THE DELAGOA BAY WORLD

01/04/2020

O RESTAURANTE A TOCA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Benvinda Correia, LM Rest. A Toca — ABM @ 17:20

Imagem retocada.

 

Postal do Restaurante A Toca, na Baixa de Lourenço Marques (Avenida D. Luis, Nº8). Não conheci, mas tem o aspecto de ser um espaço típico português para os turistas bifetecas e os nacionais apreciadores do género.

EMISSÃO DAS PRODUÇÕES GOLO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

 

Fotografia tirada durante um dos programas das Produções Golo, transmitido em directo de um Stand da Sociedade Ultramarina de Tabacos. Das pessoas, reconheço o João de Sousa e o António Luiz Rafael. Em Lourenço Marques fazia-se rádio a sério.

31/03/2020

OS IRMÃOS DINIZ E JORGE VARA TOCAM EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 40

Filed under: Irmãos Diniz - orquestra em LM, Jorge Vara — ABM @ 13:41

Imagem retocada, do espólio de Jorge Vara, grato à sua filha Suzette Vara Malosso.

Espero e desejo que todos os exmos Leitores estejam seguros (em casa) e protegidos da Pandemia de Corona Virus 19, actualmente em curso em todo o mundo.

Os Irmãos Diniz (tinham ainda uma irmã, que também tocava na orquestra) eram originários de Goa e tocavam em Lourenço Marques entre os Anos 30 e 50. Jorge Vara, que era um músico de origem portuguesa e que viva em Lourenço Marques desde 1918, era amigo deles e ocasionalmente tocava com a orquestra dos irmãos, em festas, concertos e casamentos.

 

A Orquestra dos Irmãos Diniz com Jorge Vara (à direita), tocando em Lourenço Marques, anos 30. Não sei os nomes deles.

EVELYN MARTIN DA LM RADIO, EM EAST LONDON, 1965

Imagem retocada, de Carlos Alfredo Albuquerque.

Evelyn Martin foi uma lendária locutora da LM Radio, tendo trabalhado naquela estação de música rock e pop que emitia a partir de Lourenço Marques, entre 1950 e 1974. Evelyn era filha de portugueses e nasceu e cresceu em Joanesburgo. Falava inglês e afrikaans perfeitamente. Depois do episódio da ocupação da sede do Rádio Clube de Moçambique em Setembro de 1974, foi para Joanesburgo, onde posteriormente trabalhou nas estações sul-africanas Springbok Radio e Radio Highveld. Hoje, cocuana, vive reformada naquela cidade sul-africana.

Evelyn Martin, aqui em East London (provavelmente numa acção promocional da LM Radio), 1965.

AS IRMÃS MUGE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Filed under: Amélia Muge, Teresa Muge — ABM @ 13:03

Imagem retocada, de Carlos Alfredo Albuquerque.

 

As Irmãs Teresa e Amélia Muge em Lourenço Marques, anos 70, com a inscrição de uma dedicatória à Delta Publicidade.

 

ANA PAULA ALMEIDA, MISS MOÇAMBIQUE E MISS PORTUGAL VISITA LISBOA, 1971

Filed under: Ana Paula Almeida - Miss Moçambique — ABM @ 12:49

 

Com uma vénia ao excelente sítio Malhanga e à secção de arquivos da Rádio Televisão de Portugal, apresento a hiperligação a um vídeo mostrando a jovem Ana Paula Almeida, de visita a Lisboa em Setembro de 1971, eleita nesse ano Miss Moçambique e Miss Portugal e ainda ficou em 2º lugar no concurso Miss Mundo.

Ana Paula Almeida.

Prima a ligação em baixo para ver o vídeo :

https://drive.google.com/file/d/1XxisS1Lz9ek_Xh1VhbqP5QhE-w2J-rKw/view

29/03/2020

ESTÚDIO FOTOGRÁFICO NA BEIRA, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Joseph e Maurice Lazarus - fotógrafos LM — ABM @ 23:17

Presumivelmente, o estúdio dos Irmãos Lazarus na Beira – sujeito a confirmação. Mas refere-se a fotógrafos no plural.

Estúdio na Rua Conselheiro Ennes na Beira, à direita.

23/03/2020

SENHORA EM LOURENÇO MARQUES, FOTO DE SID HOCKING, ANOS 1930

Imagem retocada.

 

Senhora de Lourenço Marques, foto a preto e branco, colorida manualmente, nos estúdios de Sid Hocking em Lourenço Marques, década de 1930.

 

Marca dos estúdios Sid Hocking & Cia. Penso que Sid trespassou os estúdios dos Irmãos Lazarus na Baixa de Lourenço Marques (o estúdio no Avenida Building) e trabalhou durante muitos anos na Cidade.

A BANDA DO EXÉRCITO NO JARDIM BOTÂNICO DE LOURENÇO MARQUES, 1920

Filed under: Banda do Exército em LM 1920, Jorge Vara — ABM @ 22:16

Imagem retocada, do espólio de Jorge Vara, que aparece nesta foto na segunda fila a contar da frente, 3º da esquerda, e que aqui tinha apenas 17 anos de idade e viera de Portugal um ano antes para integrar esta banda, que entre outras ocasiões, tocava semanalmente no então chamado Jardim Botânico de Lourenço Marques alternando com o coreto no centro da Praça 7 de Março. Atrás, vê-se a conhecida fonte que veio da França, oferta de Tissot. Nos anos e décadas que se seguiram, Jorge Vara fez uma carreira como músico, tocando nos Casino Bello e Costa e nas orquestras do Rádio Clube de Moçambique. Faleceu velhote em Maputo vários anos depois da independência, uma tarde, na varanda da sua casa na Malhangalene.

A Banda do Exército posa no Jardim Vasco da Gama (hoje Tunduru) em Lourenço Marques, 1920.

JOGADORAS DE BASQUET FEMININOS DO FERROVIÁRIO LOURENÇO MARQUES, 1937

Imagem retocada.

Jogadoras de basquet do Clube Ferroviário em Lourenço Marques, final de 1937.

 

Nota no verso da fotografia, mencionando o treinador Bastos e Silva. e que foi processada pela Foto Lusitana.

25/01/2020

A INAUGURAÇÃO DO CINEMA 700 NA MATOLA, ABRIL DE 1974

Por cortesia dos senhores do Arquivo da RTP, eis dois minutos da inauguração do então novo Cinema 700 na Matola, no dia….20 de Abril de 1974. Dado o que aconteceu na quinta-feira seguinte, esta deve ter sido das iniciativas mais infrutíferas na história dos negócios em Moçambique no final da era de administração portuguesa. Noto a presença, na audiência, do Ricardo Rangel, o posteriormente celebrado, putativo “pai da fotografia moçambicana”.

Ver o vídeo premindo aqui.

A fachada do Cinema 700 na Matola, no dia 20 de Abril de 1974. Previamente um poeirento e distante subúrbio de Lourenço Marques, a Matola de então, patética e brevemente rebaptizada como “Cidade Salazar” depois da morte do Dr. Salazar (mas ninguém lhe chamava isso) estava em franco crescimento.

30/11/2019

OS CARDIGA FORCADOS AMADORES EM LOURENÇO MARQUES ANOS 60

Fotografia gentilmente cedida pelo Ricardo Cardiga.

 

Escreveu o Ricardo: “Eu e o meu irmão Guga fizemos parte deste grupo. Eu sou o quarto da esquerda e o meu irmão o sétimo. O primeiro da direita é o Cabo do Grupo Machado Lourenço e o que está ao lado dele é o Zé Correia (Tio do cantor Fernando Correia Marques).”

06/11/2019

MARCELO CONDECORA EUGÉNIO LISBOA, SETEMBRO DE 2019

Filed under: Eugénio Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa — ABM @ 21:06

 

Noticiou a Universidade de Aveiro no seu portal em 5 de Setembro de 2019 (com uns acrescentos meus):

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, distinguiu o ensaísta e crítico literário Eugénio Lisboa, antigo professor e membro do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro (UA). A 30 de agosto, Eugénio Lisboa, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro que já tinha sido agraciado com o grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, recebeu as insígnias de Comendador da Ordem Militar de Sant’lago de Espada.

Eugénio Lisboa [que nasceu em Lourenço Marques em 25 de Maio de 1930  e ali cresceu] desenvolveu actividade profissional inicial e no sector petrolífero, durante vinte anos (1958-78), acumulando depois com a docência universitária de Literatura Portuguesa nas universidades de Lourenço Marques, Pretória e Estocolmo. A partir de 1978, [quando se pirou de Moçambique de vez] exerceu funções diplomáticas, como conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Londres, durante dezassete anos consecutivos. Mais tarde, presidiu à Comissão Nacional da UNESCO e foi professor catedrático convidado da Universidade de Aveiro (1995-2000). Na sua actividade como ensaísta e crítico literário, destaca-se o trabalho sobre José Régio. É membro da Academia das Ciências de Lisboa, na Classe de Letras, e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nottingham, do Reino Unido (1988) e pela Universidade de Aveiro (2002). O primeiro de seis volumes das suas memórias, “Acta Est Fabula”, de 2012, foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores. [Vive em São João do Estoril].

Eugénio Lisboa foi novamente agraciado pelo Chefe de Estado (foto: portal da Presidência da República)

MRS com o agora Comendador EL, no dia em que recebeu a condecoração, 5 de Setembro de 2019, em Belém. Imagem do portal da presidênncia da república portuguesa.

28/09/2019

A PERFUMARIA HOFALI NA PRAÇA 7 DE MARÇO EM LOURENÇO MARQUES, 1950

Muito grato ao Rogério Baldaia, cujo Pai foi um dos sócios da Perfumaria Hofali (um outro era o Sr. Lobo), que ficava situada no lado da Praça 7 de Março no Prédio Fonte Azul, com uma montra dando para a entrada do prédio e que, pelo menos em 1964, ainda existia. Nesta imagem, que retoquei, vê-se o então pequeno Rogério, na entrada da loja.

 

A Perfumaria Hofali na Baixa de Lourenço Marques, 1950. À entrada, o Rogério.

19/09/2019

RAPARIGA DE MOÇAMBIQUE, 1927

Filed under: José dos Santos Rufino, Rapariga de Moç 1927 — ABM @ 22:56

Postal da Colecção de José dos Santos Rufino (cerca de 1927), retocado e pintado por mim.

 

Não sei identificar o grupo étnico de origem. A legenda é digamos que tongue and cheek.  Enfim

10/09/2019

AUGUSTO CARDOSO EM 1887

Filed under: Augusto Cardoso, Hotel Cardoso LM, LM Hotel Cardoso — ABM @ 22:46

Imagem retocada.

Augusto de Melo Pinto Cardoso (Lisboa, 16 de Agosto de1859- Inhambane, 3 de Março de1930) foi um dos notáveis dos primórdios da colonização moderna do que veio a ser Moçambique, razão por que ele é conhecido em Portugal e Moçambique. Parece ter sido, digamos, uma figura multi-facetada e com vários talentos, que incluiram a arquitectura, a astronomia e a fotografia.

O actual Hotel Cardoso, na Polana, deve-lhe o seu nome.

Para ler mais sobre Augusto Cardoso, ler aqui e aqui. e aqui. e aqui.

Em 1930 faleceu em Inhambane. O seu corpo está sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier em Maputo.

Augusto Cardoso. Imagem publicada na revista portuguesa Occidente, edição de 21 de Janeiro de 1887.

Nota da Revista Zacatraz, Nº 186 (Janeiro de 2012) publicada pela Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar. Pela Portaria 17320/63, de 21 de Dezembro, Metangula passou a chamar-se Augusto Cardoso. Após a indepedência, voltou a chamar-se Metangula. No entretanto, toda a gente continuou sempre a chamar Metangula a Metangula.

 

Outras fontes:

“Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 123)

https://fep.up.pt/docentes/cpimenta/lazer/WebFilatelicamente/public_html/r112/artigo_pdf/revista112_3.pdf

PEÇA DE TEATRO ESCOLAR EM LOURENÇO MARQUES, 1901

Imagem retocada.

Em baixo, uma reportagem da Ilustração Portugueza, 29 de Junho de 1908, sobre os primórdios da escolaridade em Lourenço Marques. Correctamente, a peça começa referindo o lamentável estado da educação portuguesa de então, como preâmbulo para o facto da educação quase inexistente na sua segunda maior colónia, que era uma espécie de Faroeste português em África.

1 e 2

2 de 2

08/09/2019

MERGULHANDO NA PISCINA DO HOTEL POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagem retocada.

 

Hóspedes do Hotel Polana a dar uns mergulhos na sua piscina, década de 1950. Até aos anos 70 a maior parte dos seus hóspedes consistiam em viajantes de negócios com dinheiro e famílias sul-africanas com dinheiro, algumas das quais lá ficavam ano após ano. A ideia que muitos fazem que os residentes da Cidade usavam o hotel ávida ou regularmente é simples e totalmente falsa e parte da mitologia colonial no periodo pós-colonial. A maior parte sabia do hotel mas nunca lá entrou e a percentagem que o utilizava regularmente era muito pequena. Antes da Independência formal em 1975, a minha família só lá entrou uma única vez. Uma, e a meu pedido, no início de 1975, dias antes de eu sair de LM para estudar em Coimbra, pois eu insisti com os meus pais que pelo menos uma vez na vida gostava de jantar lá para ver como era.  Surpreedentemente, os meus pais acederam. E para variar, a experiência foi indistinta e esquecível. Comi um bife, bebi uma Coca-Cola e fui-me embora.

28/08/2019

ANÚNCIO DA LM RADIO NA IMPRENSA SUL-AFRICANA, 28 DE JULHO DE 1963

Imagens retocadas.

Este anúncio foi publicado como inserção publicitária nas edições de Domingo, 28 de Julho de 1963, dos jornais sul-africanos Sunday Times, Sunday Tribune, Cape Argus, Evening Post, Dagbreek, Volksblad e Die Burger.

Aconteceu numa era em que o meio de comunicação mais importante em África era a rádio.

Na África do Sul naquela altura, as estações de rádio estavam proibidas de transmitir música rock e popular aos domingos, o que constituia um verdadeiro “bloqueio”, especialmente para as camadas mais jovens da população.

Penso que a ideia lá era que as pessoas aos fins de semana eram supostas ir à missa e ficar em casa a tomar conta do jardim. Regra geral, nem sequer havia eventos desportivos organizados.

Esse bloqueio era estrondosa e efectivamente furado a partir de Lourenço Marques pela LM Radio, situada fora da alçada do governo sul-africano e que dessa forma praticamente mantinha um monopólio deste tipo de música, e que transmitia em onda curta e média para aquele mercado, nas línguas inglesa e afrikaans (exceptuando o callsign em português, ao topo de cada hora, que nenhum sul-africano entendia mas que todos conheciam: “aqui Portugal Moçambique fala o Rádio Clube em Lourenço Marques, transmitindo em ondas curtas e médias”):

E havia ainda o seu hino, nos anos 60, Have a Happy Day:

A estação era enormemente popular e rentável, em ambos os lados da fronteira, especialmente a partir do cair da noite, quando o alcance das emissões feitas a partir das antenas do Rádio Clube de Moçambique na Matola aumentava e se podia escutar a emissão em ondas curta e média até na Cidade do Cabo.

Para além de uma gigantesca audiência quase cativa, que trazia receitas consideráveis da publicidade, a LM Radio era o veículo ideial para promover artistas e bandas de música e alimentar as receitas com a venda de discos na África do Sul.

A aura que a estação LM Radio tinha reflectia-se favoravelmente na Cidade e em Moçambique, que era vista pelos sul-africanos (invariavelmente, brancos) como um dos destinos de férias mais desejáveis, dentro dos seus orçamentos. Anualmente, especialmente na época de Natal, a região entre Lourenço Marques e Inhambane era verdadeiramente invadida por visitantes sul-africanos, que os habitantes da Cidade, informalmente, chamavam, a eles, “bifes” e a elas “bifas” ou “bifetecas”.

Retrospectivamente, é curioso isto tudo acontecer numa altura em que o regime português, ainda sob a alçada do incontornável Dr. Salazar, estava sob forte contestação, a oposição nacionalista moçambicana em constituição, o mesmo acontecendo na África do Sul, sob o apartheid e Hendrik Verwoerd, o Dr. Mandela tendo acabado de ser condenado por terrorismo. E enquanto tudo isso decorria, todos os jovens dançavam alegremente por cima de um vulcão, alheios a quase tudo e todos.

Ao som da grande LM Radio.

18/08/2019

J. WEXELSEN RETRATA A BEIRA, INÍCIO DO SÉCULO XX

Imagens retocadas. Postais 4, 2 e 3, editados por J. Wexelsen.

Durante uns anos, na primeira década de 1900, Wexelsen operou um estúdio de fotografia na Beira. Depois, simplesmente, desapareceu do mapa. Aguardo, sentado,  que o insigne Paulo Azevedo explique.

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16/08/2019

O TOUREIRO RICARDO CHIBANGA TRIUNFA EM SEVILHA 1971

Filed under: Ricardo Chibanga Toureiro — ABM @ 19:25

Imagem retocada.

Capa da revista portuguesa O Século Ilustrado, 28 de Julho de 1971.

“O míudo da Mafalala torna-se Matador em Sevilha”.

13/08/2019

A IGREJA PAROQUIAL E O HOSPITAL CIVIL E MILITAR EM LOURENÇO MARQUES, 1897

Imagem retocada.

 

A Igreja Paroquial (início da construção, 1878) e o Hospital Civil e Militar (início da construção: 1877) em Lourenço Marques, imagem de 1897. A Igreja ficava situada onde está hoje a sede da Rádio Moçambique e o Hospital onde hoje está a escadaria da Sé Catedral. Ambos foram construídos pela “expedição” de Joaquim José Machado e ambos foram posteriormente demolidos no âmbito de um profunda reestruturação da geografia da Cidade. Esta é a única imagem que conheço em que ambos edifícios aparecem ao mesmo tempo.

11/08/2019

LOJA DE LOIÇAS E BIBELOTS EM MOÇAMBIQUE, INÍCIO DO SÉCULO XX

Postal do fotógrafo António João Simões, primeira década de 1900, provavelmente tirada na Ilha de Moçambique. Não sei muito (mais precisamente: nada) sobre este fotógrafo, que parece ter sido português e parece ter operado na zona da Ilha de Moçambique.

Apresento a imagem de Simões colorida por mim e a versão original.

 

Versão colorida.

 

Versão original.

08/08/2019

TURMA DO COLÉGIO DOS IRMÃOS MARISTAS EM LOURENÇO MARQUES, 1968

Filed under: Alunos Colégio Maristas LM anos 60 — ABM @ 06:52

Imagem retocada, de Teresa Machado, do Grupo FB Colégio Marista Pio XII de Lourenço Marques.

 

A turma.

 

Legendas: 5- Rui Mota; 12- Professora Manuela Antunes Galvão de Almeida; 21- Edgar Frederico;

06/08/2019

MUÇULMANOS EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Filed under: LM Mesquita, Muçulmanos em LM 1900's — ABM @ 13:57

Imagem retocada.

A presença de muçulmanos em Lourenço Marques deve ser dos tópicos mais mal estudados, ou omitidos, da história da Cidade. Da sua estrutura durante a segunda metade do Século XIX, depreende-se claramente a sua presença e actividades. De facto, um visitante americano que visitou a Cidade no início da década de 1920 comentou a enorme presença de muçulmanos árabes na Cidade, o que não deixa de ser curioso. Em vários textos e imagens se refere a uma “área muçulmana” da pequena urbe, com a Mesquita, a Rua da Gávea, onde muitos muçulmanos viviam e trabalhavam – e que estimo que, antes dos aterros, representavam praticamente metade da área urbana. Não é clara a sua origem (exemplo: na imagem em baixo todas as pessoas parecem ser negras, não de origem árabe), quais as suas relações com as autoridades coloniais portuguesas ou ainda com as comunidades africanas circundantes e a lógica de, supostamente, vedar o acesso à residência na cidade a negros mas não a muçulmanos e asiáticos.

A presença árabe e muçulmana no que é hoje a metade Norte de Moçambique é multisecular. Presume-se que a sua presença no Sul é muito mais recente mas não conheço dados concretos sobre o assunto. É um tópico que penso ser de interesse.

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