THE DELAGOA BAY WORLD

12/05/2018

O MIRADOURO DE LISBOA E A PRAÇA 7 DE MARÇO EM lOURENÇO MARQUES, 1950

Grato ao Paulo Azevedo.

O Miradouro de Lisboa na Avenida dos Duques de Connaught em Lourenço Marques (actualmente Avenida Friedrich Engels, memorializando o pouco nefático inglês amigo e patrocinador de Karl Marx).

O longo processo de “monumentalização” da Baixa de Lourenço Marques na sua zona fundacional em redor da Praça 7 de Março (actualmente, designada como Praça 25 de Junho, memorializando a data que a Frelimo escolheu para formalizar a independência da colónia em relação a Portugal em 1975) a partir dos anos 40, e que arrancou com o projecto do Arquitecto Pancho Guedes para a criação dum núcleo museológico a partir das ruínas do antigo Presídio de Lourenço Marques, teve como consequência directa uma reconfiguração a meu ver algo infeliz no tecido social e comercial de então, pela gradual retirada do local de quase todos os restaurantes e kiosks que ali existiam e onde a população da cidade e visitantes conviviam. Mas as sucessivas vereações camarárias caminharam inexoravelmente nesse sentido, provocando, entre outras, a reacção que se pode ler em baixo, assinada por “Sócrates” e publicada no Lourenço Marques Guardian em 12 de Janeiro de 1950.

 

A Praça 7 de Março, durante a segunda década do Século XX, quando ainda se chamava Praça Mouzinho de Albuquerque. Era uma espécie de feira popular, cheia de restaurantes e kiosks, um coreto onde tocavam bandas aos sábados, dum lado o velho Teatro Gil Vicente, do outro o Varietá, hotéis, casinos, o porto e a estação de caminhos de ferro, uma considerável praça de táxis e quase todas as lojas da Cidade, tudo a menos de cinco minutos de distância a pé.

 

A Praça no início dos anos 1960, depois da Fase 1 da espectacular vassourada municipal. A seguir ainda viriam a descaracterização do edifício ainda chamado Casa Amarela, a alteração do que veio depois a ser a chancelaria da futura Universidade de Lourenço Marques, a demolição do Capitania Building (expondo a obra evocativa de Pancho Guedes) e, ao lado, a demolição do Varietá e da velha filial do Banco Nacional Ultramarino. Enfim.

 

O artigo de opinião publicado a 12 de Janeiro de 1950, reclamando a falta do convívio da antiga Praça 7 de Março e a necessidade de espaços alternativos para a Cidade. Numa profecia malograda, antecipava que, à falta de acomodação administrativa no Jardim Vasco da Gama (hoje Tunduru) o Miradouro de Lisboa seria uma alternativa para esse convívio, o que só parcialmente se concretizou. Muitas destas questões confrontam os actuais residentes, sendo que as actuais vereações em Maputo se têm entretido a “povoar” alegremente quase todos os espaços públicos de lazer da Cidade com restaurantes e lojas e lojinhas (para não mencionar a insólita implantação de nada menos que um balcão do Banco Standard em pleno Parque José Cabral, hoje designado “Parque dos Continuadores”, referindo-se não sei bem a quem) a meu ver destruindo quase por completo o seu propósito. 

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16/04/2018

LOURENÇO MARQUES VISTA DO AR, OUTUBRO DE 1933

O Ilustrado, 1 de Outubro de 1933,  Nº13, páginas 252-253.

1933. Em primeiro plano, a Av. Pinheiro Chagas já parcialmente constituída em duas faixas.

 

À esquerdo, o Aterro da Maxaquene, ainda “pelado”.

 

À direita, junto ao Aterro da Maxaquene, os campos de futebol do Desportivo, ainda no local onde mais tarde foi feita a sede e a piscina, e a seguir o campo de futebol do Sporting.

 

À direita, o Aterro da Maxaquene e as instalações do Desportivo e do Sporting.

 

18/03/2018

SOBREVOANDO LOURENÇO MARQUES NA POLANA, 1939

 

Vista aérea da Polana na zona onde estava implantado o Hotel Polana, 1939.

17/06/2016

O HOTEL POLANA E A POLANA EM LOURENÇO MARQUES, 1939

Esta foto faz parte de um conjunto de fotos aéreas tiradas na Cidade de Lourenço Marques aquando da visita do Presidente Óscar Carmona a Moçambique em 1939, mesmo antes do início da Segunda Guerra Mundial.

 

Vista aérea da Polana no local onde se situa o Hotel Polana, 1939. Ver as legendas em baixo.

Vista aérea da Polana no local onde se situa o Hotel Polana, 1939. Ver as legendas em baixo.

 

A= xxx

A= Observatório Campos Rodrigues, B= Estação Telegráfica sem fios, podendo-se ver as torres das antenas de cada lado do edifício, C= Parque José Cabral, actualmente Parque dos Continuadores, D= local onde mais tarde se fez a Avenida Massana de Amorim, hoje Avenida Mao Tsé-Tung, E= Avenida António Ennes, actualmente Av. Dr. Julius Nyerere, F= Avenida dos Duques de Connaught, actualmente Av. Friedrich Engels, G= Estrada do Caracol, H= Hotel Polana

05/03/2013

SARA CABRAL COM OS AMIGOS NO COURT DE TÉNIS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1930

Imensamente grato a José Luis Salema, neto materno de José Cabral (filho da sua filha Sara, retratada em baixo), que facultou a imagem em baixo, que cuidadosamente restaurei esta noite.

 

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Sara Cabral, terceira de pé a contar da direita, filha do então Governador-Geral de Moçambique, José Cabral, convivendo com amigos portugueses e sul-africanos num dos courts de ténis do (presumo) Jardim Vasco da Gama em Lourenço Marques, anos 1930.

10/03/2012

VISTA AÉREA DE LOURENÇO MARQUES, 1939

Fotografia tirada aquando da visita do então presidente Óscar Carmona a Lourenço Marques.

 

Nesta fotografia pode-se ver em baixo o Hotel Polana. Onde se vê logo a seguir o alinhamento das árvores é a Avenida António Enes (hoje Julius Nyerere). O quadrado arborizado mais acima é o Parque José Cabral (hoje Parque dos Continuadores). A Avenida Massano de Amorim, que ficaria mais à direita, ainda não existia. Na extrema esquerda, vê-se parte do Observatório Campos Rodrigues.

 

Uma vista geral de Lourenço Marques em 1939. Note-se que o eucaliptal na baixa ainda mal tinha sido plantado, e a cidade praticamente acabava junto do Hospital Central Miguel Bombarda. Na Catembe, praticamente não vivia ninguém. Na baixa e na Polana, não havia qualquer prédio.

23/02/2012

JOSÉ MADRONO AZEVEDO E PÓVOAS JUNTO DO PARQUE JOSÉ CABRAL EM LOURENÇO MARQUES, 1959

Muito grato ao Paulo Azevedo por disponibilizar esta fotografia do seu pai, José Madrono Azevedo.

 

Póvoas (alcunha derivada de ser da Póvoa do Varzim) e José Madrono de Azevedo na Rua Fernandes Tomás, junto ao Parque José Cabral, que se pode ver do lado esquerdo do passeio,1959. O Parque hoje tem o nome de Parque dos Continuadores.

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