THE DELAGOA BAY WORLD

22/07/2018

O TRIBUNAL ADMINISTRATIVO EM LOURENÇO MARQUES, 1974

Grato ao PPT e ao AHM pelas duas primeiras imagens.

Mandado edificar como residência para Gerard Pott junto ao Jardim Botânico de Lourenço Marques no início do Século XX (o futuro Jardim Vasco da Gama e agora Tunduru), muitos lhe chamam  Vila Jóia. Que eu saiba Pott nunca a usou plenamente e cerca de 1915 vendeu-a ao Governo Provincial, que a usou como um museu meio natural, meio etnográfico, até o transferir para o Museu Álvaro de Castro cerca de 1935. Depois foi usado como tribunal Administrativo. Penso que actualmente ali funciona o Tribunal Supremo de Moçambique.

O Tribunal Administrativo, 1974.

 

Outra imagem do Tribunal Administrativo.

 

O edifício na segunda década do Séc. XX, quando foi convertido em museu. Se o Exmo. Leitor prestar atenção, comparando a fachada original com a de 1974, vai reparar que a fachada original foi só meio completada. A casa de facto era muito mais modesta. Anos depois, alguém fez as obras que completaram a mansão. Esse “desequilíbrio” arquitectónico, como se pode ver na imagens seguintes, era escondido pelo ângulo com que se tiravam as fotografias.

 

Anos 20, quando era museu.

 

Artifactos na varanda principal, quando era museu, meados dos anos 20.

 

A fachada frontal, meados dos anos 20, postal da Colecção Rufino.

 

A maior parte do espólio do Museu Provincial foi transferida em 1935 para o Museu Álvaro de Castro (hoje, Museu de História Natural), que originalmente havia sido desenhado para ser uma escola primária. O resto foi transferido para o futuro Núcleo Museológico da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, concebido por Pancho Guedes a partir das ruínas da fortaleza, na década de 1940.

19/03/2018

VISTA GERAL DE LOURENÇO MARQUES NA PRIMEIRA DÉCADA DE 1900

 

Esta foto de parte de Lourenço Marques nos primeiros anos depois de 1900 tem algum interesse. Foi tirada mais ou menos do ponto de vista do actual Hotel Girassol na direcção Poente. A casa em frente é  Mansão construída pelo cônsul Pott junto ao então Jardim Botânico (mais tarde Jardim Vasco da Gama e actualmente Tunduru). A vegetação logo atrás é o Jardim Botânico. A chaminé alta ao fundo, segundo o dono do magnífico HousesofMaputo, é de uma central de produção de electricidade que havia mesmo atrás do Bazar de Lourenço Marques (da Compagnie de Géneràle d’Electricité, uma concessão francesa do serviço) , edifício que ainda me lembro de ali ver nos anos 60 (entretanto foi demolido recentemente e ali foi erguido um enorme edifício). Mais detalhes sobre essa central podem ser obtidos aqui. A seguir nota-se um enorme descampado, que são terrenos vagos e parcialmente despejados de terra que foi utilizada para os aterros feitos no pântano existente na linha onde ficou depois a Avenida da República (hoje 25 de Setembro) e ainda na zona do porto e na zona da Praça Mac-Mahon (hoje Praça dos Trabalhadores).

11/11/2012

A AVENIDA AUGUSTO CASTILHO E A RESIDÊNCIA DE POTT EM LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

A Avenida Augusto Castilho em Lourenço Marques, início do Século XX. À direita, a sumptuosa residência dO Cônsul Pott, depois Museu Provincial, tribunal e hoje assento do Tribunal Constitucional de Moçambique. No mato a seguir à casa fez-se o Jardim Vasco da Gama (mais tarde Tunduru). Por detrás do mato à esquerda fizeram-se anos mais tarde o Desportivo, a Câmara Municipal e ao fundo da rua do lado esquerdo o Prédio 33 Andares. Reparem que a praia começava onde hoje se situa o Hotel Tivoli.

 

A mesma casa de cima, aqui em meados dos anos 1920, num dos postais clássicos da Colecção Rufino. Nesta altura era o Museu Provincial, que mais tarde foi transferido para o Museu Álvaro de Castro (hoje o Museu de História Natural).

 

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