THE DELAGOA BAY WORLD

07/09/2019

A ENTRADA DO JARDIM VASCO DA GAMA EM LOURENÇO MARQUES, 1935

Imagem retocada.

 

Na pequena praça em frente à entrada principal do Jardim Vasco da Gama, em 1939 seria colocado um monumento a assinalar a passagem pela Cidade do Presidente Óscar Carmona, em 1939. A mesma seria retirada em 1975 e uns anos depois seria ali colocada uma pequena estátua do Presidente Samora machel.  Na esquina do terreno em cima à esquerda, seria colocada em 1972 a Casa de Ferro. Note-se,, ainda no cimo da fotografia, o topo da velha Igreja de Nossa Senhora da Conceição, que seria demolida em 1944, e onde depois seria construída a sede do Rádio Clube de Moçambique.

A SEDE DO RÁDIO CLUBE E A IGREJA DA IMACULADA CONCEIÇÃO EM LOURENÇO MARQUES

Imagens retocadas.

No preciso local onde fica a entrada da sede do Rádio Clube de Moçambique – actualmente a Rádio Moçambique, EP – existiu durante quase 60 anos uma igreja, a primeira igreja católica em Lourenço Marques, edificada no âmbito da conhecida missão liderada por Joaquim José Machado e que desembarcou em Lourenço Marques em 7 de Março de 1877. O templo foi dedicado à Imaculada Conceição que permanece como a Padroeira da Cidade. Num quase inexplicável rearranjo da Cidade iniciado na década de 1930, a igreja seria demolida no início da década de 1940, sendo, simultaneamente, edificada, mais abaixo na mesma rua, a Sé Catedral, também dedicada à Imaculada Conceição, que seria inaugurada pelo Cardeal Cerejeira em Agosto de 1944.

A Sede do RCM, anos 50. Ao fundo, a Sé Catedral.

 

A mesma perspectiva. À esquerda, o depósito de água do Jardim Vasco da Gama.

 

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, década de 1890. 

 

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, década de 1890, no mesmo local onde viria a ser edificada a sede do Rádio Clube.

01/09/2019

LOURENÇO MARQUES EM 1974

Imagem retocada.

 

Lourenço Marques em 1974, foto tirada de cima do Prédio Montepio em direcção a Nascente. Interessante nesta imagem é poder ver-se claramente o quarteirão onde fica situado o Hotel Club. Por esta altura, à direita da casa na extrema da imagem (do lado direito também), já estaria implantada a Casa de Ferro.

23/05/2019

FIGURAS DA RÁDIO E DA CANÇÃO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Imagem retocada.

 

Imagem tirada no palco do Auditório do Rádio Clube de Moçambique. Da esq. para a direita: o Maestro Artur Fonseca, a cantora Natércia Barreto, Maria (cantora  nascida em L.M., naturalizada sul-africana – ver em baixo), Berta Laurentino  e Aníbal Coelho.

 

Sobre Maria

Carmélia Maria Nato Lopes was born in Lourenço Marques (now Maputo) in Mozambique, on 4 March 1945. She was raised in Johannesburg, South Africa, and in 1964 started singing professionally at venues such as Archies nightclub and the Lourenço Marques restaurant, both in Hillbrow, as well as at the Top of the Carlton. She was discovered by Dickie Loader when she sang backing vocals on one of his singles. She subsequently had 4 South African Top 20 hits, with “Clap Your Hands, Stamp Your Feet” going to number 1 in 1973, and charting for 19 weeks. She won a SARIE award for Top 20 Artist of the Year in 1974. Maria passed away in 1980.

Below – the 1974 song Scratch my Back (LP version)

The song below – Right or Wrong- was released in South Africa on 7″ single in 1968, and was also released on the album “This Is Maria”, also in 1968. It’s a cover of a Wanda Jackson song from 1961.

08/12/2018

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E LOURENÇO MARQUES

Não estou dentro dos mistérios associados a todos os dogmas e raciocínios da Igreja Católica e Apostólica Romana, especialmente no que concerne as suas figuras veneradas, como é o caso de Nossa Senhora da Conceição.

Mas, indubitavelmente, há uma relação especial entre esta figura da Igreja Católica e Portugal.

E com Lourenço Marques, desde o momento da sua fundação, no final do Século XVIII.

Lá iremos.

Segundo a Bíblia, Maria, também chamada Nossa Senhora da Conceição, era a Mãe de Jesus Cristo e mulher de José, um carpinteiro. O termo “conceição” deriva dela ter concebido aquele que, segundo a crença cristã, era filho de Deus.

Como tal, Maria, apesar de ser mulher, Nossa Senhora da Conceição, sempre ocupou um lugar de algum destaque na narrativa cristã, eventualmente tornada na única religião permitida no império romano pelo imperador romano Constantino (reinou entre 306 e 327), e que o sobreviveu, até hoje.

Entretanto passaram 1500 anos.

Diz a conhecida astrologista e intérpetre de Tarot Maria Helena no seu blog que “a celebração de Nossa Senhora da Conceição honra a conceção de Maria, que foi concebida sem haver pecado. A palavra “imaculada” deriva do latim “sem mácula” ou seja, sem mancha. No dia 8 de Dezembro de 1854, o Papa Pio IX [papa entre 1846 e 1878, o mais longo mandato papal e um dos mais controversos na história do catolicismo] definiu e proclamou, através da bula “Ineffabilis Deus”, a concepção imaculada de Maria como um dogma religioso e desde então esta data é celebrada pela Igreja Católica e por todos os fiéis. O dia 8 de Dezembro antecede em nove meses a data da natividade de Maria, que é o dia 8 de Setembro, e por essa razão esta data ficou definida pela Igreja Católica como a data em que Maria foi concebida.

Em bom português, o relato bíblico original sugeria vagamente que Maria concebeu Jesus Cristo sem ter tido relações sexuais (o perpétuo “pecado” católico), contribuindo para o seu estatuto como filho de Deus. Pio IX proclamou-o como facto inquestionável.

Muito antes do pronúncio de Pio IX, no entanto, já um monarca português, João IV,  tomara uma posição semelhante em relação a esta figura do catolicismo e fizera algo relativamente insólito. D. João IV era o  Bragança que se chegou à frente em 1640 para se tornar o monarca de Portugal, quando alguns portugueses se revoltaram, com sucesso, contra a Dinastia espanhola dos Felipes, detentora da coroa de Portugal desde 1580. Carminda Neves assim o relata:

Por proposta sua, durante as Cortes reunidas em Lisboa desde 28 de Dezembro de 1645 até 16 de Março de 1646, afirmando o soberano «que a Virgem Maria foi concebida sem pecado original» e comprometendo-se a doar em seu nome, em nome de seu filho e dos seus sucessores à Santa Casa da Conceição, em Vila Viçosa, «cinquenta cruzados de oiro em cada ano», como sinal de tributo e vassalagem, a dar continuidade à devoção de D. Afonso Henriques, que tomara a Senhora por advogada pessoal e de seus sucessores. O acto da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, efectuado com a maior solenidade pelo monarca a 25 de Março desse ano (1646), alargou-se a todo o País, com o povo, à noite, a entoar cânticos de júbilo pelas ruas, para celebrar a Conceição imaculada da Virgem, ou, mais precisamente, a Maternidade Divina de Maria. Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, não voltando por isso, desde aí, nenhum dos nossos reis a ostentar a coroa, direito que passou a pertencer apenas à Excelsa Rainha, Mãe de Deus. Em 1648 D. João IV manda cunhar moedas de ouro e de prata, tendo numa das faces a imagem da Imaculada Conceição com a legenda Tutelaris Regni – Padroeira do Reino. Em 1654 ordena que sejam postas em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares do reino pedras lavradas com uma inscrição alusiva à Imaculada Conceição (lápides essas ainda hoje existentes em certos locais). Outros reis seus sucessores continuaram a tradição deste culto de homenagem a Nossa Senhora, caso de D. João V, em 1717, que recomenda a todas as igrejas a celebração anual com pompa e solenidade da Festa da Imaculada Conceição, enquanto D. João VI emite um decreto criando a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Cabeça da Ordem (lugar principal) na Sua Real Capela.

Ainda hoje, o dia 8 de Dezembro é um feriado nacional em Portugal e, se me recordo, era também o Dia da Mãe na minha infância.

Acontece que, no início do Século XVI, estando os portugueses na posse de uma minúscula língua de terra que era a ilha de Moçambique, situada estrategicamente na costa oriental africana e na rota para o Oriente, que trouxe à Europa uma mudança civilizacional, ali edificaram gradualmente uma gigantesca fortaleza, cujo padroeiro católico é São Sebastião, evocado nas sete setas cruzadas que adornaram a bandeira provincial durante boa parte do Século XX.

No último quarto do Século XVIII (1782, se me recordo) os poderes lusos de então decidiram criar uma pequena guarnição permanente, estacionada numa imunda e insalubre língua de terra na margem Norte da então Baía do Espírito Santo, num local que não tinha nome conhecido e a que chamavam “Lourenço Marques”. Eufemisticamente, deram à pequena fortificação de lama, pedras e caniço ali erguida a designação de Presídio ou Fortaleza de …. Nossa Senhora da Conceição.

Que, por essa via, se iria tornar na Padroeira da futura cidade.

O Núcleo Museológico da Cidade de Lourenço Marques, construído nos anos 40 a partir das ruínas da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, década de 1960. O projecto do Núcleo Museológico foi da autoria de Pancho Guedes. As principais diferenças entre o que se vê e como era são que 1) a versão anterior era um pardieiro improvisado com materiais de terceira qualidade, 2) a inexistência de uma muralha a Sul (o que existia antes é a linha mais clara que se ê na base dessa muralha) e 3) o mar batia nesta parte Sul.

A cidade, sempre ténue, insegura e frágil, ainda levaria mais que cem anos a surgir e mesmo aí só após se manifestar o braço colonial britânico a Sul e os Boers a Oeste, e depois de descobertas as jazigas de diamantes e ouro naquela região e se compreendeu que, no contexto das comunicações de então (barco e caminho de ferro) um porto e uma linha de caminho de ferro a partir dali para o interior seriam investimentos estratégicos.

Lourenço Marques como era fora do núcleo original que é hoje a sua Baixa.

Em 1879, num acto de algum arrojo se se levar em conta a sua localização – no preciso local onde hoje está edificada a antiga sede do Rádio Clube de Moçambique, que na altura era ainda mato cerrado bem fora do perímetro urbano- os citadinos edificaram uma igreja, a primeira de Lourenço Marques, a que deram o nome de Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

A futura Igreja de Nossa Senhora da Conceição a ser construída em Lourenço Marques, cerca de 1880.

A igreja foi inaugurada em 1881.

Ali ao lado, num ponto estratégico de visibilidade, construíram os britânicos o seu consulado, que dobrava como residência consular.

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de costas para o futuro Jardim Vasco da Gama. Ao fundo, o Consulado Britânico, que hoje é a sua embaixada em Maputo.

A então Avenida Dom Manuel, em Lourenço Marques, década de 1890, com a igreja original ao fundo. Onde se encontram os bungallows improvisados, seriam construídos a futura Sé Catedral, a Câmara Municipal e a Praça Mouzinho (hoje Praça Samora). Litografia pintada por mim.

Pouca gente hoje sabe que ao Alto-Maé correspondeu uma Freguesia cujo nome formal era …. Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Alto-Maé.

O estilo desta primeira igreja tem zero a ver com o que quer que seja que se fizesse em Portugal em termos da sua arquitectura. Olhando para as imagens, parecia ser uma igreja episcopal inglesa. Mas ali foram baptizadas, casadas e feitos elogios fúnebres, a gerações de habitantes da Cidade.

O Altar da velha Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Lourenço Marques em 1919, com a estátua representando Nossa Senhora da Conceição Imaculada. Uma rara foto a preto e branco tirada por Louis Hily e colorida por mim. O original desta foto é hoje propriedade do meu caro Paulo Azevedo.

Com o crescimento da Cidade, na segunda década do Século XX, as pessoas começaram a achar que a sua igreja era pequena demais para o número de crentes que a frequentavam. Mas salvo uns bravos mais dedicados, ninguém sonhava em fazer outra – certamente nada da escala e envergadura da que veio a ser inaugurada com enorme pompa e circunstância em Agosto de 1944.

Para uma Lourenço Marques cosmopolita, aberta ao Mundo, eminentemente urbana, relativamente sofisticada ainda que colonial, com igrejas de várias denominações, gentes oriundas de quase todo o mundo, casinos e casas de prostituição legais, uma forte dose laica e com o maior templo maçónico de todo o espaço português, a edificação de uma nova igreja de grande dimensão não era assunto leve.

A história a partir daí é magistralmente contada numa interessantíssima, magnífica e eminentemente legível tese académica (212 páginas, com dezenas de fotos no fim) de Ana Furtado, defendida em 2017 e publicada recentemente. Que choca e delicia pela erudição e abrangência dos assuntos ali abordados.

Segundo a Ana, e resumindo as coisas, a construção da actual Catedral deve-se a todo um contexto de então e, localmente, principalmente a 4 pessoas.

O contexto? António de Oliveira Salazar, um nacionalista convicto e um católico relativamente ferrenho, toma o poder em 1928 e, com uma ajudinha do seu amigo o Padre Cerejeira, na altura nomeado Cardeal em Lisboa, principia a construir o Estado Novo, com uma forte componente religiosa, que ele considerava parte da “fibra da Nação”. Essa obra incluiu a assinatura de vários acordos com a Santa Sé e um investimento considerável nos esforços de implantação e reforço das instituições católicas em todos os territórios que na altura integravam Portugal. Simultaneamente, desencadeia um conjunto de acções com vista a reforçar um sentido de objectivo à sociedade portuguesa, baseada no passado histórico, que se procurou glorificar até ao ponto da exaustão.

É neste contexto que a ideia de se fazer uma nova igreja em Lourenço Marques evolui, com uma crescente atenção e eventualmente, quase apropriação por parte do Estado, para os seus desígnios de glorificação nacional.

As quatro pessoas:

  1. o missionário franciscano e Prelado, D. Rafael da Assunção, que para além de puxar por este projecto, foi a força por detrás da construção das igrejas da Missão Franciscana da Beira, de Homoíne e de São José de Lhanguene.
  2. o Arquitecto António Couto Abreu, que desenhou um projecto de uma igreja (assinado a 20 de Setembro de 1922), considerado algo faraónico e inviável, pois não havia dinheiro e quase tudo que ele previa tinha que ser importado (nota: houve um projecto anterior por Tito Fernandes, mas esse foi logo às urtigas);
  3. o Engº Marcial Freitas e Costa, nos CFM desde 1922, que apresentou o projecto que foi executado, em linhas modernas, simples – e em cimento armado. E que depois foi a sua alma, executando-o.
  4. o lendário Engº Francisco Pinto Teixeira dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que, depois de anos e anos de a Câmara Municipal levantar obstáculos ao projecto, ele, que então havia recentemente assumido a presidência da Câmara Municipal de Lourenço Marques, aprovou o projecto de Marcial (os dois conheciam-se muito bem dos CFM) três dias depois de ter sido submetido.

Marcial Freitas e Costa, o criador do projecto da Sé Catedral, no seu gabinete de trabalho nos Caminhos de Ferro em Lourenço Marques, década de 1930. Não recebeu um tusto do trabalho que fez para a sua edificação. Foto reproduzida da tese de Ana Furtado.

Finalmente, a primeira pedra da futura Sé Catedral é lançada e abençoada com pompa no dia 28 de Junho de 1936.

A construção foi sendo feita. Havia o desejo de a inaugurar em 1940 – ano em que o Regime comemoraria estrondosamente a Fundação, a Restauração, a Portugalidade, etc. Mas as obras atrasaram-se porque entretanto chega a II Guerra Mundial e as coisas complicam-se rapidamente. Havia ainda menos dinheiro e ainda faltava fazer muita coisa. Um exemplo que a Ana dá é o dos vitrais da futura igreja, que foram fabricados na Alemanha e que quando estavam encaixotados para serem enviados para Moçambique, foram apanhados num porto holandês justamente quando a Alemanha invadiu aquele país em 1940. Ao mais alto nível da diplomacia, andou-se às voltas com os alemães para encontrarem e entregarem os vitrais a Portugal, o que foi feito.

A futura Sé Catedral em construção, final da década de 1930. Foto do Edgar Marques.

A igreja foi inaugurada no dia 14 de Agosto de 1944, ainda decorria a guerra, mas já se prenunciava a derrota de Hitler e a hegemonia dos EUA e da União Soviética. Portugal manteve a neutralidade, um pouco colada com cuspo mas enfim. As cerimónias foram lideradas pelo Cardeal Cerejeira, que viajou de barco até Lourenço Marques, a primeira (e a única) vez que um cardeal português se deslocou a uma colónia. Por se ter divorciado uns tempos antes, Ana sugere que Marcial Freitas e Costa foi considerado persona non grata na cerimónia inaugural e por isso terá aproveitado uma viagem aos EUA pouco antes (para ver se arranjava ferro para os CFM) para de seguida tirar uma licença graciosa em Portugal, pelo que nesse dia não estava em Lourenço Marques. Outros tempos.

A Sé Catedral na actualidade. Mantém a traça original mas é preciso dinheiro para a sua manutenção.

 

A fachada frontal.

 

Os vitrais, originalmente feitos na Alemanha de Hitler e trazidos de barco para Lourenço Marques, maioritariamente pagos do bolso de Marcial Freitas e Costa. Foram “apanhados” em caixotes num porto da Holanda quando os exércitos de Hitler invadiram aquele país. Em baixo, uma estátua evocativa de Nossa Senhora da Conceição.

 

O enquadramento da Sé Catedral, anos 60, ao lado da Câmara Municipal e do monumento a Mouzinho de Albuquerque. Desde então, saiu Mouzinho e entrou Samora.

Em 1944, velha a Igreja de Nossa Senhora da Conceição foi desconsagrada (passando a sua consagração para a nova Sé Catedral, cujo nome formal ainda é Igreja de Nossa Senhora da Conceição) e a seguir foi demolida. No mesmo local, sete anos depois, foi inaugurado no local o Palácio da Rádio, a então nova sede do Rádio Clube de Moçambique.

O Palácio da Rádio, sede do Rádio Clube de Moçambique, década de 1960, implantado no mesmo local onde, mesmo em frente ao velho edifício que se vê à direita, estava a original Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Marcial Freitas e Costa faleceu precisamente quatro meses depois, em Lourenço Marques. O seu corpo foi posteriormente trasladado para um cemitério em Portugal.

Merece ser recordado neste dia 8 de Dezembro de 2018, 372 anos após a proclamação de D. João IV, 236 anos após a fundação do Presídio de Lourenço Marques, 164 anos após a proclamação do Papa Pio IX, 137 anos após a inauguração da primeira Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Lourenço Marques, e 74 anos após a inauguração da Sé Catedral e do seu desaparecimento físico.

 

14/08/2018

A ESTRADA PARA A PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1890

Arquivos do Rijksmuseum em Amsterdão. Foto retocada.

Grato ao Fernando Pinto-Vieira Penha, que identificou o Quartel dos Dragões no Alto-Maé.

 

A Estrada da Ponta Vermelha. Foto tirada um pouco abaixo de onde hoje fica o Hotel Girassol. Para saber mas detalhes, ver a imagem em baixo.

 

A imagem, legandada.

17/04/2018

VITOR VLADIMIRO COM MANUELA ARRAIANO NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 50

Foto de Nuno Castelo Branco.

 

Vitor Vladimiro, à direita, com Manuela Arraiano, estrela do Rádio Clube de Moçambique. Não identifiquei a senhora no meio.

01/09/2017

PAINEL DECORATIVO DA FACHADA DO EDIFÍCIO DOS CTT EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 50

Imagem cortesia do Paulo Oliveira, retocada.

 

O painel decorativo na fachada do edifício que alojava a central telefónica de Lourenço Marques, na Av Augusto Castilho, junto ao Rádio Clube.

 

O edifício dos CTT junto ao Rádio Clube de Moçambique, em Lourenço Marques.

01/06/2016

O RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE E A PRIMEIRA DIRECÇÃO DO GRÉMIO DOS RADIÓFILOS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1930

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos de Moçambique em Lourenço Marques, precursor do Rádio Clube de Moçambique.

A primeira direcção do Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique em Lourenço Marques, fundada em 18 de Março de 1933, precursor do Rádio Clube de Moçambique. Da esquerda: A. Morais, Abílio Brito, Aniano Serra, Ernesto Brito e Augusto Gonçalves.

Excerpto 1 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 1 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excerpto 2 do "Livro de Ouro do Mundo Português", 1971.

Excerpto 2 do “Livro de Ouro do Mundo Português”, 1971.

Excepto 3.

Excepto 3 do “Livro de Ouro do Mundo Português, 1971.

 

06/10/2013

CASAMENTO NA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1930

Grato ao Mário Neto Pereira, que cedeu a fotografia que se mostra em baixo, e que foi restaurada.

O dia do casamento dos avós maternos do Mário, a comitiva

O dia do casamento dos avós maternos do Mário, 1937, a comitiva posa  depois da cerimónia na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Lourenço Marques, pouco tempo antes da sua demolição para mais abaixo se edificar a hoje chamada Sé Catedral (inuagurada em Agosto de 1944) e que também tem o mesmo nome formal. A igreja ficava situada onde hoje está implantada a antiga sede do Rádio Clube de Moçambique. Penso que esta foto foi tirada num estúdio fotográfico.

02/06/2013

A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E A AVENIDA CENTRAL EM LOURENÇO MARQUES, CERCA DE 1910

LM Av Central Igreja NS Conceição

A Avenida Central em Lourenço Marques, na descida para a Avenida Dom Luiz. À direita pode-se ver a fachada da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e à esquerda por detrás dos eucaliptos está o Jardim Botânico de Lourenço Marques. Em termos actuais, onde se vê a Igreja hoje está a sede da Rádio Moçambique, outrora o Palácio da Rádio do Rádio Clube de Moçambique. Esta foto é de cerca da primeira década do Século XX.

16/05/2013

ROMÃO FÉLIX E JOSÉ BANDEIRA NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1950

Fotografia de Romão Félix, restaurada.

 

Romão Félix actuando no papel de Parafuso,

Romão Félix actuando no papel de Parafuso, uma paródia do moçambicano negro suburbano, num programa de variedades do Rádio Clube de Moçambique. À sua direita está José Bandeira. Eles estão no Auditório do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques.

02/10/2012

O CORO FEMININO E UMA DAS ORQUESTRAS DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

A última de 4 magníficas fotografias sobre este tema enviadas por Carla Pinhal, pelas quais estou imensamente grato.

O Coro Feminino do Rádio Clube com uma das orquestras do Rádio Clube, nas instalações da sua sede, anos 1950. Veja a foto no seu esplendor máximo premindo na imagem com o rato do seu computador.

15/09/2012

A ORQUESTRA E CORO DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, COM ARTUR FONSECA, ANOS 1950

Fotografia de Fernando Cerejeira, restaurada.

 

 

A orquestra e o coro do Rádio Clube de Moçambique, em Lourenço Marques, aqui dirigidos pelo Maestro Artur Fonseca. Anos 1950.

17/07/2012

OS LOPES E O HOSPITAL MILITAR DE LOURENÇO MARQUES, INÍCIO DO SÉCULO XX

Fotografias de Olinda Cavadinha e da Torre do Tombo, restauradas.

O velho hospital militar de Lourenço Marques, situado mais ou menos onde hoje está implantada a Sé Catedral de Maputo. Antes de ser um hospital, durante a I Guerra Mundial, foi um edifício multi-usos. Veja a nota em baixo da avó da Olinda, que viveu lá. Para ver esta fotografia em tamanho (muito) maior, prima na imagem com o rato do seu computador.

A nota.

Mabel Elisabeth Lopes, avó da Olinda.

A original Igreja de Nossa Senhora da Conceição na então parte alta de Lourenço Marques, e mais à frente à sua direita o velho hospital militar (de salientar que a Sé Catedral formalmente tem o nome de Nossa Senhora da Conceição). A velha igreja estava implantada onde hoje fica o edifício da Rádio Moçambique, enquanto que o hospital, conforme referido, está aqui onde mais tarde foi edificada a Sé Catedral. Aqui cerca dos anos 1880.

Os dois edifícios, vistos mais de perto.

César Dias Lopes, avô da Olinda e marido de Mabel. A fotografia está um tanto fantasmaglórica pois foi assim que ficou digitalizada.

Os 13 filhos de Mabel e de César. Hoje em dia já não acontece muito isto.

A mesma foto com indicações numeradas para cada um. A Olinda ficou de me dar os nomes. Acho que a mãe dela é o nº 10 mas isso vê-se depois.

31/03/2012

A RESIDÊNCIA DO CÔNSUL BRITÂNICO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1910

O Consulado Britânico em Lourenço Marques. Foi o primeiro edifício na encosta, entre o núcleo original de Lourenço Marques e a Ponta Vermelha. Hoje aloja a embaixada britânica em Maputo. Fica na mesma rua do Rádio Clube (hoje Rádio Moçambique).

26/03/2012

CARLOS ALBUQUERQUE NO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Esta e outras fotografias bem como informações podem ser vistas no blogue Os Amigos da Rádio.

Carlos Albuquerque ao microfone num dos estúdios do Rádio Clube de Moçambique em Lourenço Marques. Foto restaurada.

21/03/2012

A SEDE DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

O edifício mais alto é a sede do Rádio Clube de Moçambique. Na esquina ficava o jornal Diário. Ao fundo, a torre da Sé Catedral. À esquerda o depósito de água do Jardim Vasco da Gama.

28/02/2012

O PALÁCIO DA RÁDIO, SEDE DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Filed under: LM Rádio Clube de Moçambique, LUGARES — ABM @ 01:04

 

 

O Palácio da Rádio, onde ficavam os estúdios do Rádio Clube de Moçambique, anos 1960.

11/02/2012

A SEDE DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1950

Filed under: LM Rádio Clube de Moçambique — ABM @ 16:05

Foto do IICT, restaurada.

O Palácio da Rádio, sede do Rádio Clube de Moçambique, pouco depois da sua inauguração.

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