THE DELAGOA BAY WORLD

11/06/2019

AS TROPAS LANDINS EM TIMOR, 11 DE DEZEMBRO DE 1945

Imagem retocada, tirada daqui e mencionada aqui.

Um comentário prévio.

Eu tento seguir, na medida do possível, os trabalhos académicos relacionados com Moçambique, actividade assaz difícil pois não sou académico e a informação é tendencialmente disseminda das formas mais quixotescas, desde em livros que custam 150 euros e que se têm que mandar vir da Patagónia do Sul, até artigos de meia dúzia de páginas que sítios idióticos predadores “alugam” por 50 dólares para serem lidos online durante  apenas 24 horas. Pelo menos um académico que sigo e que respeito (o que é infrequente) assegurou-me que, para além da obrigação profissional de produzir e publicar, ele não ganha um tusto com a publicação dos seus trabalhos sobre Moçambique – sendo, claro, esta, também, uma das razões que nunca jamais consideraria uma carreira académica (ou de jardinagem, que também aprecio muito mas que paga muito mal), ficando-me, no que concerne à minha peculiar curiosidade em relação ao que aconteceu no que é hoje Moçambique, por este modesto blog (e mais três), onde acumulo as poeiras que vou destapando aqui e ali.

Uma rara excepção é o sítio Academia.edu, que, não sei se por causa das suas regras ou de eu ter feito alguma canganhiça de que não me recordo, me vai enviando este ou aquele artigo académico, que invariavelmente leio, e que, recentemente, me chamou a atenção para um curto e quase simpático trabalho do académico brasileiro Daniel de Lucca (o documento diz que é professor numa tal Escola de Sociologia e Política, em São Paulo mas o sítio diz também que lecciona numa tal Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), que, um tanto ambiciosamente, rotulou “Moçambique em Timor e Timor em Moçambique: diáspora, guerra e revolução nas margens do índico”. Nas suas notas até descobri que tinha mencionado este blog, de onde copiou uma imagem, pelo que, portanto, só pode ser boa gente.

O texto do Daniel tem potencial mas ficou um pouco pela rama, donde espero que um dia ele volte à carga e reforce algumas coisas, especialmente neste caso das relações entre o Moçambique da Frelimo e o suporte dado aos timorenses no indescritível período da dominação indonésia. Recuou, na sua análise, até à II Guerra Mundial. Achei pouco o que ele disse e algo incompleto, e vai ter dois problemas em breve: todos os protagomistas ou já morreram ou estão a morrer, e alguns tornaram-se gente importante e aproveitam para dourar a pílula. Eu, que já bebi uns improváveis copos com os Lobatos, em Moçambique e na casa deles lá nas montanhas em Timor, entre as esplêndidas mas delapidadas plantações de café do tempo colonial, quase sei mais que ele.

Desse texto, realço duas coisas que não têm quase nada a ver com o assunto e que têm que ver com Moçambique:

1.  Uma citação absolutamente priceless do Samora, feita por nada menos que Luis Guterres, um dos timoreses referenciáveis, que quando cumprimentou os aparentemente pelintramente vestidos delegados da Fretilin em Maputo em 1975, lhes segredou, pragmaticamente: “Se quiserem ser bem tratados pelos que te recebem [sic], devem-se vestir melhor que eles”.

2. O comentário do Daniel, tendencioso, desnecessário e errado, feito en passand, em que ele simplesmente escreve que os brancos de Moçambique (os “colonos”presumivelmente como eu – claro), logo após a independência, andaram “a sabotar e a resistir” à Nova Ordem Frelimiana. Escreveu ele: “De facto, as dificuldades enfrentadas pelo país africano cresciam rapidamente: as crises de produção que sucederam a independência; o êxodo de portugueses e outros profissionais técnicos especializados; o boicote e a sabotagem dos antigos colonos; a hostilidade da Rodésia de Ian Smith e da África do Sul do apartheid; além da guerra com a Renamo (…).” Obviamente o Daniel, que sei que não estava lá portanto não viu, engoliu sem questionar o discurso de cassete-padrão da Frelimo – que ainda hoje é usado – e achou por bem repassá-lo. Pois. Só que é tudo falso. No mínimo, o êxodo foi orquestrado pela Frelimo, que sabia precisamente que ia chacinar completamente a economia moçambicana herdada, mas que, liricamente, achava que os camaradas comunistas russos, chineses, etc, iriam de seguida criar a Nova Economia Socialista. A “hostilidade” da Rodésia e dos Boers foi definitvamente assegurada assim que o Samora anunciou na rádio que ia começar a apoiar a guerrilha naqueles países, a partir de bases em Moçambique; e gostava que o Daniel me desse evidência concreta dos tais boicotes e sabotagem dos antigos colonos, a seguir a 1975. Já o presciente Joe Hanlon uma vez veio com aquela fábula dos “colonos” cimentarem os canos de água das suas casas e empresas antes de, generosamente, serem expropriados, presos e expulsos pelos heróicos libertadores. Mas quando lhe perguntei, directamente, onde é que ele foi buscar essa história, a resposta dele foi que aquilo era o que se dizia em Maputo. Ai sim Joe? és tão esperto mas essa é a tua fonte? alguém disse? Nestas coisas, o Professor Daniel deve tentar aprender a pôr de lado o porreirismo fraternal afro-brasileiro, muito comum em alguns textos académicos brasileiros, e a estudar e contextualizar os factos com rigor e tentar não emprenhar pelos ouvidos.

Enfim.

O que considerei mais interessante no artigo escrito pelo Daniel, no entanto, foi a fotografia em baixo, tirada no dia 11 de Dezembro de 1945 pelo sargento Australiano Keith Benjamin Davis no pátio do forte timorense de Bobanaro, na fronteira entre o então revertido território de Timor e, presumo, a outra metade da ilha, que formalmente ainda era uma colónia holandesa, de uma companhia de Tropas Landins. O que o Daniel refere eu já sabia mas merece ser referida aqui.

No início de 1942, os japoneses invadiram Timor (na altura ninguém se referia a Timor como “Timor-Leste”), que muito teoricamente poderia ser usada como base para atacar Darwin, no Norte da Austrália, 600 quilómetros de Dili em linha recta, e em três anos e meio fizeram tanta chacina na metade portuguesa da ilha, o que, por comparação, fez o pior do colonialismo português parecer um acto de irmandade inter-étnico (quase precisamente o mesmo viria a ser feito pelos indonésios, entre 1975 e 2000).

Logo no final de 1941, Salazar, neutral, formal, didáctico, solícito e sempre cioso dos direitos épico-dinásticos portugueses relativos às suas possessões ultramarítimas, e inicialmente pouco ciente da ferocidade nipónica, ordena que os seus militares montem uma expedição militar para retomar a colónia asiática, a partir da pequena e plácida Lourenço Marques (que o Daniel chama “Maputo” quando se refere a Lourenço Marques em 1942), em Moçambique, de onde, em 26 de Janeiro de 1942, parte em direcção ao Oriente, em dois navios da marinha portuguesa, o João Belo e o Gonçalves Zarco. Volvidas umas semanas, ao se aproximarem da ilha e percebendo da potencial chacina face aos pouco cooperantes japoneses, fizeram uma prudente marcha-atrás e demandaram a pequena colónia de Goa, ali mais perto.

Até Agosto de 1945, que foi quando os norte-americanos, para variar, derrotaram e ocuparam o Japão, a acção portuguesa limitou-se a actos de diplomacia. Salazar gastou o tempo todo em considerandos, pareceres, negociações e telegramas, trocados com o beligerantes envolvidos, para assegurar que Timor no fim voltasse para a posse portuguesa – documentação que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, invulgarmente, publicou, penso que nos anos 80, em dez fartos volumes, presumivelmente, impecavelmente sanitizados, para mostrar o génio do ditador de saber navegar as turbulentas águas da política internacional daquela década..

Segundo o excelente sítio Defesa Nacional, citado pelo Exmo. Leitor Fernando Silva Morgado em baixo nos comentários, que deve ser lido, os portugueses, também em Lourenço Marques, prepararam em Lourenço Marques, desde Junho de 1944, uma segunda expedição para recuperar Timor.

Como acontecera em 1942, esta segunda expedição para retomar Timor incluía também uma companhia de Tropas Landins, recrutadas no Sul de Moçambique, que aparentemente foram recebidos como (entenda-se o paradoxo) libertadores pelos martirizados timorenses.

As Tropas Landins em formação no pátio do Forte de Bobanaro, em Timor, 3ª Feira, dia 11 de Dezembro de 1945, como parte da retoma da soberania portuguesa na metade da Ilha, uns meses após a rendição japonesa.

 

O Gonçalves Zarco e o Bartolomeu Dias, ancorados ao largo de Dili, 29 de Setembro de 1945: a Pax Lusitana regressava a Timor, por mais uns anos. Poucos sabem que Timor foi formalmente território português até 2001. Tanto assim que ainda hoje, qualquer timorense nascido até esse ano é formalmente considerado cidadão português e pode pedir BI e passaporte português e ir residir em Portugal.

 

 

26/05/2019

OS REBELO DE SOUSA NO PALÁCIO DA PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, 1969

Imagem retocada.

A fugaz passagem de Baltasar Rebelo de Sousa por Moçambique – onde esteve no topo da administração colonial de cerca de dois anos, entre meados de 1968 e o primeiro semestre de 1970 – impressionou muito menos pela substância que pelo estilo, que, retrospectivamente, era a substância e que constrastava quase completamente com o cinzentismo reiterado dos seus antecessores e sucedâneos no cargo de Governador-Geral da sedutora mas perpetuamente problemática colónia africana, para o qual eram nomeados por despacho de Lisboa.

No seu caso, nomeado, ainda, pelo Dr. Oliveira Salazar, que também, antes da queda da cadeira no pequeno forte onde veraneava em São João do Estoril (agora um visitável museu) e do AVC, decidira ainda mandar construir a faraónica Cabora-Bassa a reter as águas do Zambeze, lá nos confins de Tete e a produzir electricidade basicamente de borla para os boers.

Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar e uma espécie de compagnon de route de Baltasar dos seus tempos da Mocidade Portuguesa e dos corredores da União Nacional, o partido único da altura (sucedido efectivamente pelo actual partido único composto pelo duopólio PS e PSD), assim que pôde puxou-o para o pé de si na capital do já atribulado Império Português, do qual ostensivamente desistiria voluntariamente em Fevereiro de 1974, quando Spínola insitiu em publicar Portugal e o Futuro, dois meses antes do golpe militar organizado pelo Lourenço-marquino major Otelo de Carvalho.

Adicionalmente a uma queda, genial e até então largamente desconhecida do público cativo da ditadura, para o protocolo e as relações públicas, que se primava pela informalidade, pela proximidade, e pela simpatia por praticamente tudo e todos, e todas, com talvez a excepção dos terroristas da Frelimo (e mesmo aí, presume-se, estritamente por razões conveniência de serviço), Baltasar, que desempenhou os seus dois anos com irrepreensível competência – no resto aparentava ser um produto ideologicamente acabado do regime criado por Salazar- trazia consigo na bagagem para Lourenço Marques uma arma formidável e inédita, que se revelaria crítica para a posterior percepção da sua passagem: uma família motivada e detalhadamente preparada para o papel, previamente inexplorado ao ponto da quase inexistência, de primeira família do Moçambique colonial, com todos os seus tiques e apartheids sociais, económicos, culturais, religiosos e especialmente raciais.

Se só por um breve momento, os portugueses, e moçambicanos, de todas as cores, ficaram rendidos e distraídos.

Baltasar foi, por exemplo, o único governador na História de Moçambique que, pessoalmente, tratou os pretos e os monhés de Moçambique como gente, com respeito, descomplexadamente, quase como concidadãos.

 

Numa das salas do Palácio da Ponta Vermelha em Lourenço Marques, 1969. Os três filhos de Baltasar e de Maria das Neves entretêm os convidados. Ver a mesma imagem indexada, em baixo.

A forma como Baltasar encarou a sua missão, naquele ano de 1968, e a sua interpretação do papel de Portugal no futuro da colónia, descrita no seu discurso feito no salão de festas do Liceu Salazar em Abril de 1969 durante a visita do seu amigo Marcelo (caetano), foi, se só por isso, uma vertigem de contraste com a realidade de então, senão, afinal, uma cruel ilusão, em última instância uma ironia quase quixotesca, que a Frelimo e os seus acólitos depressa corrigiriam marcialmente e com rigor marxista, impondo, assim que os capitães portugueses rebeldes lhes entregaram apressada e solicitamente o poder e o resto no dia 20 de Setembro de 1974, um longo e miserável Gulag,  pondo um fim à bem intencionada visão da criação, em Moçambique, de uma sociedade multiracial, multicultural, religiosamente diversa, democrática e com níveis elevados de crescimento económico e social.

Pois não haveria, não poderia haver qualquer piedade para com os colonos brancos malvados, especialmente esses – e essas – que os haviam oprimido durante quinhentos anos seguidos (foram oitenta mas não interessa). Nem com os seus filhos.

E não houve. E assim, com possivelmente a excepção da família do Mia Couto, que apesar de branca e de origem portuguesa como eu (vindos da rival Beira, ainda por cima) se professou laudatória e convictamente como “moçambicana de gema” (traduzindo: mais moçambicana que eu, apenas porque na altura achou por bem submeter-se ao terror do Gulag frelimiano, assegurando assim o novo, precioso BI do novo regime) a esmagadora maioria dos brancos restantes no território, preferiu celeremente fugir ou sair para o mundo, uma decisão que, retrospectivamente, foi tão sábia para si como trágica, para o futuro do, actualmente, sétimo país mais miserável do mundo e um dos mais corruptos, em que um recente presidente demonstradamente orquestrou um roubo descarado de dois mil milhões de dólares e ainda se passeia pela capital, livremente discursando o seu patriotismo e apego ao maravilhoso povo.

A família de Baltasar incluía a sua mulher Maria das Neves e três jovens filhos (estão na fotografia), minuciosamente educados para uma irrepreensível conduta pública. E neste núcleo, distinguiria dois factores críticos de sucesso: a enorme cumplicidade entre o casal, e a discreta e inteligente genialidade de Maria das Neves, que, nalguns aspectos, apesar de algum esforço de manter aquela discrição feminina submissa ainda muito apreciada na sociedade portuguesa, era ainda assim tida como tão ofuscante que Baltasar era, por comparação, injusta e maliciosamente, desconsiderado pelas má-línguas de Lourenço Marques não como o Governador-Geral, mas o marido de Maria das Neves. Alguns chamavam-lhe o Baltazero, o que até era simpático se comparado com a alcunha que desmerecidamente se dava, por exemplo, a Pimentel dos Santos, outro competentíssimo tecnocrata, e que nao repetirei aqui. A chacota de quase todos os governamentes nomeados por Lisboa para irem mandar em Moçambique era uma tradição longa e nobre na capital moçambicana e Rebelo de Sousa não seria excepção.

Maria das Neves, bonita, elegante e informal, culta, ciente da sua missão e que era o que os sul-africanos do apartheid chamavam um class act, não se cingia aos tradicionais chás das 5 no palácio com as madames da elite branca da Cidade e a ocasional inauguração de mais uma traineira ou mais uma créche, que era mais ou menos o que todas fizeram antes e depois dela. Com o apoio de Baltasar, interessava-se pela arte e pelas outras culturas de Moçambique e puxou pelo seu reconhecimento e valorização, indo ao mato encontrar-se com as pessoas e trazendo-as ao Palácio da Ponta Vermelha, a sumptuosa residência dos Governadores-Gerais desde que António Ennes chegara a Lourenço Marques no início de 1895 para salvar a pequena cidade das investidas das tribos locais e ali ficara a residir numas casas que tinham sido da Concessão do Coronel McMurdo que ali havia (da linha férrea entre Lourenço Marques e Pretória, que seria inaugurada seis meses mais tarde).

Maria das Neves no Residência do Governador-Geral em Lourenço Marques, cerca de 1969.

O mandato de Baltasar seria dos mais curtos de todos os governadores-gerais desde 1926. Em seguida iria ser ministro de Caetano em Lisboa e seria sucedido no cargo por Arantes de Oliveira, um apagadíssimo mas inteligentíssimo tecnocrata, que se focaria em concluir a megalómana Barragem de Cabora Bassa, enquanto o General Kaúlza de Arriaga fazia a guerra à moda do Vietname, numa escalada que fora acompanhada pelos financiadores da Frelimo, que, na sequência do assassinato do Dr. Mondlane em Fevereiro de 1969,  já se haviam radicalizado e cheiravam sangue no ar, especialmente depois de o Papa, Paulo I, sem qualquer aviso, ter recebido no Vaticano os representantes das guerrilhas africanas, incluindo o perpetuamente incontornável e agora celebrado nonagenário, Marcelino dos Santos.

Naquela altura, Caetano já ia empurrando o desfecho final com a barriga, sendo a obstinação de Salazar com as colónias seguida pela rigidez negocial de Américo Tomás, impedindo, no final a sua visão da criação de uma espécie de commonwealth, certamente seguida de independências formais. Mas já era tarde demais para uma descolonização à britânica.

No final de 1973, à guiza de uma questão algo esdrúxula de estatuto, carreira e remuneração, os oficiais júniores do exército conspiraram e, quase surpresos, descobriram apoios fortes a quase todos os níveis e pelo menos a complacência de Caetano. À segunda vez, sucederam, ao som do Grândola Vila Morena e com um breve sopro, derrubar a ditadura.

Nesse dia, resignado, Baltasar, ministro, esperou pacientemente pelo desfecho da intentona no seu gabinete e à tarde  entregou as chaves do seu carro de serviço e foi para sua casa na Rua de São Bernardo, de onde mais tarde seguiu, com Maria das Neves, para um exílio inesperado no Brasil.

Baltasar Rebelo de Sousa e a sua mulher nunca foram esquecidos em Moçambique, mesmo durante o pior do ressábio anti-português da Frelimo. Ficou no ar o mito daquela espécie de primavera, a simpatia empenhada do casal e aquela vertigem do que poderia ter sido mas que nunca seria.

É em parte por causa disto tudo que, quem viveu essa era e agora analisa o desempenho do seu filho mais velho, que desde novo apostou na democratização do regime (pelo PSD, o lado direito da actual União Nacional) e sucedeu recentemente em ser eleito presidente da república portuguesa, tem a mais estranha sensação de dejá vu.

A sensação de que, salvaguardadas as abissais diferenças nos meios de comunicação e natureza dos regimes, se está perante uma espécie de Governador-Geral de Portugal, com a singular diferença de que Portugal, pese a propaganda e o engodo histórico e ideológico agora em voga, não teve nem tem o passado ou sequer a vocação multicultural multiracial e multi-religiosa que uma vez existiu na sua antiga colónia da África Oriental.

La em cima, presume-se, Baltasar e Maria das Neves estarão a sorrir.

A mesma imagem, indexada. 1- (?); 2- (?); 3- (?); 4- (?); 5- António Rebelo de Sousa; 6 – Marcelo Rebelo de Sousa; 7 – (?); 8 – (?); 8- (?); 9- Malangatana Valente; 10 – Pedro Rebelo de Sousa; 11- (?); 12- (?); 12- (?). Se o Exmo. Leitor conhecer alguma das pessoas não identificadas, por favor escreva para aqui uma nota com a informação que tiver.

 

08/12/2018

A INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO SALAZAR NA MACHAVA EM MEADOS DE 1968

Filed under: LM Estádio Salazar, Salazar — ABM @ 23:19

 

Postal alusivo à inauguração do Estádio Salazar em Lourenço Marques a 30 de Junho de 1968, assinalado por um jogo entre selecções de Portugal e do Brasil. Por esta altura, António Oliveira Salazar estava na presidência do governo português há 38 anos seguidos e as homenagens do regime sucediam-se, de que o nome do estádio era apenas uma.

20/07/2013

ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR, 1966

Filed under: Salazar — ABM @ 14:49
Uma fotografia de Salazar com uma nota de uma agência noticiosa norte-americana;

Uma fotografia de Salazar com uma nota de uma agência noticiosa norte-americana: “Nova Iorque, 24 de Abril de 1966- O Decano dos Ditadores – O primeiro-ministro António de Oliveira Salazar de Portugal, na foto em cima, completará 79 anos de idade na próxima sexta-feira, tendo passado quase metade da sua vida a mandar no país, sendo assim o ditador que manda há mais tempo no mundo. Salazar, solteiro, tem mantido o seu país sob uma mão de ferro desde que um punhado de generais o tornaram primeiro.ministro em 1932.”

10/06/2013

O BERÇO DE ANTÓNIO OLIVEIRA SALAZAR

A casa onde o diatdor nasceu e cresceu na localidade de Santa Comba Dão (onde fui sepultado em Julho de 1970). Parte do mito.

A casa onde o diatdor nasceu e cresceu na localidade de Santa Comba Dão (onde fui sepultado em Julho de 1970). Parte do mito do político que nasceu pobre e morreu pobre, ainda hoje popular entre muitos dos seus compatriotas.

 

O Professor Doutor, posando para a posteridade no início da ditadura. Herdou um país que era um caco mas a longa permanência no poder   criou outros problemas.

O Professor Doutor, posando para a posteridade no início da ditadura. Herdou um país depauperado pelas tricas da 1º República, mas a longa permanência no poder criou outros problemas, nomeadamente o colonial, o desajustamento com os níveis de desenvolvimento económico e social dos seus vizinhos europeus e a perpetuação de um paradigma insustentável, para não falar da mania do dirigismo centralizado nas decisões estatais. Quem veio a seguir teve que apanhar os cacos outra vez – e não apanhou coisa nenhuma.

 

21/02/2012

SALAZAR E O CARDEAL MANUEL CEREJEIRA, ANOS 1960

Filed under: Cardeal Manuel Cerejeira, PESSOAS, Salazar — ABM @ 10:53

Fotografia restaurada.

 

O Cardeal Manuel Cerejeira e António Oliveira Salazar em Lisboa, anos 1960.

13/02/2012

ANTÓNIO OLIVEIRA SALAZAR FALA À NAÇÃO PELA TELEVISÃO, ANOS 1960

Filed under: José Maria Mesquitela, Salazar — ABM @ 01:30

Foto dedicada ao José Maria Mesquitela, o filho mais novo duma grande Família de Moçambique.

Foto restaurada. Para ver em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

Oliveira Salazar, que governou em ditadura entre 1930 e 1968, aqui a falar aos portugueses da Metrópole pela televisão, anos 1960.

11/02/2012

A CHEGADA A LOURENÇO MARQUES DE BALTAZAR REBELO DE SOUSA, GOVERNADOR-GERAL, 1968

Fotografia do IICT, restaurada.

Para ver a fotografia em tamanho maior, prima duas vezes na imagem com o rato do seu computador.

Baltazar Rebelo de Sousa (1921-2002) foi nomeado ainda por António de Oliveira Salazar como Governador-Geral de Moçambique, à chegada a Lourenço Marques, 1968.

Reproduzo uma nota publicada no Correio da Manhã aquando da sua morte em 2002, editada por mim:

Baltazar Rebelo de Sousa foi governador de Moçambique entre 1968 e 1970, tendo desenvolvido um percurso político próximo de Marcelo Caetano. Desempenhou funções de comissário nacional da Mocidade Portuguesa e de subsecretário de Estado da Educação de Marcelo Caetano. Foi ainda ministro dos Assuntos Sociais e das Corporações e Previdência Social. Uma das figuras mais destacadas do Estado Novo, Baltazar Rebelo de Sousa assumiu-se desde cedo como um reformista do regime fundado por Oliveira Salazar, deixando marcas nas políticas nacionais de saúde e, sobretudo, na africana. Desempenhou o cargo de governador-geral de Moçambique entre 1968 e 1970, tendo impulsionado a “africanização” do regime na ex-colónia portuguesa. A visão estratégica que evidenciou então viria mais tarde a ser elogiada pela própria Frelimo.

Durante o ano e meio que passou em Lourenço Marques, hoje Maputo, era regular o convívio que mantinha com escritores, artistas plásticos e musicólogos moçambicanos, como Malangatana, José Craveirinha e Garizo do Carmo, procurando igualmente um contacto próximo com os cidadãos mais desfavorecidos.

Regressado a Portugal, acumula os ministérios das Corporações e Assistência Social e da Saúde e Assistência, seguindo uma política de alargamento da rede de cuidados médicos e melhoria das estruturas hospitalares. Um conjunto de medidas que o situaram na “esquerda” do regime.

Em 1973, Marcelo Caetano, incontornável referência no percurso político de Baltazar Rebelo de Sousa, nomeia-o ministro do Ultramar, cargo que desempenhava aquando do 25 de Abril de 1974.

Após a “Revolução dos Cravos” exilou-se no Brasil em Junho de 1974, onde permaneceu durante 17 anos.

A ligação de Baltazar Rebelo de Sousa a Marcelo Caetano começou muito antes de este último assumir a chefia do Governo. Em Setembro de 1968, ambos integraram o influente “grupo da Choupana”, uma tertúlia de elementos ligados ao regime mas com perspectivas críticas em relação à política de Salazar.

E quando Marcelo Caetano é nomeado ministro das Colónias, Baltazar Rebelo de Sousa, ainda universitário, assume funções de seu secretário. A sua participação no Governo inicia-se em 1955, aos 34 anos, quando é nomeado subsecretário de Estado da Educação Nacional, cargo que desempenha até 1961. (fim)

03/09/2011

A MORTE DE ANTÓNIO OLIVEIRA SALAZAR, 1970

Filed under: PESSOAS, Salazar — ABM @ 00:46

Salazar após falecer, Julho de 1970. Marcello Caetano substituira-o em 1968.

 

Cartão de protocolo associado às cerimónias funerais de Salazar, imagem de José Tomaz Mello Breyner.

11/01/2011

SALAZAR – COMÍCIO NA PRAÇA DO COMÉRCIO – ANOS 30

Filed under: PESSOAS, Salazar — ABM @ 21:56

SÉRIE PESSOAS

SALAZAR - COMÍCIO NA PRAÇA DO COMÉRCIO - ANOS 30

SALAZAR – COMÍCIO NA PRAÇA DO COMÉRCIO – ANOS 30

Filed under: PESSOAS, Salazar — ABM @ 21:55

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SALAZAR - COMÍCIO NA PRAÇA DO COMÉRCIO - ANOS 30

ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR

Filed under: PESSOAS, Salazar — ABM @ 21:52

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ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR

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