THE DELAGOA BAY WORLD

07/09/2017

DOM LUIS FILIPE DE PORTUGAL E A CIDADE DA BEIRA

 

Dom Luis Filipe de Bragança, o filho mais velho dos reis D. Carlos e D. Amélia. A Beira, então um ponto irrelevante mas estratégico na pantanosa e insalubre margem Norte do Rio Pungué, ficou destinada a ser o futuro ponto de acesso pelo mar para o centro da nascente colónia e para o então território da British South Africa Company de Cecil Rhodes, a Rhodésia. Em breve, teria um porto e uma linha férrea para o interior.

 

A Beira em 1891. Um buraco arenoso e pantanoso cheio de mosquitos e de malária.

 

Na fase inicial da Beira como povoado. Uma espelunca, tal, aliás, como Lourenço Marques, Inhambane, Tete, Porto Amélia e restantes Vilas e povoados, com a única excepção da pequena Ilha de Moçambique, mais a Norte. O que veio a ser Moçambique era então um imenso mato, ocupado por tribos que falavam línguas diferentes e a maioria das quais nem sabiam umas das outras e se guerreavam alegremente, com meia dúzia de intrépidos portugueses no meio. A consciência de “nação moçambicana”, uma importação europeia, levaria umas décadas a aparecer e mesmo assim apenas na classe mulata em e nos arredores de Lourenço Marques. Na inenarrável iniciativa de sub-aluguer de partes da então colónia a um punhado de “investidores estrangeiros” – ingleses, franceses, belgas e americanos- à Beira saiu-lhe na rifa passar a ser a sede da Companhia de Moçambique. Uma companhia majestática, com poderes do Estado delegados e licença para explorar tudo e todos. No fim, fez pouco porque não tinha dinheiro.

 

A implantação da linha de caminho de ferro para a Rhodésia do Sul. Para a Beira e o seu porto, era o “outro” negócio para além da Companhia de Moçambique. Na Cidade, os principais negócios eram ingleses e sul-africanos e mais depressa se falava inglês que português.

 

Como uma curiosidade, Luis Filipe de Bragança, a pessoa em honra de quem se deu o nome da Beira, visitou o local em 1907 (aqui vê-se a carruagem na qual deu uma voltinha pela então Vila), trazendo na sua bagagem a proclamação do Rei a elevar a Beira a Cidade. Um gesto simpático, se um pouco ousado.

 

Nas primeiras décadas do Seculo XX, a Beira era um agremiado de casas de madeira e zinco.

 

O brasão da Beira, na tradição das urbes portuguesas. Não sei qual o seu simbolismo.

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29/09/2012

VISTA DA CIDADE DA BEIRA, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Beira — ABM @ 15:12

 

 

Vista da Cidade da Beira, início do Século XX.

06/06/2012

A CIDADE DA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, Beira - Baixa — ABM @ 13:24

Praça na Cidade da Beira, anos 1960

31/03/2012

O BEIRA CLUB NA CIDADE DA BEIRA

Filed under: Beira — ABM @ 12:11

O Beira Club na cidade da Beira. Creio que o edifício foi restaurado há uns anos e é agora uma dependência do BIM.

28/03/2012

O LARGO CALDAS XAVIER NA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, Beira - Largo Caldas Xavier — ABM @ 18:54

O Largo Caldas Xavier na Beira.

16/03/2012

O PRIMEIRO AVIÃO A ATERRAR NA CIDADE DA BEIRA, 25 DE JANEIRO DE 1936

Cerca das 10:45 horas de um sábado, dia 25 de Janeiro de 1936, o primeiro de oito aviões do "Cruzeiro às Colónias" (que fez a volta Lisboa-Lourenço Marques-Lisboa) aterrou no campo de futebol do Sport Lisboa e Beira. Os aviões vinham de Tete. Em terra, com os seus capacetes coloniais, os beirenses de então acenavam.

Tudo indica que o primeiro avião aterrou na Beira na manhã do dia 25 de Janeiro de 1936. Fazia parte de um conjunto de pilotos portugueses e as suas máquinas (eram 8) que, provavelmente como parte da imagem que o então regime queria realçar do “Portugal pluricontinetal”, fizeram o que ficou conhecido como o “Cruzeiro das Colónias”.

Nesta viagem, saíram 8 aviões de Lisboa (aeródromo da Amadora) no dia 14 de Dezembro de 1935 e chegaram a Lourenço Marques a 29 de Janeiro de 1936. Já no regresso só saíram três dos oito aviões (o resto voltou de barco, no Paquete Colonial), tendo estes chegado a Lisboa no dia 8 de Abril de 1936.

A seguir, alguma documentação e fotografias alusivas à epopeia aérea e a paragem na Beira.

Para facilitar um pouco as coisas à equipa de pilotos que voou para Moçambique, Salazar fez aprovar este decreto, garantindo algum apoio logístico, não fossem os mesmos "afogados" em detalhes administrativos na sua passagem pelos então territórios sob administração portuguesa.

A Gazeta dos Caminhos de Ferro de 1 de Fevereiro de 1936, dando conta do percurso do "Cruzeiro às Colónias", página 1 de 2.

Página 2 de 2. Vejam o percurso com 24 etapas separadas, entre a Amadora e Lourenço Marques.

Duas semanas depois, a Gazeta dos Caminhos de Ferro (16 de Fevereiro de 1936) relata a partida de três dos originais oito pilotos de Lourenço Marques, na direcção de Lisboa.

25 de Janeiro de 1936: um dos aviões sobrevoando o campo de futebol do Sport Lisboa e Beira, antes de aterrar, a população da cidade na rua para ver o espectáculo.

O avião levando o Major Pinto da Cunha aterrando na Beira. Dos oito aviões, não sei exactamente qual foi o primeiro a aterrar na Beira.

Os aviões em terra na Beira (1).

Os aviões em terra (2).

Os aviões em terra (3).

Os aviões em terra (4).

Os aviões em terra (5). O Coronel Cifka Duarte examina os aparelhos. Para os Beirenses, o cenário era insólito.

Seis dos oito aviões alinhados no campo de futebol do Sport Lisboa e Beira.

Já no regresso de Lourenço Marques para Lisboa, um dos aviões é obrigado a voltar à Beira, quando já ia na direcção de Tete.

À chegada a Lisboa dos três pilotos (mais um suplente), concluindo o "Cruzeiro Aéreo às Colónias", dia 8 de Abril de 1936. Na imagem estão o Ministro da Guerra, O Governador Militar de Lisboa e Inspector-Geral da Aeronática, junto dos aviadores que fizeram a viagem de regresso, logo após a sua aterragem: Major Sérgio da Silva, Major Pinho da Cunha, Capitão Moreira Cardoso e Coronel Abílio Augusto Valdez de Passos e Sousa.

10/03/2012

A CIDADE DA BEIRA, ANOS 1940

Aspecto da Missão da Beira (Grémio dos Empregados da Companhia de Moçambique).

27/02/2012

A CIDADE DA BEIRA, ANOS 1950

Filed under: Beira, LUGARES — ABM @ 03:33

Beira, anos 1950. Preciso de ajuda a identificar o local...

22/02/2012

VISTA AÉREA DA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, LUGARES — ABM @ 00:15

Fotografia do Francisco Ivo.

Vista aérea da Beira, anos 1960. Como muito bem aponta o meu caríssimo Sr. Miguel de Paiva Couceiro, ao fundo à esquerda, pode-se ver a estrutura do Grande Hotel.

12/02/2012

CAÇADA PERTO DA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, Luis Medeiros (Beira), Nanato (Beira), Pedro Carmo — ABM @ 01:02

Fotografia de João Manuel Matos Fernando Carvalho, restaurada.

O Luis Medeiros, o Nanato e o Pedro Carmo. Num posto de controlo do Rally Internacional do ATCM, que se realizava na Beira.

11/02/2012

O PRÉDIO MEGAZA NA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, LUGARES — ABM @ 16:33

Fotografia do IICT, restaurada.

Preciso de uma ajudinha dos nossos “experts” para identificar esta imagem…

Prédio e praça na Beira. Preciso de ajuda a localizar esta imagem...

31/01/2012

VISTA AÉREA DA CIDADE DA BEIRA, 2010

Filed under: Beira, LUGARES — ABM @ 12:31

 

Vista aérea da cidade da Beira, 2010. Para ver a fotografia em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

29/01/2012

A LITA FAZ 4 ANOS DE IDADE NA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, Sandra Fernandes — ABM @ 23:40

Fotografia gentilmente cedida pela Sandra Fernandes, que cresceu com a família na Beira.

Dia de festa na casa da Sandra e da Lita, no dia do 4º aniversário da Lita. Na mesa, Fantas, Coca-Colas, Capilé, uma garrafa de 2M e o que parece uma garrafa de vinho do porto - e comida que não acaba. A família presente em peso. Da esquerda: em cima a Guida grande, em frente a ela a Lena, em baixo a seguir a Isabelinha, depois mais acima a Margarida Alves, a mãe Lili, pai Jorge, que tem o braço em cima do Pedro, que tem à frente a Lita (menina dos anos) e a Sandra, o João Pinhão, que tem à frente a Avó Conceição, a seguir o Zé Manel e por fim o avô Pinhão.

SANDRA FERNANDES COM A FAMÍLIA NA BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, Sandra Fernandes — ABM @ 23:23

Foto gentilmente cedida pela Sandra Fernandes, que cresceu na Beira.

 

Da equerda: Lili, as suas filhas Sandra e Lita e o marido Jorge. Fotografia tirada na Beira, anos 1960.

SANDRA E A LITA NA 1ª COMUNHÃO, BEIRA, ANOS 1960

Filed under: Beira, LUGARES, PESSOAS, Sandra Fernandes — ABM @ 22:51

Foto gentilmente cedida pela Sandra Fernandes, que cresceu na cidade da Beira.

 

A Sandra e a sua irmã Lita posam do dia da sua primeira comunhão.

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