THE DELAGOA BAY WORLD

13/09/2012

O MONUMENTO A CALDAS XAVIER NA BEIRA, ANOS 1970

Monumento a Caldas Xavier, um militar português que morreu algum tempo depois do combate em Marracuene na madrugada de 2 de Fevereiro de 1895, considerada uma batalha que marcou a viragem crítica na instabilidade no Sul de Moçambique na altura e salvou a pequena Lourenço Marques de ser atacada. O monumento estava numa praça da Beira e foi apeado após 1975. Caldas Xavier foi considerado pelos seus contemporâneos “o” verdadeiro herói do momento, entre eles Paiva Couceiro. Mas na altura quase tudo foi ofuscado pelo insane assalto e aprisionamento de Gungunhana por Mouzinho de Albuquerque.

 

A Wikipédia refere o seguinte, sobre Caldas Xavier: ”

A expedição partiu de Lourenço Marques a 28 de Janeiro de 1895, adoptando um dispositivo de marcha que facilitava a rápida formação em quadrado, estratégia que havia sido ensaiada como a melhor resposta a nas regiões de savana aberta a um eventual ataque das forças africanas, de longe mais numerosas, mas mal armadas. A formação consistia na formação de um vasto quadrado, com as forças auxiliares africanas no exterior e a artilharia e as metralhadoras nos vértices, deixando as forças europeias protegidas e móveis no seu interior para poderem responder a qualquer brecha que o inimigo abrisse.

A expedição passou a noite de 28 de Janeiro bivacado em Anguane, e chegou a Marracuene pelas quatro da tarde do dia seguinte. Depois de ter permanecido no local durante três dias de tranquilidade, na madrugada de 2 de Fevereiro, a coluna foi violentamente atacada. Neste confronto, que ficou conhecido pelo Combate de Marracuene, o dispositivo em quadrado chegou a ser penetrado pelas forças inimigas, pondo em risco toda a estratégia defensiva que havia sido montada.

Contudo, Caldas Xavier, que comandava a coluna por doença do major Ribeiro, ajudado pelos capitães Roque de Aguiar e Eduardo Costa e os tenentes Paiva Couceiro e Aires de Ornelas, rapidamente conseguiram refazer a face do quadrado que havia colapsado e após hora e meia de descargas cerradas as forças da resistência africana foram repelidas.

Estava consumada a primeira de uma série de vitórias militares que terminariam com a destruição de Manjacaze, a capital do Império de Gaza e o aprisionamento de em Chaimite do poderosos Ngungunhane. Mas, para além de ter sido a primeira grande vitória portuguesa nas campanhas de pacificação de Moçambique, a vitória em Marracuene ficou célebre por ter permitido demonstrar que a estratégia do quadrado, mesmo quando penetrada, era defensável, pois até então, quadrado roto era considerado perdido.

A expedição vitoriosa regressou a Lourenço Marques a 5 de Fevereiro, trazendo à frente Caldas Xavier, pois o estado do major José Ribeiro Júnior tinha-se agravado, tendo desfilado pelas ruas da cidade.

Depois da expedição a Marracuene, e porque Caldas Xavier não estava em comissão militar em Moçambique, mas sim ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, não lhe foi dado comando de tropas. Apesar disso, o comissário régio António Enes, aproveitou as suas qualidades militares e prestígio nas operações seguintes, nomeando-o comandante do Serviço de Etapas, o órgão de apoio logístico e de socorro imediato às colunas empenhadas nas campanhas de pacificação.

Porém, a doença tropical, que há muito o minava, não lhe permitiu muito mais tempo de actividade. Teve de se recolher em casa de uma família amiga de Lourenço Marques numa tentativa de se restabelecer. Tal não aconteceu e Alfredo Augusto Caldas Xavier faleceu, na então cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, vítima de doença contraída em África, a 8 de Janeiro de 1896, poucos dias após a chegada como prisioneiro àquela cidade de Ngungunhane (o Gungunhana), o principal inimigo das pretensões portuguesas no território que viria a ser Moçambique. “

24/10/2011

HENRIQUE DE PAIVA COUCEIRO

Filed under: Henrique de Paiva Couceiro, HISTÓRIA — ABM @ 10:17

Foto de Miguel de Paiva Couceiro, neto de HPC, restaurada por mim.

Henrique de Paiva Couceiro participou com distinção nas chamadas “campanhas de pacificação” do Sul de Moçambique em 1895-1896. Mas esse foi apenas o início de um longo percurso pessoal.

Henrique de Paiva Couceiro.

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