THE DELAGOA BAY WORLD

18/02/2018

CRIANÇAS A VENDER FRUTA EM MOÇAMBIQUE, 1880’S

Filed under: Crianças a vender fruta 1880s — ABM @ 23:48

Foto retocada por mim. A imagem original está nos arquivos do Reino da Holanda.

 

Crianças a vender fruta numa rua da Ilha de Moçambique (então, chamada apenas “Moçambique”, uma vez que a nascente colónia ainda não era normalmente chamada Moçambique), final da década de 1880.

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A POPULAÇÃO DE LOURENÇO MARQUES EM 1970, COM DISTRIBUIÇÃO ÉTNICA

Os dados fornecidos por António Rita Ferreira a Henri-Philippe Junod em Dezembro de 1972.

O original desta carta está depositado nos arquivos da Casa Comum.

Henri Philippe Junod (1897-1987) foi um notável académico que escreveu várias obras, algumas focadas na realidade moçambicana. Na altura em que houve esta troca de correspondência estava baseado em Pretória. O seu Pai, Henri-Alexandre Junot, foi igualmente um prolífico estudioso de vários temas com relevância ainda hoje sobre, entre outros, as migrações de moçambicanos para a África do Sul, de que se destacam os seus escritos sobre os Ronga e Tsonga.

 

Carta de Rita Ferreira a Henri Junod,

13/02/2018

AUDIÊNCIA NUMA TOURADA EM LOURENÇO MARQUES, NOVEMBRO DE 1950

Filed under: Audiência numa tourada em LM 1950, Luis Filipe — ABM @ 23:18

Foto de Luis Filipe, retocada por mim.

Os Pais do Luis Filipe aparecem na imagem, são o jovem casal na fila da frente.

 

Parte da assistência numa tourada em Lourenço Marques, no dia 12 de Novembro de 1950, um Domingo. Não sei em que praça foi, uma vez que a Praça Monumental na altura ainda não existia.

LUIS FILIPE CELEBRA O CARNAVAL EM QUELIMANE, ANOS 1960

Filed under: Carnaval em Quelimane anos 60, Luis Filipe — ABM @ 22:55

Foto de Luis Filipe, retocada.

 

O então jovem Luis Filipe em traje de rigor carnavalesco, em Quelimane.

TURISTAS NO PARQUE DE CAMPISMO DA POLANA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Grato ao Magno Antunes.

 

Turistas da África do Sul no Parque de Campismo da Polana em Lourenço Marques, meados dos anos 50. A matrícula “TAL” indica que a viatura veio da cidade nortenha do então Transvaal, Pietersburg, actualmente rebaptizada de Polokwane. Entre meados de Dezembro e meados de Janeiro, a cidade era verdadeiramente invadida pelos “bifes”, geralmente famílias inteiras.

 

Fonte: The Lourenço Marques Guide, 1956.

A INAUGURAÇÃO DA FÁBRICA DE CERVEJA VICTORIA EM LOURENÇO MARQUES, 1934

E pouco depois, criou-se a cerveja Laurentina.

Notícia dando conta da construção da fábrica de cerveja Victoria, na Baixa de Lourenço Marques, final de 1933, prevendo a inauguração até ao final de 1934.

 

Fonte: Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Out-Dez de 1933, p. 45.

22/01/2018

O MONUMENTO A MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

A implantação de uma praça em frente à então futura sede da Câmara Municipal de Lourenço Marques, incluiu a ideia da colocação ali de uma estátua evocativa de Mouzinho de Albuquerque, o enigmático e previamente obscuro major que em 1895 galvanizou o então pequeno Reino de Portugal ao prender o Régulo Gungunhana e assim eliminar o perigo da fragmentação (pelo Reino Unido e o Império da Alemanha) da nascente colónia que se veio a transformar no que hoje é Moçambique.

 

O monumento a Mouzinho, na Praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 40.

Já em 1916 foi constituída uma comissão para se fazer uma estátua, que pelos vistos fez pouco ou nada durante quase vinte anos. Em 1928, só havia conseguido um terço dos fundos necessários para encomendar uma estátua e o resto dos fundos foi conseguido por uma doação de 45o contos do governo provincial em 1935.

O concurso da obra é ganho pelo projecto “África”, do arquitecto António do Couto e o escultor José Simões de Almeida (sobrinho).

Em 1936, realizou-se a cerimónia do lançamento da Primeira Pedra do monumento, que só viria a ser inaugurado com pompa no dia 28 de Dezembro de 1940, um Domingo e no dia do 45º aniversário da captura de Gungunhana por Mouzinho, em Chaimite.

Cito Gerheij: “A importância investida na Praça Mouzinho, a única praça que recebe a qualificação de “monumental”, é confirmada pela construção dos novos Paços do Concelho, prevista nela desde finais dos anos 20. Em 1931 decide-se levantar também aí a nova Catedral. Só a partir de 1935 os vários projectos vão ser implementados, devido,
porventura, à crise e à reestruturação administrativa das possessões ultramarinas destes anos. O Governo colonial completa o fundo para o monumento, enquanto a Câmara Municipal autoriza as obras da Catedral, concretizadas, com largo apoio estatal, em 1936-1944. O concurso camarário para os Paços do Concelho, em 1937-1939, é ganho pelo projecto de Carlos Santos, arquitecto português que vivera desde 1917 em São Paulo. O edifício é construído em 1940-1947. A praça é urbanizada em 1940, ano da inauguração do monumento, no âmbito do programa das comemorações centenárias deste ano. A Avenida Aguiar [mais tarde Avenida D. Luis e hoje Avenida Marechal Samora Machel] já fora prolongada e rectificada, passando a ligar directamente esta praça com a 7 de Março. Desta forma, monumento e palácio municipal rematavam uma avenida espaçosa que iniciava no Monumento a António Enes, criando um novo espaço público de referência do imaginário urbano que centralizava as sedes administrativa e religiosa à volta da figura equestre.”

Pouco antes da declaração formal da Independência de Moçambique, em Junho de 1975, o monumento foi demolido e a estátua equestre bem como os painéis laterais, foram colocados no núcleo museológico construído no local da antiga Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Praça 7 de Março, onde ainda se encontra.

Durante o segundo mandato de Armando Guebuza, terceiro presidente de Moçambique após a Independência, no espaço previamente ocupado pelo monumento, foi colocada uma estátua em homenagem ao primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel. A praça passou a designar-se Praça da Independência. Sendo que a declaração formal da independência foi declarada no antigo Estádio Salazar, na Machava, que até esta data nunca foi alvo de qualquer atenção quanto à solenidade do acto histórico ali ocorrido na noite de 24 para 25 de Junho de 1975.

Para mais detalhes, ver esta preciosidade do grande blogue com o nome errado, bem como o trabalho de Gerbert Verheij, a partir da página 34.

FOLHETO DO 2º ANIVERSÁRIO DA EXPANSÃO DO CASINO COSTA EM LOURENÇO MARQUES, 1944

Dados muito gentilmente facultados por Jaime Salgado, um perito em numismática de Moçambique que teve a feliz iniciativa de recolher estes recortes na sua pesquisa. Muito obrigado.

 

A fachada do Casino Costa na Rua Araújo em Lourenço Marques, Dezembro de 1944.

 

Texto inicial.

 

Texto P. 14. Infelizmente não consegui obter a Pág. 15.

 

Texto P.16. Parece sugerir que não houve dois casinos na Rua Araújo mas sim o Casino Belo encerrou e para esse espaço foi o Casino Costa.

 

Texto P. 17. Erasto e Marie Clarire viajaram para Lourenço Marques de Angola.

 

A artista Bebé Diamante.

 

Desenho dos artistas Van e Vanessi, que actuaram no Casino.

 

Interior do Casino.

 

Outro aspecto do Casino.

 

Ementa do evento comemorativo da reabertura e melhoramento das instalações do Casino, Sexta-feira, 22 de Dezembro de 1944, em plena II Guerra Mundial, o que era um luxo tendo em conta as carências alimentares na altura.

 

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal, L 131 85 // 8 V. A cópia da biblioteca está incompleta

21/01/2018

RUY ROQUE GAMEIRO, ESCULTOR DE MONUMENTO EM LOURENÇO MARQUES

Filed under: LM Praça Mac-Mahon, Ruy Roque Gameiro escultor — ABM @ 19:34

A estátua desenhada por Ruy Roque Gameiro, um escultor português.

Ruy Roque Gameiro concebeu a estátua que constitui ainda hoje o monumento a todos os que faleceram em Moçambique durante a I Guerra Mundial quando ainda tinha cerca de 25 anos de idade. Nascido em 1906, faleceria prematuramente, num acidente de viação, com 29 anos, em 18 de Agosto de 1935.

Para consultar um esboço biográfico deste notável artista, ler aqui.

A estátua, enquadrada na então já chamada Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques, directamente em frente à estação ferroviária da Cidade.

 

Ruy Roque Gameiro, aqui nos anos 30.

 

Roque Gameiro junto de um dos seus trabalhos.

 

A obra de Roque Gameiro, pouco antes de ser enviada para Moçambique. Foi inaugurada em Lourenço Marques no dia 11 de Novembro de 1935, 17 anos exactamente após a assinatura do Armistício que pôs fim ao terrível conflito e quase três meses após o falecimento do artista.

 

Cito, com alguma edição, do artigo de Joana Leitão Barros: “Em 1931, Roque Gameiro cria dois monumentos aos mortos da Primeira Guerra Mundial, um para Abrantes e o outro para a Cidade de Lourenço Marques. O trabalho de Abrantes é o primeiro da escultura portuguesa a ser fundido em cimento. “A ele se devem, em parte (…) os primeiros arrojos, as primeiras oposições à estátua de «pirueta», de rendilhado (…) assim como a cenografia de apoteose plástica género «mágica», — e o seu primeiro trabalho nesse sentido foi o sólido, o arrogante e sentidamente nacional monumento aos mortos da Grande Guerra, em Abrantes (…)”, afirma, em 1946, José Amaro Júnior. A escultura de Lourenço Marques, projectada em colaboração com o arquiteto Veloso Reis, foi exposta na Avenida da Liberdade, em Lisboa, em 1934, e entregue à capital moçambicana no ano seguinte.”

A CASA AVIÃO, DO ARQUITECTO PANCHO GUEDES, EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Filed under: Casa Avião Pancho Guedes LM, Pancho Guedes — ABM @ 19:01

A Casa Avião.

ALUNAS DO COLÉGIO BARROSO EM EXCURSÃO NA NAMAACHA, ANOS 60

Filed under: Alunas Colégio Barroso anos 60 — ABM @ 18:46

Fotografia de Dina Pires, retocada por mim.

 

As alunas do Colégio Barrroso posam durante uma excursão à Namaacha, anos 60.

 

A mesma fotografia, numerada. Se conhecer alguma das jovens, por favor escreva para aqui com os nomes.

19/01/2018

TOMÁS E CELESTE GOUVEIA: UM ESBOÇO BIOGRÁFICO

 

Celeste e Tomás Gouveia, aqui nos anos 90, em Cascais, Portugal.

 

Tomás Gouveia nasceu em Lourenço Marques, filho de João dos Santos Gouveia,  um português que estava a cumprir o serviço militar no Porto, de onde era oriundo, quando foi deportado para Moçambique juntamente com um regimento, na sequência duma suposta intentona militar em Portugal que terá envolvido aquele grupo. O seu regimento inteiro foi simples e sumariamente metido num barco em Lisboa uma noite, sem os soldados sequer saberem para onde iam. Acabaram todos na pequena capital da então colónia de Moçambique, Lourenço Marques, onde chegaram de barco umas semanas mais tarde.

Ali, casou com uma bela jovem de 15 anos, Augusta. Juntos, tiveram quatro filhos, três raparigas e um rapaz.

O rapaz era Tomás Gouveia.

Em Lourenço Marques, João dos Santos Gouveia era um perito marceneiro – mas em seguida especializou-se na mecânica de aviões, tendo sido o primeiro mecânico da Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique – a DETA.

Foi também entre os primeiros Sócios do Grupo Desportivo Lourenço Marques, fundado em 31 de Maio de 1921.

Tomás Gouveia fez a escola e o concluiu liceu em Lourenço Marques e, não havendo na altura qualquer instituição de ensino superior em Moçambique, foi para Coimbra e Porto para estudar engenharia civil. Na verdade tinha uma enorme paixão pela aviação e a sua ambição era ser piloto aviador. Mas o seu Pai, que na altura trabalhava na DETA, insisitu que se formasse em engenharia civil.

Em Coimbra, Tomás conhece a jovem Maria Celeste, que nascera no Alentejo, estava em Coimbra a estudar magistério primário e que na altura já estava noiva de um jovem macaense, que deixou para casar com Tomás, algum tempo mais tarde, na Igreja de Santa Cruz em Coimbra, a mesma onde estão sepultados os dois primeiros reis de Portugal.

Depois do curso concluído, viajaram para Moçambique, por barco, cerca de 1950, Celeste já grávida da primeira filha, Maria João.

Por coincidência, nessa viagem de barco, conheceram um então jovem oficial, o Tenente Botelho de Melo (meu Pai) que vinha dos Açores, a caminho de Macau e que ficaria durante três meses em Moçambique para recrutar e treinar a fornada seguinte de Soldados Landins, uma força militar moçambicana que operava em Macau. Uns oito anos mais tarde, o meu Pai decidiria ir viver para Moçambique.

Chegados a Lourenço Marques em 1950, Celeste e Tomás ficaram primeiro hospedados numa pensão. Viveram algum tempo em Vila Machado, junto da Serra da Gorongosa, onde Celeste deu aulas na escola primária local, enquanto que Tomás trabalhava em Vila Pery, que ficava ali perto. Em seguida Tomás foi trabalhar para a Machava, nos arredores de Lourenço Marques, enquanto que Celeste deu aulas em na escola primária de Vila Luísa (ou Marracuene), isto durante cerca de um ano. Celeste esteve ainda na Escola Primária Correia da Silva e Tomás na Escola Industrial e depois no Instituto Industrial de Lourenço Marques. A família vive brevemente no Bairro da COOP. Finalmente, em 1964, Celeste passou a dar aulas na Escola Primária Dona Berta Craveiro Lopes no Xipamanine, onde ficaria por mais que uma década e onde chegou a ser directora por um ano. A família passou a viver numa casa na Rua Dr. Almeida Ribeiro, na Maxaquene, atrás do Clube dos Lisboetas e perto da Pastelaria Pigalle. Era uma casa geminada, daquelas desenhadas pelo Arquitecto Pancho Guedes.

Para além do desporto, Tomás Gouveia cultivou um gosto refinado pela filatelia (deixou uma colecção incrível) e pelo xadrez, que jogava na Associação dos Naturais de Moçambique, cuja sede ficava situada na Avenida 24 de Julho, praticamente ao fundo da rua onde passou a viver a partir dos anos 60.

Tomás e Celeste Gouveia tiveram quatro filhas: Maria João, Dulce, Anabela e Lídia. Todas foram nadadoras no Grupo Desportivo Lourenço Marques, sendo que Dulce destacou-se como um expoente da natação de Moçambique e portuguesa. Mais tarde Dulce também jogou basquetebol com destaque.

Dulce Maria Miranda Gouveia. Filha nº2 de Tomás e Celeste Gouveia. Aqui mufana.

Com o Golpe de Estado e a Debandada iniciada em 1974, Celeste ficou ainda algum tempo em Moçambique, em que andou naquelas cenas ridículas que a Frelimo inventava de mandar toda a gente ir capinar no mato e varrer as ruas e ir a reuniões de indoctrinação ideológica e cantar hinos da Frelimo em vez de estar na escola a dar aulas e ensinar as crianças a ler, a escrever e a contar. Portanto em 1977  deixa Moçambique, transita para o quadro de adidos em Portugal e reforma-se aos 50 anos de idade. Tomás Gouveia ainda permanece mais algum tempo em Moçambique no âmbito duns daqueles contratos manhosos que o estado português e a Frelimo celebraram na altura, e vai viver para Portugal em 1980, ano em que se reformou. Ficaram a viver numa confortável casa em Cascais, com um gato e a sua gigantesca colecção de sêlos.

Tomás faleceu em Novembro de 2015 e Celeste em Setembro de 2016. Ambos tinham 91 anos de idade quando faleceram.

Dulce, Anabela e Maria João actualmente residem em Cascais. Lídia vive na Austrália.

Tomás Gouveia era um ávido adepto do desporto e um conhecido membro do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

Capa de Cartão de Sócio do Desportivo.

O projecto do campo de hóquei do Desportivo (que ainda existe, tendo entretanto sido convertido para a prática do basquet) foi da sua autoria. À data de 1971 tinha feito um ambicioso projecto de um novo e grande estádio de basquet para o Clube mas com o golpe militar de 25 de Abril de 74 e o que sucedeu em seguida, o projecto naturalmente nunca se veio a concretizar. Ficou numa parede do Clube, até hoje, a primeira pedra, evocativa dessa então grande ambição dos sócios do Clube.

A primeira pedra do grande pavilhão do Desportivo que nunca foi construído.

18/01/2018

FALECEU O SR. GOMES, FAZ-TUDO DO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES DURANTE 51 ANOS

Filed under: Gomes Faz Tudo do Desportivo — ABM @ 23:37

O Gomes, foto recente

Faleceu hoje (18 de Janeiro de 2018), em Maputo, o Sr. Gomes, que foi faz-tudo do Desportivo durante 51 anos.

Gomes Teodoro Matusse tinha 81 anos de idade. Enquanto nadador do Clube, convivi com ele entre os 7 e os 15 anos de idade, altura em que saí de Moçambique para continuar os meus estudos no currículo português, em Coimbra, acabando por não regressar a Moçambique. Muito me aturou ele nesses anos, pois basicamente ele estava sempre no Clube e eu passava lá a maior parte do meu tempo livre, quando não estava a dormir ou a estudar. Nas décadas seguintes, estive com ele várias vezes em Maputo, a última vez há dois anos. Tinha dificuldades económicas e alguns problemas de saúde. Testemunhou em pessoa as mudanças ocorridas no Clube desde os anos 60 até praticamente à sua morte, hoje. Surpreendentemente, lembrava-se com afecto dos nomes de todos os antigos sócios e atletas e perguntava-me o que era feito da minha família e das pessoas que frequentavam e que eram o Desportivo antes da Independência.

Foi mais uma luz do meu passado que se apagou.

06/11/2017

AMÁLIA RODRIGUES EM DIGRESSÃO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Fotografias de Júlio Costa, a quem muito agradeço, retocadas.

 

Numa recepção em Lourenço Marques, no dia da inauguração da Tertúlia Festa Brava, o Pai de Júlio Costa (de nome Júlio dos Santos Costa) , sócio Nº1 da Tertúlia, fala com a Diva, que havia convidado para o evento. O Júlio estima que a inauguração ocorreu em 1955-6.

 

Foto de grupo em Lourenço Marques com a Diva. O Pai de Júlio Costa está de chapéu e samarra, à direita. Entre ele e Amália está Manuel Gonçalves, um empresário. Na extrema esquerda pode-se ver o Fernando Pinheiro, que era um engolador, fazia as bandarilhas usadas em todas as corridas de touros em Lourenço Marques.

31/10/2017

O CARTÃO DA MOCIDADE PORTUGUESA DE FRANCISCO DUQUE MARTINHO EM LOURENÇO MARQUES, 1962

Fotografia de Francisco Duque Martinho, retocada.

 

Lá íamos Cantando e Rindo.

30/10/2017

EUSÉBIO, ANOS 60

Filed under: Eusébio 1960s — ABM @ 23:11

 

Inesquecível.

HOMEM EM QUELIMANE, ANOS 1940

Filed under: Homem em Quelimane anos 40, João Godinho Nadador — ABM @ 22:51

Fotografia do espólio de João Godinho, retocada.

 

Homem em Quelimane, anos 40. Não sei quem é mas estilo não lhe falta.

29/10/2017

ALEXANDRE QUINTANILHA E LOURENÇO MARQUES

Filed under: Alexandre Quintanilha cientista — ABM @ 13:16

Excerto de uma entrevista do cientista Alexandre Quintanilha (física teórica, temática em que se doutorou), que nasceu e cresceu em Lourenço Marques, feita por Luis Silvestre e publicada na revista Sábado em 6 de Agosto de 2015.

Alexandre Quintanilha aborda a sua infância e adloescência Coca-Cola.

 

(….)

Eu fui um mau aluno durante o liceu. Até ao equivalente ao actual 9º ano, eu só passava com nota 10. E no 10º ano tive um professor que fez um coisa extraordinária…

Foi o professor de Biologia, certo?

Sim. Era o professor Lacerda. Começou a falar sobre a fauna e a flora em África onde nós vivíamos. Até então só falávamos de Portugal continental, de macieiras, pereiras e cerejeiras, que eu nunca tinha visto. Eram árvores que não se viam em Moçambique. Havia papaeiras, mangueiras, bananeiras. Ele fez uma visita de estudo a um mangal, onde havia seres fantásticos, como peixes com pulmões e guelras. Foi nessa altura que a minha curiosidade deu um salto. E ao lado havia as barreiras de coral, na ilha da Inhaca.

Que idade tinha?

Tinha 14 ou 15 anos. Mas também tive um professor de física, que eu não percebi nada do que ele dizia.

Se a Física era a disciplina onde tinha mais dificuldade, porque foi essa a área que decidiu estudar na Universidade?

Não sei explicar, mas suspeito que era por ser a área onde havia mais mistério. E no século XX era a área onde havia mais avanços. No final do século XX foi a Biologia que se tornou mais fascinante para mim. Basta pensar que 99% do material genético do corpo humano, não é humano. Trata-se de vírus, fungos e outros microoganismos que transportamos e vivem em simbiose connosco. Somos um ecossistema ambulante.

O seu pai, Aurélio Quintanilha, era biólogo e foi um opositor de Salazar. Esta sua nova ligação à política, como cabeça de lista pelo PS no Porto, teve raízes na sua infância?

Eu ainda não sei se sou político. Aceitei um desafio de integrar um grupo com um pensamento e para os próximos quatro anos que faz muito mais sentido do que o que está a ser feito hoje. Eu tenho tido uma intervenção na política, na questão do aborto, na toxicodependência, na liberdade de cada um poder realizar-se da forma que escolhe foi algo que eu aprendi tanto do meu pai como da minha mãe.

A sua mãe era alemã…

Sim ela passou a sua juventude em Berlim nos anos 20. Nessa época era a capital do mundo, a nível científico e cultural. A minha mãe não teve educação universitária, trabalhava num grande armazém de roupa. Chamava-se Ludovica mas todos a conheciam por Luci. Foi lá que o meu pai a conheceu. Quando se mudaram para Moçambique, a minha mãe era a única mulher que ia ao café sozinha. Quando tinha cinco anos de idade quase ia morrendo porque queria saber como funcionavam as fichas eléctricas.

Esse espírito progressista foi influência dos seus pais?

Provavelmente. O meu pai foi um anarco-sindicalista no início do século XX. Foi perseguido por Salazar, mas também foi perseguido na época da I Guerra Mundial, ele era um pacifista e estava contra a guerra, teve de fugir para a Galiza e chegou mesmo a ser preso. Depois, na II Guerra Mundial alistou-se como voluntário no exército francês, quando já tinha cerca de 50 anos. Acabou por não combater porque a França assinou o armistício. Vivia em Paris, estava a trabalhar no Jardim Botânico da cidade. Ele acreditava que era preciso combater o nazismo.

Ele era professor catedrático em Coimbra e foi e expulso por Salazar, certo?

Sim, foi posto na rua por Salazar com mais nove colegas e o governo inglês soube disso e deu-lhe um bolsa de estudos para ir para onde quisesse. O meu pai escolheu Paris porque tinha lá três irmãos, todos casados com mulheres de nacionalidades diferentes. Só conheci um dos meus tios quando fui a Paris com 16 anos. Eu nasci muito tarde.

O seu pai já tinha filhos do primeiro casamento, não é?

Eu tinha duas meias-irmãs, quando nasci uma tinha 23 anos e outra tinha 20, e até já tinham filhos.

Teve contacto com essas meias-irmãs?

Muito pouco. Elas viviam em Lisboa e eu estava em Moçambique. Quando se separou da primeira mulher, o meu pai foi para Berlim e foi ele que ficou com a custódia das filhas. Mas depois elas ficaram em Portugal e tivemos pouco contacto.

A família do seu pai era do ramo Borges Coelho, muito tradicional e influente nos Açores. Ele era um rebelde?

Era a ovelha negra da família. O Vitorino Nemésio era muito amigo do meu pai. Houve amigos do meu pai por quem tive grande admiração. Adorava o sotaque do Nemésio, ficava horas a ouvi-lo, achava o sotaque açoreano lindíssimo. Outro foi o Flávio Resende, o primeiro director do Instituto Gulbenkian de Ciência. Quando tinha quatro anos, lembro-me da primeira mulher catedrática na Universidade de Amesterdão, de microbiologia, chamava-se Westerdick, era enorme e fumava cachimbo. Quando chegou a Lourenço Marques foi convidada para uma festa e fez uma cena extraordinária, toureou o presidente da câmara porque ele estava a defender as touradas. Na época era uma ousadia. Esta figura rebelde também faz parte do meu imaginário.

Na sua infância teve várias figuras marcantes?

Sobretudo o meu pai e a minha mãe. Em Moçambique, a minha mãe foi assistente técnica do meu pai.

Que outras memórias tem de África?

Todas as minhas férias eram passadas em Joanesburgo e na Cidade do Cabo. Tinha uma fauna e uma fauna espantosa, uma geografia fantástica.

Como era a vida em Lourenço Marques?

Durante a semana ia à escola e aos fins-de-semana íamos para o Clube Naval, onde eu ia nadar. Também jogava ténis.

Mas diz que nunca gostou muito de desporto, certo?

É verdade. Foi ver o Eusébio uma vez porque estava toda a gente a falar nele nessa altura, mas foi o único jogo de futebol que a que assisti em toda a minha vida. Cheguei a casa e disse ao meu pai que nem o Eusébio me conseguiu entusiasmar pelo futebol, acho que não vale a pena insistir. Mas gosto de ver basquetebol, se calhar por causa do Richard [Zimler], ele foi jogador na Universidade de Duke e ele fazia parte da equipa. Gosto de ténis feminino.

Fui muito bom nadador, em sprint ganhava a toda a gente no Liceu, mas não tinha muita resistência. Porquê ténis feminino?

Pela trajectória que teve ao longo dos anos. Foi uma coisa que ganhou presença sobretudo com a Martina Navratilova, a grande mulher que colocou este desporto na moda. Ela era muito generosa até com as adversárias. Cheguei a ter curiosidade pelo hóquei em patins. Além disso, fui muito bom nadador, em sprint ganhava a toda a gente no Liceu, mas não tinha muita resistência. Mas não pertenço a clubes, nunca gostei de rótulos.

Disse que era mau aluno na escola. Como reagiam os seus pais?

Nunca fizeram muita pressão. Quando chegou o professor Lacerda tive nota 10 no primeiro semestre, no segundo tive 14 e no último tive 19. O meu pai foi à escola ver se era engano, pensava que tinham colocado o algarismo “1” a mais [risos]. Mas os meus pais nunca fizeram pressão para eu ser o que quer que seja.

Que profissão sonhava vir a ter?

Percebi que a Biologia era fácil para mim, adorava Matemática e Geometria Descritiva. A Física era difícil. Quando fiz o exame de Geometria Descritiva no final do Liceu fui o único que tive nota 20 em todo o então Império português. Quando estava para entrar na faculdade pensei num curso que misturasse tudo isso e escolhi engenharia civil.

Foi estudar para Joanesburgo. Porquê?

Fui eu que escolhi. Falava bem inglês, a Universidade de Wits era a única que não tinha o Apartheid, tinha prestígio, já conhecia a cidade e ficava perto dos meus pais. Ainda fiz o primeiro ano de engenharia, mas percebi que o curso só tinha homens, nem uma única mulher. Eram tipos que jogavam rugby, bebiam cerveja, enfim… era um meio onde eu me sentia um extraterrestre. Pensei que não queria estar ali e decidi mudar para Física Teórica, porque tinha muita matemática e eu gostava muito. E era um curso que tinha 16 alunos com metade de rapazes e metade raparigas, com uma grande variedade étnica, que me agradava muito. Tinha ingleses, judeus, orientais e outro português além de mim… a minha primeira paixão foi uma rapariga oriental, chamava-se Shireen.

Foi a sua primeira namorada?

Sim. Eu apaixonava-me muito por caras. A família dela opôs-se ao nosso relacionamento, eram contra a mistura com europeus. Mais tarde, mandaram-na para Hong Kong para a separarem de mim. Os chineses na África do Sul, os chineses eram considerados “não brancos”. As minhas primeiras grandes paixões foram três com mulheres e três com homens.

O preconceito da família dela, afetou-o?

Sim. Senti o preconceito na pele. Ela também estava a estudar Física. Eu tinha um grupo de amigos muito chegado, era ela mais quatro rapazes. Tive paixões por três deles. A minha família era muito aberta e não me impunha barreiras. Foi um período em que eu estava a descobrir o que estava a sentir. Tive uma intimidade física e intelectual enorme com estas três pessoas, muito profunda. Todos vieram passar férias comigo a Lourenço Marques e foram muito bem recebidos pelos meus pais.

Tinha essa abertura em casa?

A minha mãe dizia que o mais importante era sermos felizes. Era muito afectuosa. Curioso, ela era uma alemã com espírito latino. O meu pai era mais reservado, um latino com espírito germânico, muito rigoroso e organizado. Lembro-me que ele não queria que eu passasse o sabão pela água, porque o diluía. Era muito poupado. Tinha horários rígidos e fazia ginástica todas as manhãs, até aos 90 anos. Era muito cuidadoso com a comida e o trabalho.

Apesar de ter duas meias-irmãs mais velhas, foi criado quase como filho único?

Totalmente. Mas isso não me afectou nada. Em Moçambique, as pessoas viviam muito fora de casa. Uma das coisas que me recordo é que no 3ºano do Liceu vim estudar para Lisboa e odiei. Fiquei em casa da minha tia, era muito frio e senti que estava num espaço fechado. Estudei no Liceu Pedro Nunes, gostei de alguns professores, mas só me queria ir embora por causa do frio que sentia em Portugal.

Como é que um mau aluno se transforma num cientista reconhecido?

Eu também não gostava muito de química. Mas gostava muito de outras disciplinas, como matemática e biologia.

(…)

 

A totalidade da excelente entrevista pode ser lida aqui.

VERÃO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Filed under: Verão em LM anos 50 — ABM @ 12:04

 

Quem podia dava um salto até à Namaacha.

JOSÉ PESSOA E COSTA NUM PICNIC NA NAMAACHA, ANOS 1950

Filed under: José Pessoa e Costa, Picnic na Namaacha anos 50 — ABM @ 11:53

Fotografia de Luis Filipe, do seu Pai, José Pessoa e Costa.

 

José Pessoa e Costa a matabichar na Namaacha, anos 50.

LEONOR MAIA, ACTRIZ DA DÉCADA DE 1940 E 50

Filed under: Leonor Maia actriz — ABM @ 11:44

Parte de uma resenha do Centro de Estudos Português, que editei.

Leonor Maia.

 

Leonor Maia, aliás Maria da Conceição de Vasconcelos, nasceu em 8  de Dezembro de 1926 em Lourenço Marques e faleceu a 3 de Abril de 2010 no Estoril, Portugal. Foi uma actriz.

Em 1940, durante as filmagens do filme Feitiço do Império, filme realizado em África, António Lopes Ribeiro conhece esta jovem e fica surpreendido com a sua beleza e simpatia. Pensa imediatamente em dar-lhe o papel de Fay Gordon, que acabou por ser desempenhado por Madalena Sotto. Convida-a a vir para a Metrópole para tentar a sorte no mundo do cinema. Maria da Conceição aceita o convite, vem para Lisboa e presta provas para o filme O Pai Tirano, o que agrada imediatamente. Adopta o nome artístico de Leonor Maia, mas o nome com que ficará para sempre conhecida será o de Tatão, papel que interpretava em O Pai Tirano. Protagonizou inúmeros filmes da década de quarenta, obtendo rasgados elogios da crítica e do público. O seu nome num cartaz era sinónimo de sucesso. Em 1948, ganha o prémio do Secretariado Nacional da Informação para a melhor actriz pelo seu papel no filme Serra Brava. Em 1953 é convidada para entrar num filme americano que iria ser filmado em Lisboa, Matar ou Morrer, realizado por Max Nosseck. Em 1954 retira-se da vida artística, casando com o coronel norte-americano James B. Pritchard. Viveu na Holanda, voltando após alguns anos a Portugal.

Fonte: ver aqui.

CARLOS QUEIROZ: UMA ENTREVISTA, 2015

Filed under: Carlos Queiroz Treinador de Futebol — ABM @ 11:26

Parte de uma entrevista concedida a Tiago Carrasco para a revista Sábado a 3 de Setembro de 2015.

Carlos Queiroz é treinador de futebol. Nasceu e cresceu em Moçambique.

Carlos Queiroz em Moçambique, anos 70.

 

Como nasceu a sua paixão pelo futebol?

Em Moçambique, lembro-me de ouvir com o meu pai os relatos do Artur Agostinho na Emissora Nacional. Sempre que gritava “remata”, havia uma interferência e ficávamos sem saber se tinha sido golo ou não. O nosso mundo girava entre a obrigação de ir à escola – e só ia porque os meus pais me forçavam -, e o futebol. Não havia mais nada para fazer. Não havia TV, pouco cinema, uns bailes mal organizados. Jogávamos de manhã, à tarde e à noite. Os que tiveram oportunidades encontraram um espaço para vir jogar para Portugal, outros, como eu, que era guarda-redes, ficaram pelo caminho. Mas não nos queixamos. Tivemos uma riqueza de espaços, de tempo e de afectos que não tem comparação. Eu nasci livre. Com 8, 9 anos, viajava para a praia sozinho, a uns 200 km de distância. Mas às vezes a liberdade também nos trama….

Porquê?

O meu único irmão, Rogério, com 14 anos, morreu num acidente de automóvel com mais três miúdos dentro do carro. Ele ia a conduzir. A esta distância, não é compreensível que quatro rapazes de 14 anos vão de automóvel para a praia. Mas, naquele tempo, com 12 anos já pegávamos nos volantes dos tractores nas machambas.

Como viveu aquele período da guerra pela independência de Moçambique?

Até aos 12 anos não saí de Nampula. Pensava que o mundo era só aquilo e Portugal era uma visão distante. A primeira vez que viajei foi quando fui operado em Joanesburgo e um familiar me levou de carro. Naquele tempo, era uma grande aventura. Eu vivia nas machambas e a minha vida sempre foi ligada aos negros. Jogava no Ferroviário, uma equipa em que a grande maioria era negra. Até aos meus 17 anos, havia uma sociedade de classes, em que a classe alta era predominantemente branca e a baixa era negra. Mas não havia conflitualidade. Na escola, podia haver segregação social, mas não racial ou religiosa. Lembro-me de, por exemplo, não me deixarem entrar no clube de ténis de Nacala, não por ser negro, mas por o meu pai não ser suficientemente rico para ser sócio.

Em 1975, viajou para Portugal. Como foi trocar essa vida livre por um regresso a um país que não conhecia?

Veja bem o que os nossos políticos fizeram. Chegaram ali, entre miúdos, velhos, trabalhadores e ignorantes e disseram: agora têm um mês para optar se querem ser portugueses ou moçambicanos. A minha mãe era nascida em Moçambique e o meu pai em Portugal. Ia escolher o quê? Mas a verdade é que os nossos revolucionários, o Mário Soares e tal, me obrigaram a fazer esta escolha, como se tivesse de dizer se gostava mais da minha mãe ou do meu pai. Quem lhes deu esse direito? Deus? Porque se hoje até os gays têm direito a casar, porque é que determinadas pessoas se acham no direito de me dizer que eu não sou moçambicano? Eu sou um africano de cor branca.

 

27/10/2017

“LOURENÇO MARQUES”, DE MALANGATANA, 1958

Filed under: Lourenço Marques Malangatana 1958, Malangatana — ABM @ 20:40

Pintura do espólio de Casa Comum, com vénia.

 

Lourenço Marques, da autoria de Malangatana, 1958. Parece ser parte da Praça 7 de Março e da Rua Consiglieri Pedroso.

26/10/2017

O LUIS E O TIO ANTERO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50.

Filed under: Luis Cardoso e Tio anos 50 — ABM @ 23:34

Fotografia de Luis Cardoso, retocada.

 

O Luis, mufaninha, com o seu Tio Antero, anos 60.

ALUNOS DO 5º ANO DO COLÉGIO PIO XII EM LOURENÇO MARQUES, 1960

Fotografia de José Amadeu Coelho, retocada. A fotografia é repetida e numerada, se algum dos Exmos. Leitores conhecer alguém, envie para aqui os nomes.

 

Os 27 jovens estudantes do 5º Ano do Colégio Pio XII em Lourenço Marques, ano lectivo 1960-61.

 

A mesma fotografia, numerada. Se conhecer alguém, envie para aqui uma mensagem com os dados que tiver.

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