THE DELAGOA BAY WORLD

06/08/2019

LOURENÇO MARQUES EM 1969

Imagem retocada.

 

A ponta da Polana, a Maxaquene e o seu Aterro e ainda a Baixa de Lourenço Marques, final da década de 1960.

 

09/07/2019

VISTA AÉREA DE LOURENÇO MARQUES, FINAL DA DÉCADA DE 1950

Imagem retocada.

O que se pode ver nesta imagem:

  1. Na Catembe ainda havia pouca construção;
  2. A FACIM ainda não existia e a zona do Aterro de Maxaquene ainda estava praticamente intocada e coberta de eucaliptal;
  3. Ainda havia poucos prédios na Maxaquene e na Polana;
  4. O Hotel Cardoso ainda tinha apenas um andar;
  5. À direita, já se vêm os campos de futebol do Sporting (1933) e do Desportivo (1949)
  6. Mais importante, as Barreiras da Ponta Vermelha e da Maxaquene ainda eram muito maiores e cobertas de mato denso. Isso seria radicalmente alterado pelos efeitos do Ciclone Claude (Janeiro de 1966) e das alterações levadas a cabo na sua sequência. O Parque Silva Pereira, em frente ao Liceu Salazar (1952), por exemplo, será significativamente reduzido e quer à sua frente, quer na Ponta Vermelha, em meados dos anos 60, serão feitos aterros para se segurar as barreiras e abrirem novas vias que ligariam a parte Alta da Cidade (Polana e Ponta Vermelha) com a Baixa. De facto em 1974 seria concluída a actual via (que incluiu a construção de um viaduto) ligava a Estrada Marginal na zona do Clube de Pesca com a Ponta Vermelha. Já a via que ligaria a Praça das Descobertas (em frente ao Museu Álvaro de Castro), responsável pela significativa redução do Parque Silva Pereira, e pela destruição do Miradouro que ali havia (ver em baixo), nunca foi construída até esta data. Mas os aterros feitos ali ainda se podem detectar.

 

Vista da Cidade, segunda metade da década de 1950.

 

O Miradouro do Parque Silva Pereira, em frente ao Liceu Salazar (actual Josina Machel) na primeira metade da década de 1960 mas antes da devastação causada pelo Ciclone Claude (início de Janeiro de 1966), em que desapareceria e o actual jardim é cerca de metado do antigo parque. Em segundo plano, o estádio coberto do Sporting de Lourenço Marques uma grande obra do clube na sequência da ida de Eusébio para…o Benfica de Lisboa.

14/09/2018

O DESPORTIVO E O SPORTING EM LOURENÇO MARQUES, 1961

Nestas imagens, destaca-se o estádio coberto do Sporting Clube de Lourenço Marques, então em construção, na sequência da “fuga” de Eusébio para o Benfica em Lisboa. E o Aterro da Maxaquene, na altura ainda um espesso eucaliptal.

 

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05/08/2018

A ANTIGA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURENÇO MARQUES, 1965

Grato ao PPT e ao AHM.

 

A antiga Câmara Municipal de Lourenço Marques, 1965. Por esta altura, já funcionava ali um tribunal. Fica mesmo em frente ao Desportivo na Baixa e é um dos grandes edifícios histórios da Cidade. Naquela altura, para se ir ao Desportivo só havia esta rua, que era a Avenida Álvares Cabral.

29/07/2018

OS IRMÃOS BOTELHO DE MELO NO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem colorida e retocada.

No relvado da Piscina dos Pequeninos do Grupo Desportivo Lourenço Marques, cerca de 1964. Ver os nomes em baixo. Foto tirada pelo Pai Melo.

 

1- Paula, 2- António, 3- Fernando, 4-Cló, 5- Chico, 6- Mesquita, 7- Lelé

20/07/2018

O BUSTO À ENTRADA DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Grato ao PPT e ao AHM. 

Apesar de praticamente ter crescido no Desportivo, e me lembrar vividamente deste busto, especado por cima de um pedestal à entrada do Clube, só hoje, uns 50 anos depois, é que percebi de quem era. Na altura, bem podia ser uma estátua do Napoleão que para mim era a mesma coisa.

Mas era, afinal, Gabriel Maurício Teixeira, um insigne madeirense que foi Governador-Geral da Província entre 1946 e 1958.

O busto era metálico e oco por dentro, estando apenas colocado por cima da base, revestida a mármore. Era pesado e grande.

O busto evocativo de Gabriel Maurício Teixeira, que foi um memorável Governador-Geral de Moçambique, em frente à entrada principal do Desportivo em Lourenço Marques, anos 60. Atrás, as pranchas de salto.

A “gratidão” evocada no pequeno monumento proeminentemente colocado penso que deriva da “revolução” ocorrida no Desportivo durante o seu longo mandato: a demolição do velho campo de futebol, a construção da nova sede e piscinas (1949), campos de basquet e de hóquei e ainda a inauguração do novo campo de futebol, no início da década de 1950 e sobre o qual escreverei um dia destes. Não sei bem o que Gabriel teve a ver com estas iniciativas do clube, mas pelos vistos alguma coisa fez.

Uma história final sobre o busto. Tinha eu uns dez anos de idade e nadava no Desportivo, onde passava a maior parte do meu tempo livre. Um dia apostei com um colega que conseguia pegar no busto e metê-lo junto da piscina. O meu colega apostou que não. No fim, com algum esforço e audácia, não só ganhei a aposta, como subi a parada: o busto do Governador foi parar dentro da piscina grande, a 4.5 metros de profundidade, debaixo das pranchas. Ninguém me viu cometer o acto “terrorista” mas pouco depois o Faz-Tudo reparou no pedestal sem o busto em cima. Lançado o alarme, todos começaram a procurar pelo objecto, sem sucesso. O desaparecimento tornou-se quase assunto de Estado. Só no dia seguinte, quando foram fazer a aspiração do lodo no fundo da piscina (uma tarefa de rotina) é que o gigantesco aspirador de ferro do Desportivo “bateu” num objecto metálico, que, logo se descobriu, era, afinal, o busto de Gabriel Teixeira. Recuperado, foi de novo colocado no pedestal, onde ficou até a Frelimo o mandar apear em 1975, para, desta vez, não mais ser visto. No seu lugar, alguém colocou lá uma espécie de passareco assim aos estilo do Malangatana, que passa por uma águia, um símbolo do clube que, este sim, sobreviveu às intempéries políticas locais.

16/04/2018

LOURENÇO MARQUES VISTA DO AR, OUTUBRO DE 1933

O Ilustrado, 1 de Outubro de 1933,  Nº13, páginas 252-253.

1933. Em primeiro plano, a Av. Pinheiro Chagas já parcialmente constituída em duas faixas.

 

À esquerdo, o Aterro da Maxaquene, ainda “pelado”.

 

À direita, junto ao Aterro da Maxaquene, os campos de futebol do Desportivo, ainda no local onde mais tarde foi feita a sede e a piscina, e a seguir o campo de futebol do Sporting.

 

À direita, o Aterro da Maxaquene e as instalações do Desportivo e do Sporting.

 

08/04/2018

O PAIOL DE LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1900, FOTOGRAFADO PELOS LAZARUS

Esta imagem faz parte do álbum Views of Lourenço Marques, publicado por Joseph e Maurice Lazarus.

O paiol, onde eram guardados os explosivos e material militar, foi construído mais ou menos no mesmo local onde hoje estão as piscinas do Desportivo, em frente à antiga Câmara Municipal de Lourenço Marques (depois tribunal da Relação). Foi demolido cerca de 1919 e o terreno foi aplanado como parte do grande Aterro da Maxaquene.

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01/03/2018

A FEITORIA HOLANDESA EM LOURENÇO MARQUES, 1721

A Companhia das Indias Holandesa, mais conhecida por VOC (a sigla da designação original neerlandesa, Verenigde Oost-Indische Compagnie), na altura uma das entidades europeias que competiam pelo comércio dos mares com Portugal e o Reino Unido, e que desde 1652 operavam no que é hoje a Cidade do Cabo uma base de apoio às suas actividades além-mar, decidiu em 1721 instalar uma feitoria na Baía da Lagoa, no que veio a ser a Cidade de Lourenço Marques, no espaço que alguém estimou ser o terreno onde, para variar, se situa o agora defunto campo de futebol do Grupo Desportivo Lourenço Marques, que na altura ficava directamente em frente à praia (hum, o local merecia algumas escavações arqueológicas…).

A experiência foi um fracasso. A feitoria procurou transaccionar escravos e marfim, principalmente, mas rapidamente os holandeses acharam que a mortandade pela malária não compensava e abandonaram o local, aparentemente ao tiro.

E os tiros não vinham dos nativos Tsonga/Ronga. Uma nota, curiosamente relacionada com o historial da chamada Fortaleza de Lourenço Marques, refere o seguinte contexto (texto editado por mim):

19 de Fevereiro de 1721 – partida de expedição holandesa, oriunda da cidade do Cabo, composta por 113 homens, sob o comando de Klaas Nieuhof, em dois navios, o Gouda e o De Caap;

Abril de 1721 – chegada da expedição à baía de Lourenço Marques; obtida a autorização do chefe local, inicia-se a construção de um forte de madeira, de planta pentagonal, denominado Forte Lagoa; passados seis meses, cerca da metade dos homens havia morrido, sobretudo vítimas de malária; apesar da chegada de reforços da cidade do Cabo, nos navios Zeelandia e Uno, com mais 72 homens e mantimentos, a situação não se alterou;

11 de Abril de 1722 – durante a manhã, três navios piratas ingleses sob o comando do Capitão George Taylor, que operava nas águas do canal de Moçambique, entraram na baía de Lourenço Marques, perseguidos por quatro navios da Companhia Inglesa das Índias Orientais, o Lion, o Salisbury, o Exeter e o Shoreham; as embarcações piratas, o Victory, artilhado com 64 canhões, o Cassandra, com 36, e um barco francês capturado ao largo da Ilha de Santa Maria (actual Madagascar), tinham um total de 900 homens;

18 abril de 1722 – os piratas decidem capturar a feitoria holandesa, bombardeando-a, e capturar um bote e o navio De Caap; às 5 horas da tarde, o forte rende-se; tendo conhecimento de que Van de Capelle, o segundo em comando, se evadira para o interior com 18 homens, os ingleses exigiram o seu imediato regresso, sob pena de arrasarem o edifício; não tendo regressado os holandeses, o forte e feitoria foram destruídos;

dezembro de 1722 – retirada definitiva dos holandeses do local.

Apesar deste texto, outros relatos indicam que a feitoria holandesa na Baía de Lourenço Marques era um slave post, ou seja, primariamente um ponto de tráfico de escravos (uma parte significativa dos mulatos do Cabo descendem de escravos trazidos do que hoje é Moçambique) e que terá sido abandonada em 1732 em resultado de um motim.

 

A feitoria holandesa no futuro campo de futebol do Desportivo, 1721, segundo um mapa guardado nos arquivos da Holanda. No lado esquerdo, pode-se ver a saliência onde, umas décadas mais tarde, foi implantado o pequeno forte português que foi a génese da Cidade de Lourenço Marques.

 

Fase 1 da feitoria holandesa: o Forte Lagoa.

 

Fase 2 da feitoria holandesa.

 

 

 

10/10/2017

O GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia de Luis Filipe, herdada do seu Pai, que então acabara de chegar à capital de Moçambique.

 

O complexo do Grupo Desportivo Lourenço Marques, 1949, pouco depois da inauguração da piscina. Em frente, a antiga sede da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Na ponta inferior do lado esquerdo desta imagem, vêem-se as bancadas do campo de futebol do Sporting Clube de de Lourenço Marques.

 

O Grande Francisco Velasco comentou assim esta imagem: Este ano foi a Inauguração do rinque do Clube Desportivo de Lourenço Marques, situado no canto direito superior pela magnífica Selecção Nacional Portuguesa Campeã do Mundo que desencadeou o interesse e entusiasmo em esteróides pela prática do hóquei em patins. Tinha 14 anos bem como os meus colegas e do grupo de rapazes sentados nas bancadas, uns quinze… dez anos mais tarde quatro deles foram Campeões Mundo, 7 campeões da Europa e 4 Campeões Latinos. Foi obra …!

27/10/2013

UM DOMINGO DE MANHÃ NA PISCINA DO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, 1971

Foto ABM.

Um costume familiar mais ou menos enraizado em minha casa era ir para a piscina do Desportivo aos domingos de manhã.

Um costume familiar mais ou menos enraizado em minha casa era ir para a piscina do Desportivo aos domingos de manhã. Aqui nas bancadas junto da piscina do clube estão o Pai Melo deitado e os meus irmãos Mesquita e Chico.

26/10/2013

FESTA DE CARNAVAL NO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Foto ABM.

 

O meu Pai olha para a fotografia enquanto a minha irmã Paula aponta o dedo, durante uma das festas de Carnaval no Desportivo, início dos anos 70.

O Pai Melo olha para a fotografia enquanto a minha irmã Paula aponta o dedo, durante uma das festas de Carnaval no Desportivo, início dos anos 70.

06/10/2013

O GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

O Grupo Desportivo Lourenço Marques (não "de" Lourenço Marques, como muitos parecem crer) em 1950. Fica situado na baixa da Cidade, em terrenos aterrados cerca de 1920.

O Grupo Desportivo Lourenço Marques (não “de” Lourenço Marques, como muitos parecem crer) em 1950. Fica situado na baixa da Cidade, em terrenos aterrados cerca de 1920. À esquerda, o então novo campo de hóquei em patins. À esquerda do edifício redondo, as carreiras de tiro. A piscina foi inaugurada no dia 24 de Julho de 1949, na altura data do feriado municipal de Lourenço Marques.

 

A Piscina do Grupo Desportivo Lourenço Marques, anos 50.

A Piscina do Grupo Desportivo Lourenço Marques, anos 50. Ao fundo, pode-se ver o edifício do Tribunal da Relação, que durante 30 anos foi a Câmara Municipal.

 

18/06/2012

A PISCINA DO DESPORTIVO E O TRIBUNAL EM LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia da colecção de José Godinho, tirada pelo seu pai, João Godinho, restaurada.

A piscina do Grupo Desportivo Lourenço Marques, no mês da sua inauguração, Julho de 1949. Em frente, o edificio da segunda Câmara Municipal de Lourenço Marques, na altura já um tribunal. Ao fundo a Catembe, que agora escreve-se Ka Tembe.

20/04/2012

O DESPORTIVO E O SPORTING EM LOURENÇO MARQUES, 1971

Filed under: LM Grupo Desportivo Lourenço Marques, LM Sporting — ABM @ 01:48

Fotografia tirada pelo meu pai, Botelho de Melo, em 1971.

 

A piscina e o campo de hóquei do Desportivo, mais à frente o estádio coberto e o campo de futebol (alagado), a seguir o eucaliptal e ao fundo a Ponta Vermelha. Para ver esta fotografia em todo o seuu esplendor, prima duas vezes na imagem com o rato do seu computador.

 

02/07/2011

VISTA DA BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Vista geral da baixa da cidade, anos 60. De destacar que o Prédio 33 andares ainda não existia (se bem que os anteriores edifícios já haviam sido demolidos), a actual sede do Banco Barclays estava a ser feita, Vê-se ainda a sede do Desportivo e a sua piscina, em frente a antiga Câmara Municipal de LM, a Av da República (hoje 25 de Setembro) etc e tal.

15/11/2010

CENA DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES

RUTE ABREU E LEONTINA BOTELHO DE MELO FAZEM CROCHÉ NA ESPLANADA DO CLUBE, ENQUANTO OS FILHOS TREINAM NA PISCINA DO DESPORTIVO, LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960.

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