THE DELAGOA BAY WORLD

29/06/2019

HOMEM FOTOGRAFADO NO ESTÚDIO DE JOSEPH E MAURICE LAZARUS

Imagem retocada.

 

Homem fotografado no estúdio de Joseph e Maurice Lazarus, início do Séc. XX. De momento não sei quem é mas já vi este homem noutra fotografia da época. Com alguns homens da equipa de Mousinho de Albuquerque.

04/06/2019

O FAROL DA PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Imagens retocadas.

 

O Farol da Ponta Vermelha em Lourenço Marques, primeira fase, início do Séc. XX. Imagem tirada pelo estúdio de Joseph e Maurice Lazarus.

 

O farol mais tarde, aumentado, antes de ser demolido.

À esquerda, ao fundo o farol, Agosto de 1907 (cerimónia com o Príncipe D Luis Filipe na Ponta Vermelha).

11/04/2019

A MESQUITA DE LOURENÇO MARQUES, PRIMEIRA DÉCADA DO SÉC. XX

Imagem retocada.

Este postal parece ser fotografia a côres, o que surpreende, dada a altura em que foi feito.

 

Aspecto da Mesquita de Lourenço Marques, primeira década do Século XX.

04/12/2018

“MOZAMBIQUE AND ME” POR ANNE JOSEPH

Cópia de um artigo, em língua inglesa, publicado em 3 de Fevereiro de 2017 na Jewish Chronicle, da autoria de Anne Joseph, relacionada com a sua descoberta do facto de que o seu Avô Paterno era Joseph Lazarus, o fotógrafo de origem britânica que trabalhou durante cerca de dez anos em Lourenço Marques (1899-1908), tendo depois transferido o negócio com o irmão Maurice para Lisboa, que durou até aos anos 40. Os irmãos Lazarus, que integraram a pequena comunidade judaica da Cidade, deixaram um registo fotográfico precioso de Lourenço Marques durante a altura em que lá trabalharam.

Eu pintei o título.

Below is a copy of an article published in the 3 February, 2017 edition of the Jewish Chronicle, written by Anne Joseph, about her discovery that her Paternal Grandfather was Joseph Lazarus, the british-born photographer who worked for about ten years (1899-1908) in Lourenço Marques, thereafter transferring the business to Lisbon, where they worked until the 1940’s. The Lazarus Brothers, who were a part of the small Jewish community residing in Lourenço Marques, left a precious photographic record of Lourenço Marques for the period when they were there.

 

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Um dos postais dos Irmãos Joseph e Maurice Lazarus do início do Século XX, retocado e pintado por mim, mostrando a zona da Baixa de Lourenço Marques onde – mais ou menos, ficam hoje o Scala e a Estação Central dos Correios.

17/08/2018

ENFERMEIRO EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC.XX

Fotografia de Joseph e Maurice Lazarus, Lourenço Marques, retocada por mim. O original está guardado no Rijksmuseum em Amsterdão.

 

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08/04/2018

O PAIOL DE LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1900, FOTOGRAFADO PELOS LAZARUS

Esta imagem faz parte do álbum Views of Lourenço Marques, publicado por Joseph e Maurice Lazarus.

O paiol, onde eram guardados os explosivos e material militar, foi construído mais ou menos no mesmo local onde hoje estão as piscinas do Desportivo, em frente à antiga Câmara Municipal de Lourenço Marques (depois tribunal da Relação). Foi demolido cerca de 1919 e o terreno foi aplanado como parte do grande Aterro da Maxaquene.

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07/04/2018

A VISITA DO PRÍNCIPE REAL DOM LUIZ FILIPE A LOURENÇO MARQUES, 1907

Copiado do Blog Real e da Hemeroteca de Lisboa. Imagens de Joseph e Maurice Lazarus.

D. Luiz Filipe, herdeiro da coroa de Portugal, visitou Moçambique em Julho-Setembro de 1907. Foi assassinado em 1 de Fevereiro de 1908 com o seu Pai, o Rei. D. Carlos I.

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postal alusivo à visita real.

O CAIS DE PASSAGEIROS DE LOURENÇO MARQUES, 1900, FOTO DOS IRMÃOS LAZARUS

Do álbum Views of Lourenço Marques, de Joseph e Maurice Lazarus.

O cais de passageiros de Lourenço Marques, cerca de 1900.

 

A mesma imagem, mais abrangente.

22/03/2018

QUADRILHA DE LADRÕES NO SABIÉ, INÍCIO DO SÉC. XX

 

Segundo a legendagem dos Lazarus, isto é uma quadrilha de ladrões na zona de Sabié, perto da Moamba, entre Lourenço Marques e Ressano Garcia, início do Séc. XX. Dois homens, uma jovem e um velhote. Acorrentados que baste. Uma quadrilha curiosa.

21/03/2018

O VICTORIA MEMORIAL HALL DA BEIRA, FOTOGRAFADO POR JOSEPH E MAURICE LAZARUS, 1903

O original desta fotografia, que retoquei, está guardado nos arquivos da Companhia de Moçambique em Portugal.

 

o Victoria Memorial Hall da Beira, 1903, fotografado por Joseph e Maurice Lazarus. Parece que era um salão para festas, reuniões e eventos.

03/03/2018

JOSEPH LAZARUS, FOTÓGRAFO DE MOÇAMBIQUE, IN MEMORIAM

 

Joseph Lazarus, aqui em Lisboa, cerca de 1930, com uma condecoração do governo português. Retratou Lourenço Marques entre 1899-1908.

Durante vários anos, quando comecei a observar e coleccionar imagens de Moçambique e de Lourenço Marques, desde cedo identifiquei um conjunto de imagens referenciadas como sendo do que eu pensava ser um tal J&M Lazarus – que não fazia ideia quem era. Eventualmente, apercebi-me que eram duas pessoas. E que eram irmãos. E que eram judeus. E que eram de ascendência britânica. E que tiveram um estúdio em Lourenço Marques (primeiro na Rua Araújo 39, em frente e a seguir ao Varietá e depois no Avenida Buildings) e, brevemente, na Beira. Que antes de chegarem a Lourenço Marques, fizeram qualquer coisa em Barberton.

O Chefe Makwira e as suas mulheres, no Protectorado da Niassalândia, actualmente o Malawi. Fotografado pelos Lazarus.

E ainda que, a seguir, cerca de 1908, se mudaram de armas e bagagens para Lisboa e abriram um estúdio em Lisboa, numa das melhores ruas do Chiado (Rua Ivens, 59), onde ainda trabalharam durante uns anos, penso que até meados dos anos 40.

Uma imagem colhida pelos Lazarus na linha férrea que ligava Lourenço Marques à Suazilândia. Segundo o magnífico site HoM, que cita Pereira de Lima, isto é na Matola e é uma cerimónia com o Duque de Connaught (o sétimo filho da rainha Victória, que estava em LM de passagem) de arranque da obra, em 1906. Podem-se ver a bandeira do Reino Unido e a então bandeira branca e azul de Portugal.

António Sena, que escreveu sobre os Lazarus, detalha as circunstâncias da vinda dos irmãos para a capital portuguesa:

O Governador Geral Conselheiro Freire de Andrade, encarrega os Lazarus das reportagens oficiais da visita do Príncipe Real D Luiz Filipe a Moçambique em Julho-Agosto de 1907, de que virão a publicar imagens em periódicos como o Brasil-Portugal. Bem sucedidos os Lazarus aproveitam contactos para abrir em Lisboa a Photographia Ingleza, em 1909.

Arco precário instalado na Baixa de Lourenço Marques no início da Avenida Aguiar (depois Av D.Luiz, hoje Avenida Marechal Samora) para dar as boas-vindas ao Príncipe Luiz Filipe, filho primogénito dos então reis de Portugal, Carlos e Amélia. Os Lazarus cobriram o evento e conheceram o Príncipe. A ligação real manter-se-á por alguns anos, mesmo durante a I República, a Ditadura e o chamado Estado Novo.

 

Publicidade do estabelecimento dos Lazarus em Lisboa.

 

O Rei D. Manuel II posou para os Lazarus.

 

Os Condes de Vila Real, fotografados pelos Lazarus, cerca de 1920, arquivos da Casa de Mateus.

Pedro Bordalo Pinheiro, aqui retratado pelos Lazarus. Sobrinho do inigualável Rafael Bordalo Pinheiro, foi jornalista, administrador do Diário de Lisboa, co-fundador da revista Atlântida e era um dos intelectuais e artistas de referência da sua geração. Faleceu a 6 de Fevereiro de 1942.

 

Outro anuncio do estabelecimento dos Lazarus em Lisboa, este na Revista Colonial.

E depois…..nada.

Foi como se tivessem desaparecido da face da terra,

Um dia, há uns anos, recebi uma inesperada e surpreendente mensagem de correio electrónico. Vinha de uma senhora chamada Anne Joseph. Tinha lido um breve texto sobre as minhas deambulações quanto aos irmãos Lazarus e afirmava que Joseph era seu avô, mas que quase nada sabia sobre ele pois nunca o tinha conhecido.

A imagem em cima, que retrata Joseph Lazarus com uma condecoração presidencial portuguesa, é de Anne, que contou o fascinante final do percurso de Joseph e Maurice Lazarus.

Subsequentemente, troquei duas ou três (ou quatro) mensagens com Anne. Nas suas pesquisas, sei que foi a Portugal e depois a Moçambique, traçando os passos do seu enigmático avô. Anne, que é judia e que escreve sobre o que se chama Judaica em publicações electrónicas sobre o assunto, já escreveu pelo menos dois artigos relacionados com esta pesquisa, uma sobre o seu avô e outro sobre a ténue presença judaica em Lourenço Marques, reportando o pouco que se sabe sobre o assunto e imaginando Joseph e Maurice integrados nessa pequeníssima comunidade.

Joseph e Maurice operaram de facto a Photographia Ingleza de J&M Lazarus – em Lisboa, até aos anos 40. Maurice morreu antes da II Guerra Mundial e estará sepultado no pequeno cemitério judaico na capital portuguesa. Joseph penso que conseguiu dar o salto para o Reino Unido, onde tinha familiares, já depois do início da II Guerra Mundial e terá morrido depois.

Devido a circunstâncias que desconheço, Joseph teve um filho em Lisboa, que enviou para casa de (creio) uma irmã no Reino Unido, e que ali cresceu, convivendo muito pouco com Joseph, que visitava infrequentemente.

Esse filho de Joseph é o Pai de Anne. Que, excepto a fotografia e a condecoração no peito, sabia pouco ou nada sobre Joseph.

Anne, neta de Joseph, em Lisboa no Museu da Presidência, Julho de 2015, debruçada sobre a imagem do Presidente Óscar Carmona. Aparece na página do Museu da Presidência no Facebook.

Joseph Lazarus fotografou Lourenço Marques e Moçambique numa fase seminal de mudança de uma sociedade agrária e rural africana para os primórdios da modernidade, no contexto de um ténue e crescente surgimento da presença da autoridade e soberania colonial e de um punhado de cidadãos vindos um pouco de toda a parte, principalmente portugueses, criando as primeiras cidades moçambicanas (com a excepção da Ilha de Moçambique, a primeira cidade moçambicana). Fê-lo a partir da nascente capital de Moçambique, sob uma óptica citadina. Daqui a 500 anos, quando se quiser fazer o historial de Lourenço Marques, as imagens captadas pelos irmãos Lazarus permanecerão registos incontornáveis dessa narrativa.

Numa recente obra, o pesquisador Paulo Azevedo, um Coca-Cola que se especializa no estudo da fotografia feita em Moçambique, fez uma abordagem fascinante de, entre outros, os irmãos Lazarus. É uma obra que recomendo vivamente aos interessados nesta matéria. Mais: Azevedo está a trabalhar num novo livro com mais informações e revelações muito interessantes, relacionadas com a fotografia feita em Moçambique nos seus primórdios, que representará decerto um significativo avanço no sentido de um melhor entendimento dos contextos da fotografia naquela antiga colónia portuguesa.

02/03/2018

A AVENIDA DOM CARLOS EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Fotografia dos estúdios de Joseph e Maurice Lazarus.

A Avenida Dom Carlos I, então o Soberano de Portugal, início do Século XX, sucessivamente re-baptizada Avenida da República e, mais recentemente, Avenida 25 de Setembro. À esquerda dos jovens com a bicicleta será edificado, no início da década de 1930, o complexo do Scala. Na altura em que a imagem foi recolhida, a Avenida, para nascente, terminava mais ou menos onde se vêem as árvores ao fundo(mais ou menos onde está o Prédio 33 Andares). Só após a I Guerra Mundial é que se fizeram os aterros, a partir das areias na Barreira da Maxaquene, que permitiram prolongá-la até ao sopé da Ponta Vermelha (e mais tarde fazer-se a Estrada Marginal). Na parte Poente e até ao lado da antiga Fábrica de Cervejas Reunidas, esta Avenida foi construída directamente sobre o enorme pântano que separava a actual Baixa da Cidade da encosta em frente. Ainda hoje, nesta avenida, se vende o metro quadrado mais caro de Moçambique.

26/10/2017

CRIANÇAS DO SUL DE MOÇAMBIQUE, DE JOSEPH & MAURICE LAZARUS, 1902

Joseph e Maurice Lazarus, irmão britânicos de ascendência judaica, viveram e trabalharem em Lourenço Marques entre 1899 e 1908, onde tinham um negócio de fotografia. Foto retocada. Penso que fazia parte de um álbum que editaram na altura, Views of Lourenço Marques.

Crianças, penso que nos arredores de Lourenço Marques, 1902.

 

 

 

 

16/10/2017

A ÚLTIMA FOTOGRAFIA DE PAUL KRUGER TIRADA NO TRANSVAAL PELOS IRMÃOS LAZARUS, SETEMBRO DE 1900

No final da primeira fase da II Guerra Anglo-Boer, em Setembro de 1900, os fotógrafos e irmãos Joseph e Maurice Lazarus, cidadãos britânicos judeus então recentemente radicados em Lourenço Marques, onde abriram um estúdio na Rua Araújo ali perto da Praça 7 de Março, , deslocaram-se até ao Transvaal, nomeadamente à zona mais perto da fronteira portuguesa de Moçambique, para fazerem alguma cobertura dos eventos da guerra.

 

A última fotografia de Paul Kruger antes de partir para o exílio, Setembro de 1900, tirada pelos Irmãos Lazarus. A indicação do mês está errada.

Nessa altura, a pequena Lourenço Marques vivia em polvorosa, cheia de britânicos e vários estrangeiros, inundada por refugiados boer e as suas famílias, o porto bloqueado pela Armada britânica, carregamentos de toda a espécie a chegar e a serem vistoriados. A pequena Cidade era um dos epicentros do grande conflito envolvendo a então maior potência mundial, a primeira guerra seguida pelo mundo inteiro via relatórios enviados por telégrafo, e por fotografia.

Um dos episódios mais memoráveis de toda a guerra, que reflecte a nova mediatização, foi a captura pelos Boers, e subsequente fuga, de um jovem aristocrata britânico que era um mistura de aventureiro imperial e jornalista, chamado Winston Churchill. Capturado e aprisionado em Pretória, Churchill foge a pé e por comboio para Lourenço Marques, onde se hospeda em casa do cônsul britânico local, e imediatamente redige um longo relato, que envia para os jornais de Londres pelo telégrafo local, causando uma enorme sensação entre o público inglês e tornando-o famoso mundialmente.

Ainda hoje, no edifício da antiga residência consular em Maputo, ao pé do antigo Rádio Clube, uma placa assinala a passagem de Churchill por Lourenço Marques em Dezembro de 1899. Só ficaria dois dias na Cidade, tendo logo apanhado um vapor para Durban, onde foi recebido por uma enorme multidão e aclamado como um herói. Nessa altura, coincidentemente, na capital do Natal vivia com a sua família um jovem tímido português com 11 anos e meio de idade, chamado…..Fernando Pessoa.

 

Por sua parte, entre vários outros problemas bilaterais, Portugal procurava suster o embate e a pressão britânica no sentido de derrotar os Boers.

 

Uma caricatura política publicada numa revista do Reino Unido em 1900, a atacar a suposta cumplicidade entre portugueses e boers em Lourenço Marques no transporte de armamentos para o Transvaal via o porto e caminho ferro de Lourenço Marques, apesar do boicote britânico e o compromisso formal do governo português de que por ali não estariam a passar armamentos para Pretória. Na imagem, o pequeno agente alfandegário português em Delagoa Bay (nome por que então era conhecida Lourenço Marques no mundo anglófono), tendo atrás de si armas muito mal dissimuladas, pergunta a um boer se tem algo a declarar nomeadamente se tem contrabando. Ao que o Boer responde “não, Deus, claro que não”.

No Transvaal, as tropas britânicas acabavam de tomar Johannesburgo e Pretória e dirigiam-se para Leste, na direcção da fronteira moçambicana ao longo da linha de caminho de ferro que ligava Pretória a Lourenço Marques e que ainda permanecia sob controlo Boer.

Saído de Pretória num dos últimos comboios antes da chegada à capital do exército imperial britânico, Paul Kruger, o Presidente da então República Sul-Africana (o nome formal do Transvaal) dirige-se primeiro para Machadodorp, a cerca de 200 quilómetros de Pretória, onde fica umas semanas, e em seguida segue para território português, atravessando a fronteira no dia 11 de Setembro de 1900. Em Lourenço Marques, território formalmente neutral, ele permanece durante umas semanas, hospedado em casa de Gerard Pott, o ainda seu cônsul-geral na Cidade, até partir para a Europa em 19 de Outubro de 1900. Kruger não regressará a África, falecendo na Suíça em 1904. Uns meses depois, os seus restos mortais serão depositados solenemente num cemitério em Pretória, junto dos de sua mulher, que falecera em 1901, já após a conquista e ocupação britânica daquela cidade.

 

A bordo do navio de guerra do Reino dos Países Baixos Die Gelderland, e acompanhado pelo seu guarda-costas e mais tarde secretário, Hermanus Christiann Bredell, o Presidente Paul Krueger deixa Lourenço Marques no dia 19 de Outubro de 1900. Ao fundo, a Catembe. (fonte)

 

Os Irmãos Lazarus ainda permaneceram em Komatipoort alguns dias, a tempo de verem chegar o exército britânico à pequena vila fronteiriça, e de fotografarem algumas cerimónias protocolares ali ocorridas.

 

Esta imagem, extemporânea ao tema do conhecido álbum editado pelos Irmãos Lazarus, Views of Lourenço Marques, de 1901, mostra uma parada de elementos do exército imperial britânico em Komatipoort, no dia 28 de Setembro de 1900.

 

Joseph e Maurice Lazarus trabalhariam durante cerca de oito anos em Lourenço Marques, após o que se mudaram de armas e bagagens para…..Lisboa. Mas essa é outra história, cuja elaboração muito deve ao Grande Paulo Azevedo.

13/10/2017

O PRIMEIRO BAZAR DE LOURENÇO MARQUES, FINAL DO SÉC. XIX

Imagem de Joseph e Maurice Lazarus.

Não sei onde ficava, talvez o Rogério S já tenha descoberto. Mas precedeu o Bazar inaugurado em 1903 na Baixa da Cidade.

 

Pessoas à porta do primeiro bazar de Lourenço Marques. Este espaço precedue o Bazar inaugurado em 1903 na Praça Vaco da Gama na Baixa.

15/09/2017

FOTO DE JOSEPH E MOSES LAZARUS: HOMENS POSANDO, INÍCIO DO SÉC.XX

Fotografia de J&M Lazarus, retocada.

De notar que a fotografia indica que J&M Lazarus na altura teriam estúdios em Lourenço Marques e na Beira.

 

Dois homens posando. Não imagino o contexto.

 

Detalhe da imagem, indicando a localização dos estúdios Lazarus em Moçambique.

01/02/2017

A PRAIA DA POLANA E O CAIS ALMEIDA EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Postal dos fotógrafos Joseph e Maurice Lazarus, acerca dos quais o Paulo Azevedo recentemente publicou um livro com os resultados de uma aturada pesquisa e a que farei referência brevemente.

 

A Praia da Polana e o Cais Almeida em Lourenço Marques, início do Séc. XX.

A Praia da Polana e o Cais Almeida em Lourenço Marques, início do Séc. XX. Nesta praia mais tarde foram edificados o Clube Naval e o Pavilhão de Chá da Polana. O cais permitia às pessoas embarcarem em pequenos barcos sem as complicações de terem que o fazer na praia.

01/06/2016

CRIANÇAS DE MOÇAMBIQUE, DE J&M LAZARUS, 1902

 

Crianças de Moçambique, foto dos irmãos J&M Lazarus, 1902.

Crianças de Moçambique, foto dos irmãos J&M Lazarus, 1902.

30/05/2013

O MISTÉRIO DOS IRMÃOS J. & M. LAZARUS, FOTÓGRAFOS EM LOURENÇO MARQUES, 1899

Filed under: Joseph e Maurice Lazarus - fotógrafos LM — ABM @ 01:06

Grato ao Paulo Azevedo, com quem partilho alguns fascínios sobre o passado.

 

Um dos postais publicados pelos Irmãos Lazarus em Lourenço Marques no início do Século XX, quando os portugueses

Um dos primeiros postais publicados pelos Irmãos Lazarus em Lourenço Marques no início do Século XX, quando os reais serviços postais portugueses se mandaram ao ar com essa de os estrangeiros chamarem Delagoa Bay a Lourenço Marques e informaram que a partir de uma certa altura carta que não dissesse “Lourenço Marques” seria devolvida ao remetente. Tal como o camelo é o cavalo desenhado por um comité, do consenso resultou que as pessoas começaram a utilizar as duas designações ao mesmo tempo – não fosse o diabo tecê-las.  De notar que os Lazarus – como se pode ver do lado esquerdo do postal – anunciavam ter estúdios em Lourenço Marques e na Beira.

 

Postal de outra colecção - esta impressa a cores - de fotografias de Lourenço Marques, ainda da primeira década de 1900.

Postal de outra colecção – esta impressa a cores – de fotografias de Lourenço Marques, ainda da primeira década de 1900, mostrando o lado direito da Praça 7 de Março, a actual Praça 25 de Junho, o ponto seminal de onde toda a capital de Moçambique cresceu. O edifício branco é o da velha Alfândega, estando a sua entrada em frente. Neste postal, o estúdio da Beira, que durou pouco tempo, já não é referido.

 

O álbum fotográfico

O álbum fotográfico “A Souvenir of Lourenço Marques”, publicado em 1901. Tirando o álbum mandado fazer pelo Coronel Macmurdo no final dos anos 1880 para encher o olho aos colonialistas (no sentido do termo do Séc. XIX), e de que tenho uma cópia algures, este terá sido verdadeiramente o primeiro álbum de fotografias vendido exclusivamente alusivo à Cidade. Os irmãos Lazarus, que também vendiam fotografias de Moçambique para o mundo inteiro, revelaram-se muito activos e inovadores no trabalho que faziam.

Aqui um anúncio do estúdio dos Lazarus em....Lisboa, na página 3 do Diário de Notícias de Lisboa, dia 18 de Agosto de 1914.

Aqui um anúncio do estúdio dos Lazarus no Nº53 da Rua Ivens em….Lisboa, na página 3 do Diário de Notícias de Lisboa, dia 18 de Agosto de 1914.

 

O mistério a que aludo na verdade são dois.

O primeiro, é a circunstância de dois fotógrafos, que se presumem terem sido irmãos, e cujo registo se pode encontrar um pouco por toda a parte, e que fazem parte da história da fotografia em Moçambique, não deixaram atrás fotografias….suas.

O segundo é que, até hoje, deles só se sabia que eles eram J. e M.

Hoje, foram-me revelados mais dois preciosos detalhes: eram britânicos, e os seus nomes de baptismo eram Joseph e Maurice.

Tudo indica que rumaram a África do Sul durante o “falso boom” do ouro na pequena vila de Barberton, a alguns quilómetros de Nelspruit. Mais tarde, em 1899, estabeleceram-se em Lourenço Marques, a tempo de assistirem a toda a Guerra Anglo-Boer, de que a capital provincial moçambicana, cercada pela marinha britânica e a ferro e fogo e cheia de intriga e refugiados boers, era um dos grandes epicentros. Conhecem-se-lhes dois endereços na Cidade, um no Nº 39 da Rua Araújo (actual Rua de Bagamoyo) e outro na Avenida Aguiar (mais tarde Avenida Dom Luiz, a seguir Marechal Samora Machel), creio que no complexo do Avenida Building (também conhecido como Prédio Pott). Durante algum tempo, mantiveram um estúdio na Beira. No final da primeira década de 1900 mudam-se para Lisboa, Portugal, onde se estabeleceram na baixa. Terão trabalhado aí durante alguns anos, após o que se lhe perdeu o rasto.

A procura por mais detalhes prossegue. Se o Exmo. Leitor souber detalhes sobre esta saga, escreva uma nota para aqui.

 

 

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