THE DELAGOA BAY WORLD

16/07/2020

O MAESTRO BELO MARQUES EM LOURENÇO MARQUES, 1938-1941

Imagem retocada.

Belo Marques, num postal do Rádio Clube de Moçambique.

 

A Wikipédia dá um relato detalhado do percurso desta figura que passou brevemente pelo Rádio Clube de Moçambique (e por Moçambique) mas que deixou uma impressão.

(texto ligeiramente editado por mim):

José Ramos Belo Costa Marques du Boutac (Leiria, 25 de Janeiro de 1898 — Sobral de Monte Agraço, 27 de Março de 1987) foi um violoncelista, compositor e orquestrador português.

Com nove anos de idade, iniciou em Leiria os seus estudos musicais, com o Professor Joaquim Silva, aprendendo a lidação de vários instrumentos, e participando em vários agrupamentos musicais, prosseguindo-os depois em Lisboa. Na altura era considerado um “menino prodígio” por dominar já vários instrumentos aos treze anos, após apenas quatro anos de estudo, dado a que não teve uma formação musical convencional.

Em 1914, com 16 anos de idade, foi contratado para tocar no Casino Mondego, na Figueira da Foz, onde conheceu o violoncelista João Passos, que virá a ser o seu mentor na escolha desse instrumento.

Tornou-se músico profissional em 1918, actuando em paquetes que ligavam a Europa e a América do Sul, percorrendo vários países da Europa e da América, entretanto aprofundando os seus conhecimentos musicais.

Em 1924, regressou a Portugal para cumprir o serviço militar. Em 1926, foi para Santarém, onde fundou e dirigiu o Orfeão Scalabitano. Em 1929, viajou até aos Açores e a Madeira, dirigindo em Funchal uma orquestra privativa de 35 elementos, à qual imprimiu um estilo de grande qualidade, e que durou até ao final da sua carreira.

Regressou a Lisboa para fazer parte da Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro de São Carlos, dirigida por Pedro Blanch, e da Orquestra Sinfónica de Lisboa, dirigida por David de Sousa e, entre 1932 e 1935, começou a trabalhar regularmente no Casino do Estoril. Em 1935, ingressou nos quadros da Emissora Nacional, onde permaneceu três anos como primeiro violoncelista da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, então dirigida por Pedro de Freitas Branco.

Durante a sua estadia na Emissora Nacional, Belo Marques orientou o quarteto vocal de Motta Pereira, Paulo Amorim, Guilherme Kjolner e Fernando Pereira, fundando também a Orquestra de Salão, e remodelando a Orquestra Típica Portuguesa, à altura dirigida por Raúl de Campos.

Moçambique, 1938-1941

Em 1938, saiu da Emissora Nacional e viajou até Lourenço Marques para desempenhar o cargo de Director do Rádio Clube de Moçambique, onde fundou o seu Coro Feminino e as suas Orquestras Típica e de Salão.

Durante a sua relativamente curta mas frutífera estada em Moçambique, estudou o folclore indígena, fez uma recolha etno-musicológica das regiões de Tonga, Machangane, Zavala e Inharrime, do qual resultou o livro Música Negra. Estudos do Folclore Tonga, editado pela Agência Geral das Colónias, em 1943.

Em 1940, compôs a “Marcha Triunfal a Mousinho”, nas festas dedicadas a Mouzinho de Albuquerque, no Teatro Gil Vicente, em Lourenço Marques (actual Maputo), um evento que viria a reunir os vários orfeões participantes – o orfeão do Instituto Portugal, Escola Chinesa, Escola de Artes e Ofícios da Moamba e o grupo coral Indo-Português, compondo em simultâneo a “Marcha à Mocidade Portuguesa de Inhambane”.

Em 1941, compôs o poema sinfónico “Bartolomeu Dias” e a fantasia “Masseça”, fantasia composta “sobre motivos indígenas”, tendo como base a canção que é cantada em tôda a região de Masseça com a mesma popularidade do «Vira» em Portugal. Ambas as peças foram incluídas na sua “Fantasia Negra”, fantasia em seis andamentos para coro e orquestra, onde o próprio conseguiu, com muita dificuldade, executar a técnica da Escala Nicrocromática do Quarto de Tom, recolhido pelo próprio em Moçambique, durante as suas investigações em Zavala, e aprovado por um Congresso Internacional em Viena.

Fantasia Negra viria a estrear em 19 de Outubro de 1944, no Teatro de São Carlos em Lisboa, com a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, dirigida por si.

Em Portugal, Outra Vez

Regressou à Emissora Nacional, em 1941, em plena II Guerra Mundial, onde se dedicou totalmente à canção popular e ligeira, sómente por motivos economico-financeiros, regressando à Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional como violoncelista e regente de ensaios, sendo responsável pela criação de quatro orquestras novas na estação pública: a Orquestra Ligeira, dirigida por Fernando de Carvalho e Tavares Belo, a Orquestra de Variedades, dirigida por António Melo e Fernando de Carvalho, a Orquestra Típica Portuguesa, refundada sob a sua direcção, e a Orquestra de Salão, em parceria com René Bohet, entre 1942 e 1945, e depois como titular entre 1948 e 1954.

Na Emissora Nacional, criou o Centro de Preparação de Artistas, que contribuiu para o lançamento de novas estrelas da rádio como os cançonetistas Francisco José, Júlia Barroso, Tony de Matos, Simone de Oliveira, Madalena Iglésias e Maria de Fátima Bravo, entre outros.

No Festival da Canção Latina, representou Portugal com Maria de Lourdes Resende e Guilherme Kjolner, sendo-lhes concedidos os dois primeiros prémios.

Dirigiu durante as décadas de 40 e 50, em simultâneo, a Orquestra Típica Portuguesa, até à sua extinção em 1954, a Orquestra de Salão da Emissora Nacional e o Coro Feminino da Emissora Nacional.

Com a extinção das mesmas, Belo Marques reformula a sua orquestra privativa de estúdio, e com os elementos da Orquestra Típica Portuguesa, fundou a sua própria orquestra típica, e ambas ficariam em constante actividade, gravando muitos discos até 1960.

Em 1956, viria a ser um dos ajudantes na fundação da Orquestra Típica e Coral de Alcobaça, que teria uma projecção e popularidade surpreendentes na década de 60 do Séc. XX, quando foi dirigida por Alves Coelho Filho.

Em 1958, foi demitido da Emissora Nacional, em virtude de se ter atrevido a votar no General Humberto Delgado (candidato da Oposição, que concorreu contra Américo Tomás, o candidato de Salazar e da União Nacional) e retirou-se na década de 1960, com o relançamento das gravações oficiais do “Fandango da Suite Alentejana” de Luís de Freitas Branco, e da “Rapsódia Alentejana” de Sousa Morais.

A seguir ao golpe militar de 25 de Abril de 1974, Belo Marques foi nomeado Consultor de Programas Musicais da Emissora Nacional, cargo que desempenhou até 1981, quando, já com 83 anos de idade, foi reformado. Nesse mesmo ano, Belo Marques foi homenageado por Raúl Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia no primeiro programa da série E o Resto São Cantigas, sendo ainda nomeado como director dos programas da então nova televisão de Moçambique.

Faleceu em 1987, na sua casa em Sobral do Monte Agraço, perto de Lisboa, onde hoje existe uma rua com o seu nome.

 

Uma genial recolha de Miguel Catarino,  que escreveu o seguite:  “esta gravação de “Mulowa” data de 1974, foi efectuada no Estúdio do Rádio Clube de Moçambique, em Lourenço Marques, num programa de Música Popular pelo Coro Feminino e Orquestra Típica da estação radiofónica moçambicana, sob a regência do maestro António Gavino, que se realizava habitualmente às 6ªs feiras. Aqui, escutamos uma interpretação impressionante de um tema popular do Folclore Tonga oriundo da Vila de João Belo (aka Xai-Xai), Chibuto, Zavala, Manjacaze e Inharrime, recolhido pelo maestro Belo Marques e que se tornou célebre nos anos 60 graças ao Duo Ouro Negro.
Eis as considerações que Belo Marques teceu a respeito do povo de Zavala: «O preto de Zavala não aprendeu música, apreendeu-a! A música do preto de Zavala veio-lhe das suas árvores, do seu solo, dos seus rios, das suas fontes, e ele, sem mais trabalho que interpretá-la, nasceu a cantar. Por isso a alma desta gente é boa, canta e canta sempre! (…) Na música negra, há uma grande beleza e muito que observar, porque tôda ela tem um princípio e uma base natural. Há em tôda a música um mando único; uma forma única que êles sentem mas não podem explicar por palavras. A música negra é como uma bela pintura sôbre a tela da natureza!».
Nessas investigações, realizadas em Zavala e Inharrine, Belo Marques encontrou um povo muito musical, e que é o único povo no mundo que concebeu o “quarto de tom”. E o maestro, por coisas que eles cantaram, conseguiu inventar um sistema de composição musical definitivo para o Compasso Quaternário, dado a que ainda não se tinha assentado nenhum sistema para a Escala Micro-Cromática. A introdução do novo sistema concretizou-se em 1939, ano em que foi concebida a “Fantasia Negra em Seis Andamentos”, fantasia vocal sinfónica para Solista Feminina, Coro e Orquestra Sinfónicos do maestro Belo Marques, parcialmente estreado em 31 de Julho de 1942, pela Orquestra Sinfónica Nacional, dirigida por Pedro de Freitas Branco, com a execução da “Valsa das Febres” e a “Dança Guerreira do Gugunhana”, e totalmente estreada em 29 de Outubro de 1944, no Teatro Nacional de São Carlos, num concerto patrocinado pelo Secretariado Nacional da Informação e pela Agência Geral das Colónias, e em que foram solistas Raquel Bastos (soprano) e Paulo Manso (violino), acompanhados pela Orquestra Sinfónica Nacional e pelo Orfeão Scalabitano, dirigidos pelo compositor. No entanto, e ainda hoje, a obra não foi muito bem acolhida, tanto pela resistência dos músicos a respeito da Escala Micro-Cromática, como por causa dos peritos considerarem esta obra como demonstrativa da incapacidade do Belo Marques em se afastar de uma concepção ocidentalizada da música. Em contrapartida e em contraponto, a Escala inventada por Belo Marques foi aprovada por unanimidade num Congresso da Filarmónica de Viena, e desde essa altura que existem instrumentos adoptados para executarem o “quarto de tom”, principalmente as harpas. Esta foi uma das músicas que Belo Marques recolheu do Folclore Tonga, e que instrumentou para o Coro Feminino e Orquestra Típica Portuguesa da Emissora Nacional. ”

 

Dados adicionais:

https://digitarq.adlra.arquivos.pt/details?id=1081123

http://rpm-ns.pt/index.php/rpm/article/download/125/128

http://ric.slhi.pt/Seara_Nova/visualizador/?id=09913.037.011&pag=16  (Fernando Lopes Graça “destrói” A Fantasia Negra, sem o dizer – para variar)

11/04/2020

MANUEL VEIGA, LOCUTOR DAS PRODUÇÕES GOLO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagens de Graça Veiga, retocadas. Se o Exmo. Leitor conhecer alguma das pessoas não identificadas, por favor escreva uma nota para aqui.

Como quase tudo o que sucedeu após a entrega do poder em Moçambique à Frente de Libertação de Moçambique em 20 de Setembro de 1974, e quase toda a gente de que me recordo da minha infância africana, durante décadas perdi o rasto a Manuel Veiga, que me lembro de relatar os jogos de futebol, penso que para as Produções Golo. Muitos anos depois, através de uma filha dele, vi estas imagens e percebi que ele, que acredito que já faleceu, ainda ficou uns anos na nascente república (suspeito que não muitos).

 

Manuel Veiga e João de Sousa no meio, à direita o jornalista desportivo Agostinho de Campos, falta identificar o senhor à esquerda. É exactamente assim que retenho as primeiras recordações de Manuel Veiga e de João de Sousa, quando o Pai Melo me obrigava a ir com ele aos sábados e domingos à tarde para os jogos de futebol nos campos de Lourenço Marques (para dar algum descanso à Mãe Melo). Ao contrário de todos lá em casa, eu odiava futebol e aquelas longas tardes, habitualmente quentes, solarentas, poeirentas e secas eram quase perdidas, e eu, com 5-7 anos de idade, procurava ocupar os tempos com tudo o resto o que se passava à volta do campo durante os jogos. Uma das actividades era sentar-me perto do Manuel Veiga e do então jovem João de Sousa e vê-los a trabalhar, fazendo os relatos para a rádio. Fascinava-se ver o Manuel Veiga, com o maior à vontade, ir contando o que se passava à frente dele no campo (que para mim era completamente chinês), oportuna e profissionalemente interrompido pelo João de Sousa, entre sopros do jogo, lendo breves mensagens comerciais, com uma dicção perfeita, calma e com a velocidade perfeita. Era uma dança fascinante, simultaneamente transmitida para todo o Moçambique através das antenas do Rádio Clube de Moçambique. O futebol naquela altura era uma religião, em particular aos fins de semana. Cresci a ouvir os relatos de futebol de Moçambique e os de Portugal, que o Pai Melo escutava através da Emissora Nacional, com a ajuda de um potente receptor de ondas curtas e, no quintal da nossa casa, de uma longa antena de onda curta. Para mim, no entanto, era tudo uma espécie de barulho de fundo, para embalar.

 

Manuel Veiga e João de Sousa no meio, Agostonho de Campos à direita, não sei quem é os senhor à esquerda. João de Sousa, no início da sua carreira, segura o livrinho dos anúncios comerciais, que ele lia intermitente e que deviam assegurar as receitas da empresa. Hoje, João de Sousa, já mais cocuana, refere que não progrediu mais depressa na sua carreira então porque não era branco (um grande sítio revela-o um “goês ilustre”, o que só soube hoje). Pois imagino que sim. Mas creio que este argumento deve ser largamente para enganar moçambicano, pois as (óbvias e penosas) barreiras raciais estavam a desabar nos anos 60 e, a seu tempo, ele teve uma carreira distinta antes e depois da independência, como certamente iria ter de qualquer maneira, pois ele de facto era muito bom e tinha (e tem) uma formação excelente e um talento indesmentível para o jornalismo. E estava bem rodeado de talento. E a qualidade não tem côr.

 

Manuel Veiga entrevista o árbitro de futebol João Paiva. João de Sousa no meio.

 

João de Sousa, Manuel Veiga. Segundo uma nota do João de Sousa, ” atrás do Manuel Veiga está o saudoso operador técnico do Rádio Clube de Moçambique, Eduardo Pereira. Independentemente da sua actividade profissional, ele foi baterista do conjunto de Renato Silva. Posteriormente formou o seu próprio grupo musical”. Não sei quem é o senhor à direita.

 

Manuel Veiga.

 

Manuel Veiga beb uma 2M.

08/04/2020

UMA HISTÓRIA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1933-1958

Imagens retocadas.

Este documento, publicado em 1959 para assinalar 25 anos desde a fundação e a primeira emissão radiofónica (18 de Março de 1933) do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique, foi originalmente divulgado pelo excelente (e aparentemente defunto) sítio Xiconhoca, de onde o copiei em 2009 e só agora estive a reler e a retocar, mais recentemente republicado pelo excelente Mozindico.

Apesar da sua retórica “vintage”, e dos posteriores revisionismos (ver um exemplo aqui) permanece um documento de referência que merece uma leitura “pandémica”.

Tendo eu nascido em 1960, lamento não haver um relato semelhante para o que foi feito no Rádio Clube nos quinze anos seguintes, e que considero merecer ficar registado.

1 – Capa – o emissor da Matola, com, à frente, a estátua da autoria do mestre escultor António Duarte.

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14- 1938 e 1939

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17 – Anos de 1940-1941

18 – Anos de 1941-42

19 – Anos de 1942-1943

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21- Anos de 1943-45

22 – Anos de 1945-48

23 – Ano de 1948

24- Anos de 1948-49

25 – Anos de 1949-1950

26 – Ano de 1949

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28 – Anos de 1950-1951

29 – Ano de 1951

30 – Anos de 1951-1952

31 – Anos de 1952-1953

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33 – Anos de 1953-1954

34 – Anos de 1954-1955

35 – Ano de 1955

36 – ANo de 1955

37 – Anos de 1955-1956

38 – Ano de 1956

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40 – Anos de 1956-1957

41 – Ano de 1957

42 – Anos de 1957-1958

43 – Ano de 1958

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01/04/2020

EMISSÃO DAS PRODUÇÕES GOLO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

 

Fotografia tirada durante um dos programas das Produções Golo, transmitido em directo de um Stand da Sociedade Ultramarina de Tabacos. Das pessoas, reconheço o João de Sousa e o António Luiz Rafael. Em Lourenço Marques fazia-se rádio a sério.

31/03/2020

EVELYN MARTIN DA LM RADIO, EM EAST LONDON, 1965

Imagem retocada, de Carlos Alfredo Albuquerque.

Evelyn Martin foi uma lendária locutora da LM Radio, tendo trabalhado naquela estação de música rock e pop que emitia a partir de Lourenço Marques, entre 1950 e 1974. Evelyn era filha de portugueses e nasceu e cresceu em Joanesburgo. Falava inglês e afrikaans perfeitamente. Depois do episódio da ocupação da sede do Rádio Clube de Moçambique em Setembro de 1974, foi para Joanesburgo, onde posteriormente trabalhou nas estações sul-africanas Springbok Radio e Radio Highveld. Hoje, cocuana, vive reformada naquela cidade sul-africana.

Evelyn Martin, aqui em East London (provavelmente numa acção promocional da LM Radio), 1965.

29/03/2020

CARTAZ DA LM RADIO EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Filed under: Cartaz da LM Radio 1973, LM Radio — ABM @ 23:57

Imagem retocada.

 

A LM Radio era um projecto do Rádio Clube de Moçambique que emitia em línguas inglesa e afrikaans para a África do Sul e cuja programação consistia em música pop e rock.

28/08/2019

ANÚNCIO DA LM RADIO NA IMPRENSA SUL-AFRICANA, 28 DE JULHO DE 1963

Imagens retocadas.

Este anúncio foi publicado como inserção publicitária nas edições de Domingo, 28 de Julho de 1963, dos jornais sul-africanos Sunday Times, Sunday Tribune, Cape Argus, Evening Post, Dagbreek, Volksblad e Die Burger.

Aconteceu numa era em que o meio de comunicação mais importante em África era a rádio.

Na África do Sul naquela altura, as estações de rádio estavam proibidas de transmitir música rock e popular aos domingos, o que constituia um verdadeiro “bloqueio”, especialmente para as camadas mais jovens da população.

Penso que a ideia lá era que as pessoas aos fins de semana eram supostas ir à missa e ficar em casa a tomar conta do jardim. Regra geral, nem sequer havia eventos desportivos organizados.

Esse bloqueio era estrondosa e efectivamente furado a partir de Lourenço Marques pela LM Radio, situada fora da alçada do governo sul-africano e que dessa forma praticamente mantinha um monopólio deste tipo de música, e que transmitia em onda curta e média para aquele mercado, nas línguas inglesa e afrikaans (exceptuando o callsign em português, ao topo de cada hora, que nenhum sul-africano entendia mas que todos conheciam: “aqui Portugal Moçambique fala o Rádio Clube em Lourenço Marques, transmitindo em ondas curtas e médias”):

E havia ainda o seu hino, nos anos 60, Have a Happy Day:

A estação era enormemente popular e rentável, em ambos os lados da fronteira, especialmente a partir do cair da noite, quando o alcance das emissões feitas a partir das antenas do Rádio Clube de Moçambique na Matola aumentava e se podia escutar a emissão em ondas curta e média até na Cidade do Cabo.

Para além de uma gigantesca audiência quase cativa, que trazia receitas consideráveis da publicidade, a LM Radio era o veículo ideial para promover artistas e bandas de música e alimentar as receitas com a venda de discos na África do Sul.

A aura que a estação LM Radio tinha reflectia-se favoravelmente na Cidade e em Moçambique, que era vista pelos sul-africanos (invariavelmente, brancos) como um dos destinos de férias mais desejáveis, dentro dos seus orçamentos. Anualmente, especialmente na época de Natal, a região entre Lourenço Marques e Inhambane era verdadeiramente invadida por visitantes sul-africanos, que os habitantes da Cidade, informalmente, chamavam, a eles, “bifes” e a elas “bifas” ou “bifetecas”.

Retrospectivamente, é curioso isto tudo acontecer numa altura em que o regime português, ainda sob a alçada do incontornável Dr. Salazar, estava sob forte contestação, a oposição nacionalista moçambicana em constituição, o mesmo acontecendo na África do Sul, sob o apartheid e Hendrik Verwoerd, o Dr. Mandela tendo acabado de ser condenado por terrorismo. E enquanto tudo isso decorria, todos os jovens dançavam alegremente por cima de um vulcão, alheios a quase tudo e todos.

Ao som da grande LM Radio.

13/07/2019

A ORQUESTRA TÍPICA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 3 CANÇÕES, 1974

Gravação, em stereo (!), feita em 1974, de três canções típicas portuguesas, no Rádio Clube de Moçambique, interpretada pela Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique, dirigida por António Gavino. Disponibilizada hoje por Miguel Catarino num sumptuoso canal que ele tem na plataforma Youtube.

Para ver, prima no botão que o leva até à conta do Miguel.

Estas músicas não fazem bem o meu estilo, que na altura era mais Frank Sinatra, jazz e música clássica, mas aqui fica para conhecimento.

Na apresentação desta gravação, o Miguel escreveu o seguinte:

Fundada em 1961 por si, e dirigida pelo próprio até à independência, a Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique foi a responsável pela divulgação da Música Tradicional Portuguesa em terras de Lourenço Marques, com concertos semanais às sextas-feiras, que eram muito aplaudidos pelo público e pela crítica, que afirmava com um sentimentalismo e saudosismo intoleráveis que: “a figura de Belo Marques é recordada com saudade cada vez que a Orquestra Típica actua”.
Quando na verdade, apesar da presença evidente da referência do dito “principiante”, tal como dizia o próprio sobre si, e tal como foi para o outro lado da vida, imperava com mais força o espírito criativo de António Gavino, responsável de cerca de 1600 orquestrações no Rádio Clube, e que lhe valeu em 1965 o título de Melhor Compositor de 1965 do Festival da Imprensa de Lourenço Marques.
Eis aqui três dessas 1600 orquestrações providenciadas pelo fundador das Orquestras Típicas de Alcobaça, Rio Maior e Santarém (Scalabitana), e que sugiro que me digam como se chamam originalmente, tanto a especialistas como aos meus regulares espectadores.

 

14/05/2019

FILME SOBRE O RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1964

Video do canal de João Manuel Pedrosa Alves no Youtube, feito a partir de um filme que faz parte do arquivo da RTP. O filme, a preto e branco, tem a duração de 16:26 minutos.

Logo na abertura, Vê-se Manuela Arraiano (Bellini). Também se vê um excerto do programa Teatro em Sua Casa. E a Grande Senhora da LM Radio, Evelyn Martin. E muito mais.

Em 1964, o RCM foi a primeira emissora portuguesa a emitir em FM e em Stereo (apenas em Lourenço Marques), acho que era conhecida como Estação D, hoje uma ubiquidade total mas na altura parecia ser algo do outro mundo.

 

30/04/2019

A CENTRAL TÉCNICA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

Grato ao grande Ribeiro da Silva por identificar os dois técnicos do Rádio Clube.

A central técnica do Rádio Clube de Moçambique, anos 60. De pé, Carlos Alfredo Albuquerque. Sentado, Fernando.

08/11/2018

UMA HISTÓRIA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE

Em baixo, o texto publicado nos anos 60 no conhecido “Livro de Ouro do Mundo Português”, sobre a formação e o crescimento da rádio em Moçambique, que praticamente é sinónimo com uma só entidade: o Rádio Clube de Moçambique e o seu actual sucedâneo. Que, até aos anos 80, era o único meio de comunicação instantâneo e de alcance global naquele território e que, talvez por isso, e por imperarem ditaduras quer durante a fase colonial, quer depois, foi sempre um alvo preferido para os respectivos regimes. E no entretanto, serviu para aquele estranho e algo catártico episódio chamado o 7 de Setembro.

Isso não retira o mérito e a iniciativa louvável daqueles que fizeram a instituição, que, à sua maneira, trouxe Moçambique da idade da pedra para o Século XX. Nos anos 60, enquanto eu crescia em Lourenço Marques, possuir um aparelho rádio e poder escutar a sua excelente (e pelos vistos cuidadosamente censurada) programação, era uma ambição para todos, pretos ou brancos. A rádio era misteriosa, maravilhosa, instrutiva, divertida, eliminava barreiras e distâncias. E não havia alternativa.

Décadas mais tarde, o seu sucedâneo, a Rádio Moçambique, é um duplo dinossáurio: vive nos escombros do que foi (os terrenos das antenas da Matola foram despachados já há vários anos) e permanece um departamento do governo, com uma linha editorial orientada pelos caciques locais, um pequeno exército de funcionários públicos suportado pelo dinheiro dos contribuintes e onde a nomeação do seu director merece uma consideração quase ministerial na imprensa local. Seria mais eficaz vender o que ainda não foi vendido (o Palácio do Rádio daria um excelente hotel de charme), converter as comunicações para a internet com retransmissores regionais e privatizar a licença.

Pois o Mundo mudou. Daqui a 20 anos, para além das eventuais trafulhices, a Frelimo vai ganhar ou perder as eleições não pelo que ali se diga, mas pelo que se dirá na televisão, no Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp.

Capa de QSL do RCdeM década de 1940.

Edwiges Sequeira, a primeira locutora do serviço do Rádio Clube em língua inglesa.

17/04/2018

VITOR VLADIMIRO COM MANUELA ARRAIANO NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 50

Foto de Nuno Castelo Branco.

 

Vitor Vladimiro, à direita, com Manuela Arraiano, estrela do Rádio Clube de Moçambique. Não identifiquei a senhora no meio.

11/04/2018

ANTÓNIO LUIZ RAFAEL, ENTREVISTA COM A HISTÓRIA, MARÇO DE 2017

Ver esta entrevista, dividida em baixo em 15 curtas secções, foi um raro e enorme prazer.

Com profunda vénia ao Projecto Arquivo de Memória Oral das Profissões da Comunicação, da Escola Superior de Comunicação (Lisboa), que gravou uma interessantíssima conversa entre António Luiz Rafael e a Doutora Júlia Leitão de Barros, registada por Paulo Barbosa, na cidade portuguesa de Évora em 27 de Março de 2017.

António Luiz Rafael, 85 anos de idade, nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1933. Iniciou a sua actividade profissional em Portugal como locutor de rádio. Em 1956 foi para Moçambique, onde trabalhou no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques até ao final de 1975. Após o golpe de Estado de 25 Abril de 1974 e a declaração formal da independência, saiu de Moçambique e foi trabalhar para a Rádio Televisão Portuguesa em Lisboa, onde fez locução, jornalismo e entrevista. Mais tarde chefiou o Centro de Produção Regional de Évora da RTP. Está reformado desde 2003 e vive em Évora. Em 2016, publicou um romance.

Segue a entrevista de Júlia Leitão de Barros, que tudo isto aborda, em secções suaves e indexadas.

Parte 1/15 – Origens * Formação * Rádios em Lisboa * Rádio peninsular

Parte 2/15 – Rádio peninsular * Rádio Clube Português * Lourenço Marques * Grémio dos radiófilos * Rádio Clube de Moçambique

Parte 3/15 – Rádio Clube Moçambique * Censura * como se emitia reportagem * meios técnicos e humanos do RCM * teatro radiofónico

Parte 4/15 –  Organização dos turnos * RCM – informação * RCM – Ambiente trabalho * “Em africa é que eramos felizes” Censura * Financiamento do canal inglês * RCM – Financiamento * Ordenados * RCM – Programa “A hora das vedetas” Locutor / Jornalista * Entrevista a Salazar em Lisboa

Parte 5/15 – A guerra em Moçambique * RCM – Emissões em dialectos * As estrelas da rádio * revista rádio moçambique * O Nível do Português usado na Rádio * o Guião radiofónico * Sonoplastia * Centros de emissão regionais em dialeto * Rivalidades * Ser o primeiro a passar um disco * Telefonemas dos ouvintes de rádio * Espectáculos radiofónicos ao vivo

Parte 6/15 – Estudos de audiência * Custo da Publicidade * Publicidade Lida e Jingles * As radio-novelas importadas de Portugal * 25 Abril 1974 * a nova direção da RCM * 7 setembro assalto ao RCM * motivos vinda para lisboa * entrada na RTP * Formação em televisão * Formação na RTP * O telejornal da meia-noite * Os saneamentos na RTP em 1975 * Locutor / Jornalista * processo de trabalho de fazer reportagem em película * a composição da equipa reportagem * reportagens de ultima hora emitidas com bobines de imagem e som magnético separadas * “era uma época heroica” * a introdução do computador

Parte 7/15 – Os operadores imagem * trabalho em equipa * o guião de reportagem * o poder de síntese

Parte 8/25 – Jornalista que nunca fez publicidade * publicidade televisão dentro da informação * a nova geração de jornalistas formados * “calinadas em telejornais”

Parte 9/15 – Rádio e televisão atuais * “interpretações miseráveis” * “irritada ao ponto de partir a televisão”

Parte 10/15 – RTP regiões * Mudança para Évora * agenda regional / nacional * caso dos hemofílicos de Évora * relação com os políticos * Guterres casos com Cavaco Silva

Parte 11/15 – Reconhecimento da profissão repórter * Informação tendenciosa

Parte 12/15 – Motivos de orgulho * A preferência pela rádio * “a televisão é uma casa onde as pessoas tentam subir pelas costas do parceiro” * ambiente trabalho na televisão * balanço da profissão * critica ao ensino actual

Parte 13/15 – Quem gostava mais de entrevistar * o ensino da comunicação social * os jornalistas e os precários * Daniel Oliveira * Henrique Cymerman * Pedro coelho * “não temos moderadores em Portugal” * géneros jornalísticos preferidos * guerras na tv para ir ao estrangeiro

Parte 14/15 – Final da carreira na Televisão * Diário do Sul * Inicio da carreira de escritor * memórias de moçambique * considerações sobre TV actual

Parte 15/15 – Consequências da passagem da película para vídeo * implicações na edição da reportagem

18/09/2017

O AUDITÓRIO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES

 

O auditório do Rádio Clube de Moçambique, no Palácio da Rádio.

01/06/2016

O RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE E A PRIMEIRA DIRECÇÃO DO GRÉMIO DOS RADIÓFILOS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1930

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos de Moçambique em Lourenço Marques, precursor do Rádio Clube de Moçambique.

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique em Lourenço Marques, fundada em 18 de Março de 1933, precursor do Rádio Clube de Moçambique. Da esquerda: A. Morais, Abílio Brito, Aniano Serra, Ernesto Brito e Augusto Gonçalves.

Excerpto 1 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 1 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excerpto 2 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 2 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excepto 3.

Excepto 3 do “Livro de Ouro do Mundo Português, 1971.

 

24/05/2016

ANTÓNIO LUIZ RAFAEL, 2015

Filed under: António Luiz Rafael, Rádio Clube de Moçambique — ABM @ 18:24

António Luiz Rafael foi uma figura de destaque do Rádio Clube de Moçambique. Após a Independência, foi viver em Portugal, onde trabalhou na RTP.

Nasceu em 6 de Fevereiro de 1933.

 

António Luiz Rafael.

António Luiz Rafael.

23/05/2016

ROMÃO FÉLIX COM LIMA PEREIRA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1960

Foto gentilmente cedida por Romão Félix e restaurada por mim.

 

Lima Pereira ("Cangahiça") com Romão Félix, no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

Lima Pereira (“Cangahiça”) com Romão Félix, no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

ROMÃO FÉLIX ACTUANDO NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 60

Fotografia gentilmente cedida por Romão Félix e restaurada por mim.

 

Romão Félix, ao centro no lado direito, durante uma actuação no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, anos 60. Falta identificar os restantes presentes.

Romão Félix, ao centro no lado direito, durante uma actuação no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, anos 60. Falta identificar os restantes presentes.

ROMÃO FÉLIX E MARIA ADALGISA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 60

Fotografia gentilmente cedida pelo Romão Félix e restaurada por mim.

 

Romão Félix e Maria Adalgisa no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

Romão Félix e Maria Adalgisa actuando no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques, cerca de 1960.

26/10/2013

O CORO FEMININO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, MEADOS DOS ANOS 1950

Filed under: Coro feminino do RCM, Rádio Clube de Moçambique — ABM @ 23:21

Fotografia de Carla Botelho Pinhal.

 

O Coro Feminino do Rádio Clube de Moçambique, meados dos anos 50.

O Coro Feminino do Rádio Clube de Moçambique, meados dos anos 50.

RIBEIRO DA SILVA E O COMUNICADO Nº11/65 DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 1965

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

 

O Comunicado Nº11/65
O Comunicado Nº11/65, datado de 24 de Março de 1965 e assinado por Henrique Augusto da Silva Rodrigues, agradecendo a equipa (realçando, entre outros, Ribeiro da Silva) pelo seu empenho na ocasião da celebração do 32º aniversário do Rádio Clube de Moçambique. Realça também o trabalho feito nesta altura por Sara Pinto Coelho e os restantos elementos pelo sucesso na primeira emissão do programa “Teatro em Sua Casa” em som estereofónico (o Rádio Clube de Moçambique foi a primeira estação portuguesa a emitir regularmente em stereo).

RIBEIRO DA SILVA GRAVA “LALARITA E OS MOÇAMBICANOS”, 1973

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Capa de "Lalarita e os Moçambicanos.

Capa do Single 45 RPM de “Lalarita e os Moçambicanos, de F. Galamba, 1973. O som foi gravado e editado por Ribeiro da Silva.

Verso da capa.

Verso da capa.

Em baixo, oiça Lalarita cantando “Se Você Seguir o Seu Caminho”:

RIBEIRO DA SILVA GRAVA AMÉLIA MUGE EM LOURENÇO MARQUES, DEZEMBRO DE 1973

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Capa do Single entitulado "Natal", gravado e editado em Lourenço Marques por Ribeiro da Silva em 1973.

Capa do Single entitulado “Natal” (da Arco Íris Publicidade)  cantado por Amélia Muge gravado e editado em Lourenço Marques por Ribeiro da Silva e Eduardo Pereira em Dezembro de 1973.

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O verso do disco. Conforme se pode ler, em Julho de 1992, Amélia Muge, hoje uma cantora consagrada, escreveu uma nota recordando os tempos em que fez o disco.

Em baixo, oiça Amélia Muge a cantar “Natal, de Reinaldo Ferreira e Teresa, “, Lado A deste disco:

http://picosong.com/qjYY

Em baixo, oiça Amélia Muge a cantar “Natal. com o conjunto e coros de Raúl Baza, Lado B deste disco”:

http://picosong.com/qjex

RIBEIRO DA SILVA E HUMBERTO EM JOANESBURGO, ANOS 1960

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

 

Ribeiro da Silva junto a uma fonte em Joanesburgo com o seu amigo Humberto, anos 60.

Ribeiro da Silva junto a uma fonte em Joanesburgo com o seu amigo Humberto, anos 60.

RIBEIRO DA SILVA NUM PROGRAMA NO DRAGÃO DE OURO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

Imagens de Carlos Alberto Ribeiro da Silva, gentilmente cedidas, restauradas.

Entre 1962 e 1975, o Carlos foi técnico de som no Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Actualmente, reside em Setúbal, Portugal.

Ribeiro da Silva a trabalhar num programa na rua algures em Moçambique, penso que no início dos anos 70.

Ribeiro da Silva a trabalhar num programa na rua ao pé da praia do Dragão de Ouro em Lourenço Marques, no início dos anos 70. Referiu ele: Aqui só estou e o Carlos Alfredo Albuquerque, identificados. Não me lembro do nome do colega que está de costas…vou tentar saber.”

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