THE DELAGOA BAY WORLD

19/06/2020

ANÚNCIO DA ÁGUA DA NAMAACHA

Imagem de Manuel Terra, retocada por mim a partir de uma versão meio delapidada que apareceu num seu texto no enorme Big Slam de ontem, 18 de Junho de 2020.

A Empresa das Águas de Montemor, SARL, foi o primeiro fabricante de refrigerantes em Moçambique.

 

Anúncio publicitária da Água da Namaacha, comercializado pela Empresa das Águas de Montemor.

19/05/2020

PAPEL DE CARTA DA SIMAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada, gentilmente enviada por Luis Machiné Silva, bisneto (por via do Avô, Luigi) e da Mãe (Tininha, vivinha da Silva e a viver em Lisboa) do Fundador desta empresa, que emigrou da Itália (Nápoles) para Moçambique. A SIMAL, eventualmente concessionária da Datsun e da Nissan, ficava situada na Avenida da República (hoje Avenida 25 de Setembro), em frente à Casa Coimbra (agora o novo edifício do Banco de Moçambique).

 

Papel timbrado da SIMAL; com uns rabsicos feitos pelo Betuca Machiné, Tio do Luis Machiné Silva.

16/05/2020

FOLHETO DE BORDO DA DETA, VÔO UMTALI-BEIRA, MAIO DE 1968

Grato ao Exmo. Sennhor Joaquim Freire, dono deste blogue, imagens retocadas.

Folheto de Bordo para circulação entre os passageiros, indicando os nomes da tripulação, o percurso e outros detalhes do vôo TM-282 entre o aeródromo da pequena cidade fronteiriça rodesiana de Umtali (hoje Mutare) e a Beira.

Capa, indicando o número do vôo e a data – 6 de Maio de 1968 (uma segunda-feira).

Contracapa, com pedido para os passageiros circularem o folheto.

Interior do folheto, mencionando:  Luis Branco, Comandante; E. Fragoso, Co-Piloto; A.Viegas, Mecânico-Rádio; Maria Adelaide, Hospedeira de Bordo; duração do vôo: 37 minutos, Partida às 15 horas e chegada às 15:40 horas.

Mapa aeronáutico mostrando o percurso entre Umtali e a Beira. Umtali fica a quase 2 mil metros de altitude e a cerca de 250 kms de distância da Beira em linha recta.

O CR-AIC, “Quelimane” fez este võo. Um Fokker-27. Ver mais aqui.

Placa assinalando a entrada na pequena cidade fronteiriça de Umtali.

 

05/05/2020

ESTAÇÃO DE SERVIÇO DA SHELL NA BEIRA, DÉCADA DE 1960

Imagem retocada e parcialmente pintada.

 

A estação de serviço.

CHÁVENA DE CAFÉ DA MERCEARIA LEMOS EM LOURENÇO MARQUES

Imagem retocada.

Hoje, o J Mário, no pequeno blogue Chávenas e Companhias publicou esta imagem de uma chávena de café pelos vistos oferecida pela Mercearia Lemos na Baixa de Lourenço Marques (Rua Dr. Salazar, Nº49. Acho que era depois a Rua da Mesquita na Baixa). O Fernando Simões diz-me que ficava mesmo em frente à Mesquita Velha da Baixa.

Quando eu crescia em Lourenço Marques nos anos 60 (nasci em 1960) a maior parte dos citadinos, brancos e pretos, fazia as suas compras em bancas nos mercados e nos bazares, nos talhos e nas peixarias – e em mercearias, em que ainda se atendia as pessoas individualmente, em bancas de madeira. Quase não havia nada congelado nem comidas preparadas, quase tudo era comidas secas ou fresca, desde bacalhau e farinha até alfaces e latas de azeite. Mas vendiam muito mais: cigarros Havana ao cigarro (com uma pinga de cachaça, para quem quisesse), petróleo para os candeeiros e os fogareiros, todo o tipo de especiarias, berlindes (eu era cliente frequente dos berlindes), choingas, etc etc etc.  Mas no final dos anos 60 alguns empresários começaram a tentar imitar o que se passava no resto do mundo e começaram a aparecer na Cidade primeiro os mini-mercados, depois o supermercado Montegiro na Av. António Ennes e pouco depois o primeiro centro Comercial, o Man Kay. Até 1975 todos concorriam alegremente e todos pareciam aguentar-se. Eu gostava particularmente do Bazar na Baixa, do Mercado do Xipamanine, e aquelas lojas indianas todas ao lado umas das outras na Baixa entre o Bazar e as Fábricas Reunidas.

 

Chávena oferecida aos Clientes pela Mercearia Lemos em Lourenço Marques.

28/04/2020

UMA HISTÓRIA DOS AEROPORTOS EM LOURENÇO MARQUES

Imagens retocadas. Texto original da autoria do grande António Sopa, em inglês (?) traduzido e editado por mim. O texto aparece no sítio designado (penso que eufemisticamente) Património de Influência Portuguesa, HPIP, e pode ser lido premindo aqui. São curiosas as omissões quanto ao que os portugueses andaram a fazer na aviação moçambicana nestas alturas, felizmente a maior parte está descrita no grande Voando em Moçambique e um bocadinho aqui.

 

A fachada do primeiro terminal do Aeroporto em Mavalane, inaugurado no dia 17 de Novembro de 1940. Ver em baixo como foi.

Aviadores, Aviões e Pistas em Lourenço Marques

“A primeira infraestrutura de aviação construída em Lourenço Marques (hoje Maputo) data de 1911. Era uma pista provisória de terra batida situado no subúrbio da Machava, onde o grande aviador pioneiro da África do Sul, John Weston, realizou alguns vôos de demonstração em 31 de Julho e em 6 de Agosto daquele ano.

John Weston (1872-1950).

Somente em 1917, perto do final da Primeira Guerra Mundial, é que seria construído, na Matola, um novo campo de aviação, com hangares e edifícios de apoio. Ali, a Esquadrilha de Aviação, composta por aeronaves militares portuguesas (bem, duas aeronaves Farman F-40 de origem francesa) que tinham operado na região do Niassa, no decurso do conflito, ficou baseada. Esse esquadrão permaneceu na Matola até 30 de janeiro de 1921, quando foi extinto (nota: a data aqui carece de confirmação, cada fonte que consulto dá uma data diferente).

Um Farman F-40, este da aviação belga, copiado daqui. Parece um supositório com asas.

Uma nova pista seria aberta na Carreira de Tiro da Polana sete anos mais tarde, em julho de 1928. Ela foi instalada em terrenos da Delagoa Bay Lands Syndicate, próximo então do Clube de Golfe e mesmo ao sul da actual Prisão Civil (que foi concluída em Março de 1930). A construção desta pista, de terra batida, foi entregue ao tenente Luciano Granate. Aparentemente, a única estrutura de apoio existente no local era um antigo hangar, que seria demolido em 1937, tendo sido construído outro em seu lugar. Em outubro daquele ano, seria iluminado com “quatro projetores, iluminando a pista com os seus poderosos holofotes”. A primeira aeronave a pousar nesta pista foi uma Moth “Slotted Wing”, comandada pelo Major Allister Miller, da empresa African Airways, Ltd, em 2 de julho de 1928. Essa empresa sul-africana pretendia levar os seus negócios a todo o subcontinente, e não foi descartada a hipótese de criar uma rota para a capital moçambicana. Os voos de demonstração realizados por este aviador provavelmente também levaram à fundação, por entusiastas locais, do Aeroclube de Moçambique.

Allister Miller (1892-1951).

Após o anúncio da criação de um novo aeroporto internacional em Mavalane, foi reportado que a pista na Carreira de Tiro seria fechada ao público. Posteriormente, seria transformado em “aeroporto de turismo e aeroporto privado”, sob responsabilidade do Clube Aeronáutico Desportivo.

Excepto de um texto de 1934, sobre uma viagem aérea do lendário António Sousa Neves e Arnaldo Silva desde Lourenço Marques e a Ilha de Moçambique, publicado aqui. Descolaram do campo na Carreira de Tiro.

Lá também foi instalada a escola de vôo e a sede deste clube. Depois de obras de melhoramento, seria re-inaugurado em 7 de julho de 1940. Mas não sobreviveu muito tempo, devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube.

A DETA

Entretanto, entre o final de 1935 e o início de 1936, os Governos da União da África do Sul e de Moçambique, trocaram várias notas sobre a possibilidade do estabelecimento de rotas aéreas regulares entre os seus territórios.

Destas discussões, resultou a criação da Divisão de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique (DETA), em 26 de agosto de 1936, para implementar as decisões decorrentes das negociações entre os dois governos. No seguimento destas discussões, também foi entregue à nova companhia aérea a responsabilidade pela construção e a manutenção dos aeródromos em Lourenço Marques, Quelimane e o Lumbo, ficando as obras a cargo das Divisões de Exploração dos Caminhos de Ferro (Divisão de Operação das Ferrovias) ) e Secções de Via e Obras (Ordem de Serviço nº 8, de 10 de janeiro de 1938).

Um logo da DETA dos seus primórdios.

É assim que surge decisão de o futuro aeroporto da capital de Moçambique ser instalado na marca dos 7 quilômetros da linha ferroviária para Marracuene, na localidade de Mavalane, em 6 de abril de 1938.

O Novo Aeroporto, 1940

O novo aeroporto seria construído num terreno que era propriedade de uma tal Ellen Eimett Fragoso, e que foi comprado por 250.000 escudos, sendo ligado à Cidade pela antiga estrada do Crematório, estendendo-se a Avenida de Angola por cerca de dois quilômetros.

Mais tarde, a área do aeroporto seria ampliada com a aquisição de terrenos adicionais. Assim, se em 1936 a área do aeroporto compreendia cerca de 1 milhão de m2, em 1957, essa área já se estimava em 5 milhões de m2, compreendendo: pistas e pistas pavimentadas, 314.000 m2; áreas gramadas relacionadas com os corredores de segurança e entre os corredores de segurança que limitam o limite da placa e o perímetro do aeródromo, 1.730.000 m2; bandanas e cones de entrada 545.000 m2; plataformas de estacionamento de concreto, 16.000 m2; áreas cegas do campo de pouso, 2.880.000 m2; Áreas residenciais, hangares, jardins e ruas, 90.000 m2; Avenida do Aeroporto e estacionamentos, 75.000 m2.

Conforme referido, até o final de março de 1938, o antigo campo aéreo militar na Carreira de Tiro ainda estava em uso, porque as pistas do novo aeroporto em Mavalane ainda não estavam preparadas para os aviões pousarem e decolarem carregados. Mas no final de cada dia, os aviões eram estacionados no hangar de Mavalane, para onde rumavam e onde aterravam, já descarregados.

A partir de abril de 1938, todo o trabalho foi sendo realizado no novo aeroporto, sendo construidas apenas duas faixas funcionais Norte-Sul e Leste-Oeste e as duas restantes concluídas três meses depois.

O terreno do novo aeródromo em Mavalane era muito arenoso. Primeiro foi necessário limpá-lo e nivelá-lo, e foi plantada grama curta local, que era regada diariamente. Posteriormente, quando a grama se enraizou, o solo foi compactado, primeiro com um cilindro de 2 toneladas e depois outro, de cinco toneladas.

O terminal em 1945.

A partir de 1944, iniciaram-se os estudos para a construção de pistas de cimento armado nos aeroportos de Lourenço Marques, Beira e Tete, com 2.000 metros de comprimento, 60 metros de largura e 60 metros de largura e corredores de segurança de 150 metros, capazes de acomodar os novos aviões quadrimotores. No entanto, as obras seriam executadas somente após a aquisição das aeronaves DC-3, o que obrigava auma extensão de todas as pistas.
Em Lourenço Marques, as obras foram adjudicadas à empresa Construtora do Tâmega, Ldª, e ficaram concluídas em 1954.

Um DC-3 da DETA em Lourenço Marques.

As pistas do aeroporto ainda passariam por obras de consolidação e de expansão em 1969, a fim de acomodar com segurança os novos Boeing 737 da DETA e os novos Boeing 707 Da TAP.

Um Boeing 737 da DETA, o CR-BAA.

A pista principal em Mavalane, que tinha então 2.250 metros de comprimento, é aumentada para 2.700 metros.
Devido aos novos requisitos exigidos, associados à navegação aérea, foi necessário instalar vários serviços: saúde, alfândega, imigração e combate a incêndios.

Terminal e Serviços Associados

O primeiro edifício, de grandes dimensões, a ser construído no aeroporto então existente, era um hangar de metal, concedido à Sociedade Colonial Ldª, pelo valor de £ 23.000 libras, tendo sido concluído no final de 1937. Depois, um novo hangar seria autorizado em julho de 1939, projetado para acomodar as novas aeronaves Junkers, bem como as oficinas da empresa. Ao mesmo tempo, já estava a ser instalada a iluminação das pistas, seguindo o exemplo dos aeroportos de Germiston (África do Sul) e de Bulawayo (Rodésia do Sul).

Foi concedido o arrendamento por 20 anos à Shell Oil Company, para instalar tanques de combustível subterrâneos, instalações para escritórios e uma garagem. Novas instalações desta companhia petrolífera seriam inauguradas em 19 de junho de 1958.

Logotipo da Shell Oil Company.

De facto, desde novembro de 1936 que se pensava na construção de um novo terminal para o aeroporto internacional. O primeiro projecto surgido inspirava-se no existente na cidade sul-africana de Durban, mas o seu custo, estimado em entre 6 e 7 mil contos (um conto era o equivalente a mil escudos), não recebeu a aprovação do governo geral. Foi então elaborado um novo projecto, “que mais tarde apareceu como o projecto padrão que seria seguido para os principais aeroportos”, como foi o caso de Lourenço Marques, Inhambane, Quelimane e Lumbo. Mesmo assim, o orçamento, agora situado entre 2.200 e 2.300 contos, ainda era considerado absurdo. Por fim, o terminal aprovado, da autoria do engenheiro praticante da Direcção de Estudos e Construção, Tito Lívio da Cruz Esteves, liderado pelo arquiteto Carlos Santos, foi orçado em apenas 861.5 contos, tendo sido feito por administração directa.

O novo terminal aéreo seria inaugurado no dia 17 de novembro de 1940, durante as comemorações do Duplo Centenário da Independência de Portugal (1140) e da Restauração da Independência de Portugal (1640).

O terminal de Mavalane, que serviu Lourenço Marques entre 1940 e 1963.

Os crescentes requisitos relativos a novas aeronaves e a evolução dos próprios serviços levaram à expansão sucessiva da área ocupada e à execução de obras e instalações realizadas sob os auspícios dos sucessivos Planos de Fomento da Província.

Início dos anos 60. A nova torre de controlo, do lado esquerdo do “velho” aeroporto, vendo-se já o início das obras para a implantação, à esquerda da fotografia, do novo terminal.

O Plano Geral do Aeroporto de Lourenço Marques, aprovado em 1948, estruturou um conjunto de intervenções que ocorreram em duas etapas: a primeira foi a ampliação, pavimentação e iluminação das pistas existentes e a construção de novos edifícios – manutenção de aeronaves, serviços técnicos, torre de controle, centro de comunicação, central de emergência, auxiliares de rádio, instalações relacionadas com combustíveis, etc; numa segunda etapa, a construção de um novo terminal, já que o existente não atendia às exigências e devido à importância do aeroporto para a aeronáutica da Província. Entre as obras mais importantes executadas, destacam-se a torre de controlo, concluída em 1958, as oficinas da DETA, cujo projeto é dos arquitetos Marcos Miranda Guedes e Octávio Pó (1962/1964) e um terminal de carga (1972).

Com o aeroporto em Lourenço Marques dotado de tudo o que era essencial à segurança da navegação aérea, foi construído um novo terminal, que seria inaugurado em 17 de junho de 1963, assinalando a data da chegada ao Rio de Janeiro do avião em que Sacadura Cabral e Gago Coutinho completaram o primeira travessia do Atlântico Sul em 1922. O aeroporto passou a chamar-se de Gago Coutinho. Este terminal, que seria demolido em março de 2011, foi projetado entre 1958 e 1960 por uma equipa liderada pelo arquiteto Cândido Palma de Melo e construído pelo Serviço de Obras da Direção Geral de Aeronáutica Civil.

O novo terminal do Aeroporto Gago Coutinho, anos 60. Em frente, a nova torre de controlo, concluída em 1958.

O edifício inaugurado em 1963 compreendia uma estrutura compacta, de um só volume, com 210 metros de comprimento e 22,40 metros de largura, servindo a ala esquerda para a instalação de serviços técnicos, a parte central para o movimento de passageiros e a ala direita destinada à alfândega, armazém de saúde, polícia e alfândega. No andar de cima foi instalado um restaurante e um bar. Este edifício encontrava-se no final de uma grande avenida e ladeado pelos outros edifícios de apoio do aeroporto. O seu custo ficou estimado em cerca de 14.750 contos. Este terminal ainda passaria por uma expansão e modernização entre 1972 e 1974.

O prédio original que até então servia de terminal, depois de ampliado, foi utilizado para a instalação de vários serviços da DETA.

Um Novo Aeroporto?

A partir da década de 1970, pensou-se transferir o aeroporto da capital moçambicana para outro local, pois a sua localização impedia a expansão da cidade. As regiões de Boane e Marracuene foram identificadas como potenciais destinos para um novo aeroporto, mas a preferência dos técnicos inclinou-se para Boane, devido à configuração do terreno local e sua consistência. Mas nada aconteceria.

Em fevereiro de 2006, a empresa estatal Aeroportos de Moçambique (ADM EP) iniciou um projeto para modernizar e expandir o terminal aéreo de Maputo. As obras realizadas, financiadas pelo governo chinês e pot empresas chinesas, incluíram a construção de um novo terminal internacional de passageiros, que seria inaugurado em 12 de novembro de 2010, um terminal de carga nacional e internacional e uma nova torre de controle, concluída em 2009 e, finalmente, um terminal doméstico de passageiros que entrou em operação. em outubro de 2012.”

 

23/04/2020

O “BOSBOK” DA SAA, ESTACIONADO NO AEROPORTO DE LOURENÇO MARQUES, 1967

Imagens retocadas, do Vickers-Viscount ZS-CDU da South African Airways, “Bosbok” (penso que a designação de um antílope) estacionado na placa de estacionamento do Aeroporto de Lourenço Marques, 1967, durante o intervalo no percurso de ligação da capital de Moçambique com Joanesburgo.

 

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22/04/2020

COMBOIO DEIXA LOURENÇO MARQUES PARA O TRANSVAAL, ANOS 1920

Imagem retocada.

 

Comboio a deixar Lourenço Marques, com destino ao Transvaal.

 

Locomotiva de uma das classes Santa Fe dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, construída nos Estados Unidos da América pela lendária Baldwin Locomotive Works.

CARRO FERROVIÁRIO ESTACIONADO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Imagem retocada.

 

Um carro ferroviário Michelin, estacionado na Linha 1 da estação de Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, anos 1940.

ISQUEIRO COM A MARCA DA CERVEJA 2M, ANOS 1960

Foto gentilmente cedida por Jorge de Matos Gomes e retocada.

A 2M, surgida cerca de 1962, e feita na Fábrica Mac-Mahon, foi uma tentativa das Cervejas de Moçambique de destronar o reinado incontestado da Laurentina, criada trinta anos antes em Lourenço Marques, pela mão de George Cretikos, que criou, entre o campo do Ferroviário e a Praça Mac-Mahon, a Fábrica Victoria. Ambas empresas cervejeiras foram nacionalizadas sob a Cervejas de Moçambique (empresa detida pelo estado) após Moçambique passar para o comunismo em 1975. Como no resto do país, e como seria de esperar, aquilo andou tudo aos tombos durante esta fase. Vinte anos depois, o governo, agora convertido ao capitalismo, criou a Cervejas de Moçambique, SARL e pouco depois vendeu as empresas (o que restava delas) ao conglomerado cervejeiro Castel, que a vendeu em 2002 ao conglomerado South African Breweries. Em 2020, as duas marcas ainda são as principais cervejas comercializadas em Moçambique.

Enfim.

Isqueiro com a marca da cerveja 2M, anos 60.

 

 

21/04/2020

COMBOIO PARTE DE LOURENÇO MARQUES PARA O TRANSVAAL, 1945

Imagem retocada.

 

O comboio dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, movido pela locomotiva Baldwin 4-6-2 Nº 304 parte da estação de Lourenço Marques, a caminho do Transvaal.

20/04/2020

A ESTAÇÃO AÉREA DE MAVALANE EM LOURENÇO MARQUES, 1945

Imagens retocadas. Para oferecer ao sublime sítio Voando em Moçambique.

 

1. A Estação Aérea de Mavalane, então um distante subúrbio de Lourenço Marques, 1945.

 

2. O edifício da Estação Aérea.

 

3. O Junkers Ju-52 CR-AAK “Quelimane” estacionado na Estação Aérea de Mavalane. Ao fundo, vê-se a cauda do CR-AAZ “Búzi”, um de três Lockheed 14-H2 Super Electra que a DETA teve, entregues por barco à DETA em Junho de 1940.

 

4. Uma criança a ser ajudada a descer do Junkers CR-AAL “Lourenço Marques” da DETA. Note a sigla da DETA nas escadas.

 

5 de 5. Passageiros a recolherem a bagagem. O funcionário não se vê aqui mas está descalço.

13/04/2020

RESUMO DO CÓDIGO DA ESTRADA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 30

Imagens retocadas.

Resumo do Código, disponibilizado pela Escola de Condução de J.A. Andrade em Lourenço Marques.

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12/04/2020

A PENDRAY SOUSA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Filed under: Pendray Sousa & Co. Ldª — ABM @ 12:22

Imagens retocadas.

A Pendray e Sousa foi uma empresa de referência em Moçambique.

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3 de 3. Não tenho a certeza se a Auto-Sobressalentes, Lda, fazia parte da Pendray Sousa.

11/04/2020

MANUEL VEIGA, LOCUTOR DAS PRODUÇÕES GOLO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagens de Graça Veiga, retocadas. Se o Exmo. Leitor conhecer alguma das pessoas não identificadas, por favor escreva uma nota para aqui.

Como quase tudo o que sucedeu após a entrega do poder em Moçambique à Frente de Libertação de Moçambique em 20 de Setembro de 1974, e quase toda a gente de que me recordo da minha infância africana, durante décadas perdi o rasto a Manuel Veiga, que me lembro de relatar os jogos de futebol, penso que para as Produções Golo. Muitos anos depois, através de uma filha dele, vi estas imagens e percebi que ele, que acredito que já faleceu, ainda ficou uns anos na nascente república (suspeito que não muitos).

 

Manuel Veiga e João de Sousa no meio, à direita o jornalista desportivo Agostinho de Campos, falta identificar o senhor à esquerda. É exactamente assim que retenho as primeiras recordações de Manuel Veiga e de João de Sousa, quando o Pai Melo me obrigava a ir com ele aos sábados e domingos à tarde para os jogos de futebol nos campos de Lourenço Marques (para dar algum descanso à Mãe Melo). Ao contrário de todos lá em casa, eu odiava futebol e aquelas longas tardes, habitualmente quentes, solarentas, poeirentas e secas eram quase perdidas, e eu, com 5-7 anos de idade, procurava ocupar os tempos com tudo o resto o que se passava à volta do campo durante os jogos. Uma das actividades era sentar-me perto do Manuel Veiga e do então jovem João de Sousa e vê-los a trabalhar, fazendo os relatos para a rádio. Fascinava-se ver o Manuel Veiga, com o maior à vontade, ir contando o que se passava à frente dele no campo (que para mim era completamente chinês), oportuna e profissionalemente interrompido pelo João de Sousa, entre sopros do jogo, lendo breves mensagens comerciais, com uma dicção perfeita, calma e com a velocidade perfeita. Era uma dança fascinante, simultaneamente transmitida para todo o Moçambique através das antenas do Rádio Clube de Moçambique. O futebol naquela altura era uma religião, em particular aos fins de semana. Cresci a ouvir os relatos de futebol de Moçambique e os de Portugal, que o Pai Melo escutava através da Emissora Nacional, com a ajuda de um potente receptor de ondas curtas e, no quintal da nossa casa, de uma longa antena de onda curta. Para mim, no entanto, era tudo uma espécie de barulho de fundo, para embalar.

 

Manuel Veiga e João de Sousa no meio, Agostonho de Campos à direita, não sei quem é os senhor à esquerda. João de Sousa, no início da sua carreira, segura o livrinho dos anúncios comerciais, que ele lia intermitente e que deviam assegurar as receitas da empresa. Hoje, João de Sousa, já mais cocuana, refere que não progrediu mais depressa na sua carreira então porque não era branco (um grande sítio revela-o um “goês ilustre”, o que só soube hoje). Pois imagino que sim. Mas creio que este argumento deve ser largamente para enganar moçambicano, pois as (óbvias e penosas) barreiras raciais estavam a desabar nos anos 60 e, a seu tempo, ele teve uma carreira distinta antes e depois da independência, como certamente iria ter de qualquer maneira, pois ele de facto era muito bom e tinha (e tem) uma formação excelente e um talento indesmentível para o jornalismo. E estava bem rodeado de talento. E a qualidade não tem côr.

 

Manuel Veiga entrevista o árbitro de futebol João Paiva. João de Sousa no meio.

 

João de Sousa, Manuel Veiga. Segundo uma nota do João de Sousa, ” atrás do Manuel Veiga está o saudoso operador técnico do Rádio Clube de Moçambique, Eduardo Pereira. Independentemente da sua actividade profissional, ele foi baterista do conjunto de Renato Silva. Posteriormente formou o seu próprio grupo musical”. Não sei quem é o senhor à direita.

 

Manuel Veiga.

 

Manuel Veiga beb uma 2M.

A FACHADA DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES

Imagem com vénia a Kai Henrik Barth, a versão no topo retocada, para celebrar a Páscoa em casa por causa da Pandemia, a outra a original.

A fachada da Estação Ferroviária dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques tal como a conhecemos, só passou a ser parte da arquitectura de Lourenço Marques em 1916, vários anos após a inauguração de uma versão mais elementar, em Março de 1910.

Parte da fachada, versão Páscoa ABM Pandemia 2020….

 

A imagem ao natural, a preto e branco.

08/04/2020

UMA HISTÓRIA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1933-1958

Imagens retocadas.

Este documento, publicado em 1959 para assinalar 25 anos desde a fundação e a primeira emissão radiofónica (18 de Março de 1933) do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique, foi originalmente divulgado pelo excelente (e aparentemente defunto) sítio Xiconhoca, de onde o copiei em 2009 e só agora estive a reler e a retocar, mais recentemente republicado pelo excelente Mozindico.

Apesar da sua retórica “vintage”, e dos posteriores revisionismos (ver um exemplo aqui) permanece um documento de referência que merece uma leitura “pandémica”.

Tendo eu nascido em 1960, lamento não haver um relato semelhante para o que foi feito no Rádio Clube nos quinze anos seguintes, e que considero merecer ficar registado.

1 – Capa – o emissor da Matola, com, à frente, a estátua da autoria do mestre escultor António Duarte.

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14- 1938 e 1939

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17 – Anos de 1940-1941

18 – Anos de 1941-42

19 – Anos de 1942-1943

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21- Anos de 1943-45

22 – Anos de 1945-48

23 – Ano de 1948

24- Anos de 1948-49

25 – Anos de 1949-1950

26 – Ano de 1949

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28 – Anos de 1950-1951

29 – Ano de 1951

30 – Anos de 1951-1952

31 – Anos de 1952-1953

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33 – Anos de 1953-1954

34 – Anos de 1954-1955

35 – Ano de 1955

36 – ANo de 1955

37 – Anos de 1955-1956

38 – Ano de 1956

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40 – Anos de 1956-1957

41 – Ano de 1957

42 – Anos de 1957-1958

43 – Ano de 1958

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06/04/2020

O BAZAR BOMBAY, DE B. CHOITRAM

Filed under: Bazar Bombay LM — ABM @ 11:22

Imagem retocada, copiada do Guia Carlton para o Sul de África, pág. 121.

Note-se que o Bazar Bombay, situado no nº95 da Rua Consiglieri Pedroso, e que vendia um pouco de tudo, fazia parte de uma organização multinacional, com presença em, para além de Lourenço Marques, Inhambane, Quelimane, Bombaim, Zanzibar, Mombassa, Dar-es-Salaam e Nairobi.

O anúncio do Bazar Bombay.

02/04/2020

O SALÃO DE CHÁ ARCÁDIA EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DOS ANOS 1940

Imagens retocadas, do espólio de Jorge Vara.

O Salão de Chá Arcádia existiu no primeiro andar do Edifício da Casa Coimbra, na Avenida da República (actual Avenida 25 de Setembro) na Baixa de Lourenço Marques, entre 1940 e 1950. Resultou de uma parceria entre o Maestro Artur Fonseca, Jorge Vara e outro sócio.

1 – O edifício da Casa Coimbra. À direita vê-se a J. Salvado da Costa, onde anos mais tarde se edificou a nova sede do BNU.

 

2 – Fachada da Casa Coimbra e Salão de Chá Arcádia.

 

3 – Interior do Salão de Chá. À direita, o balcão. Ao fundo, o palco onde tocava todos os dias uma banda ao vivo. Na altura, todas as terças-feiras, à noite eram dados concertos de música clássica que eram difundidos para todo o mundo ao vivo através de uma emissão do Rádio Clube de Moçambique.

 

4- Interior, visto do lado oposto.

 

5- A esplanada, com vista para a Avenida da República.

 

6- Ampliação da vista, mostrando a esquina com a Avenida Dom Luis (dantes Avenida Aguiar, actual Avenida Marechal Samora Machel), o Café Scala, o Edifício xx e a Fazenda (actual Biblioteca Nacional de Moçambique.

 

01/04/2020

EMISSÃO DAS PRODUÇÕES GOLO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

 

Fotografia tirada durante um dos programas das Produções Golo, transmitido em directo de um Stand da Sociedade Ultramarina de Tabacos. Das pessoas, reconheço o João de Sousa e o António Luiz Rafael. Em Lourenço Marques fazia-se rádio a sério.

31/03/2020

EVELYN MARTIN DA LM RADIO, EM EAST LONDON, 1965

Imagem retocada, de Carlos Alfredo Albuquerque.

Evelyn Martin foi uma lendária locutora da LM Radio, tendo trabalhado naquela estação de música rock e pop que emitia a partir de Lourenço Marques, entre 1950 e 1974. Evelyn era filha de portugueses e nasceu e cresceu em Joanesburgo. Falava inglês e afrikaans perfeitamente. Depois do episódio da ocupação da sede do Rádio Clube de Moçambique em Setembro de 1974, foi para Joanesburgo, onde posteriormente trabalhou nas estações sul-africanas Springbok Radio e Radio Highveld. Hoje, cocuana, vive reformada naquela cidade sul-africana.

Evelyn Martin, aqui em East London (provavelmente numa acção promocional da LM Radio), 1965.

29/03/2020

CARTAZ DA LM RADIO EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Filed under: Cartaz da LM Radio 1973, LM Radio — ABM @ 23:57

Imagem retocada.

 

A LM Radio era um projecto do Rádio Clube de Moçambique que emitia em línguas inglesa e afrikaans para a África do Sul e cuja programação consistia em música pop e rock.

A ESTAÇÃO DE SERVIÇO SIMAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagens retocadas.

A estação ficava situada na Avenida da República na Baixa de Lourenço Marques, mais ou menos em frente à Casa Coimbra (onde agora está o mastodonte do Gove). Penso que também vendiam carros mas não tenho a certeza.

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PASTA DE DENTES DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1910

Naqueles tempos, os farmacêuticos literalmente fabricavam os produtos na loja, desde medicamentos a…. pasta dentrífica. Aqui, uma caixa de pasta dentrífica da Casa de Nobreza e Barbosa em Lourenço Marques.

23/03/2020

JOGADORAS DE BASQUET FEMININOS DO FERROVIÁRIO LOURENÇO MARQUES, 1937

Imagem retocada.

Jogadoras de basquet do Clube Ferroviário em Lourenço Marques, final de 1937.

 

Nota no verso da fotografia, mencionando o treinador Bastos e Silva. e que foi processada pela Foto Lusitana.

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