THE DELAGOA BAY WORLD

22/01/2018

O MONUMENTO A MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

A implantação de uma praça em frente à então futura sede da Câmara Municipal de Lourenço Marques, incluiu a ideia da colocação ali de uma estátua evocativa de Mouzinho de Albuquerque, o enigmático e previamente obscuro major que em 1895 galvanizou o então pequeno Reino de Portugal ao prender o Régulo Gungunhana e assim eliminar o perigo da fragmentação (pelo Reino Unido e o Império da Alemanha) da nascente colónia que se veio a transformar no que hoje é Moçambique.

 

O monumento a Mouzinho, na Praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 40.

Já em 1916 foi constituída uma comissão para se fazer uma estátua, que pelos vistos fez pouco ou nada durante quase vinte anos. Em 1928, só havia conseguido um terço dos fundos necessários para encomendar uma estátua e o resto dos fundos foi conseguido por uma doação de 45o contos do governo provincial em 1935.

O concurso da obra é ganho pelo projecto “África”, do arquitecto António do Couto e o escultor José Simões de Almeida (sobrinho).

Em 1936, realizou-se a cerimónia do lançamento da Primeira Pedra do monumento, que só viria a ser inaugurado com pompa no dia 28 de Dezembro de 1940, um Domingo e no dia do 45º aniversário da captura de Gungunhana por Mouzinho, em Chaimite.

Cito Gerheij: “A importância investida na Praça Mouzinho, a única praça que recebe a qualificação de “monumental”, é confirmada pela construção dos novos Paços do Concelho, prevista nela desde finais dos anos 20. Em 1931 decide-se levantar também aí a nova Catedral. Só a partir de 1935 os vários projectos vão ser implementados, devido,
porventura, à crise e à reestruturação administrativa das possessões ultramarinas destes anos. O Governo colonial completa o fundo para o monumento, enquanto a Câmara Municipal autoriza as obras da Catedral, concretizadas, com largo apoio estatal, em 1936-1944. O concurso camarário para os Paços do Concelho, em 1937-1939, é ganho pelo projecto de Carlos Santos, arquitecto português que vivera desde 1917 em São Paulo. O edifício é construído em 1940-1947. A praça é urbanizada em 1940, ano da inauguração do monumento, no âmbito do programa das comemorações centenárias deste ano. A Avenida Aguiar [mais tarde Avenida D. Luis e hoje Avenida Marechal Samora Machel] já fora prolongada e rectificada, passando a ligar directamente esta praça com a 7 de Março. Desta forma, monumento e palácio municipal rematavam uma avenida espaçosa que iniciava no Monumento a António Enes, criando um novo espaço público de referência do imaginário urbano que centralizava as sedes administrativa e religiosa à volta da figura equestre.”

Pouco antes da declaração formal da Independência de Moçambique, em Junho de 1975, o monumento foi demolido e a estátua equestre bem como os painéis laterais, foram colocados no núcleo museológico construído no local da antiga Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Praça 7 de Março, onde ainda se encontra.

Durante o segundo mandato de Armando Guebuza, terceiro presidente de Moçambique após a Independência, no espaço previamente ocupado pelo monumento, foi colocada uma estátua em homenagem ao primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel. A praça passou a designar-se Praça da Independência. Sendo que a declaração formal da independência foi declarada no antigo Estádio Salazar, na Machava, que até esta data nunca foi alvo de qualquer atenção quanto à solenidade do acto histórico ali ocorrido na noite de 24 para 25 de Junho de 1975.

Para mais detalhes, ver esta preciosidade do grande blogue com o nome errado, bem como o trabalho de Gerbert Verheij, a partir da página 34.

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17/04/2014

A ESTÁTUA DE MOUZINHO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

 

 

O monumento em honra do militar português Mouzinho de Albuquerque, na praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 70. No mesmo lugar, foi colocada recentemente uma estátua evocativa de Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique. A estátua de Mouzinho está em exposição no átrio do Núcleo Museológico da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição em Maputo.

O monumento em honra do militar português Mouzinho de Albuquerque, na praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 70. No mesmo lugar, foi colocada recentemente uma estátua evocativa de Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique. A estátua de Mouzinho está em exposição no átrio do Núcleo Museológico da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição em Maputo. Atrás, pode.se ver a fachada frontal da Câmara Municipal de Lourenço Marques.

01/01/2014

A AVENIDA DOM LUIZ EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotografia de Artur Monteiro de Magalhães, gentilmente cedida pelo seu filho Artur Magalhães e restaurada por mim. Para ver a foto devidamente, abra com a máxima resolução.

Esta é a minha primeira inserção de 2014. Aos visitantes que têm acompanhado este pequeno blogue, desejo um ano de sucessos e saúde.

A Avenida Dom Luiz (actualmente, Avenida Marechal Samora Machel) em Lourenço Marques, anos 60. À direita, o

A Avenida Dom Luiz (actualmente, Avenida Marechal Samora Machel) em Lourenço Marques, anos 60. À direita, o Continental e o Scala. À esquerda ao fundo, o Prédio Montepio. Ao fundo, a Câmara Municipal.

28/05/2012

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

 

 

Mais uma fotografia da Praça Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, hoje Praça da Independência. Em baixo à direta vê-se o telhado do Hotel Club.

27/02/2012

O MONUMENTO A MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES.

A primeira fotografia foi gentilmente disponibilizada pelo Paulo Pires Teixeira. A segunda fotografia, adaptada (era uma foto de uma foto) foi tirada pelo fotógrafo Ricardo Rangel em 1975.

A figura da Colónia de Moçambique na parte da frente da estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques. Diz na Memória do estatuário Simões de Almeida (sobrinho), autor da escultura, e António do Couto, autor do projecto (todo o seu conjunto)«A alegoria simboliza a Homenagem da Colónia de Moçambique ao Heroi, representada por uma figura feminina, de atitude austera, afagando um pequeno indígena. Esta protecção ao nativo, concretizada no grupo, julgamos ser o preito que mais correspondia ao pensamento de Mouzinho». Simões de Almeida era natural de Figueiró dos Vinhos e é também autor da estátua de Mouzinho, das figuras religiosas na Sé Catedral de LM (Maputo) e ainda das esculturas laterais que encimavam a escadaria principal de acesso ao edifício dos Paços do Concelho de Lourenço Marques. Dada a natureza desta imagem do pretinho infantil a ser educado pela omnisciente mãe branca, Samora deve ter mandado fazer latas de conserva com esta. Confesso que, enquanto lá vivi, nunca reparei nesta segunda estátua.

Ricardo Rangel tirou esta fotografia durante o desmantelamento do monumento no primeiro semestre de 1975. No seu lugar, em 2011, foi instalada uma igualmente paradigmática estátua, agora em homenagem a Samora Machel. Desta vez, sem cavalo e à estilo "querido líder".

23/02/2012

A DEMOLIÇÃO DO MONUMENTO EM HONRA DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, 1975

Filed under: LM Monumento Mouzinho Albuquerque, LUGARES — ABM @ 20:13

Fotografia de José Teixeira, restaurada.

 

A demolição do monumento em honra de Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, 1975.

 

Mais um aspecto da demolição do monumento.

02/07/2011

MONUMENTO A MOUSINHO DE ALBUQUERQUE, ANOS 50

Filed under: LM Monumento Mouzinho Albuquerque, LUGARES — ABM @ 14:48

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