THE DELAGOA BAY WORLD

14/08/2018

HORÁRIO DA DETA, MAIO-JUNHO DE 1958

 

Horário da DETA, Maio-Junho de 1958, capa e contracapa.

 

Interior do folheto.

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O LOGOTIPO DA DETA, ANOS 40

A DETA surgiu com a designação de Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

05/08/2018

LOURENÇO MARQUES, ESBOÇADA PELO ARTISTA E DIPLOMATA JAPONÊS, HIROSUKE WATANUKI

Hirosuke Watanuki, que fez carreira diplomática pelo Japão, esteve em contacto com Portugal nos anos 50 e 60 e deixou trabalhos que causaram impressões que ainda hoje perduram. Em 2017, com 91 anos de idade, Watanuki visitou Portugal, onde o seu trabalho foi recordado.

 

Um esboço representando a Cidade de Lourenço Marques, reproduzido num postal patrocinado pela DETA, da autoria do artista-diplomata japonês Hirosuke Watanuki. O postal não está datado.

22/07/2018

O HOTEL TURISMO NA BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, 1970

Grato ao PPT e ao AHM.

 

O Hotel Turismo na Baixa de Lourenço Marques, Março de 1970. Propriedade de uma sociedade que incluía o Hotel Tivoli e em que o sócio de referência era o genial (mas infelizmente pouco conhecido, hoje) empresário Jorge de Abreu, foi implantado na esquina onde antes se situou, durante décadas, a Casa Bayly. No rés-do-chão, ficavam escritórios da DETA.

10/04/2018

AERÓDROMO DE MAVALANE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, LM Aeroporto — ABM @ 16:35

 

O Aeródromo de Mavalane, Em frente, um DC-3 da DETA.

14/08/2017

CARTAZ PUBLICITÁRIO DA DETA, ANOS 50

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique — ABM @ 23:09

Cartaz publicitário da DETA/SAA, anos 50

23/05/2016

O FOKKER FRIENDSHIP DA DETA VOANDO SOBRE A HOLANDA, ANOS 60

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique — ABM @ 22:45

A DETA (Divisão de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique) foi a primeira companhia aérea portuguesa e de Moçambique, antecedendo em quase dez anos a fundação dos Transportes Aéreos Portugueses. Pouco antes da Independência, a designação da companhia foi hifenizada para DETA-Linhas Aéreas de Moçambique, passando posteriormente a ter a designação de LAM.

Quem tiver interesse neste assunto deve consultar o sítio “Voando Sobre Moçambique”, que é praticamente o repositório definitivo sobre o tópico.

O Friendship voando sobre os céus de Moçambique, anos 60.

O Fokker Friendship “Lourenço Marques” voando sobre os céus da Holanda, durante os testes de aceitação, anos 60.

 

Mais uma imagem do Fokker "Lourenço Marques" durante os testes de verificação e aceitação.

Mais uma imagem do Fokker “Lourenço Marques” durante os testes de verificação e aceitação.

 

 

07/05/2016

O BOEING 737 CR-BAA DA DETA, ANOS 60

Filed under: Boeing 737 CR-BAA — ABM @ 19:24

A DETA (Divisão de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique) adquiriu os primeiros aviões a jacto no final dos anos 60.

 

O Boeing 737 CRBAA da DETA.

O Boeing 737 CR-BAA da DETA.

21/04/2014

BILHETE DA DETA, 1953

Este artifacto está à venda no Ebay.

 

Capa de Bilhete da DETA, 1963.

Capa de Bilhete da DETA, 1953.

 

bilhete

Uma viagem da Beira para Lourenço Marques custava 1.570 Escudos.

03/11/2013

O COMANDANTE VASCO DE ABREU NA DETA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60 E 90

Fotografias de  Suzana Abreu Barros.

Se estiver interessado em assuntos aéreos de Moçambique, não deixe de consultar o blogue Voando em Moçambique, que contém o maior e o melhor acervo de informações e fotografias sobre a aeronáutica em Moçambique.

O Comandante Vasco de Abreu, à esquerda,  numa sala no Aeroporto de Lourenço Marques, anos 60.

Fotografia tirada na Sala de Meteorologia do Aeroporto de Lourenço Marques, anos 60. Da esquerda: Comandante Vasco de Abreu, Comandante Nasi Pereira, Comandante Augusto Rodrigues,  Dr.José Gomes Pepe (Meteorologista) e P1. Se conhecer quem é P1, escreva para aqui.

Vasco de Abreu numa praia há uns anos atrás.

Vasco de Abreu numa praia há uns anos atrás.

10/10/2013

HOSPEDEIRAS DA DETA NO AEROPORTO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotografia de Jorge Quartin Borges, restaurada.

 

Hospedeiras da DETA na pista do Aeroporto de Lourenço Marques, anos 1960. Se alguém souber os nomes das senhoras, por favor deixe uma nota aqui.

Hospedeiras da DETA na pista do Aeroporto de Lourenço Marques, anos 1960. Se alguém souber os nomes das senhoras, por favor deixe uma nota aqui.

03/03/2013

O CR AAZ VOANDO SOBRE OS CÉUS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1940

 

O CR AAZ voando sobre os céus da Colónia de Moçambique, presumidamente.

O CR AAZ voando sobre os céus da Colónia de Moçambique, presumidamente.

16/12/2012

EMBLEMA DA DETA DOS CAMINHOS DE FERRO DE MOÇAMBIQUE

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, Pin da DETA — ABM @ 21:31
POLKA697

O símbolo da DETA.

11/11/2012

CARTAZ PUBLICITÁRIO DA DETA – LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, ENTIDADES — ABM @ 10:51

Cartaz publicitário da DETA, creio que dos anos 1940 mas não tenho a certeza.

11/09/2012

COMANDANTE VASCO ABREU NA DETA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, Vasco Abreu — ABM @ 22:48

Fotografia da Família Abreu, que é como se fosse minha família. Assinala-se hoje três anos que ele nos deixou.

 

O Sr. Comandante Vasco Abreu na sua pose de Frank Sinatra.

 

 

BOEING 737 DA DETA – LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE, CERCA DE 1970

Um Boeing 737 da Deta-Linhas Aéreas de Moçambique, cerca de 1970. Na Altura da Independência, a DETA-LAM operava cerca de quatro destes aparelhos. Como os CFM, a história da DETA-LAM espelha a história de Moçambique no Século XX.

O COMANDANTE VASCO ABREU DA DETA E LAM E SUA MULHER RUTE, ANOS 1980

Fotografia de Suzana Abreu Barros, restaurada.

 

Rute e Vasco Abreu numa praia portuguesa nos anos 80, após uma vida em Moçambique, onde criaram uma prole de campeões e onde Vasco fez uma brilhante carreira como piloto comandante de linha aérea na DETA/LAM.

07/06/2012

CONSTANÇA VIDIGAL EM MOCÍMBOA DA PRAIA, 1957

Fotografias de Fernando Vidigal.

Constança posa à porta do avião da DETA em Mocímboa da Praia, 1957.

 

Mais um instantâneo da nossa Constança.

 

 

DC-3 DA DETA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, LM Aeroporto — ABM @ 14:45

Fotografia partilhada pelo Ernesto Silva e restaurada.

Um DC-3 da DETA estacionado creio que no aeroporto de Lourenço Marques.

06/06/2012

O AVIÃO “VILA DE JOÃO BELO” NUM AEROPORTO NA ZAMBÉZIA, ANOS 1950

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique — ABM @ 13:45

Fotografia de José Crespo de Carvalho.

Segundo o José Crespo de Carvalho, esta imagem do “João Belo” e viajantes foi tirada num aeroporto na Zambézia. Talvez ele possa dar mais detalhes.

21/04/2012

A DETA AUTONOMIZA-SE NOS CFM, 1962

Recorte da Gazeta dos Caminhos de Ferro (Portugal) 1 de Abril de 1962, referindo a publicação de um decreto. A DETA autonomiza-se nos Caminhos de Ferro de Moçambique.

31/03/2012

FRANCISCO PINTO TEIXEIRA HOMENAGEADO POR LOURENÇO MARQUES, 1962

Texto de 1962 relatando (mais) uma homenagem ao Eng. Francisco Pinto Teixeira, uma das figuras incontornáveis do que foi feito em Moçambique na primeira metade do Século XX. Com tempo, tentarei colocar mais dados e imagens sobre esta grande figura do desenvolvimento de Moçambique, que incluíram o crescimento dos Caminhos de Ferro de Moçambique e a criação da DETA (hoje LAM) a primeira linha aérea portuguesa.

25/03/2012

A DETA – DIRECÇÃO DE EXPLORAÇÃO DOS TRANSPORTES AÉREOS EM MOÇAMBIQUE

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, ENTIDADES — ABM @ 10:38

A DETA foi a primeira companhia aérea portuguesa.

 

Cartaz.

 

Avião na pista.

 

Passageiros a desembarcar.

 

Envelope, 1971.

 

Papel de carta da empresa.

19/03/2012

O FOKKER 27 “QUELIMANE” DA DETA, ANOS 1970

Filed under: DETA - Linhas Aéreas de Moçambique, ENTIDADES — ABM @ 16:56

Fotografia de Helder Piló, restaurada.

 

O Fokker 27 "Quelimane" da DETA, anos 1970.

LÍDIA TEMBE E A DETA NOS ANOS 1970

A Lídia mais ou menos na altura em que se juntou à DETA. Bonita de parar o trânsito. Foi das primeiras hospedeiras de raça negra na companhia. Diz que racismo ali era mato, mas que a chefa dela estava acima disso.

O que se segue foi publicado no jornal A Verdade, de Maputo, no dia 15 de Março de 2012 e que reproduzo com vénia.

Chama-se Lídia António da Silva Tembe, e nasceu no dia 25 de Junho de 1952 no bairro da Malhangalene, na antiga cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo. Pode-se dizer que o seu nome está ligado à história da aviação moçambicana, não fosse ela uma das primeiras assistentes de bordo negras a trabalhar na antiga Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos (DETA), as actuais Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

A sua história começa em 1972 quando se candidata ao preenchimento das vagas anunciadas pela DETA, embora não soubesse que era para ser assistente de bordo. Quando teve conhecimento disso, desistiu dos exames psicotécnicos, que era a última fase do processo de selecção, por uma razão muito simples e nobre: “não estava interessada em deixar de estudar”.

Mas quis o destino que assim o fosse. A DETA contactou o Gabinete de Urbanização, onde ela fazia trabalhos extras no período da tarde (de manhã ia à escola), para “saber porque é que eu tinha desistido dos exames psicotécnicos. Convenceram-me a fazer os exames e fizeram-me acreditar que podia ter uma carreira brilhante. Falei com a minha mãe e ela apoiou-me”.

“Passei nos exames e no dia 25 de Junho de 1972, justamente no dia em que fazia 20 anos, fomos submetidas a uma formação de três meses, que decorreu em Inhambane. Éramos duas mas a outra, a Juvenália Muthemba, actual deputada da Assembleia da República, desistiu”, conta.

O primeiro voo

Após a conclusão do curso, em Setembro, era chegada a altura de começar a voar, o que aconteceu em Outubro do mesmo ano. O primeiro dia de trabalho de todo o ser humano é caracterizado por momentos de muita ansiedade e de nervosismo. Mas com ela foi diferente.

“O primeiro voo foi maravilhoso, não senti medo e muito menos nervosismo. Já tinha viajado de avião uma vez. Acho que isso ajudou-me bastante”.

A discriminação

Lídia Tembe afirma que a sua inserção na empresa não foi fácil, uma vez que o sector da aviação era, na altura, dominado por pessoas de cor branca e de elite, para além da discriminação que existia, afinal estávamos no período colonial.

“Houve fases difíceis pelas quais tive de passar. Chegou uma altura em que eu queria desistir. Havia algumas colegas que não gostavam de me ver a trabalhar, embora não me dissessem directamente. A única pessoa com quem podia contar era a minha chefe. Ela avaliava as pessoas em função do trabalho, competência, e não da cor ou extracto social. As minhas colegas eram filhas de polícias e de gente importante. Eu vinha do subúrbio”.

Esta fase só passou em 1974 quando foi constituído o governo de transição, que tinha Joaquim Chissano como Primeiro-Ministro, não porque as pessoas tinham mudado de comportamento, mas porque havia o receio de perder o emprego pois o país estava a dar passos rumo à independência.

“Com o aproximar da independência, elas (as colegas), começaram a temer pelos seus postos de trabalho e pensavam: esta a quem estamos a discriminar será a nossa chefe amanhã. Temos de tratá-la bem”.

Os episódios marcantes

“Eu sobrevivi por um milagre”, foi assim que Lídia Tembe respondeu quando questionada sobre se já tinha passado por momentos de tensão durante os trinta anos em que trabalhou como assistente de bordo.

Segundo conta, o pior episódio foi no dia 5 de Outubro de 1998 quando, durante a descolagem no Aeroporto Internacional de Mavalane, o motor do avião (Boeing747) começou a arder.

“Os passageiros não ficaram em pânico, o que nos ajudou bastante. O avião teve de voltar ao aeroporto. Os peritos da Boeing disseram que tínhamos sobrevivido por um milagre, pois naquelas circunstâncias a probabilidade de não acontecer uma tragédia é ínfima. O piloto e os passageiros foram heróis”

O outro momento não menos marcante deu-se durante uma transferência de presos para Nampula, no âmbito da Operação Produção. “Eu era a chefe das assistentes. Quando descolámos, um deles quis entrar na cabine de pilotagem. Agarrei o interfone e disse ao piloto para que não abrisse a porta”.

Do espaço para o banco da escola

Quando passou à reforma, em 2002, Lídia Tembe decidiu continuar a fazer aquilo que a natureza do seu trabalho não permitia: estudar. Concluiu o curso médio de Hotelaria e Turismo em 2005 e, em 2011, obteve o grau de licenciatura em Turismo e Gestão de Empresas Turísticas. Actualmente, é docente do Instituto Médio Politécnico, para além de ser delegada da 20LAM.

Houve alguma coisa de que não gostasse na altura em que era assistente de bordo?

Claro. Não suportava a ideia de ter de fazer a mala todos os dias. Quando a pessoa viaja, por mais que seja por umas horas, nunca sabe quando é que volta. Isso não é só com a tripulação, acontece também com os passageiros. Lembro-me de ter ficado três dias na cidade da Beira em 1974. Temos de estar preparados para pernoitar. Sempre sonhou em ser assistente de bordo?

O meu sonho foi lutar sempre pela vida. A minha mãe ensinou- nos a dar e a definir prioridades na vida, a não forçar as coisas, a lutarmos para alcançar os nossos objectivos, sem, no entanto, usar as pessoas como trampolim.

A Lídia em 2012. Já passou muita água debaixo da sua ponte.

Qual é o seu prato preferido?

Bacalhau. Gosto também de cacana, embora não saiba preparar. Mas sempre que posso peço ajuda à minha mãe.

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Gosto de cozinhar e cuidar da minha casa.

É casada?

Não, sou divorciada.

Tem filhos?

Sim, dois. O mais velho tem 28 anos e o mais novo vai fazer 21.

Foi fácil criá-los tendo em conta a natureza do seu trabalho?

Não foi fácil nem difícil. Gosto de comunicar e exijo humildade. Mas contei e ainda conto com a ajuda do pai. Apesar de estarmos separados continuamos a unir os nossos esforços em prol da educação dos nossos filhos. Não os disputamos. Conseguimos, ambos, dizer a mesma coisa à mesma pessoa, nunca coisas diferentes.

Passatempos

Ler, dançar e ir à praia. Uma coisa que eu prezo é conviver com os meus amigos e familiares.

Qualidade

Amor ao próximo.

Defeito

Sou muito perfeccionista. Gosto de ver as coisas certinhas. Acho que se deve ao facto de eu ter sido assistente de bordo. No avião tudo deve estar no seu devido lugar.

O que é que odeia?

O racismo e a mentira.

Uma figura

Joaquim Chissano. Ele marcou uma época das nossas vidas, e a mulher moçambicana. Admiro todas as mulheres, quer sejam do campo, da cidade, pobres, ricas, …

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