THE DELAGOA BAY WORLD

12/09/2018

MACHIMBOMBO NA BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, 1961

 

Um machimbombo percorre a Avenida da República no cruzamento com a Avenida Dom Luís, 1961. Atrás, vêem-se o Standard Bank, a Casa Coimbra e o futuro BNU.

Anúncios

09/09/2018

CHÁVENA DE CHÁ DO KIOSK CHALET DE SIDERIS E MIHALETOS EM LOURENÇO MARQUES

Um Sr. está a vender a dita aqui por uma pequena fortuna. Eu fico a ver na montra.

 

A chávena que foi palmada do Chalet Kiosk há uns cem anos. Ao centro, o brasão de armas de Lourenço Marques, desenhado por Joaquim da Lapa, que tinha uma rua (continuação da Consiglieri Pedroso logo a seguir à Praça 7 de Março e o próprio Chalet Kiosk,) com o seu nome.

19/08/2018

BRASÃO DA VILA DE JOÃO BELO

Filed under: Brasão da Vila de João Belo, João Belo — ABM @ 00:32

Parte de uma colecção de sêlos com os brasões de cidades de Moçambique, penso que dos anos 60. 

João Belo é actualmente Xai-Xai, aliás, a designação original por que a localidade nunca deixou de ser conhecida.

João Belo  (Leiria, 27 de setembro de 1878 — Lisboa, 3 de janeiro de 1928) foi um distinto oficial português no tempo colonial.

 

O sêlo de vinte escudos com o brasão de João Belo.

17/08/2018

ASSINATURA DO CONTRATO PARA A CONSTRUÇÃO DE CABORA-BASSA, 1969

Capa de um conjunto de fotografias ilustrando a cerimónia da assinatura do contrato para a construção da barragem e central hidroeléctrica de Cabora Bassa (que agora os locais escrevem com “h”), 19 de Setembro de 1969. Na altura o Presidente do Conselho português era Marcelo Caetano, o Governador-Geral Baltasar Rebelo de Sousa, Eduardo Mondlane havia sido assassinado há sete meses e Samora, Marcelino e o Brigadeiro General Kaúlza de Arriaga prepararavam-se para tomar a Frelimo de assalto. E dois meses e meio antes dois norte-americanos pisavam a Lua.

Está à venda no sítio Bestleilões. Baratinho, ainda.

A capa.

“GRANDE TERRA, GRANDE GENTE”, DE BALTASAR REBELO DE SOUSA, 1969

Este é o título de uma colectânea de discursos e pronunciamentos da autoria do antigo Governador-Geral de Moçambique, no início do que se revelou um curto mandato, cheio de imagem e simbolismo mas também aparentando ter sido uma espécie de canto do cisne de um contexto pouco sustentável.

Curiosamente, a cópia em baixo està à venda, por leilão, aqui, e foi originalmente oferecida por Rebelo de Sousa (pai, aqui “Baltazar Rebello de Souza”) ao então ministro do Ultramar, Joaquim Silva Cunha. Nesta data, a licitação ainda vai nos 15 euros, o que me parece ser baixinho mas enfim.

 

A capa da colectânea.

 

A dedicatória a Joaquim Silva Cunha, 11 de Julho de 1969, ainda era Baltazar “GGM”(Governador-Geral de Moçambique).

14/08/2018

RÓTULO DA CERVEJA 2M OU MAC-MAHON

Filed under: Rótulo de Cerveja 2M — ABM @ 20:59

Apesar de a marca ainda existir e ser preferida se calhar por ser boa, para entender o significado do nome Mac-Mahon, ver aqui.

 

Rótulo de cerveja 2M, penso que posterior a 1975. Esta marca era a grande concorrente da Laurentina, apesar de eu nunca ter bebido nenhuma das duas.

HORÁRIO DA DETA, MAIO-JUNHO DE 1958

 

Horário da DETA, Maio-Junho de 1958, capa e contracapa.

 

Interior do folheto.

O LOGOTIPO DA DETA, ANOS 40

A DETA surgiu com a designação de Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

05/08/2018

CARTEIRA PROFISSIONAL DE MERGULHADOR DE MOÇAMBIQUE, 1963

Filed under: Carteira profssional de Mergulhador 1963 — ABM @ 18:26

 

Capa

 

Interior.

29/07/2018

O CR-MAH, AVIÃO DA AERO-COLONIAL, INAUGURADO EM LOURENÇO MARQUES, 1933

Recorte de O Ilustrado, suplemento do Notícias de Lourenço Marques, Nº17, 23 de Dezembro de 1933, pág. 338, documentando a entrada em serviço do CR-MAH, um avião, em Lourenço Marques.

 

XX

TAMPA DE FANTA LARANJADA DA COMPANHIA DE REFRIGERANTES MAC-MAHON

 

Tampa de uma Fanta Laranjada da Companhia de Cervejas e Refrigerantes Mac-Mahon. SARL.

O MACHIMBOMBO NÚMERO SETE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

 

 

O machimbombo da Carreira Nº7, entre a Baixa e o Xipamanine, estacionado na Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques, anos 60. No lado, um anúncio de geleiras, rádios e ar-condicionados da Paulino Santos Gil & Cia, Ldª.

22/07/2018

A VELHA SEDE DOS BOMBEIROS DE LOURENÇO MARQUES E O PRÉDIO DOS 33 ANDARES, 1965

Grato ao PPT e ao AHM.

 

A antiga Estação dos Bombeiros de Lourenço Marques, na esquina das Avenidas da República e Augusto Castilho, foto tirada no dia 18 de Dezembro de 1965, momentos antes de se iniciar a sua demolição. No mesmo local iniciou-se, pouco tempo depois, o trabalho das fundações do futuro Prédio dos 33 Andares, que levaram séculos a concluir, antes de se começar a fazer o edifício propriamente dito, pois a cota do nível freático da água nesta zona da Cidade é de quase 1 metro.

 

Ao fundo, o enorme anúncio iluminado dos Colchões Siesta, que acho que eram “made in Moçambique”. Quando nadava na piscina do Desportivo, ali ao lado, ao cair das noites, vi este anúncio a funcionar pelo menos um milhão de vezes.

21/07/2018

DELAGOA BAY E A POSTURA MUNICIPAL DE LOURENÇO MARQUES DE 1926

A dança das toponomias não foi um exclusivo do pós-independência de Moçambique. Talvez a mais famosa fosse mesmo a que respeitava ao pequenino Presídio de Lourenço Marques, a que os anglófonos, impenitentemente, designavam de Delagoa Bay, para irritação de alguns portugueses, que achavam ser sua a prerrogativa o que chamar às localidades nas terras que consideravam suas e que queriam assim homenagear o tal de navegador/comerciante sobre quem afinal ninguém aparenta saber praticamente nada.

Mercê dos eventos mais a Sul e a Oeste, o pequeno presídio, que era essencialmente habitado e utilizado por estrangeiros, entretanto evoluiu para Vila, Cidade, e a seguir capital provincial e epicentro de uma série de eventos que atraíram a atenção internacional, desde a decisão de Mac-Mahon em 24 de Julho de 1875, até ao escândalo do confisco da Concessão McMurdo, o Ultimato de 1890 e a seguir a segunda guerra Anglo-Boer. Invariavelmente, quando se falava de Lourenço Marques, a designação usada pelos estrangeiros era Delagoa Bay.

E até 1900, a língua portuguesa deveria ser a 6ª ou língua mais falada localmente, a seguir ao inglês, ao afrikaans, o ronga, o hindi e o shangana. E talvez o Suázi.

Capa de um jornal inglês, com um dos artigos da autoria de Winston Churchill, então um miúdo, a contar a então considerada “espectacular” história da sua fuga de uma prisão Boer em Pretória. Escrita à mão a caminho de Durban, de onde remeteu por telégrafo para Londres, foi uma verdadeira sensação entre o público britânico e lançou o futuro de Churchill. Ainda hoje, a sua fugaz passagem (por uma noite) na residência do cônsul britânico em Lourenço Marques, uma casa na esquina da rua onde fica a sede da Rádio Moçambique, e que hoje é a embaixada britânica na capital moçambicana, há uma tabuleta muito polidinha na parede a assinalar essa passagem. Nos seus textos, Churchill referia-se invariavelmente a Lourenço Marques como Delagoa Bay.

 

A Postura Municipal de Lourenço Marques sobre letreiros e tabuletas, aprovada em Agosto de 1926:

 

Início da Postura…….

 

…e o seus Artigos 23º e  24º.

10/07/2018

PASSAPORTE PORTUGUÊS EMITIDO EM LOURENÇO MARQUES, 1971

Filed under: Passaporte português de LM 1971 — ABM @ 23:21

 

Comparado com os países com quem Portugal tem relações diplomáticas em 2018, os países de validade deste passaporte de 1971 parecem quase uma anedota: era válido apenas para a África do Sul, Botswana, Suazilândia, Lesotho, Rodésia, Malawi, Espanha, França e Reino Unido. O preço de um passaporte também subiu um pouco entretanto.

 

Visto de entrada na África do Sul, obtido no Consulado em Lourenço Marques, por apenas um dia (hum, visita ao OK Bazar em Nelspruit?) – e carimbos da PIDE (oops – DGS) na fronteira.

TRÊS LOCOMOTIVAS DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

 

A locomotiva Nº82.

 

Locomotiva nos estaleiros em Lourenço Marques.

 

Locomotiva pronta a viajar.

17/05/2018

PÁGINA COM IMAGENS DE QUELIMANE, NOVEMBRO DE 1933

Copiado d’O Ilustrado, suplemento do Notícias de Lourenço Marques, Nº15, 1 de Novembro de 1933, pág. 286.

Como parte do seu tratamento editorial, a revista publicou páginas com imagens e notícias de partes específicas de Moçambique. Neste caso, Quelimane.

16/05/2018

O PLANO DE URBANIZAÇÃO DA CIDADE DA BEIRA, 1943

Imensamente grato ao Luiz A Portugal Deveza, que enviou esta informação.

A seguir, a planta do Projeto de Urbanização da Cidade da Beira, desenvolvido e desenhado pela Sociedade Portuguesa de Fomento, sob os auspícios do Arquitecto José Porto, em 1943.

Presumo, que, para quem conhece e conheceu a Beira, pode ser de grande interesse.

O Projeto de Urbanização da Cidade da Beira, 1943. Em baixo seguem detalhes desta imagem, que me chegou em altíssima resolução (11 megabytes) e que tive que reduzir para caber aqui.

 

Foto B – detalhe da Foto A

 

Foto C – lado esquerdo da Foto B

 

Foto D – lado direito da Foto B

14/05/2018

O AUTOMOBILISMO EM MOÇAMBIQUE, ESTATÍSTICA DE 1931

Filed under: Automóveis em Moç em 1931 — ABM @ 21:38

Alguns dados estatísticos curiosos sobre as viaturas automóveis que circulavam em Moçambique no final de 1931.

 

Em 1931 como hoje, Moçambique é, maioritariamente, a capital.

 

Fonte: Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro, Nº3, Dez.1932, pág. 28.

12/05/2018

O MIRADOURO DE LISBOA E A PRAÇA 7 DE MARÇO EM lOURENÇO MARQUES, 1950

Grato ao Paulo Azevedo.

O Miradouro de Lisboa na Avenida dos Duques de Connaught em Lourenço Marques (actualmente Avenida Friedrich Engels, memorializando o pouco nefático inglês amigo e patrocinador de Karl Marx).

O longo processo de “monumentalização” da Baixa de Lourenço Marques na sua zona fundacional em redor da Praça 7 de Março (actualmente, designada como Praça 25 de Junho, memorializando a data que a Frelimo escolheu para formalizar a independência da colónia em relação a Portugal em 1975) a partir dos anos 40, e que arrancou com o projecto do Arquitecto Pancho Guedes para a criação dum núcleo museológico a partir das ruínas do antigo Presídio de Lourenço Marques, teve como consequência directa uma reconfiguração a meu ver algo infeliz no tecido social e comercial de então, pela gradual retirada do local de quase todos os restaurantes e kiosks que ali existiam e onde a população da cidade e visitantes conviviam. Mas as sucessivas vereações camarárias caminharam inexoravelmente nesse sentido, provocando, entre outras, a reacção que se pode ler em baixo, assinada por “Sócrates” e publicada no Lourenço Marques Guardian em 12 de Janeiro de 1950.

 

A Praça 7 de Março, durante a segunda década do Século XX, quando ainda se chamava Praça Mouzinho de Albuquerque. Era uma espécie de feira popular, cheia de restaurantes e kiosks, um coreto onde tocavam bandas aos sábados, dum lado o velho Teatro Gil Vicente, do outro o Varietá, hotéis, casinos, o porto e a estação de caminhos de ferro, uma considerável praça de táxis e quase todas as lojas da Cidade, tudo a menos de cinco minutos de distância a pé.

 

A Praça no início dos anos 1960, depois da Fase 1 da espectacular vassourada municipal. A seguir ainda viriam a descaracterização do edifício ainda chamado Casa Amarela, a alteração do que veio depois a ser a chancelaria da futura Universidade de Lourenço Marques, a demolição do Capitania Building (expondo a obra evocativa de Pancho Guedes) e, ao lado, a demolição do Varietá e da velha filial do Banco Nacional Ultramarino. Enfim.

 

O artigo de opinião publicado a 12 de Janeiro de 1950, reclamando a falta do convívio da antiga Praça 7 de Março e a necessidade de espaços alternativos para a Cidade. Numa profecia malograda, antecipava que, à falta de acomodação administrativa no Jardim Vasco da Gama (hoje Tunduru) o Miradouro de Lisboa seria uma alternativa para esse convívio, o que só parcialmente se concretizou. Muitas destas questões confrontam os actuais residentes, sendo que as actuais vereações em Maputo se têm entretido a “povoar” alegremente quase todos os espaços públicos de lazer da Cidade com restaurantes e lojas e lojinhas (para não mencionar a insólita implantação de nada menos que um balcão do Banco Standard em pleno Parque José Cabral, hoje designado “Parque dos Continuadores”, referindo-se não sei bem a quem) a meu ver destruindo quase por completo o seu propósito. 

21/04/2018

LOURENÇO MARQUES, EM FILME, 1929

Filed under: Lourenço Marques em filme 1929 — ABM @ 02:28

Documentário com a duração de 12 minutos, realizado por Fernandes Tomaz e pela Brigada Cinematográfica Portuguesa em 1929. O filme foi restaurado e está à guarda da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, que lhe meteu um irritante contador de tempo na imagem e uma batucada que é de bradar aos céus. Mas dá para ver como era.

 

18/04/2018

DRAGANDO O CAIS DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉC. XX

Filed under: Draga no porto de KM 1900, LM Cais - Porto — ABM @ 20:15

Postal da Casa de A W Bayly.

O cai de Lourenço Marques em construção à direita, enquanto a draga retirava as areias ao lado.

15/04/2018

O ESPECTÁCULO DE WALTER DEAVES NO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, ABRIL DE 1910

Grato ao Paulo Azevedo.

 

Anúncio de um espectáculo de marionetes no Varietá pelo então mundialmente conhecido o americano Walter Deaves, no Lourenço Marques Guardian, Abril de 1910 (creio). Aproveitando o Varietá para badalar a patinagem e ainda um jogo de futebol.

 

Imagem de alguns dos artefactos usados pela equipa do norte-americano Walter E Deaves, actualmente depositados no Detroit Institute of Arts, 2000. Foto de Dirk Bakker e de Robert Hensleigh.

Palhaço.

 

Palhaço com bolas.

PRIMEIROS VOOS ENTRE LOURENÇO MARQUES E LISBOA EM BOEING 747, JUNHO DE 1973

Naquele domingo, tinha eu 13 anos, fui sozinho, descalço e de bicicleta, desde a Polana até ao Aeroporto, assistir à chegada do Boeing 747 e ao vôo de demonstração. Mais do que valeu a pena.

Um ano e oito meses depois, deixei Lourenço Marques, rumo a Lisboa, num Boeing 747, como parte da Grande Debandada dos brancos.

 

1º Voo Lisboa-Lourenço Marques, Domingo, 3 de Junho de 1973.

 

1º Voo Lourenço Marques-Lisboa, Segunda-feira, 4 de Junho de 1973.

 

Recorte de jornal relatando a chegada do Boeing 747 a Lourenço Marques, copiado do grande blog Voando em Moçambique.

14/04/2018

O LICEU SALAZAR EM LOURENÇO MARQUES EM CONSTRUÇÃO, ANOS 40

Imagem de Luis Filipe, tirada pelo seu Pai.

 

O Liceu Salazar em construção na Polana, em Lourenço Marques. A empreitada foi perturbada pelos eventos da II Guerra Mundial. Em frente, o Parque Silva Pereira, que será reduzido significativamente nos anos 60 para se preparar uma avenida que ligaria a Praça das Descobertas com a Baixa (e que nunca foi construída).

Older Posts »

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: