THE DELAGOA BAY WORLD

08/04/2020

UMA HISTÓRIA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1933-1958

Imagens retocadas.

Este documento, publicado em 1959 para assinalar 25 anos desde a fundação e a primeira emissão radiofónica (18 de Março de 1933) do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique, foi originalmente divulgado pelo excelente (e aparentemente defunto) sítio Xiconhoca, de onde o copiei em 2009 e só agora estive a reler e a retocar, mais recentemente republicado pelo excelente Mozindico.

Apesar da sua retórica “vintage”, e dos posteriores revisionismos (ver um exemplo aqui) permanece um documento de referência que merece uma leitura “pandémica”.

Tendo eu nascido em 1960, lamento não haver um relato semelhante para o que foi feito no Rádio Clube nos quinze anos seguintes, e que considero merecer ficar registado.

1 – Capa – o emissor da Matola, com, à frente, a estátua da autoria do mestre escultor António Duarte.

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14- 1938 e 1939

15

16

17 – Anos de 1940-1941

18 – Anos de 1941-42

19 – Anos de 1942-1943

20

21- Anos de 1943-45

22 – Anos de 1945-48

23 – Ano de 1948

24- Anos de 1948-49

25 – Anos de 1949-1950

26 – Ano de 1949

27

28 – Anos de 1950-1951

29 – Ano de 1951

30 – Anos de 1951-1952

31 – Anos de 1952-1953

32

33 – Anos de 1953-1954

34 – Anos de 1954-1955

35 – Ano de 1955

36 – ANo de 1955

37 – Anos de 1955-1956

38 – Ano de 1956

39

40 – Anos de 1956-1957

41 – Ano de 1957

42 – Anos de 1957-1958

43 – Ano de 1958

44

45

 

06/04/2020

O BAZAR BOMBAY, DE B. CHOITRAM

Filed under: Bazar Bombay LM — ABM @ 11:22

Imagem retocada, copiada do Guia Carlton para o Sul de África, pág. 121.

Note-se que o Bazar Bombay, situado no nº95 da Rua Consiglieri Pedroso, e que vendia um pouco de tudo, fazia parte de uma organização multinacional, com presença em, para além de Lourenço Marques, Inhambane, Quelimane, Bombaim, Zanzibar, Mombassa, Dar-es-Salaam e Nairobi.

O anúncio do Bazar Bombay.

02/04/2020

O SALÃO DE CHÁ ARCÁDIA EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DOS ANOS 1940

Imagens retocadas, do espólio de Jorge Vara.

O Salão de Chá Arcádia existiu no primeiro andar do Edifício da Casa Coimbra, na Avenida da República (actual Avenida 25 de Setembro) na Baixa de Lourenço Marques, entre 1940 e 1950. Resultou de uma parceria entre o Maestro Artur Fonseca, Jorge Vara e outro sócio.

1 – O edifício da Casa Coimbra. À direita vê-se a J. Salvado da Costa, onde anos mais tarde se edificou a nova sede do BNU.

 

2 – Fachada da Casa Coimbra e Salão de Chá Arcádia.

 

3 – Interior do Salão de Chá. À direita, o balcão. Ao fundo, o palco onde tocava todos os dias uma banda ao vivo. Na altura, todas as terças-feiras, à noite eram dados concertos de música clássica que eram difundidos para todo o mundo ao vivo através de uma emissão do Rádio Clube de Moçambique.

 

4- Interior, visto do lado oposto.

 

5- A esplanada, com vista para a Avenida da República.

 

6- Ampliação da vista, mostrando a esquina com a Avenida Dom Luis (dantes Avenida Aguiar, actual Avenida Marechal Samora Machel), o Café Scala, o Edifício xx e a Fazenda (actual Biblioteca Nacional de Moçambique.

 

01/04/2020

EMISSÃO DAS PRODUÇÕES GOLO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

 

Fotografia tirada durante um dos programas das Produções Golo, transmitido em directo de um Stand da Sociedade Ultramarina de Tabacos. Das pessoas, reconheço o João de Sousa e o António Luiz Rafael. Em Lourenço Marques fazia-se rádio a sério.

31/03/2020

EVELYN MARTIN DA LM RADIO, EM EAST LONDON, 1965

Imagem retocada, de Carlos Alfredo Albuquerque.

Evelyn Martin foi uma lendária locutora da LM Radio, tendo trabalhado naquela estação de música rock e pop que emitia a partir de Lourenço Marques, entre 1950 e 1974. Evelyn era filha de portugueses e nasceu e cresceu em Joanesburgo. Falava inglês e afrikaans perfeitamente. Depois do episódio da ocupação da sede do Rádio Clube de Moçambique em Setembro de 1974, foi para Joanesburgo, onde posteriormente trabalhou nas estações sul-africanas Springbok Radio e Radio Highveld. Hoje, cocuana, vive reformada naquela cidade sul-africana.

Evelyn Martin, aqui em East London (provavelmente numa acção promocional da LM Radio), 1965.

29/03/2020

CARTAZ DA LM RADIO EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Filed under: Cartaz da LM Radio 1973, LM Radio — ABM @ 23:57

Imagem retocada.

 

A LM Radio era um projecto do Rádio Clube de Moçambique que emitia em línguas inglesa e afrikaans para a África do Sul e cuja programação consistia em música pop e rock.

A ESTAÇÃO DE SERVIÇO SIMAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagens retocadas.

A estação ficava situada na Avenida da República na Baixa de Lourenço Marques, mais ou menos em frente à Casa Coimbra (onde agora está o mastodonte do Gove). Penso que também vendiam carros mas não tenho a certeza.

1 de 2

 

2 de 2

PASTA DE DENTES DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1910

Naqueles tempos, os farmacêuticos literalmente fabricavam os produtos na loja, desde medicamentos a…. pasta dentrífica. Aqui, uma caixa de pasta dentrífica da Casa de Nobreza e Barbosa em Lourenço Marques.

23/03/2020

JOGADORAS DE BASQUET FEMININOS DO FERROVIÁRIO LOURENÇO MARQUES, 1937

Imagem retocada.

Jogadoras de basquet do Clube Ferroviário em Lourenço Marques, final de 1937.

 

Nota no verso da fotografia, mencionando o treinador Bastos e Silva. e que foi processada pela Foto Lusitana.

30/10/2019

A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE BOANE, DÉCADA DE 1950

Filed under: Boane - Correios, Correios de Moçambique - CTT — ABM @ 13:50

 

O edifício dos Correios da Vila de Boane, década de 1950.

Fonte: Notícias de Lourenço Marques.

A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE TETE, DÉCADA DE 1930

Filed under: Correios de Moçambique - CTT, Tete - Correios — ABM @ 13:43

 

O edifício dos Correios em Tete, década de 1930.

 

Fonte: MCM

A ESTAÇÃO DOS CORREIOS DE MUTARARA – DONA ANA, ANOS 40

Filed under: Correios de Moçambique - CTT, Mutarara - Correios — ABM @ 13:35

Fotografia publicada no Notícias de Lourenço Marques.

O edifício dos Correios de Dona Ana- Mutarara, década de 1940.

28/09/2019

A PERFUMARIA HOFALI NA PRAÇA 7 DE MARÇO EM LOURENÇO MARQUES, 1950

Muito grato ao Rogério Baldaia, cujo Pai foi um dos sócios da Perfumaria Hofali (um outro era o Sr. Lobo), que ficava situada no lado da Praça 7 de Março no Prédio Fonte Azul, com uma montra dando para a entrada do prédio e que, pelo menos em 1964, ainda existia. Nesta imagem, que retoquei, vê-se o então pequeno Rogério, na entrada da loja.

 

A Perfumaria Hofali na Baixa de Lourenço Marques, 1950. À entrada, o Rogério.

10/09/2019

AUGUSTO CARDOSO EM 1887

Filed under: Augusto Cardoso, Hotel Cardoso LM, LM Hotel Cardoso — ABM @ 22:46

Imagem retocada.

Augusto de Melo Pinto Cardoso (Lisboa, 16 de Agosto de1859- Inhambane, 3 de Março de1930) foi um dos notáveis dos primórdios da colonização moderna do que veio a ser Moçambique, razão por que ele é conhecido em Portugal e Moçambique. Parece ter sido, digamos, uma figura multi-facetada e com vários talentos, que incluiram a arquitectura, a astronomia e a fotografia.

O actual Hotel Cardoso, na Polana, deve-lhe o seu nome.

Para ler mais sobre Augusto Cardoso, ler aqui e aqui. e aqui. e aqui.

Em 1930 faleceu em Inhambane. O seu corpo está sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier em Maputo.

Augusto Cardoso. Imagem publicada na revista portuguesa Occidente, edição de 21 de Janeiro de 1887.

Nota da Revista Zacatraz, Nº 186 (Janeiro de 2012) publicada pela Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar. Pela Portaria 17320/63, de 21 de Dezembro, Metangula passou a chamar-se Augusto Cardoso. Após a indepedência, voltou a chamar-se Metangula. No entretanto, toda a gente continuou sempre a chamar Metangula a Metangula.

 

Outras fontes:

“Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 123)

https://fep.up.pt/docentes/cpimenta/lazer/WebFilatelicamente/public_html/r112/artigo_pdf/revista112_3.pdf

08/09/2019

A SEDE DO BNU EM LOURENÇO MARQUES E O BANCO DE MOÇAMBIQUE

Filed under: Banco Nacional Ultramarino, LM BNU — ABM @ 21:01

A primeira imagem foi retocada.

Foi uma loucura do início do fim da era colonial portuguesa em Moçambique, uma espécie de afirmação de fé do Portugal Uber Alles, numa altura em que a maior parte do mundo estava a acabar os arranjos coloniais e em Lisboa se insistia  que nada se passava de mais cá dentro. Pelo contrário – o futuro era róseo (e foi enquanto durou).

O centenário Banco Nacional Ultramarino, que, para além de banco comercial, era uma espécie de banco do Estado e, melhor ainda, era o banco que emitia a moeda em Moçambique (posteriormente a Abril de 1974, também chamado “dinheiro macaco”, desvalorizado e completamente inconvertível), precisava de uma delegação maior em Moçambique e festejava o seu centenário.

E o que fizeram? mandaram construir o maior mastodonte de luxúria alguma vez edificado em Moçambique até à altura, mais luxuoso que o Palácio da Ponta Vermelha ou até aquele outro elefante branco concluído uns anos antes na Beira, o Grande Hotel. Aquilo, que milagrosamente se manteve até hoje, é praticamente um palácio, um museu de arte contemporânea e um escritório, tudo ao mesmo tempo.

Foi quase caricato, após Junho de 1975, ver primeiro uma espécie de prolongamento do chamado Governo de Transição com Carlos Cassimo e o bem-intencionado Carlos Adrião Rodrigues (dos lendários Democratas de Moçambique), expeditamente sucedido, após o famoso Terceiro Congresso de 1977, pelo Dr. Sérgio Vieira, frelo, comuna rábido, e anti-português como nunca, 37 anos de idade, cheio de sangue na guelra e que via um colono traidor em cada esquina, vestindo a farda verde escura da guerrilha, rodeado de (então inventados) “cooperantes” portugueses, sentado naquele deslumbre de luxos, presidindo à destruição quase completa da economia, enquanto forma de “criar o novo homem moçambicano” e acabar com os males do Mundo, nomeadamente aquela obscenidade nos dois países ao lado que a nascente oligarquia moçambicana achou por bem chamar a si resolver – ao tiro, nada menos.

Depois veio o Prakash (o mesmo que faliu o Moza), o Dr. Eneias Comiche, culto, que hoje, com 80 e tal anos, é o insigne presidente da Câmara de Maputo, depois o Dr. Adriano Maleiane (o actual ministro das Finanças de Moçambique, coitado), afável e simpático, institucional e discreto e que, a partir de 1990, basicamente faziam o que o FMI mandava fazer. Mais ou menos.

E a seguir (2006-2016) veio Ernesto Gove, nomeado pelo Presidente Armando Guebuza, Inc., que interessa para aqui.

Durante a Era Gove, fez-se algum progresso na economia local, mas principalmente, fizeram-se grandes negociatas, desde a “reversão” de Cabora bassa, aos esquemas do Aeroporto de Nacala, da Vale, das privatizações dos portos, linhas dos caminhos de ferro, das concessões mineiras, etc etc etc. E foi o início da grande entrada de Moçambique na Era da economia global dos recursos: alumínio, carvão, rubis e gás. Muito, muito gás.

Os bancos locais, apesar de um pouco à margem disto tudo, com margens de lucro quase obscenas (e com custos e alguns riscos correspondentes), cresceram e multiplicaram-se, destacando-se a entrada, algo tardia, dos grandes bancos sul-africanos. O novo negócio era muito rentável. Especialmente para o banco central.

E portanto, para gerir o crescente sistema, preferencialmente em algum conforto, alguém achou que o palácio do BNU já não servia e que era preciso mais alguma coisa.

Maquete da nova sede do BNU em Lourenço Marques, que foi inaugurada em Julho de 1964.

Esssa “alguma coisa” materializou-se numa nova, enorme, sede para o banco central, construída à sua direita em 2013-2017 e ocupando um espaço gigantesco, que incluiu comprar e mandar abaixo a Casa Coimbra e ocupar o espaço histórico na esquina oposta ao Continental. Pelo meio, a velha Casa Marta da Cruz e Tavares, do outro lado da rua, foi também abaixo e o espaço serviu de estaleiro para a obra. O mastodonte, construído pela então incontornável e pré-falida Teixeira Duarte, custou centenas de milhões de dólares (penso que nunca disseram, mas as más línguas de idoneidade incerta referem entre 300 e 500 milhões de USD) e tem os seus próprios parque de estaconamento e …heliporto (aparentemente não homologado).

Portanto, duas obras faraónicas, no espaço de cinquenta anos, uma ao lado da outra.

Não sei bem o que irão fazer com a velha sede do BNU. Penso que o melhor negócio seria converter aquilo num museu de arte contemporânea, mudar para ali o Museu da Moeda e ali fazer uma sala de exposições. Moçambique precisa de apostar no turismo, pois não é nem o gás nem o carvão que vão criar os empregos que faltam em Maputo.

No fim, caído em algum desfavor, Ernesto Gove foi substituído pelo Dr. Rogério Zandamela, que acabou por ser o seu primeiro e o actual ocupante.

O “novo” Banco de Moçambique, ocupando a antiga ponta nascente do núcleo original de Lourenço Marques, quando aquilo era praticamente uma ilha. À direita a ponta do velho BNU. Para além do heliporto devia ter sido feito um porto com jangadas para quando aquela zona inunda na época das chuvas.

MERGULHANDO NA PISCINA DO HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagem retocada.

 

Hóspedes do Hotel Polana a dar uns mergulhos na sua piscina, década de 1950. Até aos anos 70 a maior parte dos seus hóspedes consistiam em viajantes de negócios com dinheiro e famílias sul-africanas com dinheiro, algumas das quais lá ficavam ano após ano. A ideia que muitos fazem que os residentes da Cidade usavam o hotel ávida ou regularmente é simples e totalmente falsa e parte da mitologia colonial no periodo pós-colonial. A maior parte sabia do hotel mas nunca lá entrou e a percentagem que o utilizava regularmente era muito pequena. Antes da Independência formal em 1975, a minha família só lá entrou uma única vez. Uma, e a meu pedido, no início de 1975, dias antes de eu sair de LM para estudar em Coimbra, pois eu insisti com os meus pais que pelo menos uma vez na vida gostava de jantar lá para ver como era.  Surpreedentemente, os meus pais acederam. E para variar, a experiência foi indistinta e esquecível. Comi um bife, bebi uma Coca-Cola e fui-me embora.

01/09/2019

A FACHADA NASCENTE DO HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1930

Filed under: Hotel Polana LM, LM Hotel Polana — ABM @ 19:30

Imagem retocada. Postal de A.W. Bayly.

 

A fachada Nascente do Hotel Polana. As janelas redondas dão para o então Salão de Banquetes. Notar ainda, por cima do muro da varanda em primeiro plano, uns binóculos para se poder visualizar a Baía.

28/08/2019

ANÚNCIO DA LM RADIO NA IMPRENSA SUL-AFRICANA, 28 DE JULHO DE 1963

Imagens retocadas.

Este anúncio foi publicado como inserção publicitária nas edições de Domingo, 28 de Julho de 1963, dos jornais sul-africanos Sunday Times, Sunday Tribune, Cape Argus, Evening Post, Dagbreek, Volksblad e Die Burger.

Aconteceu numa era em que o meio de comunicação mais importante em África era a rádio.

Na África do Sul naquela altura, as estações de rádio estavam proibidas de transmitir música rock e popular aos domingos, o que constituia um verdadeiro “bloqueio”, especialmente para as camadas mais jovens da população.

Penso que a ideia lá era que as pessoas aos fins de semana eram supostas ir à missa e ficar em casa a tomar conta do jardim. Regra geral, nem sequer havia eventos desportivos organizados.

Esse bloqueio era estrondosa e efectivamente furado a partir de Lourenço Marques pela LM Radio, situada fora da alçada do governo sul-africano e que dessa forma praticamente mantinha um monopólio deste tipo de música, e que transmitia em onda curta e média para aquele mercado, nas línguas inglesa e afrikaans (exceptuando o callsign em português, ao topo de cada hora, que nenhum sul-africano entendia mas que todos conheciam: “aqui Portugal Moçambique fala o Rádio Clube em Lourenço Marques, transmitindo em ondas curtas e médias”):

E havia ainda o seu hino, nos anos 60, Have a Happy Day:

A estação era enormemente popular e rentável, em ambos os lados da fronteira, especialmente a partir do cair da noite, quando o alcance das emissões feitas a partir das antenas do Rádio Clube de Moçambique na Matola aumentava e se podia escutar a emissão em ondas curta e média até na Cidade do Cabo.

Para além de uma gigantesca audiência quase cativa, que trazia receitas consideráveis da publicidade, a LM Radio era o veículo ideial para promover artistas e bandas de música e alimentar as receitas com a venda de discos na África do Sul.

A aura que a estação LM Radio tinha reflectia-se favoravelmente na Cidade e em Moçambique, que era vista pelos sul-africanos (invariavelmente, brancos) como um dos destinos de férias mais desejáveis, dentro dos seus orçamentos. Anualmente, especialmente na época de Natal, a região entre Lourenço Marques e Inhambane era verdadeiramente invadida por visitantes sul-africanos, que os habitantes da Cidade, informalmente, chamavam, a eles, “bifes” e a elas “bifas” ou “bifetecas”.

Retrospectivamente, é curioso isto tudo acontecer numa altura em que o regime português, ainda sob a alçada do incontornável Dr. Salazar, estava sob forte contestação, a oposição nacionalista moçambicana em constituição, o mesmo acontecendo na África do Sul, sob o apartheid e Hendrik Verwoerd, o Dr. Mandela tendo acabado de ser condenado por terrorismo. E enquanto tudo isso decorria, todos os jovens dançavam alegremente por cima de um vulcão, alheios a quase tudo e todos.

Ao som da grande LM Radio.

21/08/2019

A PISCINA DO HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1960

Filed under: Hotel Polana LM, LM Hotel Polana — ABM @ 15:25

Imagem retocada.

 

A piscina do Hotel Polana em Lourenço Marques,, início da década de 1960.

18/08/2019

OS CAMINHOS DE FERRO EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Imagens (com direitos de autor) de George Dutton, tiradas em Lourenço Marques em Setembro de 1973.

 

1 de 4

2 de 4

3 de 4

4 de 4

16/08/2019

FOLHETO DO CASINO BELLO EM LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1930

Filed under: Casino Belo LM, Folheto do Casino Bello em LM — ABM @ 19:32

Imagens retocadas.

 

1- Capa e verso

 

2 – Interior. Isto parece ser uma cábula para quem joga a roleta.

26/07/2019

O CAFÉ SCALA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50 E 70

Filed under: Café Scala LM, LM Café Scala — ABM @ 04:54

Imagens retocadas.

 

O Scala no final dos anos 50.

 

O Scala no início dos anos 70. Ao fundo, vê-se o Prédio 33 Andares em construção.

20/07/2019

ANÚNCIO DA MINERVA CENTRAL EM LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1950

Filed under: Papelaria Minerva Central — ABM @ 14:21

Imagem retocada.

 

O anúncio da Minerva Central, no verso de um postal.

15/07/2019

O CR-ACT “INCOMÁTI” EM ANTÓNIO ENNES, 1954

Imagem retocada.

A cidade moçambicana de António Enes foi antes e voltou, depois, a chamar-se Angoche.

O Incomáti na pista de António Ennes.

13/07/2019

A ORQUESTRA TÍPICA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 3 CANÇÕES, 1974

Gravação, em stereo (!), feita em 1974, de três canções típicas portuguesas, no Rádio Clube de Moçambique, interpretada pela Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique, dirigida por António Gavino. Disponibilizada hoje por Miguel Catarino num sumptuoso canal que ele tem na plataforma Youtube.

Para ver, prima no botão que o leva até à conta do Miguel.

Estas músicas não fazem bem o meu estilo, que na altura era mais Frank Sinatra, jazz e música clássica, mas aqui fica para conhecimento.

Na apresentação desta gravação, o Miguel escreveu o seguinte:

Fundada em 1961 por si, e dirigida pelo próprio até à independência, a Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique foi a responsável pela divulgação da Música Tradicional Portuguesa em terras de Lourenço Marques, com concertos semanais às sextas-feiras, que eram muito aplaudidos pelo público e pela crítica, que afirmava com um sentimentalismo e saudosismo intoleráveis que: “a figura de Belo Marques é recordada com saudade cada vez que a Orquestra Típica actua”.
Quando na verdade, apesar da presença evidente da referência do dito “principiante”, tal como dizia o próprio sobre si, e tal como foi para o outro lado da vida, imperava com mais força o espírito criativo de António Gavino, responsável de cerca de 1600 orquestrações no Rádio Clube, e que lhe valeu em 1965 o título de Melhor Compositor de 1965 do Festival da Imprensa de Lourenço Marques.
Eis aqui três dessas 1600 orquestrações providenciadas pelo fundador das Orquestras Típicas de Alcobaça, Rio Maior e Santarém (Scalabitana), e que sugiro que me digam como se chamam originalmente, tanto a especialistas como aos meus regulares espectadores.

 

Older Posts »

Site no WordPress.com.

%d bloggers like this: