THE DELAGOA BAY WORLD

19/06/2020

ANÚNCIO DA ÁGUA DA NAMAACHA

Imagem de Manuel Terra, retocada por mim a partir de uma versão meio delapidada que apareceu num seu texto no enorme Big Slam de ontem, 18 de Junho de 2020.

A Empresa das Águas de Montemor, SARL, foi o primeiro fabricante de refrigerantes em Moçambique.

 

Anúncio publicitária da Água da Namaacha, comercializado pela Empresa das Águas de Montemor.

19/05/2020

PAPEL DE CARTA DA SIMAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada, gentilmente enviada por Luis Machiné Silva, bisneto (por via do Avô, Luigi) e da Mãe (Tininha, vivinha da Silva e a viver em Lisboa) do Fundador desta empresa, que emigrou da Itália (Nápoles) para Moçambique. A SIMAL, eventualmente concessionária da Datsun e da Nissan, ficava situada na Avenida da República (hoje Avenida 25 de Setembro), em frente à Casa Coimbra (agora o novo edifício do Banco de Moçambique).

 

Papel timbrado da SIMAL; com uns rabsicos feitos pelo Betuca Machiné, Tio do Luis Machiné Silva.

16/05/2020

FOLHETO DE BORDO DA DETA, VÔO UMTALI-BEIRA, MAIO DE 1968

Grato ao Exmo. Sennhor Joaquim Freire, dono deste blogue, imagens retocadas.

Folheto de Bordo para circulação entre os passageiros, indicando os nomes da tripulação, o percurso e outros detalhes do vôo TM-282 entre o aeródromo da pequena cidade fronteiriça rodesiana de Umtali (hoje Mutare) e a Beira.

Capa, indicando o número do vôo e a data – 6 de Maio de 1968 (uma segunda-feira).

Contracapa, com pedido para os passageiros circularem o folheto.

Interior do folheto, mencionando:  Luis Branco, Comandante; E. Fragoso, Co-Piloto; A.Viegas, Mecânico-Rádio; Maria Adelaide, Hospedeira de Bordo; duração do vôo: 37 minutos, Partida às 15 horas e chegada às 15:40 horas.

Mapa aeronáutico mostrando o percurso entre Umtali e a Beira. Umtali fica a quase 2 mil metros de altitude e a cerca de 250 kms de distância da Beira em linha recta.

O CR-AIC, “Quelimane” fez este võo. Um Fokker-27. Ver mais aqui.

Placa assinalando a entrada na pequena cidade fronteiriça de Umtali.

 

05/05/2020

CHÁVENA DE CAFÉ DA MERCEARIA LEMOS EM LOURENÇO MARQUES

Imagem retocada.

Hoje, o J Mário, no pequeno blogue Chávenas e Companhias publicou esta imagem de uma chávena de café pelos vistos oferecida pela Mercearia Lemos na Baixa de Lourenço Marques (Rua Dr. Salazar, Nº49. Acho que era depois a Rua da Mesquita na Baixa). O Fernando Simões diz-me que ficava mesmo em frente à Mesquita Velha da Baixa.

Quando eu crescia em Lourenço Marques nos anos 60 (nasci em 1960) a maior parte dos citadinos, brancos e pretos, fazia as suas compras em bancas nos mercados e nos bazares, nos talhos e nas peixarias – e em mercearias, em que ainda se atendia as pessoas individualmente, em bancas de madeira. Quase não havia nada congelado nem comidas preparadas, quase tudo era comidas secas ou fresca, desde bacalhau e farinha até alfaces e latas de azeite. Mas vendiam muito mais: cigarros Havana ao cigarro (com uma pinga de cachaça, para quem quisesse), petróleo para os candeeiros e os fogareiros, todo o tipo de especiarias, berlindes (eu era cliente frequente dos berlindes), choingas, etc etc etc.  Mas no final dos anos 60 alguns empresários começaram a tentar imitar o que se passava no resto do mundo e começaram a aparecer na Cidade primeiro os mini-mercados, depois o supermercado Montegiro na Av. António Ennes e pouco depois o primeiro centro Comercial, o Man Kay. Até 1975 todos concorriam alegremente e todos pareciam aguentar-se. Eu gostava particularmente do Bazar na Baixa, do Mercado do Xipamanine, e aquelas lojas indianas todas ao lado umas das outras na Baixa entre o Bazar e as Fábricas Reunidas.

 

Chávena oferecida aos Clientes pela Mercearia Lemos em Lourenço Marques.

25/04/2020

BILHETE DE TRAMWAY ELÉCTRICO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 20

Filed under: Bilhetes dos Eléctricos de LM — ABM @ 21:39

Imagem retocada.

A Tramways Eléctricos de Lourenço Marques existiu durante trinta e tal anos e era propriedade de um conglomerado britânico que durante décadas era quase dono dos serviços na cidade. No fim, os britânicos não queriam investir mais, os serviços degradaram-se e foi brevemente substituída por uma empresa de machimbombos privada de Paulino dos Santos Gil (na altura um dos senão o homem mais rico de Moçambique) e pouco depois pelos Serviços Municipalizados de Viação (SMV) que durou até depois da Independência.

 

Bilhete de 3 Zonas da Tramways Electricos de Lourenço Marques.

 

O mesmo bilhete, de pé.

22/04/2020

COMBOIO DEIXA LOURENÇO MARQUES PARA O TRANSVAAL, ANOS 1920

Imagem retocada.

 

Comboio a deixar Lourenço Marques, com destino ao Transvaal.

 

Locomotiva de uma das classes Santa Fe dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, construída nos Estados Unidos da América pela lendária Baldwin Locomotive Works.

ISQUEIRO COM A MARCA DA CERVEJA 2M, ANOS 1960

Foto gentilmente cedida por Jorge de Matos Gomes e retocada.

A 2M, surgida cerca de 1962, e feita na Fábrica Mac-Mahon, foi uma tentativa das Cervejas de Moçambique de destronar o reinado incontestado da Laurentina, criada trinta anos antes em Lourenço Marques, pela mão de George Cretikos, que criou, entre o campo do Ferroviário e a Praça Mac-Mahon, a Fábrica Victoria. Ambas empresas cervejeiras foram nacionalizadas sob a Cervejas de Moçambique (empresa detida pelo estado) após Moçambique passar para o comunismo em 1975. Como no resto do país, e como seria de esperar, aquilo andou tudo aos tombos durante esta fase. Vinte anos depois, o governo, agora convertido ao capitalismo, criou a Cervejas de Moçambique, SARL e pouco depois vendeu as empresas (o que restava delas) ao conglomerado cervejeiro Castel, que a vendeu em 2002 ao conglomerado South African Breweries. Em 2020, as duas marcas ainda são as principais cervejas comercializadas em Moçambique.

Enfim.

Isqueiro com a marca da cerveja 2M, anos 60.

 

 

18/04/2020

CARTAZ TURÍSTICO DE LOURENÇO MARQUES, 1934

Filed under: Cartaz turístico de LM 1934 — ABM @ 01:16

Imagem retocada.

O cartaz, em estilo art deco, dirigia-se ao mercado sul-africano, mostrando, de forma estilizada, a Praia da Polana e o Pavilhão de Chá da Polana. Por esta altura, Lourenço Marques era um destino preferido dos sul-africanos (brancos).

 

Cartaz turístico de Lourenço Marques, 1934. Não sei quem era f.f. A frase diz qualquer coisa como “dê um mergulho até Lourenço Marques”.

08/04/2020

MENU DO MATABICHO DO HOTEL SAVOY NA BEIRA, 1935

Imagens retocadas, do menu para o matabicho do hotel no dia 7 de Agosto de 1935, uma quarta-feira.

 

1

 

2

03/04/2020

TAMPA DE CERVEJA 2M, ANOS 60

Filed under: Tampa de Cerveja 2M — ABM @ 18:45

Imagem retocada.

A 2M era uma marca das Fábricas Reunidas.

Mac-Mahon era o Presidente da França que decidiu em favor de Portugal (contra o Reino Unido) o direito à posse dos territórios a Sul de Lourenço Marques, por decisão de arbitragem proferida a 24 de Julho de 1875. Não sei quem teve a ideia de colocar o seu nome numa cerveja.

29/03/2020

CARTAZ DA LM RADIO EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Filed under: Cartaz da LM Radio 1973, LM Radio — ABM @ 23:57

Imagem retocada.

 

A LM Radio era um projecto do Rádio Clube de Moçambique que emitia em línguas inglesa e afrikaans para a África do Sul e cuja programação consistia em música pop e rock.

PASTA DE DENTES DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1910

Naqueles tempos, os farmacêuticos literalmente fabricavam os produtos na loja, desde medicamentos a…. pasta dentrífica. Aqui, uma caixa de pasta dentrífica da Casa de Nobreza e Barbosa em Lourenço Marques.

28/08/2019

ANÚNCIO DA LM RADIO NA IMPRENSA SUL-AFRICANA, 28 DE JULHO DE 1963

Imagens retocadas.

Este anúncio foi publicado como inserção publicitária nas edições de Domingo, 28 de Julho de 1963, dos jornais sul-africanos Sunday Times, Sunday Tribune, Cape Argus, Evening Post, Dagbreek, Volksblad e Die Burger.

Aconteceu numa era em que o meio de comunicação mais importante em África era a rádio.

Na África do Sul naquela altura, as estações de rádio estavam proibidas de transmitir música rock e popular aos domingos, o que constituia um verdadeiro “bloqueio”, especialmente para as camadas mais jovens da população.

Penso que a ideia lá era que as pessoas aos fins de semana eram supostas ir à missa e ficar em casa a tomar conta do jardim. Regra geral, nem sequer havia eventos desportivos organizados.

Esse bloqueio era estrondosa e efectivamente furado a partir de Lourenço Marques pela LM Radio, situada fora da alçada do governo sul-africano e que dessa forma praticamente mantinha um monopólio deste tipo de música, e que transmitia em onda curta e média para aquele mercado, nas línguas inglesa e afrikaans (exceptuando o callsign em português, ao topo de cada hora, que nenhum sul-africano entendia mas que todos conheciam: “aqui Portugal Moçambique fala o Rádio Clube em Lourenço Marques, transmitindo em ondas curtas e médias”):

E havia ainda o seu hino, nos anos 60, Have a Happy Day:

A estação era enormemente popular e rentável, em ambos os lados da fronteira, especialmente a partir do cair da noite, quando o alcance das emissões feitas a partir das antenas do Rádio Clube de Moçambique na Matola aumentava e se podia escutar a emissão em ondas curta e média até na Cidade do Cabo.

Para além de uma gigantesca audiência quase cativa, que trazia receitas consideráveis da publicidade, a LM Radio era o veículo ideial para promover artistas e bandas de música e alimentar as receitas com a venda de discos na África do Sul.

A aura que a estação LM Radio tinha reflectia-se favoravelmente na Cidade e em Moçambique, que era vista pelos sul-africanos (invariavelmente, brancos) como um dos destinos de férias mais desejáveis, dentro dos seus orçamentos. Anualmente, especialmente na época de Natal, a região entre Lourenço Marques e Inhambane era verdadeiramente invadida por visitantes sul-africanos, que os habitantes da Cidade, informalmente, chamavam, a eles, “bifes” e a elas “bifas” ou “bifetecas”.

Retrospectivamente, é curioso isto tudo acontecer numa altura em que o regime português, ainda sob a alçada do incontornável Dr. Salazar, estava sob forte contestação, a oposição nacionalista moçambicana em constituição, o mesmo acontecendo na África do Sul, sob o apartheid e Hendrik Verwoerd, o Dr. Mandela tendo acabado de ser condenado por terrorismo. E enquanto tudo isso decorria, todos os jovens dançavam alegremente por cima de um vulcão, alheios a quase tudo e todos.

Ao som da grande LM Radio.

19/08/2019

BANDEIRA DO CENTRO DE INSTRUÇÃO DE INFANTARIA DE BOANE, DÉCADA DE 1960

Filed under: ABM, Bandeira do CII de Boane 1960s — ABM @ 20:07

Imagem retocada.

Boane era uma vila muito pacata situada a cerca de 30 quilómetros de Lourenço Marques, no extremo Noroeste do Vale do Umbelúzi, por onde antigamente se fazia o percurso entre Lourenço Marques e as fronteiras sul-africana e da Suazilândia. À saída da Vila na direcção das fronteiras. do lado direito, situava-se uma instalação militar portuguesa onde muitos portugueses e moçambicanos fizeram a recruta e prestaram o serviço militar obrigatório. Creio que ainda hoje a instalação é utilizada pelas forças armadas de Moçambique.

Boane tem ainda a relevância (pessoal) de ter sido o local onde segundo as minhas contas eu fui concebido, pois os meus Pais, acabados de sair de Macau, estavam lá a viver nove meses antes de eu ter nascido em Lourenço Marques, no final de Janeiro de 1960.

Bandeira do CII de Boane. Segundo o Exmo. Leitor Matos Gomes, o lema latim inscrito, Ad Augusta per Angusta  significa “Para os picos por caminhos estreitos”.

16/08/2019

FOLHETO DO CASINO BELLO EM LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1930

Filed under: Casino Belo LM, Folheto do Casino Bello em LM — ABM @ 19:32

Imagens retocadas.

 

1- Capa e verso

 

2 – Interior. Isto parece ser uma cábula para quem joga a roleta.

09/08/2019

RECIBO DE PAGAMENTO DE IMPOSTO, LOURENÇO MARQUES, 1974

Filed under: Recibo de Imposto Geral Mínimo 1974 — ABM @ 21:58

xxxx

 

Recibo de pagamento de Imposto Geral Mínimo, 1974: 470$00 (quatrocentos e setenta escudos).

15/07/2019

O CR-ACT “INCOMÁTI” EM ANTÓNIO ENNES, 1954

Imagem retocada.

A cidade moçambicana de António Enes foi antes e voltou, depois, a chamar-se Angoche.

O Incomáti na pista de António Ennes.

10/07/2019

ESBOÇO DE ANÚNCIO DA FÁBRICA DE CERVEJAS REUNIDAS EM LOURENÇO MARQUES, 1940

Imagem retocada, de um esboço publicitário a lápis, para publicar em revistas e jornais, alusivo aos oito séculos da fundação de Portugal (1140-1940), encomendado pela empresa, «Fábricas de Cerveja de Lourenço Marques». Idealizado e criado por António Cruz Caldas.

 

O esboço. Uma espécie de Leni Riefenstahl à portuguesa. Não sei se o esboço foi usado.

07/07/2019

SÊLO DE PEIXE DE MOÇAMBIQUE, 1952

Filed under: Sêlo de Peixe 1952 — ABM @ 16:11

Imagem retocada.

Os anos 50 parecem-me ter sido anos de ouro da filatelia de Moçambique, com a produção de obras de arte como a que se vê aqui.

O postal e o sêlo de um dos peixes da colecção de peixes tropicais de Moçambique, 1952.

21/05/2019

ETIQUETA DE BAGAGEM DA DETA

Imagem retocada.

Para mais detalhes, ler aqui.

 

Etiqueta de bagagem da DETA. A DETA – Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos dos Caminhos de Ferro de Moçambique – foi a primeira companhia aérea portuguesa a realizar vôos regulares, em meados da década de 1930 (26 de Agosto de 1936). No início da década de 1970 alterou a designação para DETA – Linhas Aéreas de Moçambique. Após a independência, a sua designação evoluiu para LAM -Linhas Aéreas de Moçambique. Actualmente a empresa de capitais maioritariamente públicos com cerca de 3 aviões delapidados e 700 empregados está (completamente) falida e existe a expectativa de ser extinta, a não ser que o João Jorge faça um milagre.

16/05/2019

O PRIMEIRO VÔO DIRECTO TAP A JACTO ENTRE LISBOA E LOURENÇO MARQUES, 1 DE JUNHO DE 1970

Recortado da Revista da InterTAP, Ano IX, Nº29 (Abril-Junho de 1970), pp. 5 e 16.

Para mais eventos da TAP e Moçambique, ver aqui, aqui e aqui.

Página 5. Note-se a gralha em baixo, erradamente dando a data do primeiro voo directo a jacto da TAP entre Lisboa e Lourenço Marques como tendo sido 1 de Julho em vez de 1 de Junho de 1970.

 

Página 16. Assinalando a efeméride com sêlos e carimbos.

11/05/2019

LOCOMOTIVA A DIESEL DOS CAMINHOS DE FERRO DE MOÇAMBIQUE, 1970

Imagem retocada.

 

Locomotiva dos CFM Nº50, D101, a diesel, em Lourenço Marques, 1970.

21/04/2019

GARRAFA DE REFRIGERANTE DE CANADA DRY

Acabada de lavar.

A Sociedade de águas de Montemor, cuja base ficava junto da então Povoação da Namaacha, foi a primeira empresa em Moçambique a comercializar refrigerantes e a primeira marca que comercializou foi a Canada Dry.

 

Garrafa de refrigerante da Canada Dry.

RÉCITA ESCOLAR DA SOCIEDADE 1º DE JANEIRO EM LOURENÇO MARQUES, 1912

A Sociedade de Instrução e Beneficiência 1º de Janeiro foi uma organização republicana e maçónica com grande influência em Lourenço Marques, especialmente após a imposição do regime republicano em Portugal através dum golpe militar que sucedeu a 4-5 de Outubro de 1910.

 

1 de 4. Note-se a referência ao “cidadão Governador Geral”, reflectindo ainda o espírito “revolucionário” do golpe de 1910 que derrubou a monarquia portuguesa.

 

2 de 4.

 

3 de 4. Para o arranque do programa, uma saudação à república….

 

4 de 4.

18/04/2019

RIQUEXÓS DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Riquexó em LM 1900 — ABM @ 20:27

Imagens retocadas.

O riquexó era um meio de transporte comum em todo o mundo a partir de meados do Século XIX e Lourenço Marques não era uma excepção, pelo menos enquanto a Cidade se limitava à sua dimensão inicial, na actual Baixa, sendo obviamente inviável quando se expandiu para Norte e para Nascente, na chamada Parte Alta.

 

Postal 1 de 2.

 

Postal 2 de 2.

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