THE DELAGOA BAY WORLD

29/03/2018

PRIMEIRO VÔO DA TAP ENTRE LUANDA E LOURENÇO MARQUES NUM BOEING 747, 1973

Filed under: Transportes Aéreos Portugueses — ABM @ 00:55

 

Um Boeing 747 da TAP, anos 70.

 

Envelope filatélico assinalando, o primeiro vôo entre Luanda e Lourenço Marques num Boeing 747-B, no dia 4 de Junho de 1973.

RECITAL ISMAELITA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50.

Filed under: Recital Ismaelita em LM anos 50 — ABM @ 00:35

Imagem do blog Barakah.com, pertencente ao espólio da Família Jehangir Merchant, retocada.

 

Estudantes ismaelitas em Lourenço Marques durante um recital, anos 50.

A EQUIPA DO AGA KHAN CRICKET CLUB DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagem do blog Barakah.com, pertencente ao espólio da Família Jehangir Merchant, retocada.

 

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SUA ALTEZA O AGA KHAN EM LOURENÇO MARQUES, MAIO DE 1958

Foto copiada e retocada, do blog barakah.com, do espólio da Família Jehangir Merchant, que viveu na Cidade.

 

Sua Alteza o Aga Khan visita estudantes ismaelitas em Lourenço Marques, Maio de 1958.

23/03/2018

ADOLESCENTE EM LOURENÇO MARQUES, FOTOGRAFADA POR SID HOCKING, 1927

Sid Hocking foi um conhecido fotógrafo em Lourenço Marques, com um estúdio na Baixa. O próximo livro a ser publicado em breve por Paulo Azevedo trará mais detalhes sobre quem foi. Mas ainda não li.

 

22/03/2018

ALUNOS NA ESCOLA DE ARTES E OFÍCIOS EM LOURENÇO MARQUES, 1930

 

Alunos na oficina de Tipografia da Escola de Artes e Ofícios de Lourenço Marques em 1930.

QUADRILHA DE LADRÕES NO SABIÉ, INÍCIO DO SÉC. XX

 

Segundo a legendagem dos Lazarus, isto é uma quadrilha de ladrões na zona de Sabié, perto da Moamba, entre Lourenço Marques e Ressano Garcia, início do Séc. XX. Dois homens, uma jovem e um velhote. Acorrentados que baste. Uma quadrilha curiosa.

A PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: LM Ponta Vermelha — ABM @ 12:32

 

Parte da Ponta Vermelha. Ao fundo, parte do que eu quando era criança visitava e que chamava do Jardim do Paraíso. Agora os residentes da Cidade chamam-lhe Jardim dos Namorados e em vez de Jardim tem uma série de edificações que basicamente “povoaram” o jardim.

21/03/2018

O VICTORIA MEMORIAL HALL DA BEIRA, FOTOGRAFADO POR JOSEPH E MAURICE LAZARUS, 1903

O original desta fotografia, que retoquei, está guardado nos arquivos da Companhia de Moçambique em Portugal.

 

o Victoria Memorial Hall da Beira, 1903, fotografado por Joseph e Maurice Lazarus. Parece que era um salão para festas, reuniões e eventos.

A LINHA FÉRREA ENTRE LOURENÇO MARQUES E O TRANSVAAL, 1899

Imagem copiada do fascinante, hilariante e inenarrável, se patético, livro “The Key to South Africa: Delagoa Bay”, da autoria de Montague George Jessett, 1899. Ainda assim, e apesar da dedicatória cantante ao magnata Cecil Rhodes logo à entrada, vale a pena ler, para entender algum do pensamento imperial britânico em relação aos portugueses e ao Sul de Moçambique. Na altura em que foi publicado, a Grã-Bretanha preparava-se para mais uma vez atacar as repúblicas Boer (Transvaal e Estado Livre de Orange) e a turma de Rhodes instigava a anexação do que é hoje o Sul de Moçambique, baseado em dois factores: 1) que o porto de Lourenço Marques era mesmo muito muito bom para fazer parte da colónia sul-africana, e 2) que os portugueses enfim, digamos que não estavam à altura do desafio e que só davam chatices e que nem sequer conseguiam nem desenvolver a sua colónia nem controlar os seus nativos. Ah ah ah. Se calhar tinham razão.

 

Desenho esquemático feito pelo Sr. Montague, indicando o percurso da linha férrea entre Lourenço Marques e o Transvaal, que 1899 ainda era um país independente.

CASAMENTO NO ILE, ZAMBÉZIA, 1931

Fotografia de Nuno Castelo Branco, dos seus Avós maternos, 1931, retocada.

 

Os Avós maternos do Nuno Castelo Branco no dia do seu casamento no Ile, Zambézia, 1931.

19/03/2018

O PAIOL DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC.XX

Filed under: LM Paiol da Cidade — ABM @ 17:09

 

O velho Paiol de Lourenço Marques ficava situado fora da Cidade quando foi edificado, para guardar explosivos. Foi demolido aquando dos Aterros da Maxaquene e e ficava mais ou menos nos terrenos junto do actual Desportivo, em frente e um pouco à esquerda da antiga Câmara Municipal (depois Tribunal da Relação). Neste postal, é referido como um “forte”, que, tecnicamente, não era, apesar de o parecer.

VISTA GERAL DE LOURENÇO MARQUES NA PRIMEIRA DÉCADA DE 1900

 

Esta foto de parte de Lourenço Marques nos primeiros anos depois de 1900 tem algum interesse. Foi tirada mais ou menos do ponto de vista do actual Hotel Girassol na direcção Poente. A casa em frente é  Mansão construída pelo cônsul Pott junto ao então Jardim Botânico (mais tarde Jardim Vasco da Gama e actualmente Tunduru). A vegetação logo atrás é o Jardim Botânico. A chaminé alta ao fundo, segundo o dono do magnífico HousesofMaputo, é de uma central de produção de electricidade que havia mesmo atrás do Bazar de Lourenço Marques (da Compagnie de Géneràle d’Electricité, uma concessão francesa do serviço) , edifício que ainda me lembro de ali ver nos anos 60 (entretanto foi demolido recentemente e ali foi erguido um enorme edifício). Mais detalhes sobre essa central podem ser obtidos aqui. A seguir nota-se um enorme descampado, que são terrenos vagos e parcialmente despejados de terra que foi utilizada para os aterros feitos no pântano existente na linha onde ficou depois a Avenida da República (hoje 25 de Setembro) e ainda na zona do porto e na zona da Praça Mac-Mahon (hoje Praça dos Trabalhadores).

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, 1970

Imagem de Alfredo Ginja, retocada.

 

A Praça Mouzinho de Albuquerque, cerca de 1970.

18/03/2018

LAURENTINA BORGES, DIVA DA MODA EM LOURENÇO MARQUES

Filed under: Laurentina Borges Modista — ABM @ 15:20

Imagem e texto reproduzidos do Livro de Ouro de Moçambique, 1970.

Grato a Emanuel Borges Coucello a informação sobre a sua Avó.

 

Laurentina Borges.

 

Texto descrevendo percurso de Laurentina Borges, editado.

 

Rótulo de Laurentina Borges numa peça confeccionada na sua boutique.

 

Segundo a Exma. Esperança Marques, em 1976, Laurentina Borges abandonou Lourenço Marques e Moçambique, tendo ido viver para Portugal.  Segundo Emanuel Borges Coucello, Neto de Laurentina, “a minha Avó Laurentina Borges faleceu em Novembro de 1992, no Hospital e viveu até então na Rua de São Bento, Nº 315- 1º Andar em Lisboa, com a filha Rute [Mãe de Emanuel e Filha de Laurentina, actualmente com 80 anos de idade].

FESTA NA BEIRA, 1909

Filed under: Festa na Beira 1909 — ABM @ 15:19

Arquivos da Companhia de Moçambique, em Lisboa.

 

Uma festa na Beira, 1909. A bandeira de Portugal era branca e azul com o brasão da Monarquia.

SOBREVOANDO LOURENÇO MARQUES NA POLANA, 1939

 

Vista aérea da Polana na zona onde estava implantado o Hotel Polana, 1939.

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1970

Imagem de Alfredo Ginja, retocada.

 

A esquina da Avenida da República com a Rua Pêro da Covilhã, na Baixa de Lourenço Marques, cerca de 1970. No edifício à direita ficava o Restaurante Macau. Entre os dois edifícios à direita pode-se ver uma nesga do edifício do Tribunal da Relação, que foi a sede da Câmara Municipal entre 1910 e 1947. À direita da fotografia ficava o Sporting de Lourenço Marques e à esquerda o edifício da Fazenda. No terreno em frente era onde se instalavam anualmente os circos e o Luna Parque.

17/03/2018

MALANGATANA VALENTE, FOTOGRAFADO POR PANCHO GUEDES, 1960

 

Malangatana em pose, 1960.

O DR. KAREL MONJARDIM POTT, 1904-1953

Filed under: Karel Pott — ABM @ 15:28

O Dr. Karel Monjardim Pott, (20 de Agosto de 1904 – 16 de Dezembro de 1953). Pela sua personalidade fulgurante, acções, obra e postura, é uma figura incontornável do nascente nacionalismo moçambicano, que, inicialmente veio quase exclusivamente pela mão de mulatos letrados como ele, cujo contributo insiste em ser descontado no registo do caminho para a formação do que é hoje a nação moçambicana. Provavelmente por razões epidérmicas e porque fica mal na fotografia.

O CINEMA IMPÉRIO EM LOURENÇO MARQUES, 1949 E 2010

Grato ao Paulo Azevedo, que facultou o recorte e com vénia ao excelente blogue HousesofMaputo.

 

Recorte do Lourenço Marques Gardian de 17 de Setembro de 1949, anunciando a iniciativa do empresário José Leite Magos Saramago.

 

O edifício, degradado, década de 2010.

 

16/03/2018

OS ATERROS DA MAXAQUENE QUE MUDARAM LOURENÇO MARQUES, 1915-2018

Das fotografias mostradas em baixo, destaco três, cruciais para se contar esta história, da fabulosa colecção do grande botanista norte-americano Homer Leroy Shantz, que, fortuitamente, passou de relâmpago por Lourenço Marques no final de Outubro de 1919.

Lourenço Marques em 1877. No início era assim,uma ilhota nojenta e insalubre, encaixada entre a Baía e a Encosta do Maé e separada por um pântano – e mosquitos cheios de malária. Nos vinte anos que se seguiram, a ilhota será primeiro estendida para Sul e Oeste para ali se construir o complexo portuário e ferroviário e depois aterrada para Norte e Leste, ligando-a às Encostas adjacentes. O aterro a Leste foi o chamado Aterro da Maxaquene.

 

Capa do plano de aterro da enseada em frente à Barreira da Maxaquene em Lourenço Marques, que se pode ver mais abaixo.

As três grandes obras de aterro que foram estruturais para o crescimento e saneamento da originalmente pequena ilhota fortificada que era Lourenço Marques foram:

primeiro, o aterro do espaço de terreno, praia e mar, situados entre a antiga Rua Araújo e o espaço onde se construiram, no fim do Século XIX, os primeiros cais marítimos, os terrenos dos armazéns do cais,da primeira estação ferroviária e do enorme estaleiro ferroviário a Oeste;

segundo, a drenagem e aterro do pântano que se estendia ao longo da antiga Avenida da República, entre a antiga Fábrica Reunidas e onde hoje está o Hotel Tivoli, ligando a anterior ilhota com os terrenos circundantes, nomeadamente a encosta do Maé e que acabaram no início do Séc. XX (mal feito, pois inunda sempre que chove);

– e finalmente, o enorme aterro da enseada pantanosa a nascente da Cidade, que se situava entre esta e a Ponta Vermelha e que foi executada a partir das terras na Encosta da Maxaquene, até a um enorme paredão de cimento construído em linha recta entre a ponta do novo cais de embarcações ligeiras (em frente à Praça 7 de Março) e os terrenos a Oeste da Ponta Vermelha. Estas obras decorreram no final da segunda década e o início da terceira década do Século XX.

Aqui vai-se tentar ilustrar este terceiro projecto, de que resultou, já depois da Independência de Moçambique e após a Guerra Civil, no metro quadrado mais caro e mais cobiçado em todo o país, trazendo fortunas enormes aos seus detentores, a partir de DUATs que à partida foram concedidos quase gratuitamente. Mais uma ironia do destino.

Prepare-se o Exmo. Leitor para a barragem de fotografias que se segue. Este é um trabalho que levou algum tempo a ser completado.

As imagens estão divididas em três grupos: antes, durante e depois de feito o aterro da enseada em frente à Maxaquene.

  1. COMO ERA ANTES

 

01 – no início era assim: as colinas extendiam-se em crescendo até caírem sobre a praia, que formava uma enseada entre a Ponta Vermelha e a pequena saliência onde se edificou a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, o início do núcleo urbano da futura Cidade. A enseada tinha uma cota baixa e na maré baixa via-se um extenso areal, pantanoso.

 

02 – Mais um aspecto da enseada, com a maré baixa.

 

03 – A enseada, com a maré alta.

 

04 – Já na primeira década do Séc. XX. Aqui já se fizeram alguns aterros, criando a faixa que se vê entre a praia e as colinas. Ao fundo em primeiro plano, o edifício da nova Câmara Municipal de Lourenço Marques, que ainda existe e que fica situado em frente à entrada do Grupo Desportivo. Vêem-se ainda os armazéns em frente ao Cais Gorjão e a barra do futuro porto, em frente à antiga Fortaleza, a partir da qual se iniciou a linha da muralha em linha recta até à base da Ponta Vermelha.

 

05 – imagem semelhante à imagem 4.

 

06 – outra imagem semelhante à imagem 4.

 

07 – outra imagem semelhante a 4, com a maré alta.

 

08 – A enseada, agora vista do lado da Cidade, na direcção da Ponta Vermelha, imagem de Joseph Lazarus dos primeiros anos do Séc. XX. A Barreira ainda está avançada mas já houve alguns aterros, onde se fez uma estrada de acesso aos pavilhões que se vêem ao fundo, nos quais se encontra ainda a estação de captação de água para a (então) Vila da Ponta Vermelha, que já tem um núcleo habitacional e uma estrada de acesso.

 

09 – Mais uma vista no sentido de Nascente e Sul.

 

10 – Mais uma perspectiva na direcção da Ponta Vermelha.

 

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2. O PLANO DO ATERRO E A OBRA

 

12 – O plano do aterro consistia da construção de um muro de cimento, que ainda existe, com docas em ambas as pontas. À esquerda pode-se ver a Fortleza, que dantes tocava directamente a água mas que agora passou a ficar a quase cem metros da Baía. À direita, foi ainda criado espaço para a futura Estrada Marginal.

 

13- Imagem do início do projecto, com a vantagem de ilustrar os principais envolvidos, nomes lendários da Lourenço Marques colonial tais como Pietro Buffa Buccellatto, Paulino dos Santos Gil, A Tonnetti, etc etc. Grato ao grande Paulo Azevedo, que pesquisou e me mandou esta imagem. Para ver melhor esta e as outras imagens, clique para ampliar.

 

14- Foto de Homer Shantz. Vista das Barreiras em frente ao então ainda futuro Liceu Salazar (na altura estava lá implantada a operação da Eastern Telegraph Company), foto tirada no dia 25 de Outubro de 1919. A muralha de cimento já está concluída e o aterro procede com areias arrancadas à pazada junto da Barreira da Maxaquene, que será moldada e recuará mais que cem metros em relação ao que era antes. Ao fundo, a Catembe.

 

14A – Detalhe da imagem 14, onde se pode ver a muralha de cimento em maior detalhe e, em primeiro plano os carris de bitola pequena usados por pequenos comboios e carruagens que carregavam a areia da Colina para a zona a ser aterrada. 40 anos depois, no espaço que se vê aqui, serão instalados a FACIM e o Restaurante O Zambi.

 

15 – Outro aspecto dos trabalhos de aterro, foto ainda do dia 25 de Outubro de 1919. A “nuvem” ao meio é um defeito no negativo. Foto de Homer Shantz.

 

15A- Detalhe ampliado da Imagem 15, mostrando um comboio de bitola curta com carruagens, a carregar areia. O comboio está mais ou menos no local onde hoje está implantado o edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moçambique. À medida que a areia atingia a cota da muralha, moviam-se os carris.

 

16- A foto talvez mais interessante e mais reveladora das três imagens das obras que foram tiradas, esta tirada do velho Hotel Cardoso na direcção da Velha Cidade, ao fundo, que, no sentido nascente, acabava subitamente mais ou menos onde está hoje o Teatro Avenida. Foto de Homer Shantz.

 

16A – Detalhe ampliado da foto 16. Mesmo em frente, vê-se um conjunto de homens, que são trabalhadores do projecto. Mais acima, encostados à linha da Barreira da Maxaquene, podem.se ver dois comboios de bitola curta a recolher areia para levar para o aterro. À medida que iam retirando areias da colina, mudavam-se também os carris. Igualmente interessante: onde estão as pessoas a espalhar areia, era a orla da antiga praia. E para a direita de onde está a pequena casa em cima, era a antiga linha da Barreira, indicando a quantidade de terra que já fora movida nesta fase dos aterros. Finalmente, uma curiosidade: onde está o pequeno comboio a deitar fumo, virá a ser o complexo do Sporting de Lourenço Marques (hoje o Maxaquene). Onde está o resto da colina, em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lourenço Marques ao fundo, já era o Grupo Desportivo, pois o Clube foi fundado a 31 de Maio de 1919 e esta foto foi tirada precisamente no dia 25 de Outubro de 1919, cinco meses mais tarde.

 

3. A CIDADE APÓS O ATERRO

01 – O aterro nos anos 60. Na maior parte do espaço aterrado foi plantado um eucaliptal. A Baixa cresceu no sentido Nascente, À direita do Estádio Paulino dos Santos Gil, do Desportivo, inaugurado em meados de 1949.

 

02 – na parte do Aterro da Maxaquene junto à Ponta Vermelha, a Avenida da República estende-se até à Avenida Marginal, criou-se uma estrada junto à muralha de cimento (as duas foram usadas até 1962 como circuito de automobilismo), aqui já existe a FACIM, criada em 1964, e à esquerda vêem-se os edifícios do Clube de Pesca, criado no início dos anos 60 junto do pequeno cais criado naquele local.

 

03 – O Aterro da Maxaquene em 1991. Aqui, vê-se que a maior parte do Aterro ainda está coberto de eucaliptos. A Barreira da Maxaquene está pelada, tendo ficado assim na sequência das obras de recuperação levadas a cabo após a enorme derrocada provocada pelo Ciclone Claude na zona entre o Liceu Salazar e o Hotel Cardoso no início de Janeiro de 1966. Ao fundo do lado direito a FACIM. À esquerda o estádio coberto do Sporting de Lourenço Marques, que em 1991 já mudara o nome para Maxaquene.

 

04 – A ponta da muralha de cimento junto à Ponta Vermelha, vendo-se a entrada para a doca de recreio, também criada na obra de 1918-1920. Ao fundo, o viaduto para a Ponta Vermelha, construído em 1972-74. Na década de 1920, será ainda feita a muralha em redor da Ponta Vermelha até à zona do Clube Naval (que já existia desde 1913), permitindo a construção da Estrada Marginal. Que por sua vez implicou mais aterros nas respectivas encostas da Ponta Vermelha e da Polana.

 

05 – A muralha, vista quase de frente da antiga Fazenda (actual gabinete do primeiro-ministro).

 

06- A avenida ao longo da muralha, que foi recentemente reabilitada. À esquerda a actual sede do antigo Banco Standard Totta de Moçambique (O Banco Totta de Portugal há uns anos vendeu a sua quota ao Banco Standard).

 

07 – O Aterro da Maxaquene visto mais ou menos por cima do Jardim Vasco da Gama (agora Tunduru).

 

08 – O Aterro começa mais ou menos onde hoje está a sede do Desportivo.

 

09 – O Aterro visto de Nascente. O terreno à esquerda era onde ficava a FACIM. Depois de uns malabrismos, alguém ficou com ele e o vendeu a seguir por milhões a alguém, que quer fazer ali prédios de luxo. À direita, o Hotel Cardoso e a seguir o antigo Liceu Salazar. Foto com vénia a ASA.

 

10 – Na base do Aterro, contra as Barreiras e logo a seguir ao antigo campo de futebol do Desportivo, fizeram-se estes prédios, que durarão até ao próximo terramoto ou ciclone (quando em Janeiro de 1966 veio o Ciclone Claude, a barreira exactamente onde está o prédio à direita, entrou em derrocada e veio tudo parar cá abaixo). Foto com vénia a Drone Sensation.

 

11- A Cidade e o Aterro da Maxaquene em primeiro plano. Foto com vénia a Hugo Costa.

15/03/2018

A INAUGURAÇÃO DO SERVIÇO DE TRAMWAY NA BEIRA, 1901

Filed under: Inauguração do Tramway na Beira 1901 — ABM @ 23:08

O original desta fotografia está guardado na Torre do Tombo em Lisboa, no Arquivo fotográfico da Companhia de Moçambique: Governo do Território de Manica e Sofala: Direcção dos Serviços de Estatistica e Propaganda: Fotografias do concelho da Beira: Fotografias da cidade da Beira: Álbum fotográfico

 

Dia de festa da Vila da Beira com a inauguração do serviço público de Tramway (presumo que “whites only”, como de costume), 1901. Naquela altura nem a pé nem de carroça se podia andar na Beira, pois o terreno era ou pântano ou areia da praia, como se vê nesta imagem. A pequena locomotiva, engalanada com umas bandeiras e umas folhas de palmeira, aporta o nome do então soberano de Portugal, D. Carlos I.

O CAFÉ SCALA DURANTE MAIS UMA INUNDAÇÃO EM LOURENÇO MARQUES, JAN. 1966

O Ciclone Claude caiu sobre a Cidade e o Sul de Moçambique em Janeiro de 1966, causando enormes estragos na região.

 

A Baixa inundada junto do Scala em Lourenço Marques. À esquerda pode-se ver a Casa dos Brindes.

O ESTREITO DE LUPATA NO RIO ZAMBEZE, INÍCIO DO SÉC.XX

Fotografia de J. Wexelsen, parte dos arquivos da Missão Suíça.

“O rio Zambeze [….]nasce na Zâmbia a cerca de 1.700 m de altitude. Tem cerca de 2.600 km de comprimento e uma bacia hidrográfica de 1.330.000 km2, dos quais só 3.000 km2 em território moçambicano. Mesmo assim o rio Zambeze deve ser considerado o maior rio que atravessa Moçambique. O Rio parte de uma região bastante pluviosa; depois de atravessar a região árida da parte oriental de Angola, entra novamente na Zâmbia, onde corre, formando rápidos. Em Livingstone, é um rio bastante largo e constitui o seu leito uma paisagem anfíbia. Em Lupata, depois de atravessar o desnível do Songo ele tem os seus últimos rápidos. Dai, até sensivelmente a sua foz, corre em planície, desaguando por um imenso delta.”(texto daqui).

 

Aspecto de parte do Rio Zambeze junto da Garganta de Lupata, início do Século XX.

O Estreito de Lupata fica situado no Rio Zambeze a cerca de 80 quilómetros a jusante da represa de Cabora-Bassa (agora, Cahora-Bassa) e 60 quilómetros a Sudeste da Cidade de Tete. Em certos pontos o Rio Zambeze tem uma largura de 200 metros, “encaixado” por estes enormes maciços de pedra.

Em 2014, o governo de Moçambique autorizou a construção de uma central hidroeléctrica neste local, com uma capacidade de produção de 600 MW, que certamente irá estoirar com este monumento natural por completo, mas penso que ainda não foi feita. Enfim.

Curiosidade 1: junto à Ilha de Moçambique há uma “Entrada da Lupata“.

Curiosidade 2: No Diccionario geografico das Colonias Portuguezas, no qual se descrevem todas as ilhas e porções de continentes que Portugal possue no ultramar … por un Flaviense (1842), aparece esta jóia:

(Nota: até meados do Séc.XIX, o planeta estava a sair duma mini-idade do gelo, o que pode explicar a observação de neve no meio da Zambézia, junto ao rio. O ponto mais elevado desta zona é o Monte Dómué, com 723 metros de altura em relação ao nível médio do mar, enquanto que os terrenos circundantes de situam nos cerca da 381 metros acima do mar).

Curiosidade 3: Segundo este texto, a origem das complexas formações rochosas e sedimentares de Lupata é vulcânica, provavelmente resultantes de um vulcão já extinto, activo na época situada entre os Períodos Jurássico e Cretáceo.

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