THE DELAGOA BAY WORLD

11/09/2017

A PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES

Não terão sido os portugueses a baptizar o promontório que agora de chama Ponta Vermelha, ou, para os anglófonos, Reuben Point. Este foi um termo que se tornou comum para todos os navegadores que rumavam a então Baía de Lourenço Marques – ou Delagoa Bay, o nome deste blogue. Porquê? aqui se explica, começando com um visão geral da morfologia do terreno e depois algumas fotografias que seleccionei.

Um fotografia de satélite de Maputo, recente.

A Baía que rodeia a Sul a actual Cidade de Maputo resulta de uma peculiar geologia e morfologia e ainda a circunstância de ali desaguarem vários rios. Se a maioria dos terrenos ali em redor são quase areia da praia, na zona em redor da actual cidade existe uma considerável plataforma de terra vermelha que se eleva suavemente a partir de Noroeste – da zona de Marracuene e que segue, do outro lado da Baía, durante mais alguns quilómetros, e que se “parte” quase súbita e abruptamente, de um lado a Ponta Vermelha, e do lado da Catembe, a Ponta Mahone. Pelo meio, nota-se o impacto dos rios que vêm do lado da Matola, e que escavaram a parte Poente da Baía e, a Norte (como se pode ver na foto) o enorme impacto da foz do Rio Incomáti, que desagua à entrada da actual Baía, descarregando os rios quantidades enormes de areia e detritos, que deverão estar na origem das Xefinas e da Inhaca.

No meio deste ecosistema essencialmente determinado pelo mar, pelos ventos, pela água dos rios e da erosão, está a Ponta Vermelha.

Essencialmente, a Ponta Vermelha resistiu de forma mais pronunciada às pressões ambientais circundantes porque, numa parte das camadas que constituem os seus solos, havia pedra vermelha.

Os Rochedos da Ponta Vermelha, final do Século XIX.

Essa pedra vermelha contrariava significativamente a erosão constante exercida pelos elementos, que lentamente iam “comendo” as areias que compunham as encostas da Ponta Vermelha (e da Ponta Mahone), que caíam para as praias em frente.

Quando a Baía começou a ser habitada, e principalmente, visitada por europeus, em navios, durante o Século XIX, o que agora é a Ponta Vermelha era basicamente uma zona pouco habitada e de densa floresta. Os europeus só começaram a habitá-la no final do Século XIX, quando se criaram acessos por estrada a partir da pequena Lourenço Marques, ali a uns 2-3 quilómetros, e mesmo assim só depois de ali se ter criado um sistema de abastecimento de água, que não havia.

Para quem conheceu Lourenço Marques e agora conhece Maputo, devido às enormes alterações feitas nos terrenos da Ponta Vermelha e em redor da Ponta Vermelha, não é evidente como aquilo era no final do Século XIX.

Naquela altura, a plataforma que constitui a Ponta Vermelha e a Maxaquene era muito mais avançada em direcção ao mar do que se pode depreender hoje, e caía abruptamente em direcção à praia em baixo, nalgumas partes em contínua erosão, com as terras brancas e vermelhas à vista (especialmente nas duas direcções a partir da Ponta Vermelha) enquanto que noutros locais essas encostas estavam cobertas por vegetação.

Desenho ilustrando a Ponta Vermelha, vista de Lourenço Marques, 1891. Este sketch sugere claramente que a Ponta Vermelha naquela altura “caía” quase abruptamente para o mar. Na zona da Ponta Vermelha propriamente dita não havia praia: haviam rochedos, como se pode ver na imagem em cima. Essas rochas ajudavam a proteger o promontório contra os elementos. Uma curiosidade deste desenho é que é a única ilustração que conheço mostrando o primeiro farol da Ponta Vermelha, que era uma espécie de tripé de metal ali edificado e que existiu entre 1877 e 1892, quando foi substituído por um pequeno farol de pedra e cal.

 

Uma fotografia de J&M Lazarus, final do Século XIX, mostrando a Ponta Vermelha a partir da Baixa da então pequena Lourenço Marques. Foto tirada de Poente para Nascente. Note-se a forma íngreme como o promontório cai para o mar.

 

Foto do início do Século XX, mostrando a encosta da Maxaquene, que termina na Ponta Vermelha. Esta enseada seria aterrada vinte anos depois e seria onde mais tarde se faria, por exemplo, a FACIM. Mas importante é observar as encostas, que são muito mais avançadas do que hoje, em rápida erosão, mostrando as areias soltas  e alguma vegetação. Se deste lado e do outro lado da Ponta Vermelha haviam praias com areia, na Ponta Vermelha em si havia rochedos.

 

Uma imagem recente da Ponta Vermelha. Note-se como as encostas foram alisadas e cobertas com vegetação, para além de se ter edificado a Estrada Marginal, por cima dos Rochedos da Ponta Vermelha e da Praia da Polana, recorrendo-se a muros de suporte e esquemas de irrigação de águas pluviais.

 

Este postal, do final do Século XIX ajuda parcialmente a explicar o nome da Ponta Vermelha. Digo parcialmente porque estes postais foram pintados à mão e o ilustrador às vezes pintava as coisas de forma digamos que criativa. O que os registos da altura indicam é que, quando se navegava para a Baía de Lourenço Marques quer vindo do Norte, quer vindo do Sul, ao longo da costa, a única coisa que se podia ver dos navios era uma longa, constante linha baixa e consistente de verde escuro, da vegetação. Mas quando se entrava na Baía, onde a pequena Cidade de Lourenço Marques se “escondia” por detrás do promontório da Ponta Vermelha, a primeira coisa que se notava era a alta encosta a Nascente (que se vê nesta imagem) com as suas areias amareladas e vermelhas, a cair acentuadamente para a praia. Daí o nome “Ponta Vermelha”.

 

A Ponta Vermelha vista do lado Nascente, onde ficava a Praia da Polana, primeiros anos do Século XX.  Mais uma vez, repare-se na forma abrupta como a encosta cai para a praia.

 

Mais uma imagem da Ponta Vermelha vista da Praia da Polana, aqui cerca de 1920. A encosta ainda a cair de forma abrupta para a praia e sem vegetação.

 

Nesta imagem, de um postal de cerca de 1920, já se nota que se fizeram alguns trabalhos de movimentos de terras (um pequeno acesso à Polana, à direita, e que ainda existe) provavelmente para se encher a plataforma onde se fez o Clube Naval e mais tarde a Estrada Marginal e o Pavilhão de Chá. Mais uma vez, o ilustrador pintou tudo de verde, o que é incorrecto.

 

Nesta imagem de um dos álbuns de Santos Rufino, tirada em meados dos anos 20 na Ponta Vermelho, nota-se que se fizeram os acessos ligando a Baixa à Polana aterrando as praias originais e sobre os rochedos na Ponta Vermelha, indo buscar as terras à encosta.

 

A Ponta Vermelha vista do Hotel Polana em meados da década de 1920. Foto de um dos álbuns de Santos Rufino. 

 

Este é o aspecto da Estrada Marginal junto à Ponta Vermelha nos anos 1960. À semelhança dos Aterros da Maxaquene, fez-se aqui uma muralha de pedra que apoia a plataforma onde se fez a estrada. Arborizaram-se entretanto as encostas menos íngremes, para se segurarem as terras. Mesmo assim, quando havia temporais, era frequente haver desprendimentos de terra, que inundavam a estrada e caíam ao mar.

 

A encosta da Polana, logo a seguir à Ponta Vermelha, nos anos 70. Devido à construção do Clube Naval, do Pavilhão de Chá e da Praia da Polana, por um lado, e do outro lado a construção da Avenida dos Duques de Connaught (hoje Fridrich Engels), este permanece um dos grandes “erros” urbanos da Cidade (o outro é o centro da Baixa que quase todos os anos inunda). Pois para além de se ter mantido um ângulo de descida demasiadamente íngreme, a constante erosão e, depois da Indepedência, a insana prática de corte das árvores para lenha por parte das pessoas, fez com que esta secção da Polana esteja em perigo de derrocada. Basta um ciclone como o Claude em 1966 e corre-se o risco de desmoronamento da encosta.

 

No caso da Ponta Vermelha propriamente dita, ainda nos anos 20, para contrariar o perigo de desmoronamento da encosta e lidar com a sua enorme inclinação, foram construídas – com pedra vermelha obtida no próprio local – grandes muralhas que se podem ver parcialmente nesta imagem recente, que se encontram escondidas por detrás de conjuntos de árvores que foram plantadas em pátios, tendo essa área sido convertida num grande jardim, que nos anos 60 eu chamava Jardim do Paraíso. Hoje os locais chamam-lhe Jardim dos Namorados. Em frente à encosta, a plataforma, construída nos anos 20, onde assenta a Estrada Marginal.

 

Esta imagem recente ilustra a Estrada Marginal logo a seguir à Ponta Vermelha e até ao Clube Naval.  E mostra algumas curiosidades. A primeira é à esquerda, inserido na muralha, ainda um dos “pedregulhos” enormes de pedra vermelha que restam dos Rochedos da Ponta Vermelha, e que ali ficou. A segunda é o mau estado da muralha, apesar de sucessivas obras de manutenção. Em cem anos, o nível médio do mar subiu cerca de 30 cms e em breve toda a plataforma terá que ser aumentada em cerca de 1-2 metros, para não ser invadida pelo mar, especialmente em dias de mau tempo. A terceira é a falta de areia, que deixou de cair das encostas da Ponta Vermelha e da Polana, deixou de vir dos rios e passou a ser dragada regularmente da Baía, para permitir aos navios acederem ao porto da Cidade. O efeito dessa alteração é que cada vez menos existe ali uma barreira de areia para atenuar as ondas das marés, que crescentemente são mais agressivas.

 

 

 

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09/06/2016

O CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES E AS BARREIRAS DA POLANA, ANOS 1960

 

 

O Clube Naval de Lourenço Marques, a Estrada Marginal e as Barreiras da Polana, nos anos 60.

O Clube Naval de Lourenço Marques, a Estrada Marginal e as Barreiras da Polana, nos anos 60. Ao fundo, a Ponta Vermelha.

03/01/2014

O PAVILHÃO DE CHÁ DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

Fotografia © de Vasco Freitas, digitalizada e depois restaurada por mim. O original que pertence à Colecção do seu Avô, António Joaquim de Freitas, que foi Engenheiro de Minas e Director da (então designada) Repartição de Indústria e Geologia de Moçambique, entre 1928 e 1954. António de Freitas foi ainda o Sócio Fundador Nº 1 da Sociedade de Estudos de Moçambique. A fotografia foi revelada e passada a papel na Foto Louis Léome Hily (e não Léone Hilly), na altura sita no Nº 193 da Avenida Manuel de Arriaga, em Lourenço Marques.

Muito grato ao Vasco Freitas por permitir mostrar esta excelente fotografia aqui.

 

O Pavilhão de Chá da Polana, defronte da Praia da Polana em Lourenço Marques, anos 1920.

O Pavilhão de Chá da Polana, defronte da Praia da Polana em Lourenço Marques, anos 1920. Na altura, a Estrada do Caracol era o único acesso a esta praia.

 

16/10/2013

A MURALHA NA ESTRADA MARGINAL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotografia de Jorge Quartin Borges.

 

A muralha da Estrada Marginal em Lourenço Marques, anos 1960. Ao fundo, vê-se o Clube Naval.

A muralha da Estrada Marginal em Lourenço Marques, anos 1960. Ao fundo, vê-se o Clube Naval. E por cima da muralha, três gaivotas.

02/10/2013

O CARACOL, A ESTRADA E A PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1910

Postal gentilmente enviado pelo Nuno Pires, que era da sua avó, restaurado.

 

Vista da Estrada do Caracol, da Praia da Polana e das barreiras de Lourenço Marques, vendo-se ao fundo a Ponta Vermelha, cerca de 1910.

Vista da Estrada do Caracol, da Praia da Polana e das barreiras de Lourenço Marques, vendo-se ao fundo a Ponta Vermelha, cerca de 1910. Pouco tempo depois, edificaram-se aqui o Clube Naval e o Pavilhão de Chá da Polana. Décadas mais tarde, a Estrada Marginal.

20/07/2013

DIA DE RAGATA NO CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Filed under: LM Baía, LM Barreiras da Polana, LM Clube Naval — ABM @ 21:18

Fotografia da colecção de Adriano Soares, restaurada.

 

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Na velha rampa.

 

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Cá em cima.

 

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A lidar com os barcos.

 

 

30/04/2013

BARCOS NO CLUBE NAVAL DE LOURENÇO MARQUES, 1973

Filed under: LM Barreiras da Polana, LM Clube Naval — ABM @ 21:43

Fotografia de Matt Costa, restaurada.

 

Barcos no Clube Naval de Lourenço Marques, 1973.

Barcos no Clube Naval de Lourenço Marques, 1973.  Atrás, as Barreiras da Polana.

07/07/2012

FERNANDO VEM DA PRAIA, LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotografia da colecção de Fernando Morgado.

 

Uma das rampas que ligam a Estrada Marginal à parte alta da cidade de Lourenço Marques, anos 1960.  Ao fundo, o Pavilhão de Chá da Polana e o Clube Naval. Sobre este postal, escreveu o Fernando: “este é um postal da minha coleção, onde fui apanhado a subir na minha bicicleta do Pavilhão para a Polana (o ciclista que se vê a subir a rampa sou eu, fardado com a farda da Mocidade Portuguesa). Tinha cerca de 14 ou 15 anos e  vi  o fotógrafo que mais tarde soube ser da “Focarte” a tirar o retrato cujo postal, para minha surpresa, encontrei à venda e comprei na Foto Lusitânia”.

29/06/2012

A PRAIA DA POLANA, O PAVILHÃO DE CHÁ DA POLANA E AS BARREIRAS DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Fotografia de José Godinho, da colecção do seu pai, o campeão de natação João Godinho (Quelimane e Lourenço Marques). Restaurada por mim.

A Praia da Polana, por detrás o Pavilhão de Chá da Polana e as Barreiras da Polana, em Lourenço Marques, anos 1950. No topo das barreiras pode-se ver a ponta do Miradouro de Lisboa.

05/06/2012

A PRAIA DA POLANA E O PAVILHÃO DE CHÁ DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1935

Fotografia da colecção de Paulo Azevedo, gentimente cedida e ligeiramente restaurada.

Um comentário: esta fotografia, que aqui está com menos que um quarto da resolução do original, faz parte de um raro conjunto de cerca de 70 fotografias de Lourenço Marques desta época na posse do Paulo e que ele está a pensar editar. São de altíssima qualidade, basta ver esta para perceber. Espero sinceramente que o Paulo encontre forma de editar o conjunto (eu sugeri um livro de fotografias para a gente comprar no Natal) e se tal acontecer não deixarei de informar aqui.

Para ver esta fotografia em….um quarto de todo o seu esplendor, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

A Praia da Polana, o Pavilhão de Chá da Polana e à direita o Clube Naval e a colina da Ponta Vermelha, cerca de 1935. Reparem que na altura ainda não existia a Estrada Marginal. Um incrível registo da Colecção de Paulo Azevedo que tem lugar de honra neste blogue.

13/05/2012

A ESTRADA DO CARACOL EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: LM Baía, LM Barreiras da Polana, LM Caracol — ABM @ 23:41

O topo da Estrada da Polana, mais tarde conhecida por Caracol, em Lourenço Marques, início do Século XX.

A PRAIA DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: LM Barreiras da Polana, LM Praia da Polana — ABM @ 23:29

A Praia da Polana, início do Século XX.

10/05/2012

A PRAIA DO ALBASINI EM LOURENÇO MARQUES, FIM DO SÉCULO XIX

A praia do Albasini ficava situada atrás e à direita do velho Presídio de Lourenço Marques (hoje a “fortaleza” de Maputo), mais ou menos logo a seguir onde hoje fica o Maputo Shopping Centre do Sr. Bashir. Ao fundo vê-se a colina da Ponta Vermelha.

16/04/2012

O MIRADOURO DE MAPUTO, 2011

Foto da Glória Vilbro, arranjada.

O Miradouro de Maputo, que faz face directamente a Leste (ou Nascente) faz face à Baía, tendo do outro lado a Ilha de Inhaca. Foi mandado fazer pelo Eng. Francisco Pinto-Teixeira quando a sua passagem pela Câmara Municipal de Lourenço Marques, chamando-se na altura (não me perguntem porquê) "Miradouro de Lisboa". Por baixo fica o Clube Naval e situa-se na actual Av. Friedrich Engels, anteriormente Avenida dos Duques de Connaught. Uma tradição pós-Independência é os casais recém-casados no Palácio dos Casamentos (o anterior Ateneu Grego) e os seus convidados, após a cerimónia, irem para ali cantar e tirar fotografias. Eu vivi ali em frente e era normal acordar aos sábados de manhã a ouvir o pessoal a cantar e a celebrar.

20/03/2012

O BAIRRO DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES EM 1971

A orla nascente de Lourenço Marques, cerca de 1971. Aqui vê-se as barreiras da Polana, a Estrada Marginal, A Estrada do Caracol e a Polana. À esquerda da fotografia fica o Clube Naval e à direita o Hotel Polana.

AS BARREIRAS DA POLANA, O CARACOL E O HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

As barreiras da Polana, a Estrada do Caracol e mais ao fundo o Hotel Polana, Lourenço Marques, anos 1920.

21/02/2012

MAQUETE DE LOURENÇO MARQUES A NASCENTE DA BAIXA, 1970

Filed under: LM Baixa, LM Barreiras da Polana, LM Viaduto — ABM @ 12:31

A primeira fotografia foi gentilmente cedida pelo Paulo Pires Teixeira.

Uma maquete, datada de 1970, com o projecto urbano aprovado para a zona a nascente da baixa de Lourenço Marques. Para todos os efeitos, devido às circunstâncias da Independência e subsequentes eventos, não foi executado, apesar de em 1970 as bases rodoviárias já terem sido preparadas. Desde então, a zona tem sido objecto de grandes obras e projectos, alguns milionários, mas quase todos de natureza avulsa e sem ter em conta as especificidades delicadas da zona, que é composta mangal aterrado (em 1910) face a uma barreira composta de areias instáveis.

 

Imagem do Viaduto de Lourenço , numa fotografia já dos tempos de Maputo(nota-se pelo tamanho das palmeiras à esquerda). Foi inaugurado mesmo antes da declaração de Independência. Dos planos iniciais, praticamente foi a única obra concluída.

11/02/2012

VISTA AÉREA DE LOURENÇO MARQUES A PARTIR DE NASCENTE, ANOS 1960

Fotografia do IICT, restaurada.

Vista aérea de Lourenço Marques, anos 1960. Nesta imagem podem-se ver as barreiras a nascente da Cidade e o Miradouro na Av. dos Duques de Connaught (hoje Av. Friderich Engels). Mais acima o início da Av. Pinheiro Chagas (actual Av. Dr. Eduardo Mondlane). À esquerda mais acima o complexo dos Liceus Salazar e Dona Ana Costa Portugal. Para ver esta fotografia em tamanho maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

02/02/2012

O HOTEL CARDOSO E AS BARREIRAS DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: LM Barreiras da Polana, LM Hotel Cardoso — ABM @ 10:58

Foto do IICT, restaurada. Grato ao J. Miguel por insistir que este não era o Hotel Girassol, a imagem anteriormente estava invertida, o que causou a confusão. O Hotel Girassol pode ser visto ao fundo à esquerda na fotografia.

A parte posterior do Hotel Girassol e as barreiras da Polana em Lourenço Marques, segunda metade dos anos 1960, após os aterros feitos na sequência do Ciclone Claude.

A parte posterior do Hotel Girassol e as barreiras da Polana em Lourenço Marques, segunda metade dos anos 1960, após os aterros feitos na sequência do Ciclone Claude.

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