THE DELAGOA BAY WORLD

16/04/2012

O REGRESSO DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE A LISBOA APÓS CHAIMITE, 1897

Um aspecto do dia da chegada de Mouzinho de Albuquerque a Lisboa, 3ª feira, 14 de Dezembro de 1897. Na imagem, que colori para dar mais um ar da sua graça, a galeota real, um raro privilégio, é rebocada (com os ministros da Guerra e da Marinha) para junto do Peninsular, que trouxe o então já Comissário Régio e a sua mulher desde a Cidade do Cabo até à capital portuguesa. No cais, aguardava uma enorme multidão, incluindo toda a família real portuguesa. Para saber mais, leia o excerto do excelente texto de António Mascarenhas Galvão em baixo, a seguir às restantes fotografias.

Após os eventos de Chaimite, em que António Ennes já estava de regresso a Portugal (ele terá sabido da prisão de Gungunhana durante a viagem, por telégrafo) Mouzinho permanece em Moçambique, tendo sido nomeado Comissário Régio (na História de Moçambique, só houve dois, ele e Ennes). Mouzinho só vai a Lisboa no final de 1897. Pouco tempo volvido, demitiu-se, num dos habituais braços de força entre Lisboa e as periferias.

Mouzinho com a sua mulher Maria José Gaivão no Peninsular.

Mais uma imagem do reboque da galeota real até ao Peninsular. Reparem na multidão apinhada no Cais do Arsenal, uma espécie de "Sala VIP" para quem vinha de barco.

Ainda uma imagem da galeota real. Acreditem ou não, as fotos estão no espólio da Fundação Calouste Gulbenkian e foram aturadamente restauradas por mim.

Um excerto da interessantíssima obra de António Mascarenhas Gaivão "Mouzinho de Albuquerque" (Lisboa: Oficina do Livro, 2008), cuja leitura recomendo. O António descende da família da mulher de Mouzinho e o seu cunhado João foi um importante membro da sua equipa durante a sua curta mas crucial governação de Moçambique, até 1898. Para os Maputógrafos sem nada que fazer um sábado à tarde, se forem ver a "pedra fundamental" na fachada do antigo Hotel Clube, que agora é o Centro Cultural Franco-Moçambicano, creio que o João Mascarenhas Gaivão que está lá mencionado e que o inaugurou, era o bisavô dele.

A segunda das três imagens do excerto sobre a chegada de Mouzinho a Lisboa.

A 3ª imagem do excerto. A nota 20 em baixo faz referência ao livro "Ecos do Centenário de Mouzinho" (Lisboa: Comissão Nacional para a Comemoração do Centenário de Mouzinho, 1958, página 31).

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