THE DELAGOA BAY WORLD

28/07/2019

O MARECHAL CRAVEIRO LOPES VISITA NUNO CRAVEIRO LOPES EM LOURENÇO MARQUES, 1961

Imagem retocada.

 

O Marechal Francisco Higino Craveiro Lopes em 1961, de visita ao seu filho Nuno Craveiro Lopes em Lourenço Marques, exibindo ainda o luto pelo falecimento da sua esposa Berta (e Mãe de Nuno), ocorrido no final do seu mandato como presidente da república portuguesa em Julho de 1958. Craveiro Lopes casou com Berta em Lourenço Marques (onde ela estava a viver) em 22 de Novembro de 1918. Nuno, um arquitecto com talento – entre outros projectos, concebeu a Igreja de Santo António da Polana – viveu em Lourenço Marques durante vinte anos, atè à sua morte prematura em 1972.

18/09/2017

CHEGADA DO PRESIDENTE CRAVEIRO LOPES A QUELIMANE, 1956

Imagem da colecção de João Godinho, dedicada ao actual chefe da Frelimo na Zambézia, que há duas semanas acusou o actual autarca da Cidade de Quelimane, que não é do seu partido, de “querer trazer os colonos de volta”.

Francisco Higino Craveiro Lopes, que foi Presidente da República Portuguesa entre 1951 e 1958, teve uma relação especial com Moçambique, onde combateu na Primeira Guerra Mundial e onde se casou com Berta, uma jovem de Lourenço Marques. Membros da Família Craveiro Lopes cresceram e viveram em Moçambique.

 

À sua chegada a Quelimane, por avião, o Presidente Craveiro Lopes é recebido pelo Presidente da Câmara local, que lhe entrega uma recordação.

 

 

07/09/2017

O BUSTO DE BERTA CRAVEIRO LOPES EM LOURENÇO MARQUES, 1967

Imagem gentilmente cedida por Paulo Pires Teixeira.

Refere a Wikipédia em Abril de 2019:

Berta Ribeiro Arthur nasceu numa família de tradições militares de ascendência inglesa. O seu avô paterno, general Bartolomeu Ribeiro Arthur, descendia de uma família inglesa que na altura das invasões francesas veio para Portugal auxiliar a combater o invasor.

Nasce de uma relação de seu pai com uma empregada doméstica da família, fortemente contrariada pelos seus pais, o que obriga à separação. O pai vai para Moçambique e a mãe para o Brasil, ficando os 2 filhos do casal a viver com os avós paternos.

Com a morte de seu avô, parte com a avó, o irmão e duas tias para Lourenço Marques, Moçambique onde o pai se encontrava instalado como alto funcionário dos Caminhos de Ferro.

Ai veio a conhecer o jovem tenente piloto aviador, Francisco Higno Craveiro Lopes que se encontrava em comissão de serviço, com quem vem a casar em 22 de Novembro de 1918 aos 18 anos de idade. Teve quatro filhos: João Carlos, Nuno, Maria João e Manuel. Na década de 1950 ainda teve seis netos.

Os primeiros tempos de vida são difíceis, mas gere bem o magro orçamento doméstico, executando inclusivamente a sua roupa e a dos quatro filhos.

Segue o seu marido nos diversos locais em que cumpre funções, incluindo Índia, Tancos, Açores, Tomar e finalmente Lisboa.

No período de 1951 a 1958, como Primeira Dama da Nação desenvolve grande actividade social, acompanhando o marido nas diversas deslocações oficiais e a sua figura elegante e carácter afável são elogiados em todos os locais em que passa, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente Espanha, África do Sul, Brasil, Inglaterra, além de todos os territórios coloniais. A visita de estado a Inglaterra em 1955, será porém recordada como o momento mais significativo, sendo a primeira vez que um Presidente da República Portuguesa visita oficialmente aquele país. Consciente da importância do momento, Salazar disponibiliza ao Presidente as jóias da coroa para que Berta pudesse apresentar-se condignamente junto da rainha. Craveiro Lopes recusa, preferindo encomendar numa ourivesaria da baixa lisboeta, um conjunto de colar pulseira e brincos, ainda que isso tivesse pesado no orçamento familiar e que tivessem de vender parte do património familiar. Berta apresenta-se radiante em Londres, usando vários vestidos feitos por si. O casal é recebido pela Rainha Isabel II e instalados no Palácio de Buckingham, sendo rodeados de muitas atenções. Conta-se que a Rainha, durante uma recepção, ofereceu os seus próprios aposentos para que Berta recuperasse de uma crise de enxaqueca de que sofria habitualmente. A visita a Inglaterra foi um sucesso para o que contribuiu muito a sua presença, que foi profusamente comentada pela imprensa britânica e nacional. Dois anos depois, Isabel II retribuirá a visita, deslocando-se a Portugal. Também a visita ao Brasil em 1957 e a Moçambique em 1956 foram memoráveis, constituindo momentos em que a presença de Berta foi notada e muito comentada por todos.

Faleceu inesperadamente aos 58 anos de idade, vítima de um acidente vascular cerebral, um mês antes do presidente terminar o seu mandato. Dizem que desencadeado pela preocupação devido à perseguição política de Salazar a seu marido. Morreu ainda na altura do mandato do seu marido. Os seus restos mortais foram depositados no Cemitério dos Prazeres. O seu marido ainda sobreviverá mais 6 anos.

(fim)

Em sua honra, aquando da visita presidencial a Moçambique, a municipalidade de Lourenço Marques deu o seu nome a um pequeno parque da Cidade, onde foi colocado um busto de mármore com inscrição, de autoria do escultor Leopoldo de Almeida. Ainda hoje, muita gente em Maputo ainda se refere a este parque como o “Jardim Dona Berta”, apesar de se ter retirado o busto e a designação.

O busto de Berta Craveiro Lopes no jardim com o mesmo nome, em Lourenço Marques, 1967.

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