THE DELAGOA BAY WORLD

17/08/2018

ALBERTO DE LARCERDA COM RUI KNOPFLI EM LOURENÇO MARQUES, 1963

Filed under: Alberto de Lacerda poeta, Rui Knopfli - poeta — ABM @ 16:31

O original desta foto faz parte do espólio de Alberto de Lacerda e é reproduzido com vénia.

Foto tirada durante a única vez que Lacerda visitou Moçambique depois de sair da colónia em 1946.

 

Os dois poetas num jardim em Lourenço Marques, 1963.

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ENFERMEIRO EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC.XX

Fotografia de Joseph e Maurice Lazarus, Lourenço Marques, retocada por mim. O original está guardado no Rijksmuseum em Amsterdão.

 

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ASSINATURA DO CONTRATO PARA A CONSTRUÇÃO DE CABORA-BASSA, 1969

Capa de um conjunto de fotografias ilustrando a cerimónia da assinatura do contrato para a construção da barragem e central hidroeléctrica de Cabora Bassa (que agora os locais escrevem com “h”), 19 de Setembro de 1969. Na altura o Presidente do Conselho português era Marcelo Caetano, o Governador-Geral Baltasar Rebelo de Sousa, Eduardo Mondlane havia sido assassinado há sete meses e Samora, Marcelino e o Brigadeiro General Kaúlza de Arriaga prepararavam-se para tomar a Frelimo de assalto. E dois meses e meio antes dois norte-americanos pisavam a Lua.

Está à venda no sítio Bestleilões. Baratinho, ainda.

A capa.

“GRANDE TERRA, GRANDE GENTE”, DE BALTASAR REBELO DE SOUSA, 1969

Este é o título de uma colectânea de discursos e pronunciamentos da autoria do antigo Governador-Geral de Moçambique, no início do que se revelou um curto mandato, cheio de imagem e simbolismo mas também aparentando ter sido uma espécie de canto do cisne de um contexto pouco sustentável.

Curiosamente, a cópia em baixo està à venda, por leilão, aqui, e foi originalmente oferecida por Rebelo de Sousa (pai, aqui “Baltazar Rebello de Souza”) ao então ministro do Ultramar, Joaquim Silva Cunha. Nesta data, a licitação ainda vai nos 15 euros, o que me parece ser baixinho mas enfim.

 

A capa da colectânea.

 

A dedicatória a Joaquim Silva Cunha, 11 de Julho de 1969, ainda era Baltazar “GGM”(Governador-Geral de Moçambique).

14/08/2018

REINALDO FERREIRA, POETA DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1950

O original desta fotografia faz parte do espólio do poeta Alberto de Lacerda.

 

Imagem retocada.

 

Imagem original.

O PAÍS DOS BA-RONGA NO SUL DE MOÇAMBIQUE, 1898

Para saber mais sobre quem foi Henri-Alexandre Junod e o que fez, ver aqui aqui.

Para ler o seu estudo Les Ba-ronga: étude ethnographique sur les indigénes de la baie de Delagoa, ver aqui.

Se alguém conhecer documentos sobre a história desta comunidade, por favor envie uma nota para aqui.

O país dos Ba-Ronga, segundo o estudo do conhecido investigador suíço-sul-africano Henri-Alexandre Junod, em 1898. Incluía Lourenço Marques e os seus arredores. Conheço mal o percurso desta comunidade mas fico com curiosidade de saber como sobreviveram as investidas dos Suázi e dos Zulus, que arrasaram a zona sucessivamente, durante o Século XIX. E tendo crescido entre eles nos anos 60, sabia dizer muitas palavras em Ronga.

MARIA DE LURDES CORTEZ EM MOÇAMBIQUE, 1951

Imagem copiada, com vénia, e retocada, do espólio pessoal do poeta Alberto de Lacerda, nascido e criado em Moçambique.

 

Maria de Lurdes Cortez, sobrinha do poeta Alberto de Lacerda, em Moçambique (presumo que a Ilha), 1951.

OS IRMÃOS AMÉLIA, HELENA E FILIPE DE ORLÉANS, DÉCADA DE 1890

 

Amélia (no centro), Filipe e Helena de Órleans posam no início da década de 1890. Eram filhos dos Condes de Paris, a família pretendente ao trono francês (que entretanto não existia pois a França revertera para o regime republicano). Na altura em que a foto foi tirada, Amélia já era rainha de Portugal e mãe de dois filhos. Filipe, que para além de príncipe era o Duque de Orléans, andava de escândalo em escândalo, depois de ter sido corrido da França em 1886 …. por causa do casamento de Amélia com Carlos de Portugal.  Tal como o irmão, Helena eventualmente teve um casamento miserável, com os filhos da praxe (ele não teve nenhum…legítimo) e o título de Duquesa de Aosta. Mas a partir daí emancipou-se e passou a fazer o que lhe apetecia. O que incluiu longas estadias em África, incluindo Moçambique,

09/08/2018

ALBERTO DE LACERDA, POETA E INTELECTUAL NASCIDO EM MOÇAMBIQUE, 1928-2007

Filed under: Alberto de Lacerda poeta — ABM @ 02:14

 

O jovem Alberto posa numa cadeira com dois gatos na pequena localidade de Mandimba, em 1932, com quatro anos de idade. Mandimba, um dos locais onde viveu, é um lugarejo que fica quase no lado oposto de Moçambique em relação à Ilha de Moçambique, enfiada nas colinas da actual província de Niassa, mesmo junto à fronteira com o Malawi. Foto do sítio evocativo do poeta, que retoquei e pintei.

Nunca conheci Alberto de Lacerda nem o seu trabalho. Poesia nunca foi o meu forte, se bem que faça o ocasional esforço. Pelo que li, no entanto, cruzámo-nos várias vezes e em várias partes do mundo, incluindo, surpreendentemente, na Universidade de Boston, onde estudei dois anos seguidos no final da década de 1980 e onde ele estava e onde foi professor de poesia durante quase vinte anos.

Lacerda nasceu na Ilha de Moçambique em 1928 (supostamente, nasceu em nada menos que o Palácio dos Governadores) e cresceu um pouco aqui e ali, até “ter” que sair da colónia para continuar os estudos. A partir daí parece que só voltou a Moçambique uma vez, no início dos anos 60. Deixou obra e morreu em Londres, aparentemente o seu local favorito, em Agosto de 2007. Deve ter tido uma vida interessante e as pessoas com quem se relacionava era um who’s who das culturas portuguesa e anglo-saxónica. Entre os portugas, é só para citar alguns, temos José de Almada Negreiros, António Pedro, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro, José Blanc de Portugal, Fernando Lopes Graça, Ruy Cinatti, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natércia Freire, Jorge de Sena, Fernando de Azevedo, Mário Cesariny de Vasconcelos, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, José-Augusto França, e Júlio Pomar. Mas a lista não acaba aqui, de forma alguma e inclui o Rui Knopfli e o Reinaldo Ferreira.

O que achei absolutamente fascinante foi o soberbo, monumental e magistralmente simples sítio evocativo dele, da sua vida e da sua obra. Quem o fez merece um Óscar. Até o seu obituário no Times de Londres de 27 de Setembro de 2007 contém – e é leitura obrigatória (ninguém faz obituários como os ingleses- se bem que este foi escrito por Luis Amorim de Sousa, um amigo e herdeiro do seu espólio). Tem apenas o pequeno problema de ser todo em inglês, o que pode ser menos digesto para os lusofónicos.

Igualmente sublime foi o obituário que o Eduardo Pitta redigiu e que foi publicado em Portugal no jornal Público no dia seguinte ao seu falecimento. Este em língua portuguesa (e Pitta também é poeta e é de Moçambique, o que lhe dá um certo toque – e retoque).

Alberto, no meio, com Maria Helena Vieira da Silva e o marido Arpad-Szénes, passeando pelos castelos do Loire, na França), Verão de 1964. Foto do espólio do poeta que apareceu num artigo do jornal português Observador.

Quem quiser conhecer melhor Alberto de Lacerda, que, nascendo na pequena Cidade de Moçambique, se tornou num Cidadão do Mundo, comece por ler este sítio e a partir daí consulte outras fontes e espere que se desembrulhe o problema com o espólio com 16 toneladas de livros, discos, quadros, 12 mil fotografias, etc e tal que deixou atrás e que, como se poderia esperar, não aparece quem queira ou possa tomar conta dele.

08/08/2018

DESFILE DE CARNAVAL NO CLUBE NAVAL EM LOURENÇO MARQUES, 1963

Foto de Paula da Silva, retocada e pintada por mim.

 

No Desfile de Carnaval do Clube Naval de Lourenço Marques, Fevereiro de 1963. Os primos e o irmão da Paula da Silva trajados de índios. Na imagem, os primos Luiz Alberto, José Carlos, Lisinha, o irmão Miguel e a Paula.

05/08/2018

LOURENÇO MARQUES, ESBOÇADA PELO ARTISTA E DIPLOMATA JAPONÊS, HIROSUKE WATANUKI

Hirosuke Watanuki, que fez carreira diplomática pelo Japão, esteve em contacto com Portugal nos anos 50 e 60 e deixou trabalhos que causaram impressões que ainda hoje perduram. Em 2017, com 91 anos de idade, Watanuki visitou Portugal, onde o seu trabalho foi recordado.

 

Um esboço representando a Cidade de Lourenço Marques, reproduzido num postal patrocinado pela DETA, da autoria do artista-diplomata japonês Hirosuke Watanuki. O postal não está datado.

SARGENTO DA COMPANHIA DE CIPAES DE MOÇAMBIQUE, 1788

Filed under: Sargento da Cia de Cipaes de Moç 1788 — ABM @ 18:21

 

Sargento da Companhia de Cipaes de Moçambique, 1788, organizada pelo General António Manuel de Mello. Esta aguarela pertence à Colecção do Coronel Ribeiro Artur e está guardada no Arquivo Histórico-Militar de Portugal. Reprodução do Jornal do Exército de Portugal de 1987.

SOLDADO INDÍGENA DA COMPANHIA DE CIPAES DE MOÇAMBIQUE, 1788

Filed under: Soldado Indígena Cia Cipaes de Moç 1788 — ABM @ 18:21

 

Soldado Indígena da Companhia de Cipaes de Moçambique, organizada pelo General António Manuel de Mello, 1788. Esta aguarela pertence à Colecção do Coronel Ribeiro Artur e está guardada no Arquivo Histórico-Militar de Portugal. Reprodução do Jornal do Exército de Portugal de 1987.

HOMEM MACUA DA COSTA DA ILHA DE MOÇAMBIQUE, 1874

Filed under: Macua da zona da I de Moç 1874 — ABM @ 18:16

 

Imagem de um Macua, feita, deduzi, a partir das descrições feitas por O’Neil, um cônsul britânico baseado na Ilha de Moçambique, 1874.

02/08/2018

VANDA, FERNANDO E AUGUSTO CABRAL, EM LOURENÇO MARQUES, 1926

Filed under: Augusto Cabral, Fernando Cabral, Vanda Cabral — ABM @ 11:23

Foto de Vera Esquível, retocada e pintada.

 

Os tios, irmãos lado da mãe de Vera, da esquerda para a direita, Vanda, Fernando e Augusto Cabral. Do Clã Cabral. Com mais dois coelhos e sentados nos seus brinquedos. Penso que em Lourenço Marques, 1926. O Augusto veio a ser mais tarde o lendário Director do Museu Álvaro de Castro e Fernando foi um distinto taxidermista.

A CASA VIEGAS EM LOURENÇO MARQUES, DESENHO DE DANA MICHAHELLES

 

A Casa Viegas acho que ficava na Rua Consiglieri Pedroso. Desenho de Dana Michahelles.

 

Anúncio da Casa Viegas na primeira página do Diário de Lourenço Marques, 7 de Agosto de 1966.

 

Poema de Rui Knopfli, retirado daqui, dedicado a Dana e em que menciona a Casa Viegas.

DANA

Pelo trajecto sangrento das acácias,
da Mafalala às areias da Polana,
ou à maré morta da Catembe;
do Ho Ling à Casa Elefante,
da Casa Viegas ao Prédio Pott;
da opulenta sombra do cajueiro
à nobre majestade do eucalipto,

ainda resiste, na memória, uma cidade.
Por tardes de longa canícula,
sentada em seu regaço, a menina
dos cabelos cor de cobre regista-lhe,
com paciente labor, na brancura
do A3, a minúcia do perfil
que esbatido aos poucos, lentamente,

no deserto da memória vai morrendo.
Dele, em tempo, só restará o sal
teimoso que, a algum verso,
há-de emprestar o travo amargo
e o que, no rigor afectuoso dos seu traço,
da insanável ferida oculta,
é, obstinadamente, a visível cicatriz.

SENTINELA À PORTA DA RESIDÊNCIA DO GOVERNADOR-GERAL EM LOURENÇO MARQUES, 1927

Imagem de um dos álbuns de Rufino, colorida por mim.

 

Descalço, para variar. Atrás, do lado esquerdo, relevada em azul-claro, a parede da então residência do Governador-Geral na Ponta Vermelha em Lourenço Marques.

29/07/2018

MULHER EM MOTA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 40

Filed under: Mulher em mota em LM anos 40 — ABM @ 17:53

Imagem original a preto e branco, colorida por mim.

 

Não conheço o modelo da mota mas parece ser um “avião”.

OS IRMÃOS BOTELHO DE MELO NO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem colorida e retocada.

No relvado da Piscina dos Pequeninos do Grupo Desportivo Lourenço Marques, cerca de 1964. Ver os nomes em baixo. Foto tirada pelo Pai Melo.

 

1- Paula, 2- António, 3- Fernando, 4-Cló, 5- Chico, 6- Mesquita, 7- Lelé

22/07/2018

O HOTEL CARDOSO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Aida Sorgentini, Hotel Cardoso LM, LM Hotel Cardoso — ABM @ 15:22

Grato ao PPT e ao AHM.

 

O Hotel Cardoso em Lourenço Marques, anos 60. Indissociável da grande Senhora que foi Aida Sorgentini e cuja história pode ser lida neste blog. Ficava situado entre a Polana e a Ponta Vermela, junto às Barreiras da Maxaquene, junto à Praça das Descobertas, em que do outro lado ficava o Liceu Salazar.

O HOTEL TURISMO NA BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, 1970

Grato ao PPT e ao AHM.

 

O Hotel Turismo na Baixa de Lourenço Marques, Março de 1970. Propriedade de uma sociedade que incluía o Hotel Tivoli e em que o sócio de referência era o genial (mas infelizmente pouco conhecido, hoje) empresário Jorge de Abreu, foi implantado na esquina onde antes se situou, durante décadas, a Casa Bayly. No rés-do-chão, ficavam escritórios da DETA.

A EQUIPA DE NATAÇÃO DE LOURENÇO MARQUES ANTES DE TORNEIO EM UMTALI, 1969

Grato ao PPT e ao AHM.

Em baixo, os nadadores de Lourenço Marques, que integraram a equipa que se deslocou a um torneio de natação na pequena Cidade de Umtali, perto da fronteira entre Moçambique e a então Rodésia, posam nas escadarias da Câmara Municipal de Lourenço Marques, durante uma cerimónia protocolar de apresentação de cumprimentos, antes da viagem, 17 de Janeiro de 1969.

 

A equipa de nadadores, treinadores, seccionistas, etc.

 

1- Leonel Gomes, treinador do Desportivo; 2- Victor Cerqueira(Desportivo); 3- ?, dirigente; 4- ?; 5- Francisco Matos Lopes, treinador dos Velhos Colonos; 6- Carlos Oliveira (Desportivo); 7- Júlio Ribeiro(Desportivo); 8- Eduardo Murinello (Velhos Colonos); 9- Henrique Sampaio (Velhos Colonos); 10- João Rocha (Velhos Colonos); 11- ?; 12- Dulce Gouveia(Desportivo); 13- Isabel Sá Chaves, dirigente; 14-Anabela Rosado Lopes(Velhos Colonos); 15- Clotilde Botelho de Melo(Desportivo); 16- Lídia Gouveia(Desportivo); 17- Anabela Gouveia.(Desportivo) Peço ajuda com os nomes que faltam, bastando para tal escrever uma nota para aqui.

 

A mesma imagem, aqui mostrando as meias longas….

 

O Engº António Duque Martinho, então o Presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques cumprimenta um nadador dos Velhos Colonos. Ao meio, o nadador do Desportivo, Júlio Ribeiro.

NUM PASSEIO NA BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, ABRIL DE 1971

Grato ao PPT e ao AHM.

 

Vista de um passeio na Baixa de Lourenço Marques, na Avenida da República, quase em frente ao BNU, 11 de Abril de 1971.

O ESTÁDIO PAULINO DOS SANTOS GIL EM LOURENÇO MARQUES, 1967

Grato ao PPT e ao AHM.

 

O Estádio Paulino dos Santos Gil, do Grupo Desportivo Lourenço Marques, Novembro de 1967. Até à inauguração do Estádio Salazar, dos CFM, era o principal recinto desportivo de Lourenço Marques. Foi inaugurado em 1950 ou 1951. Ficava a seguir ao campo de futebol do Sporting LM no Aterro da Maxaquene. Há cerca de dez anos foi “vendido” em circunstâncias que nunca entendi.

20/07/2018

TURMA DO COLÉGIO DOS IRMÃOS MARISTAS EM LOURENÇO MARQUES, 1962

Filed under: Alunos Colégio Maristas LM 1962, Edgar Frederico — ABM @ 15:46

Imagem de Edgar Frederico, retocada.

 

Os alunos do Colégio dos Maristas, 1962.

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