mesmo atrás do Consulado, a nova sede da Polícia.

Surpreendentemente, os nativos tribais permaneceriam impassíveis. Por enquanto.

Um escasso ano volvido após a descoberta do ouro no Transvaal, o rei dos portugueses, Luis Primeiro, decreta que a espelunca, com a sua meia dúzia de portugueses sitiados num mar de nativos e de estrangeiros de todas as proveniências, passava a ser uma Cidade Portuguesa, dotada com, para além do exaltado estatuto de município e uma bandeira, e os seus próprios orgãos municipais, a segunda Cidade a seguir a Moçambique, que, lá nos confins da costa a Norte, era uma ilha a sério, e a primeira a ser constituída na África Oriental Portuguesa.

Na verdade, nada daquilo funcionava e meia dúzia de iluminados decidiam tudo, em alegre conluio com as personalidades de negócios locais e o Sr. governador. O que era preciso é que todos ganhassem algum. Em casos de dúvidas, mandava-se um telegrama para Lisboa.

Lourenço Marques crescia, mas agora sem o seu pântano, a sua muralha e os seus portões, ficava exposta.

CÉDULAS DE TROCO DE LOURENÇO MARQUES, DÉCADAS 1910-1920

Após a mudança da moeda oficial portuguesa do Real para o Escudo, na sequência do golpe de Estado que derrubou a Monarquia em 5 de Outubro de 1910, e com o advento da Grande Guerra Mundial (1914-1918) e as carências daí resultantes e também das dificuldades dos (muitos) sucessivos governos republicanos, houve crises de disponibilização de trocos nas cidades portuguesas, incluindo as suas cidades coloniais como a pequena Lourenço Marques. Para lidar com essa situação, as empresas, municipalidades e outras entidades, recorreram à criação de “cédulas de troco”, uma espécie de papel-moeda alternativo, para o fim específico de apoiar as suas operações monetárias. Esta prática durou alguns anos, até o governo ter a capacidade de disponibilizar trocos.

Em baixo, alguns exemplos de Lourenço Marques.

(Nota: um Centavo equivale a um por cento de um Escudo)

 

Cédula da Associação Chinesa de Lourenço Marques, no valor de cinco centavos.

 

Cédula do Bazar de Lourenço Marques no valor de dois centavos.

 

Cédula da Cooperativa Popular em Lourenço Marques, no valor de cinco centavos.

 

Cédula da empresa Tramways Eléctricos de Lourenço Marques, no valor de um centavo. A TELM operou na Cidade entre 1904 e 1936, quando Paulino dos Santos Gil introduziu o serviço de transporte por machimbombos.

 

Cédula da empresa Tramways Eléctricos de Lourenço Marques, no valor de dois centavos.

 

Cédula da empresa Tramways Eléctricos de Lourenço Marques, no valor de 2.81 centavos, o equivalente a um bilhete.

 

Cédula da empresa Tramways Eléctricos de Lourenço Marques, no valor de três centavos.

 

Cédula da empresa Tramways Eléctricos de Lourenço Marques, no valor de cinco centavos.

23/08/2017

MINISTRO SARMENTO RODRIGUES VISITA O CLUBE FERROVIÁRIO DE NAMPULA, 1961

Fotografias gentilmente cedidas por Francisco Duque Martinho, onde o Pai, o Eng. Duque Martinho, é retratado.

O Eng. António Duque Martinho, entre outras funções que desempenhou numa longa e interessante carreira, foi Vice – Presidente e Presidente da Câmara de Lourenço Marques, nos anos 60. Mas na essência era um operacional das obras públicas e caminhos de ferro. Em 1961, era o Director dos CFM em Nampula. Antes, dirigiu a construção da linha ferroviária do Limpopo. Em Angola, dirigiu importantes projectos.

O Almirante Manuel Sarmento Rodrigues era, na altura em que estas imagens foram colhidas, Ministro do Ultramar de Portugal, cargo que já desempenhava desde 1951. Ainda em 1961, foi nomeado Governador-Geral de Moçambique, posto que ocuparia até 1964.

 

Acompanhando por uma comitiva que incluia o Eng. Duque Martinho, o então Ministro do Ultramar, Sarmento Rodrigues, no recinto da piscina do Clube Ferroviário de Nampula.

 

Durante a mesma visita, o Eng. Duque Martinho posa com o Ministro Manuel Sarmento Rodrigues no bar do Clube Ferroviário de Nampula. À esquerda, creio estarem repórteres de imagem destacados para cobrir o evento.

CHALETS PARA ALUGAR NA PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

Filed under: LM Chalets na Praia da Polana, LM Praia da Polana — ABM @ 19:28

Detalhe de fotografia de um dos álbuns de Santos Rufino.

 

Os chalets junto da praia que eram habitualmente alugados a veraneantes provenientes da então União Sul-Africana, meados da década de 1920, quando Lourenço Marques evoluiu enquanto destino turístico.

A INAUGURAÇÃO DO RINGUE DE PATINAGEM E CINEMATÓGRAFO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, 1910

Filed under: LM Cinema Varietá — ABM @ 17:48

Recorte generosamente pesquisado, recolhido e facultado por Paulo Azevedo.

Imagem é um detalhe de uma das fotos de um dos álbuns de Santos Rufino.

 

Recorte do Lourenço Marques Herald, de 18 de Julho de 1910, anunciando a abertura, dois dias antes, do ringue de patinagem e animatógrafo Varietá, na Baixa de Lourenço Marques, num canto da Rua Araújo, perto da Praça 7 de Março.

 

Pessoas em frente ao Teatro Varietá, meados da década de 1920.

INTERIOR DO SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: LM Câmara Municipal — ABM @ 17:33

Fotografia que fazia parte de um cartão de Boas Festas da Câmara Municipal de Lourenço Marques, década de 1960.

 

Interior de um salão na Câmara Municipal de Lourenço Marques.

INTERIOR DE MACHIMBOMBO PARA O PERCURSO ESTAÇÃO DE CAMINHOS DE FERRO- POLANA, EM LOURENÇO MARQUES, 1927

Filed under: Machimbombo anos 1920 — ABM @ 16:46

Imagem ampliada de uma das fotografias da Colecção de Santos Rufino.

 

Interior de um machimbombo que fazia o percurso entre a estação ferroviária na Baixa e a Polana, via a Avenida Pinheiro Chagas. Nesta altura – segunda metade da década de 1920 – Lourenço Marques dispunha de uma interessante rede de transportes públicos, primariamente destinada a servir as comunidades europeia e asiática que não tinha acesso a um carro e que incluia uma rede de carros eléctricos.

INTERIOR DA ESTAÇÃO DE BOMBEIROS DE LOURENÇO MARQUES, FINAL DOS ANOS 60

Filed under: LM Bombeiros 1970s, LM Prédio 33 Andares — ABM @ 16:34

Esta estação ficava localizada na Avenida Pinheiro Chagas, em frente ao Cemitério de São Francisco Xavier, a caminho do Alto-Maé, em Lourenço Marques. A anterior estação ficava situada na Baixa da Cidade, onde posteriormente se edificou o Prédio 33 Andares.

 

O interior da Estação dos Bombeiros de Lourenço Marques, anos 60.

15/08/2017

APANHANDO SOL NO PAVILHÃO DE CHÁ DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1927

Filed under: LM Pavilhão de Chá, LM Praia da Polana — ABM @ 18:26

Detalhe de uma foto de um álbum de Santos Rufino.

 

Relaxando na Praia da Polana, cerca de 1927.

O PAVILHÃO DE CHÁ DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

Filed under: LM Pavilhão de Chá, LM Praia da Polana — ABM @ 18:20

 

 

O Pavilhão de Chá da Polana, anos 20 do Séc. XX.

A praia protegida em frente ao Salão de Chá da Polana.

INTERIOR DA CÚPULA DA IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: LM Igreja Sto Antº da Polana — ABM @ 18:15

 

O interior da cúpula da Igreja de Santo António da Polana em Lourenço Marques.

A DECISÃO DE MAC-MAHON E O SUL DE MOÇAMBIQUE, 24 DE JULHO DE 1875

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques, cerca de 1940. Ao fundo, a estação ferroviária.

 

Em baixo, em língua inglesa, o texto completo da decisão francesa, dada a conhecer a 24 de Julho de 1875, quanto à posse dos territórios em redor e a Sul de Lourenço Marques (actualmente, Maputo). A disputa originou numa pretensão britânica de ficar com esses territórios, seguindo a sua política de criar uma zona-tampão para conter as repúblicas Boer numa espécie de cintura de ferro britânica. Só que Portugal argumentava que já estava lá há séculos, o que valia o que valia mas na jurisprudência de então, e até 1886, era o que valia mais. Numa acção de charme que lhe veio a custar, a Grã-Bretanha aceitou submeter a disputa a arbitragem por terceiros, tendo sido acordado que a decisão seria tomada pelo governo da França, a que, quase circunstancialmente, Mahon presidia. Na altura, foi uma vitória significativa da diplomacia portuguesa em relação à Grã-Bretanha, mas também um presente envenenado, na medida em que resultou num endurecimento da postura daquele país em relação ao futuro – como veio a acontecer em Janeiro de 1890.

Na tradição colonial de então, o episódio foi celebrado até ao Século XX, desde a denominação da praça onde se veio a edificar a estação dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques com o nome de Mac-Mahon (anteriormente Praça Azeredo, um importante autarca da pequena cidade colonial, e que a Frelimo alterou para Praça dos Trabalhadores, a designação presente), até à designação do feriado municipal, que era a 24 de Julho e não a 10 de Novembro, data da elevação de Lourenço Marques ao estatuto de cidade, à alteração da maior avenida da Cidade de Francisco Costa para Avenida 24 de Julho (sorrateiramente, a Frelimo manteve o nome, agora referindo-se à data de algumas nacionalizações efectuadas em 1976) e, finalmente, à designação de uma das duas marcas de cervejas mais conhecidas de Moçambique – a 2M (de “Mac-Mahon”. A outra é a Laurentina) e que sobreviveu a quase meio século de demolição deliberada do património colonial herdado.

Verdadeiramente, Mac-Mahon ficaria surpreendido se alguém lhe tivesse dito que, num obscuro recanto de África, o seu nome alguma vez seria recordado.

 

 

14/08/2017

A MERCEARIA DESPENSA ECONÓMICA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Despensa Económica LM — ABM @ 23:23

Fotografia de Leonor Ferreira, retocada.

 

A Despensa Económica na Avenida Massano d Amorim, junto ao Parque José Cabral (actual Parque dos Continuadores) em Lourenço Marques, anos 60. O Pai de Leonor era um dos sócios da empresa.

A AVENIDA DA REPÚBLICA INUNDADA, LOURENÇO MARQUES, ANOS 30

Fotografia de Alan Fitzpatrick, retocada.

 

Uma viatura na Avenida da República (actual Avenida 25 de Setembro) em Lourenço Marques, anos 30 do Séc. XX.

CARTAZ PUBLICITÁRIO DA DETA, ANOS 50

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique — ABM @ 23:09

Cartaz publicitário da DETA/SAA, anos 50

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