THE DELAGOA BAY WORLD

29/09/2018

ANTÓNIO ENNES, CO-FUNDADOR DE MOÇAMBIQUE COLONIAL

Filed under: António Ennes - político português — ABM @ 16:44

 

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27/09/2018

ANTÓNIO ENNES EM VIAGEM, FINAL DO SÉC. XIX

Imagens retiradas da revista lisboeta Serões, início do Século XX. Do que se pode ler naquela publicação, Ennes aceitou escrever um conjunto de textos sobre algumas das suas experiências e pensamentos, os quais foram acompanhados com fotografias. Neste caso, ilustrando uma das suas viagens à então África Oriental Portuguesa, a que se deslocou de barco, via o Canal do Suez. A meio da publicação da série de artigos, Ennes faleceu, a 6 de Agosto de 1901, em Sintra. Exactamente cinco meses depois, Mouzinho de Albuquerque o seu célebre e improvável companheiro das chamadas “Campanhas de Pacificação” (que consistiram na exterminação selectiva de quem se opusesse à Pax Lusitana) terá posto fim à sua vida numa carruagem em Benfica, um subúrbio de Lisboa.

1 – Ennes em primeiro plano e de monóculo, na cadeira de encosto, com duas pessoas não identificadas.

 

2 – Presumivelmente, o navio em que Ennes viajou na viagem que descreve.

 

3 – no texto de Ennes, a descrição que faz de Porto Said faria corar uma menina de coro.

 

4 – O Canal, então com uma largura navegável de 44 metros. menos que a largura de 190 metros que tem hoje. Foi  Inaugurado em 17 de novembro de 1869, após 10 anos de construção. Permite a um navio que vá da Europa para a Índia poupar semanas de navegação e uma distância de 7 mil quilómetros. Na cerimónia inaugural de 1869  esteve presente como jornalista convidado, o escritor Eça de Queiroz, que fez uma reportagem para o Diário de Notícias de Lisboa

14/02/2012

A MELHOR FOTOGRAFIA DO RÉGULO GUNGUNHANA, 1891

Levei três horas a restaurar esta, que deve ser agora a melhor e a mais nítida fotografia de Gungunhana na internet.

O Régulo Gungunhana, dos Vátua, ou Nguni, aqui em 1891, na altura em que, com o deliberado apoio e incitamento dos ingleses, ainda constituía uma ameaça real à não existente presença portuguesa no que é hoje o Sul de Moçambique. Após a "entente" com os britânicos em 1892, em que Cecil Rhodes e a BSAC ficaram com as Rodésias e se regularizou a fronteira com a Niassalândia, Gungunhana basicamente tinha os dias contados. Os ataques a Lourenço Marques no final de 1894 forçaram os portugueses, em quase total falência, a agir. O fim veio no Natal de 1895, pela mão de um capitão português pouco conhecido então, já o Comissário Régio e autor da ofensiva, António Enes, se encontrava num barco de regresso a Lisboa. Desobedecendo às instruções recebidas, Mouzinho de Albuquerque dirige-se a Chaimite com uma mão cheia de militares e prende o Régulo, decapitando assim a monarquia Nguni. Mas Gaza voltaria a levantar-se.

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