THE DELAGOA BAY WORLD

30/05/2013

O MISTÉRIO DOS IRMÃOS J. & M. LAZARUS, FOTÓGRAFOS EM LOURENÇO MARQUES, 1899

Grato ao Paulo Azevedo, com quem partilho alguns fascínios sobre o passado.

 

Um dos postais publicados pelos Irmãos Lazarus em Lourenço Marques no início do Século XX, quando os portugueses

Um dos primeiros postais publicados pelos Irmãos Lazarus em Lourenço Marques no início do Século XX, quando os reais serviços postais portugueses se mandaram ao ar com essa de os estrangeiros chamarem Delagoa Bay a Lourenço Marques e informaram que a partir de uma certa altura carta que não dissesse “Lourenço Marques” seria devolvida ao remetente. Tal como o camelo é o cavalo desenhado por um comité, do consenso resultou que as pessoas começaram a utilizar as duas designações ao mesmo tempo – não fosse o diabo tecê-las.  De notar que os Lazarus – como se pode ver do lado esquerdo do postal – anunciavam ter estúdios em Lourenço Marques e na Beira.

 

Postal de outra colecção - esta impressa a cores - de fotografias de Lourenço Marques, ainda da primeira década de 1900.

Postal de outra colecção – esta impressa a cores – de fotografias de Lourenço Marques, ainda da primeira década de 1900, mostrando o lado direito da Praça 7 de Março, a actual Praça 25 de Junho, o ponto seminal de onde toda a capital de Moçambique cresceu. O edifício branco é o da velha Alfândega, estando a sua entrada em frente. Neste postal, o estúdio da Beira, que durou pouco tempo, já não é referido.

 

O álbum fotográfico

O álbum fotográfico “A Souvenir of Lourenço Marques”, publicado em 1901. Tirando o álbum mandado fazer pelo Coronel Macmurdo no final dos anos 1880 para encher o olho aos colonialistas (no sentido do termo do Séc. XIX), e de que tenho uma cópia algures, este terá sido verdadeiramente o primeiro álbum de fotografias vendido exclusivamente alusivo à Cidade. Os irmãos Lazarus, que também vendiam fotografias de Moçambique para o mundo inteiro, revelaram-se muito activos e inovadores no trabalho que faziam.

Aqui um anúncio do estúdio dos Lazarus em....Lisboa, na página 3 do Diário de Notícias de Lisboa, dia 18 de Agosto de 1914.

Aqui um anúncio do estúdio dos Lazarus no Nº53 da Rua Ivens em….Lisboa, na página 3 do Diário de Notícias de Lisboa, dia 18 de Agosto de 1914. 

 

O mistério a que aludo na verdade são dois.

O primeiro, é a circunstância de dois fotógrafos, que se presumem terem sido irmãos, e cujo registo se pode encontrar um pouco por toda a parte, e que fazem parte da história da fotografia em Moçambique, não deixaram atrás fotografias….suas.

O segundo é que, até hoje, deles só se sabia que eles eram J. e M.

Hoje, foram-me revelados mais dois preciosos detalhes: eram britânicos, e os seus nomes de baptismo eram Joseph e Maurice.

Tudo indica que rumaram a África do Sul durante o “falso boom” do ouro na pequena vila de Barberton, a alguns quilómetros de Nelspruit. Mais tarde, em 1899, estabeleceram-se em Lourenço Marques, a tempo de assistirem a toda a Guerra Anglo-Boer, de que a capital provincial moçambicana, cercada pela marinha britânica e a ferro e fogo e cheia de intriga e refugiados boers, era um dos grandes epicentros. Conhecem-se-lhes dois endereços na Cidade, um no Nº 39 da Rua Araújo (actual Rua de Bagamoyo) e outro na Avenida Aguiar (mais tarde Avenida Dom Luiz, a seguir Marechal Samora Machel), creio que no complexo do Avenida Building (também conhecido como Prédio Pott). Durante algum tempo, mantiveram um estúdio na Beira. No final da primeira década de 1900 mudam-se para Lisboa, Portugal, onde se estabeleceram na baixa. Terão trabalhado aí durante alguns anos, após o que se lhe perdeu o rasto.

A procura por mais detalhes prossegue. Se o Exmo. Leitor souber detalhes sobre esta saga, escreva uma nota para aqui.

 

 

17/05/2013

O RANCHO FOLCLÓRICO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL NA DIGRESSÃO A LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

Filed under: Rancho Folclórico S Brás de Alportel em LM — ABM @ 15:27

Foto do Augusto Martins, amigo da Luisa Hingá, gentilmente cedida e restaurada.

O Rancho folclorico algarvia durante a sua digressão em Lourenço Marques, anos 1920.

O Rancho folclorico algarvio durante a sua digressão em Lourenço Marques, anos 1920. A visita deve ter sido um filme para eles. Referiu a Luisa: “o grupo foi visitar, talvez a convite  do avô do meu amigo Augusto Martins, o Senhor José Aleixo Dias Gomes, que era originário de São Brás do Alportel (Algarve) e que ocupava um cargo com alguma importância no Tribunal de Lourenço Marques, nos anos 20 e 30 do século passado (ele é o que está de fato escuro, sentado e com a mão a apoiar o queixo). O grupo devia ser de São Brás do Alportel.” Se alguém conhecer alguém, por favor envie uma nota para aqui.

A mesma foto, como estava quando me foi enviada. Só para verem e compararem.

A mesma foto, como estava quando me foi enviada. Só para verem e compararem.

16/05/2013

FERNANDO BOTELHO DE MELO, 1970

Filed under: Fernando Botelho de Melo — ABM @ 09:49

Do meu arquivo pessoal.

 

Fernando Botelho de Melo. 6º dos meus 7 irmãos, aqui com 11 anos, em 1970.

Fernando Botelho de Melo. 6º dos meus 7 irmãos, aqui com 11 anos, em 1970, numa foto de passe. Actualmente vive em Espanha.

ROMÃO FÉLIX E JOSÉ BANDEIRA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1950

Fotografia de Romão Félix, restaurada.

 

Romão Félix actuando no papel de Parafuso,

Romão Félix actuando no papel de Parafuso, uma paródia do moçambicano negro suburbano, num programa de variedades do Rádio Clube de Moçambique. À sua direita está José Bandeira. Eles estão no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques.

FICHA DO CASINO BELLO EM LOURENÇO MARQUES, MEADOS DO SÉC. XX

Filed under: Ficha do Casino Bello em LM — ABM @ 09:17
Ficha do Casino Bello, um dos dois casinos que operaram até meados do Século XX na Rua Araújo em Lourenço Marques. O outro era o Casino Costa.

Ficha do Casino Bello, um dos dois casinos que operaram até aos anos 40 na Rua Araújo em Lourenço Marques. O outro era o Casino Costa.

CÉDULA DE CINCO CENTAVOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1920

O Luis Bulha, que tem um pós-doutoramento em numismática, enviou esta nota: “Não foi só em Lourenço Marques que apareceram essas notas (cédulas), mas em quase todas as principais cidades portuguesas de outrora…durante a grave crise económica que afectou Portugal no final da I Grande Guerra e, principalmente, nos anos que se seguiram, depois da referida Guerra, muitos cidadãos resolveram amealhar as moedas que se encontravam em circulação, visto que o valor do seu metal era superior ao próprio valor facial das moedas. Daí resultou, que houve uma falta significativa de moedas de valor facial mais baixo, pelo que, principalmente entre 1919 e 1922, várias instituições emitiram cédulas que vieram suprir essa escassez de trocos. Câmaras Municipais, Associações Comerciais e Industriais, Misericórdias, Mercearias, Papelarias, centenas de instituições,etc., emitiram essas cédulas, cujo valor variava, na sua maioria, entre um e vinte centavos. Basicamente era isto, num período bastante conturbado.”

Nota 01 LM

Face da “nota municipal” de cinco centavos da Câmara Municipal de Lourenço Marques.

Vreso da nota.

Verso da nota.

11/05/2013

A PRAÇA SETE DE MARÇO EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DOS ANOS 1950

A Praça Sete de Março (hoje 25 de Junho) em Lourenço Marques, tal como era no início dos anos 50. Ao fundo pode-se ver o Café Scala e o Cinema Scala, atrás a Sé Catedral.

A Praça Sete de Março (hoje 25 de Junho) em Lourenço Marques, tal como era no início dos anos 50. Ao fundo, na esquina da Avenida Dom Luiz com a Avenida da República (hoje Samora Machel com a 25 de Setembro) pode-se ver o Café Scala e o Cinema Scala, a Estação Central dos Correios, atrás a Sé Catedral.

EUGÉNIO BRANDÃO, ADMINISTRADOR DE CIRCUNSCRIÇÃO, INAUGURA O BATELÃO NO RIO ZAMBEZE, ANOS 1960

Filed under: Eugénio Brandão — ABM @ 02:49

Fotografias gentilmente cedidas pela Leonor Queiroga, filha de Eugénio Brandão, e restauradas por mim.

Uma muito jovem Leonor Queiroga, vestida a preceito, ajuda o seu pai, então Chefe de Circunsrição, a cortar a fita que

Uma muito jovem Leonor, vestida a preceito, assiste o seu pai, Eugénio Brandão, então Chefe de Circunscrição, no corte da fita que simbolizava a inauguração do novo batelão que na altura passou a assegurar a travessia do Rio Zambeze. Não sei bem o local exacto mas talvez alguém consiga identificar pela ponte ferroviária que se vê atrás. Penso que o evento ocorreu no início dos anos 60.

Eugénio Brandão, vestindo a farda de Administrador de Circunscrição. Esteve em vários sítios, Moamba, Ressano Garcia, Sena, Mocímboa da Praia...Maputo, o último serviço foi na secção dos passaportes na Administração civil de Lourenço Marques

Eugénio Brandão, aqui vestindo a sua farda de Administrador de Circunscrição. Trabalhou em vários sítios – Moamba, Ressano Garcia, Sena, Mocímboa da Praia…Maputo. O último serviço foi na secção dos passaportes na Administração Civil de Lourenço Marques. Faleceu em 25.06.1965. Mas ainda hoje é recordado com total adoração pela sua filha.

O PASSEIO DOS TRISTES AOS DOMINGOS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: LM Baía — ABM @ 02:16

Fotografia de Fernando Pinho, restaurada.

A estrada junto à Baía de Lourenço Marques, entre a Fazenda, o Restaurante Zambi e

A estrada e o passeio junto à Baía do Espírito Santo, entre a Fazenda, o Restaurante Zambi e o Clube de Pesca, em Lourenço Marques, num domingo à tarde.

OTELO SARAIVA DE CARVALHO NA MOCIDADE PORTUGUESA EM LOURENÇO MARQUES, 1953

Desavergonhada mas autorizadamente copiado do Nuno Castelo-Branco, que habita o blogue Estado Sentido. A foto foi restaurada por mim

Quem souber os nomes dos heróis não identificados, por favor envie uma nota para aqui.

Jovens com a farda da Mocidade Portuguesa posam numas escadas no Liceu Salazar em Lourenço Marques

Jovens envergando a farda da Mocidade Portuguesa posam numas escadas no Liceu Salazar em Lourenço Marques, 1953. Rui, o primo da Mãe do Nuno, é o segundo a contar da esquerda na primeira fila. Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais arquitectos do pronunciamento militar ocorrido em Abril de 1974 e mais tarde envolvido naquilo dos FP-25 de Abril, e que é de Moçambique, é o jovem a meio da segunda fila com cara de Charlot.

 

O que o Nuno escreveu há dois dias (a 9 de Maio de 2013):

Poucos seriam donos de casas, fábricas, fazendas e outras mirabolantes propriedades que excitaram as imaginativas e revolucionárias cabecinhas que há quatro décadas envenenaram o semi-analfabeto meio mundo da Metrópole. Ao contrário de uma mão cheia de abastados “almeidassantos”, em Moçambique predominavam os Velhos Colonos brancos nine to five, aqueles que após um dia de trabalho por conta de outrem, regressavam às suas arrendadas residências. Quando em vez de um Mandela nos saiu na rifa um Samora por entre apertos de mão, tonitruante vivório, abraços e saúdes protagonizadas por gente completamente indiferente ao destino e direitos dos seus compatriotas, estes resignaram-se a salvar as suas anónimas vidas, refugiando-se em Portugal continental e nas mais desvairadas paragens deste mundo.

Pouco ou quase nada trouxeram consigo. Enquanto alguns conseguiram empacotar os tarecos da casa, outros vieram com uma mala cheia de roupas de verão e as preciosas recordações de várias gerações de luso-africanos, cuja memória conservavam em dúzias de fotos. Aqui está mais um desses destroços do Império, dessa nau que jamais vencida em combate, foi deliberadamente afundada pelo capricho e interesse egoísta de uns tantos tripulantes.

Um grupo de rapazes …”levados, levados sim!, pela voz”, com o uniforme da Mocidade Portuguesa. Após aquele período obrigatório que ia até ao Secundário, os jovens podiam prosseguir a sua carreira na M.P. e esta foto é demonstrativa disso mesmo. Iam subindo de escalão, recebiam novos uniformes e distintivos, eram promovidos. Tratava-se de …”rasgões, clareiras, abrindo”, de uma opção, de um …”querer, querer e lá vamos”.

De todos eles, apenas reconheço dois: da esquerda para a direita, o segundo na primeira fila é o Rui, primo direito da minha mãe. No degrau acima, o segundo rapaz uniformizado para uma das actividades coordenadas pela M.P. no Liceu Salazar, chama-se Otelo Saraiva de Carvalho. O Rui, o primo dele – o Jorge, irmão da minha mãe -, o Vítor – meu pai – e o Otelo, eram colegas naquele grande liceu da capital de Moçambique. Ao sábado de manhã, a cidade via passar os adolescentes uniformizados e que compareciam às múltiplas actividades patrocinadas pela M.P.: taxidermia, pintura, escultura, teatro de fantoches, aeromodelismo, ginástica, equitação, canoagem etc. É sabido que as modalidades tinham início após a concentração nos grandes pátios dos estabelecimentos de ensino e talvez existam algumas fotos da saudação à bandeira, onde as celebridades de hoje, não hesitavam em cumprir um ritual parecido com outro que além fronteiras, marcou uma época: clop!

As velhas caixas e os albuns cheios de fotografias amarelecidas pelo tempo, são um alfobre de testemunhos da nossa história, autênticas arcas de tesourinhos nada deprimentes. Foi o que aqui trouxemos, um tesourinho ainda bem reconhecível. Com alguma sorte e talvez recorrendo a uns dias para vasculhar na poeira, talvez seja possível descobrirmos outras preciosidades há muito esquecidas.

– “Ó Otelo, pá, tás cheio de sorte, pá, não mudaste muito de feições, ò pá!”(fim)

05/05/2013

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DOS ANOS 1960

 

 

Imagem da Beixa de Lourenço Marques no final dos anos 60, na capa de um livro. De realçar o Hotel Club com o seu telhado de zinco vermelho. Um dos horrores da pós-Independência foi que, no restauro feito para criar um centro cultural estrangeiro, alguém se lembrou de colocar ali um telhado....azul-cueca.

Imagem da Beixa de Lourenço Marques no início dos anos 60, na capa de um livro. De realçar o Hotel Club com o seu telhado de zinco vermelho. Um dos horrores da pós-Independência foi que, no restauro feito para criar um centro cultural estrangeiro, alguém se lembrou de colocar ali um telhado….azul-cueca. Mais em cima, se se reparar, o Prédio Funchal ainda não existe (actualmente é um hotel) e o edifício do jornal Diário/A Tribuna ainda está a ser construído.

O JORGE BEBÉ A NADAR NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Fotografia da colecção de Jorge Henrique Borges, restaurada.

 

Bebé a nadar na Ilha da Moçambique, anos 60.

O Jorge Henrique Borges, bebé, a nadar na Ilha da Moçambique, anos 60.


GABRIELA E LENA MARTINS NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges, restaurada.

 

A Gabriela e a Lina, filha do Sr. xx da Cervejaria yy na Ilha de Moçambique, anos 1960.

A Gabriela e a Lena, filhas do Sr. Martins da Cervejaria Nacional na Ilha de Moçambique, anos 1960.

 

A Gabriela e a Lena.

A Gabriela e a Lena.

 

GRUPO NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges, restaurada.

Perdi a legenda desta fotografia, quem souber os detalhes, por favor escreva uma nota para aqui.

Grupo da Ilha de Moçambique, anos 50.

Grupo da Ilha de Moçambique, anos 50.

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges, restaurada.

 

A Avenida da República em Lourenço Marques, anos 1960. Em vermelho, um machimbombo.

A Avenida da República em Lourenço Marques, anos 1960. Em vermelho, um machimbombo. À esquerda, anúncios da Casa Coimbra, BNU, Hotel Turismo e Casa da Sorte.

BEBENDO UMA PEPSI-COLA NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1950

Filed under: Bebendo uma Pepsi na I de Moç 1950s — ABM @ 19:23

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges, restaurada.

 

Bebendo uma Pespi Cola na Ilha de Moçambique, anos 50.

Bebendo uma Pespi Cola na Ilha de Moçambique, anos 50.

COCA COLA BABY NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges, restaurada.

 

Coca Cola Baby

Coca Cola Baby

AMIGOS NA ILHA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1950

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges, restaurada.

 

Amigos na Ilha de Moçambique, anos 50

Amigos na Ilha de Moçambique, anos 50

ILDA MANSILHA NA ILHA DE MOÇAMBICQUE, ANOS 1960

Filed under: Ilda Mansilha na Ilha de Moç — ABM @ 19:05

Fotografia da colecção de Jorge Henriques Borges., restaurada.

Ilda Mansilha na Ilha de Moçambique, anos 60.

Ilda Mansilha na Ilha de Moçambique, anos 60.

04/05/2013

VISTAS AÉREAS DA CIDADE DE NAMPULA, ANOS 1960

Filed under: Nampula vista aérea — ABM @ 01:24

Fotos restauradas. Não consegui identificar a origem.

 

Vista aérea da cidade de Nampula, início dos anos 60.

Vista aérea da cidade de Nampula, início dos anos 60.

 

Vista aérea de Nampula, com o Hospital Egaz Moniz, Nampula, Moçambique, 1970

Outra vista aérea de Nampula, final dos anos 60

 

DINA TOMAZ NA SERRA DA DEUSA DO MATAMA, NIASSA, 1969

Filed under: Dina Tomaz no Niassa — ABM @ 01:11

Fotografia de Dina Tomaz.

 

Dina no topo da Serra da Deusa do Matama, Niassa, 1969.

Dina no topo da Serra da Deusa do Matama, Niassa, 1969.

A PASTELARIA SUÍÇA NO ALTO-MAÉ EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: Pastelaria Suíça - LM — ABM @ 01:03

Fotografias de Alberto Rodrigues e Fernando Pinho, restauradas.

 

A Pastelaria Suíça no Alto-Maé, junto da Casa Fabião.

A Pastelaria Suíça no Alto-Maé, junto da Casa Fabião.

Os donos da Pastelaria Suíça, no interior do estabelecimento.

Os donos da Pastelaria Suíça, no interior do estabelecimento.

VILA PERY (ACTUALMENTE CHIMOIO) NO INÍCIO DOS ANOS 1960

Filed under: Vila Pery — ABM @ 00:06
Vista aérea de Vila Pery, início dos anos 60. A cidade hoje chama-se Chimoio.

Vista aérea de Vila Pery, início dos anos 60. A cidade hoje chama-se Chimoio.

 

Uma rua em Vila Pery e o Banco Nacional Ultramarino, 1960.

Uma rua em Vila Pery e o Banco Nacional Ultramarino, 1960.

 

Um edifício no centro de Vila Pery, no qual se pode ver o Café Chimoio

Um edifício no centro de Vila Pery, no qual se pode ver o Café Chimoio

 

 

03/05/2013

A GRANDE DANA MICHAHELLES (1933-2002) E LOURENÇO MARQUES NOS ANOS 70

Dana quando mais jovem, em Lourenço Marques.

Dana quando mais jovem, em Lourenço Marques.

Dana alguns anos mais tarde, a trabalhar.

Dana alguns anos mais tarde, a trabalhar.

Cópia de um dos desenhos a tinta da Dana, aqui a Rua Consiglieri Pedroso em Lourenço Marques, 1972.

Cópia de um dos desenhos a tinta da Dana, aqui a Rua Consiglieri Pedroso em Lourenço Marques, 1972.

Dana Michahelles (1933-2002) was born in Florence, Italy, and was the daughter of artists. Her father was the Florentine painter RAM (Ruggero Michahelles), her uncle was the Futurist painter Thayaht, and her great-grandfather was Hyram Powers, the Neoclassical American sculptor. She attended the Institute of Fine Arts in Florence, but at age 15, she left for Africa where she remained for 27 years, creating a contrasting identity as an artist. In Mozambique, she remained for 27 years, she had a family, and worked extensively, never ceasing to paint. Dana’s work is relatively unknown in her birth city, and this exhibition represents a selected retrospective of her finest works which can be considered narratives, cityscapes, and visual documentation illustrating life as it is being lived, never having lost her Florentine spirit. Many people remember her drawing in the streets with her pad of paper and her pens in Maputo (Mozambique), in Lisbon, in Cape Town, and in Florence. To everyone, she has left an impression of being a quiet yet very personable artist of great talent.Dana made her drawings in the midst of people, surrounded by noise, voices, movement, by LIFE itself. She put on paper the architecture that impressed her, with a decisive and strong line to represent the heavy and structural parts, while at the same time, she was able to capture an ephemeral world in constant mutation and movement, of people — of which she sketched lightly, giving the sensation of momentary passing and fleeting moments, as one can see in many of her works. Fundamentally for her drawing style, she worked as a draftsman for 10 years with the studio of the famous Portuguese architect Amandio Alpoim Guedes (known as Pancho Guedes). It was an era when everything was still drafted by hand; the technology and instruments of today did not exist. This was an advantage that permitted her to develop a fine sense of proportion and perspective while she perfected, year after year, a particular way of using pen and ink, her very specialization.

(texto copiado e ligeiramente editado, do sítio da SACI Gallery (Palazzo dei Cartelloni, Via Sant’Antonino, 11, 50123 Florença, Itália, T 055 289 948, e-mail gallery@saci-florence.edu) que entre Janeiro e Fevereiro de 2013 fez uma exposição das obras da Dana, indicando que algumas das suas peças ainda podem ser compradas à sua Família contactando directamente a Galeria.

Em 2001, a Editora Caminho publicou um livro ilustrado com 168 páginas de cópias dos trabalhos, capa azul, com o nome da Dana (ISBN: 9789722114301). que habitualmente está esgotado e que vai por uns 50 euros.

No Facebook há um pequeno grupo de amigos e admiradores de Dana que pode ser encontrando digitando o seu nome completo.

Um sketch de Malangatana Valente, 1961.

Um sketch de Malangatana Valente, 1961.

A AVenida Dom Luiz em Lourenço Marques, junto ao Avenida Building ("Prédio Pott"), 1972.

A Avenida Dom Luiz em Lourenço Marques, junto ao Avenida Building (“Prédio Pott”), 1972.

Interior do Bazar de Lourenço Marques, 1972.

Interior do Bazar de Lourenço Marques, 1972.

Mais uma artéria de Lourenço Marques, 1972.

Mais uma artéria de Lourenço Marques, 1972.

A netrada do Hotel Club na baixa de Lourenço Marques, 1972. Actualmente o edifício é um centro cultural estrangeiro.

A entrada do Hotel Club na baixa de Lourenço Marques, 1972. Actualmente o edifício é um centro cultural estrangeiro.

A Travessa que liga da Rua Araújo à Rua Consiglieri Pedroso, na baixa velha de Lourenço Marques, 1972.

A Travessa que liga da Rua Araújo à Rua Consiglieri Pedroso, na baixa velha de Lourenço Marques, 1972.

Poema de Rui Knopfli dedidcado a Dana.

Poema de Rui Knopfli dedidcado a Dana.

02/05/2013

O LICEU ANTÓNIO ENES EM LOURENÇO MARQUES

Filed under: LM Liceu António Enes — ABM @ 23:17

Estudei aqui no ano lectivo de 1973-1974.

Para quem estiver interessado, há um grupo de “veteranos do LAE” no Facebook que poderá interessar a quem por lá andou. Adicionalmente, o meu amigo Rui Quental Mendes anda aturadamente a mapear quem andou em que ano e com quem. Inacreditável.

Sobre a origem e propriedade dos originais destas fotografias, um dos “bosses” do Grupo do LAE, Virgílio A P Machado, escreveu o seguinte: “Os originais dessas fotos, que eu saiba, são do José Tomé Reis, de quem fui colega de turma do 5º ao 7º ano. Era filho da D. Helena, uma senhora que trabalhava na Secretaria do Liceu. Há, essencialmente, três conjuntos de fotos. Um referente à inauguração do novo edifício do liceu, outro de um almoço de professores e o terceiro com uma foto ou outra de outros eventos. O Tomé teve a gentileza de as disponibilizar”.

O Liceu António Enes em Lourenço Marques. Ficava situado no Alto-Maé.

O Liceu António Enes em Lourenço Marques. Ficava situado no Alto-Maé. Para ver esta fotografia no tamanho máximo, prima nela com o rato do seu computador.

Um dos átrios internos do Liceu.

Um dos átrios internos do Liceu.

Um dos salões que fazia de ginásio e (pelos vistos) sala de audiências.

Um dos salões que fazia de ginásio e (pelos vistos) sala de audiências.

A entrada do Liceu, penso que aquando da sua inauguração.

A entrada do Liceu, penso que aquando da sua inauguração.

Isto era eu em meados de 1974, o ano em que frequentei o LAE.

Isto era eu em meados de 1974, o ano em que frequentei o 3º ano do liceu português no LAE, 14 anos de idade.

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